quarta-feira, 6 de maio de 2009

Bexiga hiperativa: será que você sofre deste mal?

Sabe aquele medo de pegar trânsito ou fazer uma longa viagem e, de repente, se encontrar a quilômetros de algum banheiro? Ou pegar aquele cineminha no fim de semana e ter que deixar a sala de projeção para procurar o toalete... Para muitas mulheres, isso não é apenas uma mania, mas sim, o reflexo de uma doença que atinge cerca de 15% da população adulta, o que representa no Brasil quatro milhões de pessoas.

A Bexiga Hiperativa é velha conhecida dos especialistas, mas os problemas relacionados com a síndrome são pouco relatados pelas mulheres, principalmente por atribuírem como causa o processo normal de envelhecimento e pelo embaraço da abordagem do tema.

A Síndrome da Bexiga Hiperativa é caracterizada pelos seguintes sintomas, que podem aparecer em conjunto ou separadamente: urgência – freqüente desejo súbito, intenso e imprevisível de urinar; aumento de freqüência – mais de oito micções durante o período de 24 horas, podendo estar acompanhado ou não de noctúria (acordar duas ou mais vezes por noite para urinar); e urge-incontinência – episódios de perda involuntária de urina, associada ao desejo súbito e intenso de esvaziar a bexiga.

“Os problemas de micção relacionados à Bexiga Hiperativa não são naturais do avanço da idade e a doença tem cura, sim”, diz o urologista Dr. José Travassos. “Segundo dados da literatura, existem mais pessoas que sofrem da doença do que casos de Mal de Alzheimer ou osteoporose, e é apontada como um dos principais fatores que prejudicam a qualidade de vida”, completa.

A depressão e a perda de auto-estima são algumas das conseqüências diretas da Síndrome da Bexiga Hiperativa, além da sensação constante de “falta de higiene”. Estudos sugerem que ela cause mais transtornos à qualidade de vida do que a diabetes. Isso porque ela pode vir a prejudicar atividades diárias, a prática de esportes, o sono, a vida social e sexual.

Mesmo quando apresenta sintomas brandos, a Bexiga Hiperativa pode esconder uma doença mais grave, e ser o início de uma Incontinência Urinária. “A Bexiga Hiperativa trata-se de uma alteração funcional da bexiga, quando o órgão sofre contrações involuntárias. Isso pode estar associado a condições neurológicas, como lesões na coluna e esclerose múltipla, ou simplesmente ser de causa desconhecida”, explica o Dr. Travassos.

Os tratamentos passam de reeducação alimentar e física até intervenções cirúrgicas, dependendo da gravidade do caso. Porém, o diagnóstico da Síndrome da Bexiga Hiperativa só pode ser confiado a um especialista, no caso, um urologista. “Muitas mulheres sofrem com a doença, sem nem sequer se dar conta de que podem contorná-la. Informação é fundamental, mas também, a conscientização de que não é vergonha nenhuma falar sobre problemas mictórios, afinal, é algo muito mais comum do que se imagina”, conclui o Dr. José Travassos.


Fonte| Dr. Travassos – www.urologialaser.com.br