quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Devastação na Granja Viana com grande impacto ambiental

Manifestação contra Alphaville Granja Viana reuniu 500 pessoas com máscaras de animais

Ter, 22/Set/2009 09:19 Cidadania Socioambiental

O Movimento em Defesa da Granja Viana realizou, neste sábado, 19, uma manifestação contra o empreendimento Alphaville Granja Viana. A manifestação reuniu 500 participantes que, vestidos de preto e usando máscaras de macaco e outros animais, percorreram dois quilômetros da Avenida São Camilo, protestando contra o desmatamento promovido pelo Alphaville Granja Viana, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Numa grande performance coletiva, os 500 manifestantes protestaram contra a chacina da floresta e dos animais. Os manifestantes deitaram-se no asfalto, com uma faixa vermelha simbolizando o sangue dos animais sacrificados.

O desmatamento de Mata Atlântica pelo loteamento já atingiu 300 mil metros quadrados, área equivalente a 27 campos de futebol. No começo da semana o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM) protocolou uma ação civil pública no Fórum de Carapicuíba, pedindo o embargo e a nulidade da licença ambiental que ameaça Áreas de Proteção Permanente (APPs), a flora e a fauna do local. Na área foram identificadas espécies de animais silvestres em extinção. A liminar foi negada pela juíza Juliana Marques Wendling, sob o argumento que existia a licença para desmatar, emitida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Segundo Carlos Bocuhy, presidente do PROAM, "o judiciário não demonstrou sensibilidade e está permitindo que a ferida aberta se transforme em gangrena". O PROAM está ingressando com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, solicitando a nulidade da licença ambiental.


Licença para matar - De acordo com Bocuhy, a licença ambiental fornecida ao empreendimento foi um equívoco. Segundo estabelece a lei federal 11.428, de dezembro de 2006, o desmatamento da vegetação local somente seria permitido em casos de utilidade pública e interesse social, mas, mesmo assim, somente depois de passar por criteriosa avaliação ambiental. Além disso, a área encontra-se listada no Programa de Conservação de Áreas Prioritárias para a Conectividade do Projeto Biota-Fapesp, editado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A presença de espécies em extinção significa que nenhuma licença ambiental poderia ter sido emitida sem um estudo aprofundado sobre a flora e a fauna. Para Bocuhy, um processo como esse, com impactos significativos, deveria ser, no mínimo, objeto de um Relatório Ambiental Preliminar (RAP) e posteriormente de um Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA-RIMA). Incomprensivelmente, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente submeteu o licenciamento a um ineficiente rito sumário.

Sem audiências públicas – "O empreendimento foi licenciado sem nenhuma transparência, o que causou estranheza ao movimento ambientalista e revoltou os moradores da Granja Viana. O perfil dos moradores da Granja Viana é ambientalista, as crianças são educadas com forte apelo ambiental e de preservação, pois os pais são pessoas de São Paulo que saíram da cidade em busca de qualidade de vida e porisso preservam o verde e os animais. Violentar o perfil da Granja Viana com esse rito sumário, sem discussão com a sociedade foi uma estupidez cometida pela empresa e pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que emitiu a licença para o desmatamento", afirma Bocuhy.
Erosão - O início das obras de terraplanagem do Alphaville Granja Viana colocou o solo em exposição à ação do tempo, provocando erosão e o carregamento de sedimentos para áreas próximas e causando o aterramento e assoreamento de nascentes, além de trazer danos a moradores vizinhos. Com a chuva forte que caiu em São Paulo na semana passada, houve riscos de desmoronamento em áreas de declive.

Extinção - No local desmatado, existem diversas espécies de fauna que constam na lista de animais ameaçados de extinção fornecida pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Entre as aves, algumas das que correm risco na região são o Jacu-guaçu (Penelope obscura), o Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) e a Maracanã-pequena (Diopsittaca nobilis), que se assemelha a uma arara de menor porte. Entre os mamíferos, uma das espécies ameaçadas pelo desmatamento é a do Sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicilata). Esses são apenas alguns dos animais constantemente observados na região. A área também é caracterizada como local de pouso, alimentação e reprodução de outras espécies raras e ameaçadas.

