sábado, 30 de janeiro de 2010

Saiba como ajudar ao Haiti



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domingo, 24 de janeiro de 2010

MÉTODO ENXUGA 5 KILOS POR MÊS! SEM DIETAS, REMÉDIOS OU GINÁSTICA

Neuropsiquiatra fala sobre método que emagrece sem restrições alimentares ou remédios


Emagrecer comendo de tudo o que gosta e sem restrições alimentares ou remédios é possível. O método que desperta o interesse e a curiosidade de muitas pessoas acima do peso foi trazido da França pelo neuropsiquiatra Sidney Chioro, que trabalha com neurologia funcional corrigindo áreas organicamente sadias, mas com erros de funcionamento.

No Brasil, cerca de 40% da população está obesa ou com sobrepeso e "estudos apontam que apenas 10% dos casos de excesso de peso são oriundos de distúrbios das glândulas e os outros 90% não tem causas orgânicas", comenta Chioro. Então por qual motivo as pessoas ganham peso, retém líquido e não conseguem emagrecer com tantas opções de dietas disponíveis ?

É comum que as pessoas iniciem dietas, cortem carboidratos, tomem medicamentos, mas voltam a ganhar peso, pois o impulso de comer continua lá, não foi retirado. "Existem circuitos neurológicos que impedem que o organismo elimine toxinas e excessos e que, principalmente, estimulam um comando de fome. Quando comemos por impulso o cérebro faz uma conexão errada entre o sistema límbico (emoções) e o hipotálamo (fome), assim, qualquer emoção vira fome e a pessoa come por impulso e não por necessidade", comenta Chioro.

O método corta as raízes da engorda, identificando e neutralizando o impulso alimentar, fazendo com que a pessoa consolide seu peso ideal. Durante o tratamento, a pessoa elimina o impulso de comer, enfraquece a retenção melhorando a eliminação pelos rins e intestinos, e supera a resistência ao emagrecimento.

Como é feito

Com o auxílio de projeções áudio visuais científicas, o médico executa o tratamento com os pacientes uma vez por semana durante 2 horas. Por uma hora, a pessoa ocupa-se a em identificar e superar suas dificuldades com o emagrecimento e as barreiras que a limitam de consolidar o peso desejado. A hora seguinte, destina-se a assistir projeções áudio visuais que desativam o impulso de comer, a retenção intestinal e a resistência ao emagrecimento.

O tratamento é indicado para homens e mulheres a partir dos 10 anos e dura cerca de alguns meses sendo os últimos deles de consolidação para que a pessoa mantenha o peso normalizado e não volte a engordar. O método previne doenças provenientes da obesidade e deixa a aparência mais jovem e saudável, uma vez que não exclui da alimentação princípios ativos eficientes na elasticidade da pele.

Informações sobre a palestra:

O Instituto Chioro oferece palestras gratuitas para explicar o método.

(11) 2148.2800

Mini Currículo

Médico neuropsiquiatra desde 69 e livre-docente pela Universidade de São Paulo há 36 anos, Dr. Sidney Chioro se empenhou em desenvolver metodologias de emagrecimento virando referência no Brasil por oferecer uma nova perspectiva a milhares de pessoas que estão acima do peso.

Pioneiro na inserção da metodologia no Brasil, Dr. Chioro trouxe a técnica aprendida na Universidade Paris, França, e ainda na década de 60 estudou a relação entre o sistema límbico (emoções) e o hipotálamo (fome) em pessoas que se alimentavam sem restrições e não engordavam.

Com o conhecimento da técnica e das bases científicas a metodologia de tratamento foi aprimorada e aplicada em pessoas obtendo resultados satisfatórios e consolidado. O médico, hoje há 40 anos no ramo de emagrecimento é o único no Brasil a aplicar esta técnica.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ICESP APLICA TÉCNICA DE CONGELAMENTO DE CÉLULAS PARA TRATAR CÂNCER DO RIM INÉDITA NO SUS

Técnicas de Crioterapia e Radiofreqüência são realizadas em pacientes atendidos no Instituto do Câncer e cura até 90% dos casos

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria do Estado da Saúde, é a primeira unidade pública do Estado a utilizar as técnicas de Crioterapia (congelamento do tumor) e radiofreqüência (aquecimento do tumor) para o tratamento de câncer de rim. Os procedimentos são altamente eficientes na cura desse tipo de câncer, destruindo totalmente cerca de 90% dos tumores com até três centímetros.


Utilizando uma espécie de seringa que penetra diretamente no tumor, a lesão é destruída, ou a uma temperatura de -20°C (Crioterapia) ou com temperatura superior a 60°C (Radiofreqüência). O resultado é a destruição total das células cancerígenas do local, que ficam mortas e completamente inativas.
"Minimamente invasivas, as técnicas favorecem a recuperação do paciente. Além disso, o procedimento como um todo é muito rápido", explica Marcos Dall'Oglio, chefe da urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

Prevenção
Estudos indicam que a incidência mundial do câncer de rim aumentou 43% nas últimas três décadas e atualmente equivale a 2% dos carcinomas em adultos. Mais uma vez, a prevenção e detecção precoce são aliadas fundamentais para garantir a cura da doença. "Fumo, histórico familiar de câncer de rim e uso prolongado de medicamentos diuréticos são fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento de um tumor renal", alerta Dall'Oglio.
A boa notícia é que exames simples como a ultrassonografia ou a tomografia computadorizada, realizadas em check-up's, podem identificar o problema precocemente. E nestes casos, as chances de cura são superiores a 90%.
Mais de 50% dos tumores de rim são descobertos em exame de rotina e quando diagnosticados sem nenhum sintoma, as lesões são menores que quatro cm em 28% dos casos, facilitando o tratamento e ampliando as chances de cura.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

VERÃO, SOL E CALOR SÃO SINÔNIMOS DE PROTEÇÃO SOLAR, MAS NA MEDIDA CERTA

Usar protetor solar é hábito de muita gente. Mas, se o volume de produto for aquém à quantidade ideal, os raios solares vão causar sérios problemas à pele, até mesmo câncer. Além disso, usar produtos de baixa qualidade não apresenta garantia nenhuma contra os raios ultravioletas. Veja as dicas do dermatologista da Clínica Volpe de como utilizar adequadamente seu protetor solar.




A estação mais quente do ano já está a todo vapor, por isso, altas temperaturas passam a fazer parte da rotina das pessoas. Nessa época, a exposição aos raios ultravioletas é mais intensa, o que gera uma preocupação maior dos especialistas da área, em relação aos benefícios e aos malefícios causados por essa exposição excessiva ao sol.
Como falar de verão, contudo, sem pensar em piscina, praia, muito calor? Com a chegada da alta estação, as pessoas buscam aquele bronzeado de causar inveja a qualquer um, mas, muitas vezes, se esquecem dos cuidados necessários com a pele do corpo e rosto, além dos cabelos.
Vale ressaltar alguns aspectos fundamentais da ação solar, por exemplo, os benefícios do sol como fonte de luz, calor, além da indicação em determinados tratamentos de pele. "O excesso pode provocar queimaduras, desidratação, envelhecimento precoce, flacidez, os temidos melasmas, ou seja, aquelas manchas acastanhadas que surgem no rosto das mulheres, principalmente quando estão usando pílulas anticoncepcionais ou estão grávidas e até mesmo o desenvolvimento de um câncer de pele", explica o dermatologista Dr. Jardis Volpe, da clínica Volpe (SP).
Estudos relevam que existe uma quantidade necessária de protetor solar que homens e mulheres devem aplicar no corpo e face, quando expostos à luz solar, principalmente nessa época do ano. Segundo a Food and Drug Administration (FDA), para conquistar uma boa proteção no rosto, deve-se usar dois miligramas de protetor solar para cada dois centímetros de pele, e reaplicá-lo a cada duas horas. Um adulto de estatura média e peso de 70 kg, por exemplo, deve usar de 30 a 40mg. Já uma mulher, de estatura média, 30mg de protetor solar, é suficiente; em outras palavras, essa quantidade na forma caseira corresponde a duas colheres de sopa.
"Para o uso corporal, é necessário cerca de três colheres de sopa, para o corpo, contanto que a aplicação seja em um período de 30 minutos antes da exposição ao sol, pois esse é o tempo médio que o filtro solar necessita para agir na pele. Para proteger os cabelos, usar hidratantes, se possível com protetor solar, além de chapéus que ajudam a bloquear a exposição dos fios, mesmo em dias nublados, pois os raios ultravioletas atravessam as nuvens e, com temperaturas mais amenas, ficamos mais tempo expostos sem perceber", explica Volpe, que ainda lembra que também já existem protetores que vem em cápsulas e dentro delas há o conteúdo ideal para aplicar no rosto e pescoço.
A medicina estética possui boas opções de tratamentos para quem deseja eliminar as indesejáveis manchas, rugas e flacidez causadas pelo sol como o Lux1540. Trata-se de um laser não-ablativo (não arranca a superfície da pele) de 1540nm, ou seja, comprimento de onda que favorece a estimulação de colágeno de uma forma potente. "É um laser fracionado, pois penetra na pele em colunas, deixando áreas ao redor não-acometidas, bem abaixo da epiderme. Com isso, o tempo de recuperação é fantasticamente rápido, sem descamação ou vermelhidão, possibilitando ao paciente a retomada das atividades diárias rapidamente, diz Volpe, alertando que a melhor solução contra as indesejáveis marcas precoces do tempo, é a prevenção com o uso diário de protetor solar, uma boa alimentação, entre outros.

