domingo, 26 de fevereiro de 2017

CRISE EPILÉTICA: VOCÊ SABE O QUE FAZER?

Evitar atitudes bruscas e procurar um médico logo depois é a melhor opção nesses casos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 50 milhões de pessoas no mundo são portadores de epilepsia. A doença costuma se manifestar por crises epiléticas, na qual ocorrem descargas elétricas nos neurônios que se propagam por todo o cérebro. Durante uma crise epilética, o paciente pode se mostrar apenas “desligado” ou ter convulsões. Nesse último caso, quem está perto muitas vezes não sabe como agir e acaba tomando atitudes precipitadas. É importante que a pessoa que socorre evite que o epilético sofra traumatismos (como bater a cabeça no chão), mas sem atitudes bruscas. “As crises epiléticas geralmente são de curta duração, por isso não há tempo para procurar ajuda médica. Nunca quem socorre deve tentar abrir ou colocar objetos na boca ou puxar a língua. Em casos de vômitos, deve-se virar a pessoa de lado para que não aspire essa secreção. Depois da crise, é importante sempre procurar o médico”, ensina o neurocirurgião do Instituto de Neurologia do Hospital Ecoville, Dr. Murilo Meneses. Existem vários tipos de crises epiléticas, mas, as mais comuns, são do tipo focais e tônico-clônicas. “As focais se manifestam de acordo com a função da área cerebral afetada, mas a pessoa não apresenta perda da consciência. Ou seja, o epilético pode perder o movimento da mão ou de uma das pernas por alguns instantes. Já nas crises tônico-clônicas, que são as convulsões, o movimento dos membros não é prejudicado, mas há perda de consciência”, explica o neurocirurgião. Dificuldades no parto, que possam causar falta de oxigenação no cérebro, é uma das causas da epilepsia. “Na maioria dos casos, não existe uma predisposição genética para a doença. A cisticercose, que é causada pela ingestão de alimentos contaminados com ovos de taenia solium, é um fator que freqüentemente provoca epilepsia. Outras origens da epilepsia incluem tumores cerebrais, infecções do sistema nervoso, alterações vasculares e traumatismos cranianos”, enumera o médico.

CirurgiaCerca de 25% dos casos de epilepsia não são controlados apenas por medicamentos, portanto, além das crises, o paciente costuma ter perda de memória, dificuldade de raciocínio e de concentração. Para essas pessoas, existe a alternativa da cirurgia para epilepsia. “A cirurgia é feita com técnicas avançadas de microcirurgia, que identificam o local exato onde as crises são geradas e retiram a área afetada. Em geral, após a cirurgia, com abolição das crises, as pessoas mudam consideravelmente a qualidade de vida, tornando-se independentes e com melhor auto-estima”, ressalta o Dr. Murilo.A cirurgia é indicada quando os medicamentos não controlam as crises epiléticas ou quando a avaliação neurológica demonstra que o tratamento por remédios não é possível. “A epilepsia pode ter cura, dependendo de vários fatores, como o tipo, a causa e o tratamento. A prevenção consiste em uma vida saudável, evitando fatores de risco como cisticercose e AVC”, enfatiza o neurocirurgião Murilo Meneses.

Vejam também :




10 de nov de 2015, 





















14 de set de 2016,