Habitat - De acordo com o presidente do PROAM, Carlos Bocuhy, antes da realização do empreendimento imobiliário, que vem desmatando a vegetação nativa com moto-serra, não foi realizado nenhum estudo para avaliar os impactos relacionados à perda de habitat, principalmente no que diz respeito à conservação das espécies ameaçadas de extinção. Segundo Bocuhy, qualquer medida mitigadora proposta pelo empreendimento não passa de ficção, já que não se estudou o real impacto que está ocorrendo com a flora e a fauna.
Moradores – Vizinhos do local têm relatado a morte de animais silvestres por atropelamento. Os animais tentam se abrigar em residências vizinhas e há relato de macacos eletrocutados em caixas de força. Ainda segundo denúncias dos moradores da região, uma onda de morcegos teria invadido outras residências durante o desmatamento.

Denúncia – Em agosto, o PROAM e o Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo denunciaram o caso à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e à Polícia Militar Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada pelos órgãos responsáveis. Por isso, o PROAM resolveu ingressar com uma medida judicial para a paralisação imediata da obra e a recuperação das áreas destruídas. "É um absurdo que tal situação ocorra impunemente, acobertada por uma licença questionável, sem audiências públicas e sem os mínimos critérios aceitáveis de avaliação de impacto ambiental", diz Carlos Bocuhy.

Link para o abaixo assinado:
http://www.proam.org.br/2008/imagens/documentos/32.pdf
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Surge alternativa para evitar testes de animais em laboratórios

Notícia importantíssima para nós,
que defendemos os direitos do
animais.

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid291813,0.htm

Cientistas criam linha de produção de 'pele artificial'
Pesquisadores da Alemanha utilizaram amostras de tecido humano no processo.
Cientistas da Alemanha anunciaram ter desenvolvido um processo
totalmente automatizado e mais barato para melhorar a produção de pele
artificial a partir de uma amostra de pele humana.
O tecido criado também poderá ser usado para testar produtos químicos
a um custo mais baixo e sem o uso de animais, além de transplantes de pele para humanos.


"Até o momento, os métodos para cultura de tecidos como os usados em
transplantes de pele eram muito caros", disse o professor Heike
Mertsching, do Instituto Fraunhofer para Engenharia Interfacial e
Biotecnologia (IGB) em Stuttgart.

"A maioria dos processos é manual, o que significa que o processo não
é particularmente eficiente", acrescentou.
O transplante de pele é um processo que requer muito cuidado e um
transplante que visa cobrir áreas maiores geralmente necessita de
várias operações.

Cientistas têm tentado há tempos cultivar tecidos artificiais, e a
descoberta da equipe alemã pode permitir um tratamento melhor e mais
rápido.

Braço mecânico

Para iniciar o processo de produção, uma amostra de tecido humano é
analisada para verificar sua esterilidade.
Um braço mecânico então leva a amostra de tecido humano para o
dispositivo automático em que a pele artificial será produzida.
A máquina então corta a amostra em pedaços pequenos, isola os tipos
diferentes de células, estimula o crescimento destas células e mistura
as células de pele com colágeno.

Uma reconstrução tridimensional das diferentes camadas da pele é
produzida com a ajuda de um gel matriz especial - e, então, a pele
está pronta.

Na etapa final do processo, a máquina embala as células para o envio.
Outro método que pode ser usado é a preservação do tecido por meio de
criogenia, congelado e estocado para uso no futuro.
"Era importante para nós dividir todo o processo mecânico em módulos
separados", afirmou o professor Heike Mertsching. "Isso nos permite
substituir ou modificar os módulos individuais."
O novo método de produção de pele artificial abre novas possibilidades
para os cientistas. Um dos próximos projetos da equipe de Stuttgart é
a produção de tecido intestinal para testes de reabsorção. BBC Brasil
- Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem
autorização por escrito da BBC.
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Por que é importante esta descoberta?

