sábado, 23 de julho de 2016

Decidi ser vegetariano, e agora?





Decidi ser vegetariano, e agora?
Carla Knoplech, JB Online


RIO - A palavra 'vegetariano' não é originária da base da alimentação vegetal, mas da expressão latina "vegetus" que significa forte, vigoroso e saudável. Há quem simpatize com a causa, há quem a pratique, quem não coma carne e quem simplesmente não ligue para o vegetarianismo. Antes de tudo, vegetarianismo é um movimento que tem uma filosofia bem definida e simpatizantes por todo o mundo.

Teoricamente ele é um regime alimentar baseado em alimentos de origem vegetal, os vegetarianos excluem da sua dieta carne, bem como alimentos derivados, como por exemplo a gelatina feita com base em ossos animais. Os ovolactovegetarianos consomem também ovos e leite, e os lacto-vegetarianos leite e lacticínios.

Os vegetarianos estritos excluem da sua alimentação todo e qualquer alimento de origem animal, ou com ingredientes de origem animal. Os veganos excluem todos os produtos de origem animal não só da sua dieta como de tudo o que consomem, incluindo cosméticos, vestuário e calçado, entre outros produtos.Para entender um pouco mais a causa entrevistamos três pessoas: um vegetariano, um ex-vegetariano e um vegano.

A estudante de cinema Rafaela Sasson é vegetariana há um ano e conta que sempre pensou em parar de comer carne, mas se interessou pela causa quando viu o filme "Fast Food Nation". O filme conta a história da má alimentação dos norte-americanos e atenta para a questão exploratória da nação mexicana.

- Eu não como carne, nem mariscos, nem embutidos, mas como peixe. Virei vegetariana quando estava morando em outro país, no início acabei engordando muito porque só comia massa, mas gostei da sensação de diminuição do inchaço e da melhora na digestão. Quando voltei para o Brasil fiz dieta orientada por uma médica endocrinologista e acabei emagrecendo mais de dez quilos. Já encontrei vários vegetarianos mais radicais que eu, mas eu não tento mudar o pensamento deles. Penso em passar esse hábito para meus filhos, mas não vai ser algo que vou impor – disse Rafaella.

O diretor de teatro Diego de Souza foi vegetariano por três anos e meio e hoje em dia voltou a comer carne. Ele que era "semi- ovolactovegetarianos" conta que os hábitos da cidade grande mudaram a sua escolha.

-Virei vegetariano com 15 anos da idade, por influência do meu pai que fazia ioga e me passava ensinamentos de outras culturas. No início, apenas não comia carne vermelha, e depois parei de comer todas as carnes. A base da minha alimentação era arroz integral, grão-de-bico, saladas e verduras, ou seja: um prato bem colorido. Fui voltando a comer carne aos poucos, por uma questão de vontade, até porque essas divisões e nomenclaturas dentro do mundo vegetariano são rótulos muito fortes, já somos rotulados com tanta coisa na vida... Eu sou capixaba e vim morar no Rio de Janeiro, percebi que era sempre o chato e não tinha ninguém para dividir os pratos de comida em restaurantes – explica Diego.



Rosa Antunes, de 27 anos, era militante da causa "Veg". Vegana assumida, ela explica que o movimento é muito mais do que 'não comer carne', tem a ver com a exploração dos animais, a utilização de animais em projetos científicos e todo o descaso com o meio-ambiente.
-Primeiro fui vegetariana e depois me tornei vegana, porque quando somos apenas ovolactovegetarianos não percebemos o quanto ainda estamos sendo cruéis com os animais. Há vídeos como "A carne é fraca" e "Terráqueos" que me chocaram por falarem da causa de exploração animal de forma incisiva. Existem grupos que atentam para o simbolismo do movimento com panfletagens e se auto-entitulando como grupos de libertação animal -contou Rosa.



Rosa disse ainda que os veganos só precisam repor a vatamina B12, no resto, há alimentos substitutos à todos os nutrientes.
- Temos que nos alimentar bem para mostramos que somos veganos saudáveis. Sei, no entanto, que há alguns veganos, principalmente os que começaram agora, que são muito radicais e não admitem namorar alguém que coma carne. Hoje em dia entendi que para passar o que acreditamos adiante precisamos ser tolerantes, e muito. Até namoro um rapaz que come carne, veja só – finalizou Rosa.
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http://www.svb.org.br/folhetos/Oqueeservegetariano.htm
Que é ser vegetariano




Ser vegetariano, do ponto de vista nutricional, significa apenas não se alimentar de carnes de qualquer tipo (vaca, frango, peixe, carneiro, avestruz, escargô, frutos do mar...) e nem de produtos que contenham esses alimentos.
O vegetariano não come nada que fuja, esboce reação de fuga ou sofrimento quando está vivo.
Se uma pessoa come algum tipo de carne, mesmo que ocasionalmente, ela não é vegetariana.
Podemos utilizar a definição de semivegetariano para quem é predominantemente vegetariano, ou utiliza carne ocasionalmente (menos de 3 refeições por semana).
Atenção: vegetariano não vive de verduras e legumes. Esses alimentos fazem parte da alimentação, mas não são a base da dieta vegetariana.
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http://www.alegresvegetarianos.com/vegan.htm