Protetor solar:
A função do protetor solar é absorver os raios ultravioletas e proteger dos efeitos nocivos que essa radiação causa na pele. Ele é indicado de acordo com cada tipo de pele; géis para peles oleosas e cremes e loções para peles secas. Os homens, em virtude de possuírem a pele mais oleosa, devem dar preferência aos protetores em gel ou spray.
"Uma dica importante na hora de escolher o protetor solar ideal, é sempre observar o número PPD do produto, que é o método utilizado para medir o UVA na pele, que deve ser, no mínimo, 1/3 do fator de proteção, ou seja, se um bloqueador solar tem 30 FPS, ele deve ter 10 PPD para garantir a proteção contra os raios UVA", finaliza o médico.


Dr. Jardis Volpe
Dermatologista
Médico formado pela Universidade de São Paulo (USP). Estágio em Dermatologia no Hospital das Clínicas de SP; Pós-graduação em Medicina Estética pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME-São Paulo); Pós-graduação em Dermatologia Cosmética e Cosmiatria pela Sociedade Argentina de Cosmiatria; Curso Internacional de Envelhecimento Cutâneo; Membro da União Internacional de Medicina Estética (U.I.M.E.); Membro da Sociedade Francesa de Mesoterapia - Paris.

AUMENTA O NÚMERO DE CASOS DE CÂNCER NA TERCEIRA IDADE

 Na terceira idade, qualquer doença pode representar um risco maior. Nos casos de câncer, isso não é diferente. O alerta deve ser feito porque a expectativa de vida vem aumentando e, conseqüentemente, o número de casos de câncer nos idosos.


Em 2006, no Brasil, de acordo com o IBGE, a expectativa de vida era de 72 anos. A expectativa é que, em 2030, a expectativa chegue a 78 anos.

Dados da ONU revelaram que as pessoas com mais de 65 anos de idade tem 11 vezes mais probabilidade de desenvolver câncer do que uma pessoa mais jovem. Outro dado informa que uma em cada três mulheres e um em cada quatro homens, entre 60 e 79 anos, irão desenvolver algum tipo de câncer.

O tumor de pele é o tipo de câncer com mais incidência nos idosos. O Brasil é o segundo país com maior número de pessoas com esse tipo de câncer, perdendo apenas para a Austrália.

De acordo com Amândio Soares, médico oncologista e diretor da Oncomed, os hábitos e estilo de vida são fatores que aumentam o risco de se contrair um tipo de câncer. O idoso tem características diferentes do adulto e o tratamento do câncer na terceira idade necessita ser diferenciado. "A abordagem da fisioterapia, desde a prevenção até o tratamento de patologias que limitam a funcionalidade do idoso, é um fator diferencial. Portanto, há necessidade de uma equipe interdisciplinar para tratar e prevenir as complicações decorrentes do tratamento da patologia", pontua.

Mas a prevenção é o fator mais importante. Os homens, acima de 40 anos, devem fazer o exame de próstata todos os anos. E as mulheres, também nessa faixa etária, precisam fazer uma mamografia anualmente e ir regularmente ao ginecologista.



Serviço:

Oncomed - Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas

Funcionamento: segunda à sexta-feira, de 8h às 20h

Telefone: 31 3299 1300

Rua Bernardo Guimarães, 3106 - Barro Preto

Belo Horizonte - MG

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

TERREMOTO NO HAITI TAMBÉM AFETA AOS ANIMAIS

ONGs se unem para prestar ajuda necessária

O mundo está respondendo ao desastre no Haiti. Pessoas de vários países estão se unindo para ajudar da forma que podem. As vítimas animais desse desastre também estão precisando de ajuda emergencial e, por isso, grupos de proteção animal estão unindo forças para socorrê-los.

A WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) e o IFAW (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal) irão trabalhar juntos em campo para ajudar os animais do Haiti. Por meio da Coalizão de Ajuda aos Animais do Haiti (ou ARCH, no original Animal Relief Coalition for Haiti) irão prestar a assistência necessária. Todas as organizações de proteção animal estão convidadas a se juntar à ARCH e dar seu apoio à coalizão.

Nossas equipes irão trabalhar com uma clínica móvel doada pela Sociedade Humanitária de Antigua e Barbuda. A WSPA e o IFAW estão levantando fundos para equipar essa clínica móvel. Ela será enviada por navio de Antigua para a afiliada WSPA chamada Sociedad Dominicana para la Protección de Animales (SODOPRECA), na República Dominicana, para que ela então cruze a fronteira e entre no Haiti.

ALUNOS DO BOTINHO PARTICIPAM DE SOLTURA DE TARTARUGAS MARINHAS

Alunos do Projeto Botinho da Praia do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes/RJ, participaram nesta terça-feira (12) de uma soltura de filhotes de tartarugas marinhas. A iniciativa faz parte do calendário comemorativo pelos 30 anos do Projeto Tamar.
Participaram da ação 70 crianças e jovens entre sete e 17 anos. Inicialmente, os alunos assistiram a uma palestra, ministrada pelo oceanógrafo Ivan Hikari Kawata, sobre o processo de desova e cuidados em torno dos filhotes: "As crianças ficaram muito interessadas e participaram ativamente com perguntas. É muito gratificante falar com esse público, pois eles são grandes multiplicadores.", disse Ivan. O diretor da Baywatch - empresa que administra o Projeto Botinho

- , Jorge Billoria, ressaltou: "A relação com a natureza deixa as crianças mais sensíveis". Após a aula, Flávia, uma das alunas do projeto, prometeu ter mais cuidado com resíduos quando for à praia: "Eu sempre deixo o saco plástico voar. Agora vou tomar mais cuidado", observou a aluna do projeto.

Projeto BotinhoPatrocinado pela Petrobras desde 2003 e realizado pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, o Botinho se tornou uma marca de lazer e alegria do verão nas praias cariocas.

Todos os anos, o projeto promove cursos gratuitos de segurança no mar para crianças e jovens do Rio de Janeiro. O curso inclui técnicas de abordagem e salvamento de pessoas em situações de afogamento, biologia marinha, meteorologia, oceanografia, além de educação ambiental e segurança em praias, rios, lagos e lagoas. Os participantes são divididos em três categorias: Golfinho (para crianças de 7 a 10 anos), Moby Dick (de 11 a 14 anos), e Tubarão (de 15 a 17 anos).

Projeto TamarCriado em 1980, o Projeto Tamar conta com o patrocínio nacional da Petrobras para a proteção de cinco espécies de tartarugas marinhas - todas ameaçadas de extinção - que ocorrem no litoral brasileiro. Ao todo, são monitorados 1.100 km de praias, opr meio de 23 bases mantidas em nove estados.

OSTEOPOROSE - OS CUIDADOS NA MENOPAUSA DEVEM SER REDOBRADOS

Uma a cada três mulheres com mais de 50 anos tem a doença. 75% dos diagnósticos são feitos somente após a primeira fratura.
No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose.
200 mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência destas fraturas. *


A osteoporose consiste na desestruturação e diminuição da quantidade de ossos, o que pode levar a fratura da parte afetada. A estrutura óssea, como toda parte do corpo se mantém em constante mudança, ou seja, há um remodelamento continuo de retirada de osso para o sangue e a formação de novo osso. No entanto, quando o indivíduo passa dos 30 anos a reposição já não é a mesma, causando um desequilíbrio e um conseqüente enfraquecimento desse tecido. Na mulher, o cuidado deve ser redobrado no período da menopausa.

A perda do tecido ósseo se acentua já na pré-menopausa e segue até o climatério - uma resposta à queda de estrógeno. A atenção deve ser maior, pois num período de até oito anos (dependendo do organismo feminino) há uma perda anual de até 2% de tecido. A reposição hormonal e o acompanhamento do ginecologista são essenciais para a prevenção do problema. Bebidas alcoólicas, sedentarismo e até exercício em excesso são alguns dos fatores que podem catalisar a doença. As fraturas mais comuns são no colo do fêmur, coluna e pulso, em casos mais severos pode causar a morte do paciente.

