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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Planta usada para chá pode virar 1º quimioterápico brasileiro

Em 25 de Abril de 2009 tivemos uma postagem neste blog sobre a Aveloz,


vejam agora abaixo essa excelente notícia. Planta usada para chá pode virar 1º quimioterápico brasileiro

Planta usada para chá pode virar 1º quimioterápico brasileiro

CLÁUDIA COLLUCCIda Folha de S.Paulo


Uma planta usada tradicionalmente em chás medicinais e nas populares "garrafadas" (bebida que reúne várias ervas) está sendo testada no tratamento do câncer. Estudos iniciais desenvolvidos no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo, mostram que ela conseguiu estabilizar o quadro clínico de uma doente terminal e que também foi eficaz no alívio das dores.

Encontrada no Norte e no Nordeste do país, a avelós (Euphorbia tirucalli) produz uma seiva semelhante ao látex, que é muita tóxica e cáustica. Se cai nos olhos, pode cegar.
O primeiro passo dos pesquisadores foi então isolar apenas as substâncias benéficas da planta e transformá-las em uma pílula, chamada de AM10.

Se a eficácia da droga for comprovada nos próximos estudos, ela poderá se transformar no primeiro medicamento oncológico nacional.

Tudo começou há seis anos, quando o empresário nordestino Everaldo Telles viu um parente melhorar após usar a planta para tratar um câncer. Ele decidiu investir em pesquisas e, com o farmacêutico Luiz Pianowski, iniciou a fase pré-clínica (testes em células de cultura e animais).
"Nos testes in vitro e com animais a droga funcionou bem contra as células de tumores", afirma Pianowski. Nessa fase, os estudos foram feitos na Universidade Federal do Ceará e na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O Einstein entrou na história há um ano, na fase 1 da pesquisa clínica. A droga foi testada em sete pacientes oncológicos terminais, que já haviam recebido todo tipo de tratamento disponível sem obter resposta.

O intuito do estudo foi descobrir a dose máxima da substância tolerada pelo organismo, não de medir sua eficácia.

Ainda assim, uma paciente do grupo de estudo, com câncer metastático, teve a doença estabilizada. "Não sabemos se isso ocorreu por causa da droga ou porque a doença é de progressão lenta", diz o médico Auro Del Giglio, gerente da oncologia no Einstein e um dos coordenadores da pesquisa.

Os outros pacientes tratados com avelós relataram melhora da dor. "Talvez a droga seja um bom analgésico, e não um anticancerígeno. Pesquisas desse tipo geram muita expectativa."

Del Giglio diz que as pessoas não devem usar a planta inadvertidamente. "O látex é extremamente tóxico."

A fase 2 da pesquisa avaliará 40 pacientes oncológicos de outras cinco instituições, entre elas o Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho e a Faculdade de Medicina do ABC. Será testada a atividade do princípio ativo nas células tumorais.

A avelós causa um processo chamado de apoptose celular, uma espécie de suicídio das células.

Purificada, ela age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores.
Segundo Pianowski, há diversos relatos de pessoas com câncer, que estavam desenganadas pelos médicos e que se curaram após usarem a planta.
"Não esperamos que ela cure todos os tipos de câncer. Mas certamente será eficaz para diversos deles. Várias drogas oncológicas começaram assim."

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