Ativando sua alegria com a alimentação
Bons motivos para ser vegetariano
Para sua saúde
Gorduras animais favorecem o câncer, as doenças cardiovasculares, a obesidade, a diabete etc.
Carne industrializada contém, freqüentemente, resíduos perigosos de pesticidas, antibióticos e hormônios.
Na carne, as substâncias nocivas estão, em média, 14 vezes mais concentradas do que nos alimentos vegetais.



Para os animais o sofrimento nos matadouros é tão inimaginável quanto a angústia dos peixes que sofrem uma morte cruel por asfixia.
A grande procura pela carne mais barata possível, causa sistemas cada vez mais cruéis de criação dos animais.
Para o meio ambiente os dejetos da criação em massa são os principais responsáveis pela poluição de lagos e lençóis freáticos por nitrato.

Metade da poluição das águas causada pelo homem vem da criação de animais. O consumo de água para a produção de carne é muito maior do que o consumo para a produção de cereais.

O amoníaco dos dejetos animais contribui muito para a formação da chuva ácida.
O prolongamento da corrente alimentar por meio do animal (carne) necessita muito mais terra do que a produção direta de alimentos vegetais.

Para o terceiro mundo enquanto nos países mais pobres, milhares de crianças morrem diariamente de fome, esses mesmos países exportam cereais e soja para alimentar animais de abate nos países industrializados.

Cada vez mais pessoas decidem adotar a alimentação vegetariana e assumem desta forma a responsabilidade pelas suas ações.
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Fonte: SVV, Schweizerische Vereinigung für Vegetarismus, Sennwald, Suíça
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A revista Estilo Natural desse mês traz uma matéria bem legal, com 30 razões para se seguir uma dieta vegetariana. De estudos sobre obesidade, câncer e osteoporose, até motivos mais filosóficos como o bem estar animal, tem motivos de sobra para qualquer um pelo menos parar para pensar no assunto. A matéria pode ser acessada aqui, mas é somente para assinantes da revista ou do UOL.

A seguir, as 10 primeiras razões listadas na matéria, assinada por Melissa Diniz:

1. A obesidade é rara entre vegetarianos
2. Quem não come carne tem 50% menos chance de desenvolver diabetes
3. Mulheres vegetarianas são duas vezes menos acometidas por câncer na vesícula
4. Um estudo realizado por cientistas australianos constatou que o consumo de alimentos ricos em colesterol, como manteiga, carne vermelha ou queijo, aumenta o perigo de desenvolver o mal de Alzheimer
5. Vegetarianos têm 40% menos probabilidade de qualquer tipo de câncer
6. Os não-vegetarianos têm 88% mais risco de ter câncer no intestino grosso
7. A mortalidade por doenças cardíacas é menor em vegetarianos e entre os que ingerem carne apenas uma vez por semana
8. Vegetarianos sofrem menos de hipertensão
9. Vegetarianos costumam ter a imunidade maior, sendo menos atingidos por doenças oportunistas
10. Cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, descobriram que mulheres que comem uma porção de cerca de 60 g de carne por dia têm 56% mais risco de ter câncer de mama
Ainda que você tenha seus motivos para seguir uma dieta à base de carne animal, eliminá-la do cardápio alguns dias da semana pode fazer um grande bem para a sua saúde e para o meio-ambiente. Nosso colaborador, Tomás Buteler criou uma planilha em Excel muito simples que pode ajudar você a controlar melhor sua alimentação e assim reduzir gradativamente o consumo de carne. Confira: planilha de consumo de carne.



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ONU propõe que se coma menos carne para lutar contra a mudança climáticahttp://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=40535
Relatório recomenda 4 porções de carne por semana contra a crise climática
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41011
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Vídeos
http://www.apascs.org.br/videos.php
cenas fortes sobre criação intensiva, abate,
extração de lã e pele, testes e vivissecção.
Você poderá se surpreender com a nossa crueldade
contra seres indefesos.
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O Youtube traz vários filmes sobre o
vegetarianismo. Veja este, recém feito pela
Globo do Paraná sobre a feira Vegeratiana
em Curitiba



http://br.youtube.com/watch?v=CaYaQ8Og-P0
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Este vídeo foi produzido pela PETA, Organização
com 20 anos de fundação e ações em
defesa dos animais.
http://www.weshow.com/br/p/18721/razoes_para_ser_vegetariano
Guia São Caetano, o maior portal da cidade.
Quer ver e ser visto? Passa lá!
http://www.guiasaocaetano.com/





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