Além da reposição hormonal, outro cuidado essencial, que suaviza e diminui o risco da osteoporose, é com a alimentação. O cálcio, por exemplo, é um dos elementos que o organismo não produz, mas é primordial para o fortalecimento dos ossos, tonificação dos músculos e aumento do metabolismo. Alimentos, como leites integrais e desnatados, queijos, verduras, legumes e frutas secas são ricos em cálcio e deve estar no menu diário da mulher - A quantidade de cálcio diária recomendada pelos especialistas é de 500 a 600mg. Vale lembrar que, apesar de muito importante, o cálcio não é a única vitamina responsável pela fortificação dos ossos. Outros nutrientes, como o magnésio, também é de extrema importância contra a desmineralização óssea.

*Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
www.sbem.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-osteoporose

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Estudo liga perda de massa óssea a contraceptivo injetável e cigarro

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u679083.shtml
do New York Times

Quase a metade todas as mulheres que usam um popular contraceptivo injetável perde uma quantidade significativa de densidade óssea no período de dois anos, e pesquisadores agora dizem que o maior risco está entre as fumantes, as mulheres que não consomem cálcio suficiente e aquelas que nunca estiveram grávidas.

Um estudo que acompanhou mulheres usando o método anticoncepcional --uma injeção de acetato de medroxiprogesterona, mais conhecido como DMPA ou Depo-Provera, a cada três meses-- descobriu que 45% das usuárias sofreu uma perda na densidade mineral dos ossos de 5% ou mais nos quadris e na parte inferior da coluna, segundo os pesquisadores. O estudo aparece na edição de janeiro do jornal "Obstetrics & Gynecology".

Mais de 2 milhões de mulheres americanas usam o DMPA, incluindo cerca de 400 mil adolescentes.

Os pesquisadores disseram que a perda nos ossos era de "significativa importância", pois a recuperação de densidade óssea pode levar muito tempo --e os quadris são a região mais comum para fraturas em mulheres mais velhas.

"Agora podemos dizer às nossas pacientes que não fumem e que tomem sua dose de cálcio todos os dias --esses são fatores de risco modificáveis", disse a principal autora do estudo, Abbey B. Berenson, diretora do Centro de Pesquisa Interdisciplinar de Saúde Feminina na Universidade do Texas, em Galveston. "O outro lado é que, se eu tiver uma paciente que fuma, ficarei mais preocupada em prescrever o Depo-Provera a ela."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

No dia do enfermo especialista alerta para a importância dos exames de rotina

Hoje, dia 14 de janeiro, comemora-se o dia do enfermo, que se refere a qualquer pessoa que não esteja totalmente saudável, ou seja, que esteja doente. Por isso, é importante uma prevenção de eventuais doenças que podem aparecer no organismo.

De acordo com o professor Gerson Köhler, especialista em Ortopedia Facial e Ortodontia, consultas de rotina ajudam muito na prevenção de possíveis doenças tanto no corpo como na boca.

Na face especificamente muitos problemas podem ser evitados e/ou descobertos a tempo de cura. Esse cuidado deve começar logo na infância, pois problemas como deformação facial, respiração errada, nariz obstruído, dor de cabeça, alergias, dentre outras anormalidades ocasionam preocupações enormes futuramente.

“Aos 4 anos, por exemplo, 60% do crescimento facial já está completo. Aos 7 anos, 70% e aos 12 anos 90% do total do crescimento craniofacial já se completou”, afirma Kohler. Quanto mais tarde trata-se uma alteração dentofacial mais potencial ortopédico de crescimento se perde. Quando o rosto tiver completado o seu crescimento as possibilidades terapêuticas e ortopédicas diminuem. Começam as limitações de tratamento.

Além destes, muitos outros problemas podem ser detectados a tempo. O importante é consultar periodicamente especialistas para não ter surpresas depois e, assim, estar com a saúde sempre em dia.

Doutor Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial

Site: www.kohlerortofacial.com.br

Blog: http://gersonkohler.wordpress.com

E-mail: kohler1@uol.com.br

Fone: 41 3224.4883

Endereço: Rua Comendador Araújo, 143, conj. 42, Centro, Curitiba/PR.

INOVAÇÃO NO TRATAMENTO DA PRÓSTATA

O laser, que provocou uma revolução na medicina em diversas especialidades, está sendo utilizado com bastante sucesso agora no tratamento da próstata. O laser verde, também chamado de Greenlight Laser, é a mais avançada tecnologia empregada no tratamento de pacientes que sofrem de Hiperplasia Benigna de Próstata - aumento benigno da próstata - patologia que se faz notar pela dificuldade de urinar, em menor ou maior grau e que atinge, segundo alguns estudos, 25% dos homens acima dos 50 anos e 40% daqueles que estão acima dos 70 anos.

Segundo o urologista Pedro Gouveia, do Lithocenter - Hospital Dia, em Salvador, instituição especializada em urologia e que já está utilizando o laser verde - o aumento benigno de próstata também pode causar infecções urinárias, sangramento urinário, cálculos na bexiga e insuficiência renal, além de danos à vida social do doente, que pode sofrer com sintomas de urgência para urinar e sensação de não esvaziamento da bexiga.

Com o uso do laser verde, explica Gouveia, a eliminação do tecido prostático é realizada de forma mais segura para o paciente, sem necessidade de transfusão de sangue, em regime de hospital dia, e uso de sonda na uretra por algumas horas, reduzindo-se consideravelmente de complicações tais como a infecção hospitalar. Pedro Gouveia foi a Houston/Texas, nos Estados Unidos, onde realizou curso de especialização sobre o Laser Verde/Greenlight no Hospital Metodista, considerada uma das dez melhores instituições urológicas daquele país.

Segundo ele, a utilização de laser verde permite retorno precoce às atividades habituais do paciente, sendo inclusive utilizado em pacientes que fazem uso de anticoagulantes. Pedro Gouveia chama atenção que no método convencional, ou seja, RTU da Próstata o tempo de internação é de 2 a 3 dias, com necessidade de uso de sonda por todo este período, irrigação da bexiga com soro e risco de entupimento da sonda por coágulos.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ACADEMIAS DE GINÁSTICA VIVEM MOMENTO "HIGH TECH"

Novas tecnologias empregadas em equipamentos aumentam a procura de alunos e oferecem fusão inédita entre exercício e entretenimento

O histórico da atividade física remonta à era pré-histórica, quando os exercícios detinham um papel importante na sobrevivência do homem - expressada, principalmente, pela necessidade de atacar e defender-se. Indícios apontam que a civilização grega foi a grande responsável pelo surgimento das primeiras escolas destinadas à preparação de atletas. A partir daí, a ginástica não parou de evoluir - adquirindo novas categorias, modalidades e finalidades. Há alguns anos, a ginástica de academia - dita como uma das formas mais populares da prática do exercício físico -, vem ganhando cada vez mais apoio da tecnologia, que resulta em equipamentos de última geração e recursos antes inimagináveis. Em Curitiba, a Carpe Diem Academia é referência quando o assunto é modernidade e novas tecnologias empregadas no setor. "A nova geração de aparelhos garante uma boa estrutura para que os alunos trabalhem seus corpos de maneira segura e eficiente", avalia a empresária e proprietária da academia, Ana Maria Ramon.

Uma das mais recentes aquisições da Carpe Diem são as esteiras para caminhada que têm, entre as características principais, a interação com aparelhos iPod. O princípio da funcionalidade é simples: basta que o iPod do usuário seja conectado em uma entrada específica da esteira para que os vídeos sejam reproduzidos em uma tela LCD de 15 polegadas. Esse recurso permite que os usuários das esteiras personalizem o momento do exercício com trilha sonora e vídeos conforme suas preferências, o que torna a série mais agradável. Além disso, o sistema protege o iPod do aluno contra choques e vibrações.

Paola Palú Fiorin, coordenadora técnica da Carpe Diem, afirma que as aulas de corrida apresentaram um aumento de participantes de 70% após a chegada das novas esteiras. Os equipamentos também têm telas touch screen, gravação do treino em conexão USB, paisagens dos programas de exercícios, capacidade de captar TV, treinador virtual e séries pré-montadas de treinos. Durante a prática da caminhada ou corrida, a plataforma aciona um sistema de absorção de impacto que representa o máximo avanço em termos de durabilidade e conforto. Nesse caso, oito amortecedores asseguram o abrandamento por toda a superfície, independentemente do peso do usuário. Monitoramento dos batimentos cardíacos, baixo nível de ruído e sensor de passos (que pára automaticamente o sistema quando o usuário deixar o equipamento) são outras características das esteiras da Carpe Diem.

Em relação aos resultados conquistados por meio dos exercícios, há um maior aproveitamento da corrida indoor em aparelhos modernos. Os atrativos tecnológicos fazem sucesso, mas também exercem influência na saúde dos usuários. O sistema de amortecimento protege as articulações dos joelhos e quadris de grandes impactos. Em relação à queima de calorias, os programas pré-estabelecidos na esteira auxiliam nos efeitos alcançados quando o objetivo é a perda de peso. "É possível escolher entre programas mais ou menos severos", explica Ana Maria.

