quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estresse faz o cabelo cair

Estress e perda de cabelo: tudo a ver!
ESTRESS: DOENÇA DO MUNDO MODERNO QUE É UMA DAS PRINCIPAIS CAUSAS DA QUEDA DE CABELO

Desde o século XVII o estress já era conhecido como "adversidade" ou "aflição". No final do século seguinte, a palavra derivada do latim ganhou novos significados, como "força", "pressão" ou "esforço". Mas foi apenas no século XX que estudiosos em ciências biológicas e sociais buscaram seus efeitos na saúde física e mental das pessoas. Para se ter uma idéia, "o estresse pode provocar além de uma queda capilar transitória, um eflúvio, cai e volta a crescer, mas também para quem tem tendência, pode agravar a calvície, e neste caso, tornar-se é irreversível, a menos que seja feita uma restauração (transplante) capilar", comenta o Dr. Arthur Tykocinski, dermatologista com atuação exclusiva em clínica e restauração capilar.

O assunto já tem destaque mundial, tanto que anualmente é realizado o Congresso de Stress da Internacional Stress Management Association (ISMA) - Brasil, que no mês passado aconteceu sua sétima edição em Porto Alegre. "Para quem tem tendência à calvície, o estress acelera o processo de queda de cabelo. Esse pode ser medicado através de tratamento clínico especializado", explica o dermatologista.

O estress é uma resposta do organismo às circunstâncias repentinas e súbitas. Para se adaptar às novas situações o corpo tem reações que ativam a produção de hormônios, entre eles a adrenalina. O chamado "estado de alerta" é uma das principais sensações. Como efeito dominó, de uma hora para outra os hormônios se espalham por todas as células do corpo, causando aceleração da respiração e dos batimentos cardíacos, as extremidades (mãos e pés) tendem a ficar suados e frios, a pressão arterial tendem a subir, o nível de tensão muscular pode aumentar etc. E tudo só volta ao equilíbrio quando o indivíduo se acalma.

O ideal é sempre prevenir e tentar o autocontrole. "Além de uma dieta saudável em proteína, zinco, silício, selênio e ferro, é melhor fugir do estresse. Mais do que isso, é importante tratar dos distúrbios do couro cabeludo, como oleosidade excessiva, caspa e dermatite seborréica. Fazer exames rotineiros também é importante. E sempre observar se há queda de cabelo para poder tratá-la o quanto antes", acredita Tykocinski.

Mais sobre
Dr. Arthur Tykocinski, dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, tem a prática voltada ao estudo e tratamento capilar. Membro da comissão organizadora da XV Congresso Mundial de Transplante de Cabelo, organizado pela ISHRS - Las Vegas, EUA - 2007.