sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cigarro Eletrônico e Narguilé: novos vilões






A febre do narguilé, um cachimbo de água, é vista diariamente entre jovens reunidos para o consumo, que o consideram uma simples e inofensiva diversão. Entretanto, a dra. Irma salienta que esse ritual deixa o usuário prolongadamente exposto à nicotina, às substâncias cancerígenas do tabaco e ao monóxido de carbono, aumentando o risco para várias doenças.



"A água utilizada no narguilé filtra cerca de 5% das substâncias, isso sem falar que muitas vezes são adicionadas outras drogas ao tabaco, além da utilização de bebida destilada no lugar da água".



Deste modo, comparado ao cigarro, a exposição é muito maior. Uma roda pode durar até 2 horas, geralmente exalando fumaça em ambiente fechado. Fumantes de narguilé, ativos ou passivos, estão em risco para câncer, doença cardíaca, respiratória e efeitos adversos durante a gravidez.



Já o cigarro eletrônico é um cartucho descartável que parece um cigarro de verdade, com uma luz fazendo as vezes da brasa. O filtro, descartável, contém nicotina dissolvida em propilenoglicol, um líquido oleoso inodoro, sem sabor e incolor, conforme explica a dra. Irma.



Ele emite uma "fumaça" sem haver queima de qualquer substância e, a cada tragada, há liberação de certa quantidade de nicotina que pode alcançar os pulmões, chegando a oferecer até 300 tragadas contra as cerca de 15 de um cigarro comum. Suas características ainda não estão totalmente claras, mas como contém nicotina, pode ocasionar dependência e, assim, facilitar o início do fumo de cigarros.



Cabe ressaltar que as saídas alternativas de fumo fazem mal à saúde em proporções iguais ou maiores do que as causadas pelo cigarro. "Formas não convencionais do uso do tabaco são potenciais epidemias do próximo século. As pessoas começam consumindo um determinado tipo e vão passando para outros. Nenhuma forma do uso do tabaco é segura", alerta a especialista.