A indústria de equipamentos de fitness também voltou seus esforços para os aparelhos de musculação e aeróbica. Os modelos de bicicletas ergométricas e para trabalhos de musculação, por exemplo, têm experiência de uso inovadora, elementos inteligentes e design para fácil manutenção. Para a empresária, as propriedades avançadas dos equipamentos tornam sensíveis as diferenças entre malhar hoje e há anos atrás. "Os avanços são perceptíveis na prática do exercício, no conforto e nos resultados alcançados", finaliza a empresária.

7 QUESTÕES SOBRE REJUVENESCIMENTO DAS MÃOS

As mãos sofrem com a perda da elasticidade e envelhecimento com o passar dos anos - que se manifestam pelo aparecimento de rugas, redução da espessura da pele e presença de manchas solares. Elas estão expostas ao fotoenvelhecimento e às agressões inerentes do cotidiano como, por exemplo, a utilização de detergentes e o freqüente uso de água, que juntos afetam o estado da pele e a sua aparência. Mas a beleza pode ser preservada, graças à evolução da indústria cosmética e dos tratamentos estéticos.



Para os tratamentos de rejuvenescimento das mãos, os consumidores contam com o Mesolis Plus, comercializado pela Demalis, empresa que representa o Laboratório Suíço Anteis aqui no Brasil. O Mesolis Plus é um gel injetável que combina duas substâncias hidratantes: o ácido hialurônico e o glicerol, que somados agem para minimizar e retardar o aparecimento dos sinais de envelhecimento.



Dra. Shireli Borelli (CRM-SP 44236), Dermatologista Membro das Sociedades Brasileira de Dermatologia, de Cirurgia Dermatológica, Membro Fundadora das Sociedades Brasileira de Laser em Cirurgia e Medicina, Científica Brasileira de Mesoterapia, Membro da Société Française de Mesothérapie, Membro da American Academy of Dermatology - AAD e Membro da International Society for Dermatologic Surgery, em entrevista, relata como o uso do Mesolis Plus e outros tratamentos associados ajudam no rejuvenescimento das mãos. Confira abaixo:



1-A mão envelhece como qualquer outra parte do corpo?

A mão envelhece como as áreas expostas ao sol, pois o principal fator que leva ao seu envelhecimento é o sol, modificando fibras colágenas e elásticas, elevando à atrofia (pele fina com aparecimento de vasos), mudando a pigmentação (levando à formação de manchas) e até alterando o DNA da célula, alteração que pode levar ao câncer de pele.



2-Por que a proteção solar é fundamental para a beleza das mãos?

A proteção solar bloqueará os efeitos nocivos do sol na pele e, com isso, retardando o processo de fotoenvelhecimento.



3-Quais são os cuidados diários que devemos ter para prevenir o envelhecimento da região?

O principal cuidado é o uso de filtro solar diário (FPS 33) e de altos filtros (FPS 60-90) quando da exposição intensa ao sol. Além disso, hidratar as mãos, manter as unhas higienicamente cortadas e sem micose são atitudes essenciais para manter a beleza das mãos. Para quem trabalha com água e detergente, o uso de luvas de borracha aflaneladas internamente evita fungos e bactérias e alergias de contato.



4-Com o aparecimento das rugas e manchas, quais os tratamentos indicados?

Para as manchas trabalhamos com laser de Rubi e luz intensa pulsada, ácidos e peelings. Para as rugas, trabalhamos com radiofreqüência, infravermelho, ácido hialurônico, ácido polilático, hidroxiapatita de cálcio, dentre outros preenchedores.



5-Como o ácido hialurônico age no tratamento das mãos? Como ele ajuda a amenizar rugas e manchas?

O ácido hialurônico, como o Mesolis Plus, age preenchendo os sulcos no dorso das mãos e, ao atrair água, atua promovendo a hidratação de toda essa região.



6-O efeito dura quanto tempo? Quantas sessões devem ser realizadas e como deve ser feita a manutenção?

O ácido hialurônico tem uma duração média de 18 a 24 meses. A manutenção deve ser feita com filtro solar, luz pulsada e novas injeções com ácido hialurônico ou ácido polilático.



7-Quais os outros tratamentos estéticos que podem ser associados?

O ideal é associar o uso de laser fracionado ablativo, que estimula o processo natural de regeneração da pele. Outros procedimentos, como laser de Rubi e luz intensa pulsada, ácidos e peelings, radiofreqüência, infravermelho, hidroxiapatita de cálcio, dentre outros preenchedores, também podem estar integrados no tratamento, de acordo com os problemas a serem tratados nas mãos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Macrobiótica Zen - CAPÍTULO IX ( último )

PRATOS ESPECIAIS

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL

Todo alimento de origem animal é proibido pelo budismo, sobre¬tudo pelo Budismo ZEN, que representa o ramo mais evoluído, sob os aspectos biológicos e fisiológicos. Sem Macrobiótica não há, pois, Budismo!

A Macrobiótica não é um vegetarismo sentimental, e evita todos os produtos hemoglobínicos, unicamente, por motivos biológicos e fi¬siológicos e para desenvolver ao máximo as faculdades cerebrais. A carne é ideal para as feras: as suas glândulas segregam hormônios adequados para criaturas que não estão habituadas a pensar, e que agem por instinto, anatomicamente. Seu centro sensitivo e, por con¬seguinte, seu juízo, não estão desenvolvidos como o nosso, por isso elas são exploradas pelo homem e mortas para serem comidas. 2 por esta razão que os homens que comem os produtos de origem animal são explorados e mesmo mortos pelos outros e, algumas vezes, por si próprios.

Não creio que existam animais que mobilizem seus irmãos e filhotes para destruírem outras nações de criaturas, como o faz o homem, que é insensato sob este ponto de vista, e cujo discernimento a esse respeito é inferior ao dos animais. Todos aqueles que conso¬mem produtos contendo hemoglobina dependem para seu sustento de animais, cujas faculdades de discernimento são inferiores e sim¬plistas.
Pavlov cometeu o erro de considerar o homem como uma má¬quina de reflexos condicionados, pois o homem tem, pelo menos, seis capacidades diferentes de discernimentos:

1 discernimento cego (reflexo condicionado)
2 discernimento sensorial
3 discernimento sentimental
4 discernimento intelectual
5 discernimento social
6 discernimento ideológico
7 discernimento supremo.

É pela sua quinta capacidade do discernimento que o homem se suicida após ter morto a esposa que o traiu, e é pela sua sétima capacidade que o homem perdoa ao pior criminoso. Os mentirosos, os assassinos e os covardes não devem ser nem punidos nem lastima¬dos; é necessário mostrar lhes que são infelizes por causa de sua péssima alimentação ou da de seus pais, e refazer a sua educação. A educação profissional transforma os homens em gramofones, sem desenvolver lhes a capacidade de discernimento e de iniciativa.
No Oriente, ensina se, desde a escola primária, as crianças a pensar, julgar e serem independentes. Este ensinamento, porém, tor¬na se inútil se as crianças não têm o cérebro convenientemente desenvolvido ou se permanecem como os animais. Há alguns indivíduos insaciáveis, que procuram dinheiro, poder, reputação e honrarias a todo o preço e durante toda a vida. Como os crocodilos, têm a cabeça pequena e os maxilares fortes. Isto quer dizer que seu cérebro é menos desenvolvido do que a sua boca e as suas mandíbulas. São homens de ação e não de pensamento. Nas regiões onde numerosas pessoas têm estas características, onde se consome muita carne e onde o clima é muito quente (Yang) existe a lei de Lynch. A prática do linchamento será esquecida quando essas pessoas deixarem de co¬mer carne. A educação escolar não modificará este estado de coisas, pois o problema é de natureza fisiológica. Se Gandhi, que bem ilustra a tese, não houvesse renunciado, totalmente, a comer qualquer espé¬cie animal durante a sua estada na Inglaterra, ele se teria tornado um revolucionário violento. Espero que tenhais compreendido que não é somente a forma da cabeça que determina a vossa conduta. Seu conteúdo, sua composição e o que alimenta são da máxima impor¬tância.

