quarta-feira, 1 de julho de 2009

PÉ CHATO

Quantas vezes se ouve nos consultórios os pais dizendo: “Trouxe meu filho porque ele tem pé chato igual a mim, porém meus pais não tiveram o cuidado de me oferecer tratamento enquanto era possível”, ou então, “será que ele vai ter o joelho em xis, como o do meu avô?”. A dúvida é saber se existe algo relacionado à herança genética. Em primeiro lugar, é importante que se defina se o tipo de deformidade da criança é móvel ou rígida, se é funcionalmente aceitável ou não, e quais são as possíveis conseqüências para o futuro. Seguramente, as deformidades rígidas são as mais preocupantes e seu tratamento muitas vezes cirúrgico, para os quais o acompanhamento do ortopedista é essencial.

As deformidades fisiológicas de pé, joelho, quadril e coluna após o nascimento têm caráter involutivo, isto é, durante seu crescimento vão diminuindo sem a intervenção de nenhum artefato externo como palmilhas. Mesmo as crianças tendo certas heranças genéticas, o melhor tratamento para elas é deixá-las no convívio com a natureza onde os estímulos como irregularidades do terreno, aqueles nozinhos na grama, as pedrinhas, criam fatores de desequilíbrio que fazem o cérebro transmitir uma mensagem que reequilibra essa criança. Este hábito cria uma resposta automática a diversos outros fatores melhorando o equilíbrio, que é aquilo que entendemos ser essencial na função, propiciando uma melhor aptidão no desenvolvimento físico e esportivo.

As palmilhas, por sua vez, são indicadas quando a criança cai muito e não apresenta nenhum distúrbio neuro-motor para tentar acomodar sua postura de marcha, equilibrando a criança externamente. Ou são indicadas em alguns casos de dor de origem desconhecida, uma forma da chamada “dor do crescimento”, e que, por vezes, melhora com seu uso.
Portanto, leve seu filho ao ortopedista para sanar qualquer dúvida e, acredite a natureza é pródiga.