Basta ver um pouco do que seja a vivissecção
A vivissecção é o ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. No seu sentido mais genérico, define-se como uma intervenção invasiva num organismo vivo, com motivações científico-pedagógicas. (Wikipedia)
http://peshp.vilabol.uol.com.br/vivisseccao.htm
Por ano cerca de 400.000.000 de animais no mundo inteiro são mortos em experiências realizadas em laboratórios, mais conhecidas pelos profissionais da área como vivissecção. As vítimas desses abusos são: macacos, cachorros, gatos, coelhos, camundongos, porquinho da índia, rãs, pombos e outros roedores. Esses animais são desnecessariamente queimados, eletrocutados, envenenados, afogados, privados de sua alimentação e comportamento natural e forçados a ingerir substâncias tóxicas para fins ditos "científicos".
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alguns dos testes mais praticados
Teste de Irritação dos Olhos: É utilizado para medir a ação nociva dos ingredientes químicos encontrados em produtos de limpeza e em cosméticos. Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes. Para prevenir a que arranquem seus próprios olhos (auto-mutilação), os animais são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras. Durante o período do teste, os animais sofrem de dor extrema, uma vez, que não são anestesiados. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para a obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias. Muitas vezes, usam-se os dois olhos de um mesmo coelho para diminuir custos.

Teste LD 50:é conduzido por alguns dias e utiliza 200 ou mais animais. A prova consiste em forçar um animal a ingerir uma determinada quantidade de substância, através de sonda gástrica. Isso muitas vezes produz a morte por perfuração. Os efeitos observados incluem dores angustiantes, convulsões, diarréia, dispnéia, emagrecimento, postura anormal, epistaxe, supuração, sangramento nos olhos e boca, lesões pulmonares, renais e hepáticas, coma e morte. Continua-se a administrar o produto, até que 50% do grupo experimental morra.Mesmo quando o LD 50 é usado para testar substâncias claramente seguras, é praxe buscar a concentração que forçará a metade dos animais à morte. Assim os animais têm de ser expostos a exorbitantes quantidades da substâncias proporcionalmente impossíveis de serem ingeridas acidentalmente por um ser humano.

Experimentos de Comportamento e Aprendizado: A finalidade é o estudo do comportamento de animais submetidos a todo tipo de privação (materna, social, alimentar, de água, de sono etc.), inflição de dor para observações do medo, choques elétricos para aprendizagem e indução a estados psicológicos estressantes. Muitos desses estudos são realizados através da abertura do cérebro em diversas regiões e da implantação de eletrodos no mesmo, visando ao estímulo de diferentes áreas para estudo fisiológico.

Experimentos Armamentistas: Os animais são submetidos a testes de irradiação de armas químicas (apresentando sintomas como vômito, salivação intensa e letargia). São usados em provas biológicas (exposição à insetos hematófagos); testes balísticos (os animais servem de alvo); provas de explosão (os animais são expostos ao efeito bomba); testes de inalação de fumaça, provas de descompressão, testes sobre a força da gravidade, testes com gases tóxicos. São baleados na cabeça, para estudo da velocidade dos mísseis.
Pesquisas Dentárias: Os animais são forçados a manter uma dieta nociva com açúcares durante três semanas ou têm bactérias introduzidas em suas bocas para estimular a decomposição dos dentes. Depois disso, são submetidos aos testes odontológicos. Muitas vezes, os animais têm suas gengivas descoladas e a arcada dentária removida. Os animais mais usados são macacos, cães e camundongos.

Cirurgias Experimentais e Práticas Médico-Cirúrgicas: Cães, gatos, macacos e porcos são usados como modelos experimentais para o desenvolvimento de novas técnicas-cirúrgicas ou aperfeiçoamento das já existentes.
Farmacologia: Geralmente pequenos mamíferos, como ratos e camundongos. Drogas são injetadas intravenosas, intramuscular ou diretamente no estômago (via trato digestivo por catéter ou injeção). Os efeitos são visualizados e registrados.
fonte: www.pea.org.br
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existem alternativas aos testes em animais, mas algumas empresas se recusam a mudar a forma de trabalhar.
BOICOTE as empresas que testam em animais


Das empresas citadas abaixo algumas:
- testam diretamente os seus produtos em animais;
- terceirizam laboratórios para a realização dos testes em animais;
- fazem parte de um grupo empresarial que adota os testes em animais;
- podem fabricar algumas linhas de produtos não testados em animais;
- algumas marcas não testam em animais, porém a empresa mãe testa.
- Para saber quais são os produtos de origem animal Clique Aqui .