É por esta razão que podeis controlar a vossa conduta pela vos¬sa alimentação. Pode se ser seu próprio mestre ou um escravo com discernimento animal. Uma pessoa de constituição básica muito Yin pode matar o seu cônjuge, se comer alimento Yin em excesso. Pode tornar se mais cruel do que um assassino Yang. Aqueles que comem alimentos Yin em excesso, como os frugívoros ou os vegeta¬rianos da Índia, são capazes de causar grandes tragédias a infin¬dável divisão das nações. Em última análise, no entanto, não há razão de temer os produtos de origem animal, porque tudo depende da quantidade, visto que a quantidade altera a qualidade. Aquilo que é agradável torna se menos agradável se a medida for ultrapassada; o desejável torna se repugnante pelo excesso. É aqui que se pode ver a superioridade da dialética sobre a lógica formal. Os princípios fun¬damentais da lógica ocidental, a base do pensamento e da ciência, no Ocidente, são por demais rígidos e simplistas para o oriental. Essa a razão por que o professor Northrup, autor do interessante livro: “O encontro do Oriente com o Ocidente” (The meeting of East and West) ficou tão assombrado e surpreendido com a mentalidade oriental. Os orientais compreendem muito bem que um mesmo resul¬tado pode ser produzido por dois fatores opostos, enquanto que dois resultados contrários podem ser produzidos por quantidades dife¬rentes do mesmo fator. Se conhecerdes os princípios da cozinha ma¬crobiótica e a sua filosofia dialética, podeis Minimizar ou neutralizar alimentos excessivamente Yang (produtos animais) e evitar assim o domínio fatal do discernimento inferior (cruel, violento, crimi¬noso, delinqüente) sobre o julgamento superior.

Como porém, não estais habituados à Macrobiótica pura e não estais com muita pressa de entrar no Reino dos Céus ou o Infinito, (Satori) podeis comer, ocasionalmente, um pouco de carne, ou pra¬tos de alimentos de origem animal, porém cada vez menos, até que estejais completamente libertos.
Os pratos especiais recomendados são dosados de maneira a es¬tabelecer um bom equilíbrio, neutralizando os excessos de Yang e Yin (este último é o mais perigoso), sendo porém condição essen¬cial não estarem os alimentos usados contaminados pelo D.D.T. ou outros inseticidas.




PRATOS ESPECIAIS PEIXE, ETC.

401 - Carpa com bardana e pasta de soja (Koi Koku) 1 carpa, três vezes mais de raiz de bardana, três colheres de sopa cheias de pasta de soja missa Retirar, cuidadosamente, somente as partes amargas da carpa (a vesícula), deixando todas as es¬camas, e cortá la em postas de dois em de espessura. Aquecer uma colher de sopa de óleo na frigideira e refogar as tiras de bardana. Colocar a carpa por cima e cobri la com folhas de chá usadas, enroladas e amarradas num pano. Colocar água suficiente para cobrir os ingredientes. Ferver em fogo lento por três horas. Se a água se evaporar, adicionar mais, aos pou¬cos. Quando as espinhas estiverem moles, retirar as folhas de chá e despejar a pasta de soja diluída em um pouquinho de água; ferver, novamente, em fogo lento. É um prato excelente contra as febres e inflamações, especialmente indicadas para as mães que não têm suficiente leite e que devem consumir todo este prato em cinco dias. É igualmente recomendado contra as pneumonias, as otites, as artrites e os reumatismos.

402 - Caranha vermelha (TAI) Remover as escamas e limpar o peixe. Salpicar com sal. Cobrir com farinha e fritar com bas¬tante óleo em fogo médio. Quando o peixe estiver bem frito, colocá lo numa travessa, temperar com molho de soja e servir.
403 - Molho Cortar uma cebola em fatias fininhas no sentido do comprimento, picar uma couve chinesa, couve flor, cenouras, misturar tudo e salgar. Adicionar um pouco de água e refo¬gar lentamente até amolecer. Engrossar, ligeiramente, com um pouco de araruta e água. Este molho pode ser usado com trigo sarraceno frito, macarrão, talharim, etc.

404 - Cavala Lavar e limpar o peixe. Salgá lo. Cobrir e enrolar com farinha e cozinhar da mesma maneira do nº 402. 0 creme de “missa” combinará bem com este peixe.
405 - Peixe miúdo Limpar e lavar bem pequenos peixes, de apro¬ximadamente 6 centímetros, tais como trutas, sardinhas, etc. Salpicá los com sal e cobri los com farinha. Fritá los com óleo e servi los com molho de soja. Este prato é recomendado con¬tra todas as doenças Yin.

406 Ostras fritas Tirar lhes todo o liquido e salgá las; passá las na farinha, após no ovo batido com pão ralado. Fritar em bastante óleo.

407 - Caranha frita Cortar o peixe em grandes pedaços e salgar. Cobrir com farinha, depois com ovo batido e, por fim, com pão ralado. Fritar em óleo. Servir com refogado de agrião, couve, cenoura em fatias, etc. Outros peixes como o bonito, a sardi¬nha, o rabo amarelo, etc., são fritos do mesmo modo. Servir com gengibre ralado.

408 - Ostras a São Tiago (Coquille São Jaques) Retirar a carne das ostras e lavá las. Cortá las em pedaços pequenos e refogar com cenouras, cebolas, etc. Colocar a carne no interior das conchas e sobre elas derramar molho bechamel (219). Cozi¬nhar no forno. Os legumes podem ser comidos (sem carne) pelos doentes.

409 - Camarão à milanesa (Tenpura de camarão) Retirar as cascas e salpicar com sal. Cobrir com massa de farinha e fritar. Preparo da massa: dissolver uma parte de farinha pe¬neirada em duas de água, sem bater muito. As massas muito batidas ficam pegajosas e não saem bem. Com farinha de arroz aglutinado, a proporção é de um para cinco (5 de água e 1 de farinha de arroz). Adicionar a este liquido um ovo bati¬do Para o molho: preparar um “consommé” de alga marinha (“kobu”) e de atum seco.

Temperar com sal e molho de soja. Escorrer todo o óleo dos camarões, colocando os sobre uma folha de papel. colocar os camarões numa travessa forrada de guardanapos de papel numa bonita disposição. Guarnecer com nabo branco ralado e com salsa. Servir o molho em tigelas individuais pequenas.
410 - Peixe espada à milanesa Tempura de Cavala Cortar os filés do peixe e mergulhá los em massa liquida, conforme foi indicado anteriormente e fritar.
411 - Calamar (Polvo que se encontra em águas do Brasil) N. do Tr., à milanesa Retirar a pele de um calamar e cortá lo ao comprido, em pedaços de 3 a 6 em. Fritá los, após tê los coberto com a massa acima mencionada (409). Estes pedaços de calamar fritos à milanesa (tempura) devem ser servidos com agrião, vagens, salsa, cenouras, etc. Também fritos à milanesa (tempera).
412 - Mexidos fritos Utilizar ostras, postas de calamar, mariscos e cebolas refogadas, cenouras em pedacinhos, etc. Mergulhá-los na massa e deitá los às colheradas no óleo. Fritar.
413 - Fritada de ovo (Tempura de ovo) Aqueça bastante óleo, quebre e frite nele um ovo imediatamente.
414 - Atum cru Tirar a pele e as partes sangrentas de um atum e cortá lo em fatias finas. Servir da mesma maneira atraente da caranha crua (415). Esfrie e sirva.
415 - Caranha vermelha crua em tiras n9 1 Tai (sasimo) Cor¬tar uma caranha vermelha em pequenas postas; arranjá las sobre uma travessa com nabo branco e cenoura cortadas em rodelas. Servir com nabo branco comprido ralado (daikon) e com molho de soja em pratinhos de sobremesa.
416 - Caranha vermelha n9 2 Cortar em filetes fininhos, compri¬dos, uma caranha vermelha. Salpicar com sal e colocar numa cesta ou numa peneira. Após 20 minutos, escorrer água fria da torneira lentamente sobre eles. Quando a carne estiver fir¬me, colocá los sobre uma camada de nabos brancos, de cenou¬ras, etc. bem picadinhos. Servir em pratinhos de sobremesa.
417 - Carpa crua Preparar a carpa do mesmo modo que a caranha vermelha nº 2 (416). A carpa lavada é muito Yin, razão por que não deve ser comida com freqüência ou diariamente.
418 - Sopa de cadozes (peixinhos de água doce) Preparar uma sopa de missô e adicionar cebolinha verde. Lavar os peixinhos e mergulhá los na sopa fervente.
419 - Outro prato com peixinhos de água doce - (Yanagawa). Cor¬tar os peixinhos ao comprido em dois, deixando as duas metades unidas. Refogar em pouco óleo raízes de bardana cor¬tadas bem fino no sentido longitudinal. Arrumá las numa frigi¬deira, tipo yanagawa, e sobre elas dispor os peixinhos com os lados abertos para cima, sobre os quais derrame um ovo batido.

Adicione um molho bem temperado com sal e shoyu e ferva. Ao servir na travessa, ter cuidado para que o peixe não se desa¬gregue, caso tenha usado frigideira comum, por não dispor do tipo yanangawa.

420 - Caranha vermelha salgada, grelhada ou assada no forno Escamar e limpar uma caranha, salpicar com sal. Cozinhar no forno ou sobre a chama do gás. Pode ser assado no espeto. Neste caso, as barbatanas e a cauda devem ser cobertas com um papel molhado. Quando assada no forno, untar a travessa ou forma com óleo. Cortar em pedaços grandes.

421 - Peixe salgado e grelhado Escamar e limpar o peixe. Pulve¬rizá lo com sal e grelhá lo sobre a chama de gás. Servir com molho de soja. Pode se fazer o mesmo com cavala, lúcio, sar¬dinhas, carapaus, etc.

