sexta-feira, 15 de maio de 2009

O PROBLEMA DA INFERTILIDADE


Homens sofrem com agressões ao meio ambiente
Os motivos que costumam dificultar uma gravidez normalmente se referem a homens e mulheres em partes iguais, isto é, 40% associados a eles, 40% a elas e 20% ao casal. Para a European Society for Human Reproduction and Embryology, a infertilidade masculina vem aumentando em função das toxinas ambientais – fruto das agressões ao meio ambiente –, que acabam influenciando na produção de esperma de baixa qualidade.

Depois de analisar dados de 24 países europeus, o doutor Anders N. Anderson, coordenador dos estudos, chegou à conclusão de que, “enquanto diminuem os problemas femininos relacionados às trompas, a infertilidade masculina parece crescer. Muitos fatores ambientais têm definitivamente contribuído para aumentar o número de fertilizações in vitro” (os óvulos são identificados e colocados no laboratório em contato com os espermatozóides, que devem penetrar suas membranas e fertilizá-los para que só depois de assumirem a condição de embriões sejam inseridos no útero, possibilitando a gravidez).

Na opinião da doutora Silvana Chedid, ginecologista especialista em Reprodução Humana, fatores como aumento da poluição atmosférica, uso indiscriminado de pesticidas na lavoura, contaminação de mananciais aquáticos por esses mesmos agrotóxicos, além do aumento no consumo de alimentos industrializados e que contêm altas taxas de conservantes e hormônios, têm contribuído com o aumento da infertilizade masculina.

“As agressões ao meio ambiente, somadas a fatores como altos níveis de estresse social, têm prejudicado muitos casais que ainda não estão conseguindo realizar o sonho de gerar um filho por conta de espermatozóides de má qualidade”, diz a especialista.
A médica faz um alerta: “Além dos efeitos do aquecimento global, que têm mobilizado o mundo inteiro na busca de soluções para os mais variados problemas que os povos terão de enfrentar, nós, estudiosos da reprodução humana, antevemos outros graves problemas de continuidade das novas gerações”.

Fonte: Dra. Silvana Chedid, ginecolista especialista em Reprodução Humana, diretora da clínica Chedid Grieco (www.chedidgrieco.com.br) e chefe do setor de RH da Beneficência Portuguesa, em SP.