fonte: www.pea.org.br

Aloés (absorventes e fraldas)
Marcas: Baby Looney Tunes, Confiance, Dignity, Les Enfants, Seja Livre, Turminha Feliz
R:"Todo produto de higiene pessoal, seja ele cosmético ou não, deve ser submetido a testes com animais para identificação de possíveis irritações dérmicas. Esta prática é determinada por lei, seguindo a portaria 1480. Se o fabricante não apresentar estes testes conclusivos efetuados por laboratório credenciado pelo GOVERNO (MS-SVS-RJ) de cada Estado, ele não receberá a licença para comercializa-lo no mercado nacional. Portanto, é uma prática exigida pela lei brasileira. Mas, ressalvo que este teste deve ser feito apenas uma vez, desde que a composição do produto não seja alterada."(03/07/06)
Assolan (produtos de limpeza)
Marcas: Assolan, Assin

R:"Entendemos perfeitamente sua preocupação com relação à utilização de animais na avaliação de alguns produtos, por outro lado, temos que atender a legislação vigente no país que exige a realização de testes certificados pelo órgão regulamentador ANVISA, responsável pela liberação dos produtos para o mercado."(10/07/06)
Baruel (cosméticos para crianças e produtos de limpeza)
Marcas: Baruel, Bluar, Baruel Kids, Baruel Baby, Polvilh, Sanix, Snoopy, Tennis Pé, Xuxinha
R:"Os testes realizados em nossos produtos obedecem às exigências previstas em Lei. Ressaltamos que os testes em animais, não são regras em nossa empresa, e sim exceções."(29/06/06)

Bombril (produtos de limpeza)
Marcas: Atak, Bombril, Kalipto, Limpol, Mágica, Mon Bijou, No ar, Pinho Bril, Pratice, Radium
R:"A Bombril faz testes com animais para o Registro dos Desinfetantes para cumprir Portaria do Ministério da Saúde."(29/06/06)
Galderma (cosméticos e cuidados pessoais)
Marcas: Aveno, Avicis, Benzac, Cetaphil, Clob-X, Dermax, Dermotivin, Differin, Eryacnen, Galderma, Ionax Scrub, Lactrex, Loceryl, Nutraderm, Nutraplus, Proderm, Proderm, Rosex, Salisoap, Silkis, Soapex, Tetralysal, Tri-Luma
R:"Em atenção ao seu e-mail, informamos que testes clínicos em animais são realizados pela Galderma sempre que são solicitados / exigidos pela Organização Mundial de Saúde de modo a assegurar a Segurança dos Produtos para o uso Humano."(29/06/06)
Rosatex (produtos de limpeza)
Marcas: Urca e Texorin
R:"Nós fazemos teste em laboratório externo, mais informo que os teste de irritabilidade dermica são realizados em coelhos."
Sanol (produtos de limpeza)
Marcas: Sanol, Tot, Plush, Daclor, Sanol Dog, Carrefour, CompreBem, Champion, Dia, Extra, Sendas
R:"Estes testes de irritabilidade são feitos em coelhos de laboratório, informações mais precisas você conseguirá no próprio laboratório, pois nós não fazemos testes em animais internamente." (09/05/06)
Santher (papel higiênico, absorventes e lenços)
Marcas: Kiss, Gala, Personal, Santepel, Snob, Syn
R:"Por respeito a nossos consumidores, estendemos essa recomendação aos demais produtos de nossa empresa, realizando ensaios pré-clínicos chamados de "Irritação Cutânea Primária", "Sensibilização" e "Irritação Cutânea Cumulativa", nos lançamentos dos produtos e todas as vezes que o processo de fabricação sofre alterações. Esses testes são realizados, em laboratório externo, em coelhos albinos, seguindo, ainda, o processo proposto pela portaria MS 1480, que assegura todos os cuidados necessários para que os animais não sejam maltratados." (20/01/06)
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Protesto Online
acesse este link e proteste
http://www.apasfa.org/peti/vivisec.html
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Fundador do Grupo: fundador-apascs@grupos.com.br

Segunda sem Carne.

Nos dias 03 e 04 de outubro, será lançada no Parque Ibirapuera, em São Paulo, a campanha Segunda sem Carne.