422 - Atum assado ou (rabo amarelo assado) Cortar o atum ou rabo amarelo em pedaços grandes e assar no forno. Mergulhar os pedaços numa mistura de molho shoyu e água (em partes iguais) levar novamente ao forno. Colocá los em seguida numa travessa; derramar em cima o resto da solução de molho de soja engrossado com farinha de araruta.

423 - Peixe espada Cavalla estufado Refogar em óleo grossos pedaços de cenouras, cebolas, couve, couve flor; adicionar água e ferver bem. Cortar o peixe em pequenos pedaços e fritar em bastante óleo até dourar. Adicioná los aos legumes e ferver. Fazer uma massa fina de farinha torrada no forno com um pouco de óleo e derramá la sobre o peixe e os legumes para engrossar. A couve flor se desmancha quando é fervida durante longo tempo; por isso deve ser cozida à parte e adicionada por último, antes de engrossar, fazendo um prato atraente.

424 - Ensopado de peixe espada (cavala) pequeno (Nituke) Limpar o peixe e cortá lo em pedaços, inclusive a cabeça, e ferver numa solução de partes iguais de água e shoyu.

425 - Sopa de peixe espada Cavala vermelha) Preparar um “consommé” com alga “kobu” e atum seco ou em pó, use 2 litros de água e 20 centímetros de “kobu”. Quando a água fer¬ver, adicionar três colheres de sopa de flocos de atum seco. Ferver bastante, coar e deixar de lado. Cortar o peixe em pe¬quenos pedaços e cozê los rapidamente. Cozinhar, por instantes, cebolinha verde picada. Cozinhar os pedaços (torresmos) que ficaram de molho na água. Coar os líquidos, separadamente, destas fervuras e adicioná los à sopa. Colocar cada um dos ingredientes nas tigelas de sopa japonesas, derramando nelas a sopa depois de temperada com sal. Pôr um pouco de casca de laranja em cada tigela e cobri las. Preparar do mesmo modo as sopas de frango, pato, camarão, arenques, etc.

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Macrobiótica Zen - Capítulo VIII

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ALIMENTOS SECUNDÃRIOS

REFOGADINHOS (NITUKE)

(Hortaliças, verduras ou legumes, cozidos com um pouco de molho japonês (Shoyu), sem água, nem óleo; em japonês, de¬nomina se “nituke”. Devem servir se secos).
61 - De cenouras Para preparar cenouras e “Nituke” de cenouras com gergelim, corta se duas cenouras o menor possível e refoga¬-se bem numa colher de sopa de óleo. Adiciona se grãos de gergelim torrados e salga se. (Todo “refogadinho” é um pouco salgado).
62 - De chicória ou escarola Cortam se 5 folhas pela metade, no sentido do comprimento. Refogam se em duas colheres de sopa de óleo; adiciona se uma colher de chá de sal; cobre se e ferve-¬se em fogo brando até amolecer. Adiciona se um pouco de molho de soja (Shoyu).
63 - De bardana e cenoura (Kinpira) Cortam se em pedacinhos bem fininhos, no sentido longitudinal, raízes de bardana e de cenoura, na proporção de 3 da primeira, por uma da última. Refogam se em óleo as raízes de bardana, até que elas estejam bem cozidas; adicionam se cenouras e cozinham se em um pou¬co de água até amaciar. Salga se e adiciona se uma pitada de molho de soja.
64 - De cebola Cortar duas cebolas grandes, no sentido de com¬primento. Refogar bem em uma colher de sopa de óleo; tempe¬rar com sal e adicionar um pouco de molho de soja (shoyu) no final.
65 - De agrião Corta se o agrião em pedaços de três centímetros. Refoga se com óleo em fogo brando. Adiciona se sal. Pode se acentuar o sabor com um pouco de tahin (manteiga de gerge¬lim).
66 - De couve com cebola 0 mesmo que o precedente.
67 - De cenoura com cebolas 0 mesmo que o precedente.
68 - De aipo com cebolinha verde Refogar em óleo; temperar com sal. Os diversos tipos de “Nituke”, retromencionados, devem ser secos. Alimentos com molhos, caldos, não podem ser cha¬mados de Nituke.
69 - De cozido “variado” (Hisime) Cortam se em pedaços grandes, cenouras, raízes de bardana, raízes de lótus, nabo branco, feijão ¬vagens, queijo de soja seco, peixe seco, alga marinha (kombu) cm pedaços grandes, etc., adiciona se água e ferve se até amo¬lecer bem. Salga se e adiciona se um pouco de soja (shoyu) Não deve ter caldo ao ficar pronto.

SOPAS

70 - Sopa Russa Uma cenoura, 3 cebolas, um pouco de couve, 150 gramas de arroz, quatro colheres de sopa de óleo e sal. Cortar bem fino e refogar de novo até tostar. Ferver em fogo médio durante longo tempo. Quando a sopa engrossar, salgar ao sabor.
71 - À jardineira Cortar em pequenos pedaços cenouras, cebolinha verde (a parte branca) couve flor, etc., e refogar em óleo. Adicionar água e ferver até amolecer. Salgar a gosto. 0 verde da cebolinha verde pode ser utilizado para fazer “refogadinho” (Nituke).
72 - De polenta (farinha grossa de milho ou painço) Cortar em grandes fatias nabo branco, cenouras, cebolas, etc. Refogá los em óleo. Adicionar água que cubra completamente os legumes. Ferver até amolecer. Tostar 3 colheres de sopa cheias de po¬lenta, em 3 colheres de sopa de óleo; misturar com água até obter se uma massa fina. Despejar esta pasta sobre a mistura de legumes e ferver tudo lentamente, com chama baixa. Tem¬perar com sal.
73 - De painço Preparar polenta e milho moído grosso, de modo semelhante à polenta, utilizando farinha fina de painço.
74 - De legumes Refogar em óleo, nabos, cebolas, cenouras, couve-flor, etc., em seguida ferver. Após cozidos e bem amolecidos, espalha se sobre os legumes a farinha tostada no óleo e adicio¬na se água e sal. Cozinhar até engrossar.
75 - De legumes gratinados (Cozido puchero) Fervem se os vege¬tais, como para sopa, numa caçarola, cobrindo os de polenta ou de farinha fina de painço, ou de trigo mourisco, etc. preparadas como para o molho bechamel (Assar no forno) (ver 219).
76 - De abóbora Tomam se 400 gramas de abóbora, ou massa de abóbora, uma cebola, óleo, sal, 4 colheres de farinha. Corta se a cenoura em pequenos pedaços e refoga se em óleo; adiciona se a abóbora em pequenos pedaços e refoga se de novo. Ferver em panela com a metade de água até amolecer, salga se a gosto. Passar numa peneira e temperar; torrar com farinha no óleo; misturar com água, e com a mistura da abóbora pôr a ferver. Serve se com quadrinhos de pão tostado no óleo, com salsa, etc. Esta sopa é deliciosa com abóbora de Hokkaido. Se tentar, ficará surpreendido.
77 - Ensopado de cenouras Prepara se do mesmo modo que o de abóbora.

PRATOS DIVERSOS

78 - (Tempura) Corte cenouras, cebolinha verde, etc. em fatias fininhas. Mergulhe em uma mistura de farinha com água (7 1/2 vez mais água do que farinha), uma pitada de sal. Fri¬tar em bastante óleo, por colheradas.
79 - Agrião (tempura) Couve flor, aipo, raiz de bardana, raiz de lótus, escarolas, abóbora, etc. são usados para tempura do mesmo modo do anterior.
80 - Bolos de raiz de lótus Rala se raiz de lótus, adicionando se igual quantidade de cebola picada e tempera se com sal. Adi¬cione se farinha para ligar e frite se em bastante óleo (Espe¬cialmente recomendado para curar asma, diabetes, pálio, artri¬te, etc.).
81 - Bolos de raiz de lótus com molho bechamel (219) Coloque cuidadosamente os bolos em molho bechamel, espargindo por cima aipo picado. Quando a (“fritura à milaneza” (Tempura) é servida desta maneira, o sabor fica grandemente melhorado. Farinha de painço, de trigo mourisco, etc. podem ser usadas para o molho bechamel (molho de shoyu).
82 - Abóbora assada Corta se a abóbora em pedaços grandes, pulveriza se com um pouco de sal e assa se no forno. Serve se com molho de pasta de soja (missô) ou shoyu.
83 - Abóbora cozida com pasta de soja Corta se a abóbora em pedaços grandes. Frita se cebola picada, em óleo. Adiciona se água e sal à abóbora, fervendo se até ficar macia; adiciona se massa de soja (missô), diluída com a água dos vegetais. A cebola picada também deverá ter sido juntada à abóbora, para cozinhar.
84 - Abóbora cozida Corta se a abóbora “Hokkaido” em pedaços grandes; misturam se cebolas preparadas como no nº 83; tem¬pera se somente com um pouco de sal, cozinhando se até ficar macia.
85 - Raiz de Iótus cremosa (ANKAKE) Corta se uma raiz de Iótus, cenoura, radiche, rabanete branco, etc., em pedaços re¬tangulares e refoga se em óleo; adiciona se um pouco de água e ferve se até ficar macio; mistura se farinha sarracena diluída com água e com ela engrossa se a mistura de vegetais.
86 - Nabos cremosos (ANKAKE) Refogam se em óleos os nabos redondos inteiros; após cozinham se em água suficiente até ficarem macios; tempera se com sal, mistura se lhes farinha de araruta e água; adiciona se lhe um pouco de molho de soja, no final.
87 - Mingau de araruta (Kuzu) Mistura se farinha de araruta, na proporção de uma colher de sopa cheia para 150 centímetros cúbicos de água. Põe se ao fogo e mexe se constantemente, até engrossar e ficar claro. Tempera se com um pouco de sal e molho de soja (shoyu). Quando faltar o apetite por causa de resfriados, etc., o mingau de araruta melhorará surpreenden¬temente o estado geral.
88 - Variedade (Yuba) Feijões, como a soja e outros, também podem ser preparados como “creme” (ANKAKE).