A campanha é uma iniciativa da Sociedade Vegetariana Brasileira - e em São Paulo conta com a parceria da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Slow Food, Instituto Nina Rosa, Revista dos Vegetarianos, Greenpeace, ANDA entre outros. A prefeitura de São Lourenço da Serra também aderiu à Campanha.

A programação - bem extensa - contempla uma cenografia com quatro estações, na Marquise do Parque Ibirapuera, Alimentação, Saúde, Meio Ambiente (sustentabilidade, clima, preservação da floresta amazônica entre outros aspectos) e Ética. Teremos também uma cozinha onde diversos chefs estarão apresentando ao público pratos vegetarianos como uma maneira de desmistificar que comida vegetariana não pode ser variada nem saborosa.

Gostaríamos de contar com o seu apoio para esta importantíssima campanha.
Em anexo o projeto da Campanha Segunda Sem Carne.

Para apoiar preencha o formulário em:

http://www.svb.org.br/segundasemcarne/index.php?option=com_assinantes

terça-feira, 15 de setembro de 2009

CÂNCER DE PÊNIS: VERGONHA É O MAIOR OBSTÁCULO AO DIAGNÓSTICO

A vergonha e a falta de conhecimento sobre o câncer de pênis faz com que muitos homens procurem orientação médica de maneira tardia, já com a doença em estágio avançado. O Brasil tem alta incidência, semelhantes a Índia e Uganda. O câncer peniano representa 2% dos tumores que afetam o sexo masculino, sendo mais freqüente nas regiões norte e nordeste do país.



De acordo com Samuel Saiovici, urologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, é importante procurar o médico caso apareça qualquer ferida ou verrugas no pênis. Os primeiros sintomas são pequenas feridas que demoram muito para cicatrizar. "A presença de fimose, verrugas, placas ou manchas avermelhadas elevadas, feridas crônicas com dor ou sangramento na glande e infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) são indicativos de possíveis lesões pré-cancerosas ou malignas", explica o médico.



A má higiene local e a presença de fimose são os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento da doença. "O câncer peniano pode ser facilmente prevenido com a limpeza diária do pênis com água e sabão e o uso de camisinha, que evita o contágio por DSTs".



A cura depende do estágio da doença e pode ser realizada por meio da retirada do tumor, postectomia ou ainda por amputações parciais ou totais do pênis.



Como prevenir:

Ficar atentos a qualquer tipo de lesão no pênis.
Devem lavar o órgão genital diariamente e principalmente após relações sexuais.
Observar se há fimose.
Usar sempre preservativos durante ato sexual.
Sempre procurar atendimento médico especializado.


SOBRE O COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

O Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, localizado em São Paulo, é um dos maiores do País, conta com cerca de 780 médicos e atua em 44 especialidades. Realiza anualmente cerca de 10 mil cirurgias, 12 mil internações, 200 mil consultas ambulatoriais e 110 mil atendimentos de Pronto-Socorro.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

GERIATRIA PREVENTIVA É O SEGREDO PARA RETARDAR O ENVELHECIMENTO

Já foi o tempo que consultar um geriatra era somente para os idosos. A partir dos 30 anos já é possível fazer um acompanhamento com exames para identificar se a pessoa está carente de vitaminas ou se está acelerando o envelhecimento.

A má qualidade de vida (estresse, sedentarismo, alimentação errada, poluição) leva o jovem a adquirir doenças muito precocemente, como obesidade, colesterol acima do normal, diabetes, pressão alta, cardiopatias, entre tantas outras.

A geriatria preventiva trata o paciente como um todo. Checa sua saúde física e mental, verifica a condição da pele, os hábitos alimentares, indica formas de relaxamento, exercícios, trata o paciente com medicina complementar, como ortomolecular e acupuntura, por exemplo, e adota a medicina estética.

Manter-se jovem, tanto fisicamente quanto mentalmente, é sem dúvida um dos principais motivadores de cirurgias plásticas e dietas milagrosas, mas segundo a médica endocrinologista e geriatra Dra. Maria do Carmo Sobral Lins "Uma aparência jovial é conquistada com muito esforço, exercícios diários e alimentação saudável. Quem faz uma alimentação variada e equilibrada está no caminho certo. É bom lembrar que as substâncias benéficas para o organismo são encontradas em supermercados e feiras livres e não na farmácia", explica.