TORTAS

89 - Torta de abóbora (omitir as maçãs para os doentes) 1/2 quilo de abóbora e cebola. Cortar a cebola em cubos e refogar numa colher de sopa de óleo; adicionar abóbora cortada em fatias e ferver em um pouco d'água; juntar sal e peneirar numa consistência cremosa. A fim de preparar a massa da torta (pastelão), misturar 1 xícara de farinha. Se usar farinha inte¬gral, peneirar, a fim de remover as cascas e farelos, usando estes resíduos para fritada (tempura), pão, croquetes, etc. (não jogue fora). 3 colheres de sopa de óleo (de milho e de gergelim, em partes iguais, ou de oliveira e gergelim, em partes iguais, ou de semente de girassol e gergelim em partes iguais), 1/2 colher de chá de sal, 1 colher de chá de canela, 1 colher de chá de casca de laranja picada. Misturar com pequena quanti¬dade de água, formando uma massa mole. Colocar num prato próprio para torta, numa camada de 1/2 centímetro de espessu¬ra. Encher a crosta com uma mistura acima, de abóbora, na espessura de cerca de 2 centímetros, e por cima colocar uma maçã cortada em cubos. Cobrir a crosta, pressionando as ex¬tremidades com um garfo e fazendo um desenho atrativo na parte superior com uma gema de ovo. Cortar em cruz pelo

Nota A genuína farinha de araruta somente se adquire nos posto de venda especializados em produtos macrobióticos.

centro com uma faca. Assar no forno até ficar ligeiramente bronzeada e torrada.
90 - Torta de maçã com castanhas Ferver as castanhas até fica¬rem macias; misturar canela, casca de laranja e sal; misturar com pedaços de maçãs cortadas em cubo. Cobrir a torta com a mesma massa de pastelão e da mesma maneira da torta de abóbora. Preparar o arranjo da torta também do mesmo modo (89) (OGURA).
91 - Torta simples (permitida aos doentes) Para o recheio cre¬moso, ferver feijão japonês (azuki) com ou sem castanhas, temperando ligeiramente com sal. Encher a crosta de massa e levar ao forno.
92 - Torta de arroz (Permitida aos doentes) Poderá ser usada como alimento complementar. Misturar arroz cozido com "re¬fogadinho” de vegetal (cenouras, raízes de Iótus, cebolas, agrião, etc.) (Nituke). Adicionar um pouco de farinha. Pre¬parar a torta conforme dito acima, e levar ao forno.
93 - Torta de batata doce e castanha (Não recomendável aos doen¬tes) Cozinhar as batatas e passá las na peneira, adicio¬nando um pouco de sal. Cozinhar as castanhas e juntar à bata¬ta doce; preparar a massa da torta e levar ao forno. Este prato pode também ser preparado só com batata doce ou só com castanhas.
94 - Torta de hortaliças (verduras) Refogar em óleo cenouras, cebolas, couve, couve flor, etc. e após cozinhar em água até amolecer. Colocar a massa do pastelão no prato, recheando a com as verduras. Ao molho do Nituke, misturar farinha tostada num pouco de óleo para engrossar. Despejar este molho por cima do recheio, em vez de cobri-lo com a massa e levar ao forno.
95 - Torta de cenoura e cebola Preparar a massa de pastelão e deitar num prato de torta. Usar 3 cenouras para cada cebola, refogar ambas em óleo e temperar com sal. Adicionar um ovo batido. Encher a forma do pastelão e levar ao forno.
96 - Torta de maçã Forrar a forma com a massa do pastelão. Cortar 3 maçãs em forma de lua crescente e colocá las na forma atraentemente, como uma flor redonda. Salpicar com sal e levar ao forno, até que a parte de cima fique bronzeada. Misturar a farinha de araruta (Kazu) na água e levar ao fogo até engrossar e derramar atrativamente a mistura sobre as ma¬çãs, deixando esfriar. “Agar agar” ou gelatina podem ser usa¬dos, em vez de araruta, mas esta é preferível.
97 - Torta de ameixas Retirar os caroços das ameixas secas e cozinhá las, num pouco de água até ficarem macias; adicionar uma pitada de sal e canela e preparar o pastelão como o de abóbora, levando ao forno.
98 - De maçã e castanha Kinton (Não deve ser usado pelos doentes) Use castanhas e maçãs à razão de 3 por 1. Cozinhe as castanhas, deixando 1/3 de lado. Adicione as maçãs já pica¬das e cozinhe-as até ficarem no ponto. Passar na peneira e, após, adicionar a totalidade das castanhas restantes.

PASTÉiS (GYOZZA)

99 - “Pirosiki” (Permitido aos doentes) Prepare a massa de pas¬telão, cortando a em pedaços redondos, de 3 a 4 polegadas de diâmetro. Lasque cenouras, cebolas, agrião, etc., em pedaços finos, e refogue em óleo. Adicione arroz cozido, tempere com sal, e refogue bem. Forme pequenas bolas com as mãos, colo¬cando as em pedaços de massa. Dobre a massa e pressione as pontas com um garfo. Frite no óleo. Prepare diferentes “Pirosiki”, usando vários ingredientes como acima, assando no forno, em vez de fritar. Dê o acabamento com gema de ovo para ficar atraente. Pequenos pratos individuais para o pas¬telão poderão ser usados para melhor efeito. As crianças gos¬tam muito destes pastéis individuais.
100 - De verduras (Gyoza) Adicione um pouco de sal à farinha e amasse com água para formar uma massa macia. Passe no rolo até ficar bem fina e corte em pedaços redondos, de 2 a 3 polegadas de diâmetro. Corte as verduras em cubos, refogue e tempere com sal. Adicione um pouco de farinha e mexa. Enrole a mistura de verduras em pedaços da massa de formato longo e estreito. Coloque em água fervendo, cozinhe até chegar no ponto. Servir com molho de soja (shoyu), creme de (missô), etc.
101 - Fritos Frite os pastéis já cozidos em um pouco de óleo, até ficarem quebradiços.
102 - Fritos em muito óleo Frite os pastéis (gyoza) já cozidos, em bastante óleo.
103 - Gyoza “Au Gratim” Coloque os pastéis fritos numa forma de forno. Prepare creme de arroz, de painço, etc., bem fino, e derrame sobre os pastéis, levando os ao forno. Quando houver visitas, é permitido adicionar um pequeno camarão, peixe de carne branca, ou carne branca de aves. Para doentes, a massa do pastel é feita de farinha de trigo mourisco.
104 - Pãezinhos ou biscoitos Chapati (Recomendáveis para doen¬tes, como alimento suplementar, assim como para pessoas Yin) Adicione pequena quantidade de sal à farinha amassan¬do com água até que forme massa macia. Com a quantidade de uma colher de sopa cheia de cada vez, fazer as bolas ou fazer um rolo e cortar em círculos Levar ao forno; em vez de levados ao forno, poderão ser tostados sobre a chama ou no calor. Servir com “refogadinho” (nituke) (Trigo mourisco, farinha de painço, etc.); são muito Yang e, portanto ótimos para doentes.
105 - Puri o “Chapati” deverá ser preparado em pequenas bolinhas redondas. Fritando em bastante óleo, crescerão bastante e fi¬carão cheios como balões. Servi los com refogadinho (nituke). Na Índia, os “chapati”, feitos com farinha de trigo integral, são comidos diariamente.