O tratamento preventivo prescreve vitaminas e mudanças nos hábitos alimentares desenvolvendo cardápios mais ricos com a finalidade de suprir as necessidades orgânicas buscando proteger assim o coração, o cérebro, a memória e os ossos, entre outros. "Problemas relacionados à memória podem ser evitados quando a dieta é rica em ácidos graxos Omega 3 (peixes, com o salmão) e ferro. Já os ricos em ácido fólico (feijão, espinafre, brócolis) ajudam a prevenir doenças cardíacas", comenta a médica.

Neste tipo de acompanhamento, a preocupação com o aspecto da pele e seu envelhecimento também é muito frequente. "O tratamento auxilia na regeneração dos tecidos, indicando nutrientes que atuam como antioxidantes (betacaroteno, selênico, vitamina E e C) que protegem as células, mas é preciso cuidados básicos como usar filtro solar diariamente, sabonetes e cremes específicos para cada tipo de pele", esclarece.

Fonte: Dra. Maria do Carmo Sobral Lins - CRM: 62400


terça-feira, 1 de setembro de 2009

ESTADO DE SÃO PAULO PODE BANIR 14 PRINCÍPIOS ATIVOS PRESENTES EM MAIS DE 200 AGROTÓXICOS

Vejam abaixo que boa notícia, mas seria melhor ainda se ocorresse a nível nacional. Pena que nosso inútil Congresso e Senado passam a maioir parte do tempo administrando seus próprios interesses. Não conheço esse deputado Simão Pedro, mas o parabenizo por essa iniciativa.


Proposta consta em Projeto de Lei apresentado hoje (31) pelo deputado Simão Pedro na Assembleia Legislativa; os pesticidas relacionados podem causar câncer, mutações e problemas no sistema nervoso

O deputado estadual Simão Pedro apresentou hoje (31) na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que determina o banimento de 14 princípios ativos utilizados na formulação de mais de 200 agrotóxicos. Formam a lista abamectina, acefato, carbofurano, cihexatina, edossulfam, forato, fosmete, glifosato, lactofem, metamidofós, paraquate, parationa metílica, tiram e triclorfom. Pela proposta, a proibição passa a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2010 para todo o Estado de São Paulo.

Entre os principais malefícios causados pelos pesticidas que integram a relação estão câncer, mutações e problemas no sistema nervoso. A maioria dos ingredientes está proibida nos Estados Unidos, Japão, Canadá e em países que formam a comunidade europeia. Até mesmo a China, que frequentemente é alvo de denúncias de abuso contra o meio ambiente, já não utiliza alguns desses princípios ativos.

O projeto de lei obriga ainda as unidades de saúde das redes pública e privada a notificar todos os casos de doenças e óbitos decorrentes da exposição a qualquer tipo de agrotóxico. Hoje, as ocorrências são subnotificadas. Um levamentamento do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), da Fundação Oswaldo Cruz, no entanto, dá a noção da gravidade do problema. Em 2007, último período analisado, foram registradas mais de 5,3 mil casos de intoxicação e 162 mortes causadas por agrotóxicos.

Pela proposta que entra em análise na Assembleia Legislativa, quem infringir as novas regras está sujeito às penalidades previstas no Código Sanitário do Estado de São Paulo, que vão da advertência ao cancelamento da licença de funcionamento da empresa e, em casos extremos, intervenção. As multas podem chegar a 10 mil Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), o equivalente a mais de R$ 150 mil.

O Brasil é hoje o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Segundo dados do Sindag (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola), em 2008, foram 733,9 milhões de toneladas. Um mercado que movimentou US$ 7,1 bilhões. No mesmo período, os Estados Unidos, maior produtor de alimentos do mundo, atingiu a marca de 646 toneladas de agrotóxicos.
Um estudo realizado em 2008 pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com 17 tipos de alimentos, verificou que 15% das 1,7 mil amostras analisadas continham resíduos de pesticidas acima dos níveis permitidos pela lei.

"Estamos gastando e pagando em dólar por produtos que fazem mal para a saúde das pessoas e que estão proibidos na maioria dos países do mundo", afirma Simão Pedro. O deputado é coordenador da Frente Parlamentar pela Segurança Alimentar e Nutricional da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e membro da Frente Parlamentar Latino Americana Contra a Fome da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).