PRATOS À BASE DE CARÃ COM INHAME (JINENJO)

106 - Cará (Jinenjo batata silvestre) - Cortar o cará em pe¬daços de 1 polegada. Espargir com sal. Fritar em bastante óleo. Depois cozinhar com molho de soja numa panela (shoyu).
107 - Cará Hamburgo (Jinenjo Hamburgo) Raspar o cará. Picar em talhadas uma cebola ou uma cebolinha verde e misturar. Temperar com sal. Usando uma boa quantidade de óleo numa frigideira, tapar e fritar até ficar macio e fofo. (Jinenjo).
108 - Bolos ou bolas de cará Prepara se como acima, fritando se em bastante óleo.
109 - Cará “au grati” - (Jinenjo) - Colocar os ingredientes, como acima, numa caçarola. Levar ao forno.
110 - Cará ralado (Tororo) Rale o cará e coloque o num prato pequeno; esparrame algas “nori” tostadas e sirva com molho de soja (shoyu tamari).
111 - Sopa de cará ralado (Tororo) Raspe o cará. Misture com a sopa ou com soja “missô” e deixe ferver alguns minutos (em fo¬go baixo).
Nota Raspando o cará, ele se converte em massa líquida ou fluida.

PRATOS À BASE DE GRÃO DE BICO (FEIJÃO EGIPCIO)

112 - Lave o grão de bico e deixe o de molho em água quente, durante a noite. Cozinhe o até amolecer. Tempere com sal. Sirva o com molho ou após fervido, de forma que não sobre nenhum líquido.
113 - Adicione farinha ao grão de-bico cozido, afim de engrossar (quando secar, adicione mais água). Tempere com sal e frite em óleo, uma colher de sopa por vez.
114 - Bolos de chana (Cereal hindu que se encontra em alguns arma¬zéns) - Mistura se a farinha de chana com água e amassa se. Tempere com sal. Corta se uma cebola miudinha e adiciona se à massa. Frita se em bastante óleo deitando com uma colher.
115 - “Pakodi” Prepare a massa da farinha de chana com água; tempere com sal e cebola grelhada ou cortada como acima.
116 - Croquetes Misture farinha com grão de bico cozido, forme boIas e achate as. Cubra com migalhas de pão torrado e frite em bastante óleo.

PRATOS À BASE DE FEIJOES

117 - Feijão soja com “missô” Toste feijões soja numa frigideira, até rebentarem. Adicione “missô” diluído em água. Adicione mais uma pequena quantidade de água, cubra a frigideira e deixe cozinhar até ficar macio. Retire a tampa e deixe ferver até que o liquido se evapore.
118 - Feijão cozido Ferva o feijão até ficar macio; tempere com molho de soja e sal. Ferva até que o líquido se evapore comple¬tamente. Prepare feijão preto ou outros feijões da mesma ma¬neira.
119 - Feijão gomoku Ferva o feijão soja até ficar macio; corte na¬bo branco comprido japonês (daikon), cenouras, raízes de bar¬dana e de Iótus, etc. em pequenos cubos. Refogue em óleo. Junte ao feijão e ferva até amolecer. Tempere com sal e molho de soja (shoyu).
120 - Ensopado de soja cru (Sopa Goziro) Deixe o feijão soja de molho durante a noite, esmague o até ficar cremoso. Prepare a sopa com cebolas, cenouras, nabo comprido, etc. Coloque a mas¬sa assim obtida na sopa e ferva bem. Tempere com sal e molho de soja (shoyu).
121 - Feijão vermelho japonês (Azuki) Ferva em água que cubra o feijão até ficar macio. Tempere com sal e ferva até engrossar. Se tiver à mão bolo de arroz (moti), aqueça e adicione.
122 - Feijão vermelho japonês (Azuki) - Ferva até ficar macio. Tem¬pere com sal. Retire a água e amasse.
122.1 Feijão vermelho (azuki) com talharim - Ferva o feijão verme¬lho japonês até que fique tenro e cremoso. Tempere com sal. Misture com talharim cozido e aqueça bem numa panela. Dispo¬nha tudo numa forma retangular e deixe esfriar até endurecer. Tire da forma e corte em pedaços retangulares (para climas quentes). Pode ser servido quente em climas frios.
122.2 - Raiz de Iótus com feijão japonês (Azuki) Prepare as raízes de Iótus como para “refogadinho”. Junte azuki japonês.
123 - Diversos feijões Ferva os feijões ou ervilhas em água. Tem¬pere com sal e adicione um pouco de óleo. Refogue um pouqui¬nho após bem cozido.
124 - Vagens Refogue a vagem inteira em óleo. Adicione água e ferva lentamente em fogo brando. Tempere com sal e molho de soja. Cozinhe até que o líquido desapareça e as vagens fiquem enrugadas.

PRATOS À BASE DE MILHO

125 - Sopa Cortar uma cebola e refogar numa colher de sopa de óleo. Debulhar e ralar com uma faca ou ralador áspero os grãos de 3 espigas de milho, juntar à cebola com três partes de água. Salgar e deixar em fogo brando até amolecer. Agitar de vez em quando a fim de evitar que pegue no fundo da panela. Adicio¬nar uma colher de sopa cheia de farinha de araruta misturada num pouco de água. Cozinhar. Por último, adicionar um pouco de molho de soja (shoyu). Servir com quadrinhos de pão frito em óleo.
126 - Milho assado Asse nas brasas algumas espigas de milho no¬vo. Tempere as com molho de soja. Asse as mais um pouco. Sirva as.
127 - Milho cozido Cozinhe o milho numa solução de água com 4% de sal e sirva com molho japonês (shoyu).
128 - Milho frito Corte fora os grãos de milho novo, amasse um pouco e junte à massa “à milanesa” e frite em bastante óleo. Sirva com molho de soja (shoyu).
129 - Bolinhos Amasse farinha de milho com água, fazendo peque¬nos bolos redondos. Ferva um pouco os bolinhos antes de tostar, ponha os num espeto. Sirva com massa de soja (missô), creme de feijão azuki japonês.
130 - Creme de milho (amassado) Adicione um pouco de sal à farinha de milho amassada com água quente. Derrame na sopa de “missô”. Mexa levemente até ficar no ponto.
131 - Croquetes Misture um pouco de sal e canela na farinha de mi¬lho amassada. Forme croquetes e frite os em pouco óleo.
132 - Crepes Toste farinha de milho numa pequena quantidade de óleo. Adicione água e prepare uma massa fina. Ponha um pouco de óleo numa frigideira e derrame nela uma pequena camada da mistura. Frite bem, de ambos os lados, e sirva com “refo¬gadinho”. (Nituke).

GERGELIM COALHADO

135 - Goma Tohu Torrar sementes de gergelim, moendo as em se¬guida. Misture 3 colheres de sopa cheias de farinha de araruta com água e ferva bastante tempo, até escorrer em fio. Adicione o gergelim e tempere com sal. Derrame numa forma retangular até endurecer. Isto poderá ser feito mais facilmente com man¬teiga de gergelim (Tahin). Servir com molho de soja (shoyu, missô, etc.)

SALADAS (AEMONO)

136 - De gergelim (Aemono). Torrar bem as sementes de gergelim, Moer até ficarem em creme. Misture molho de soja em um pou¬co de água para engrossar o creme. Ferva em água salgada, cebolinha verde, cebolas, nabo branco comprido, cenouras, cou¬ve, agrião, espinafre, couve flor ou abóbora, etc. Misturar com o creme de gergelim. A massa de soja (missô) poderá substituir as sementes de gergelim. Não deite fora o caldo das hortaliças, mas utilize o para sopas.
137 - Salada de frutas e vegetais Picar couve e cenoura. Cortar a couve flor e uma maçã em pequenos pedaços. Ponha de lado. Misturar bem 4 colheres de sopa de óleo, uma colher de sopa de sal e um ovo. Derramar água fervente sobre a couve e as cenouras. Ferver a couve flor em água com sal. Mergulhar a maçã em água salgada. Misturar estes vegetais com uma mis¬tura de óleo e dispor atrativamente numa travessa grande cir¬cundada com alface. Esta salada é servida após os pratos de carne.

VARIEDADES

138 - Chou Falcie Este é um prato regional da zona francesa pro¬dutora de trigo mourisco. Separe, uma por uma, as folhas de couve, cuidadosamente, e lave as. Misture trigo mourisco em duas quantidades de água e tempere com sal. Bata 2 ovos. Nu¬ma panela de ferro com tampa, usando bastante óleo, deite uma folha de couve no fundo. Despeje em cima de uma camada de mistura de trigo mourisco, outra camada com ovo e, após, outra de couve. Alternar desta maneira, terminando com uma folha de couve por cima. Cubra e cozinhe em forno moderado por 1 1/2 hora. Remova da panela invertendo sobre uma travessa. Corte na mesa enquanto quente. Servir com molho missô ou molho de soja, etc.
139 - Crepe de trigo mourisco Misture a farinha de trigo mourisco em 3 partes de água. Adicione 1 ovo e mexa bem. Ponha óleo numa frigideira. Derrame uma fina camada da mistura, frite em ambos os lados e dobre em quatro. Disponha atrativamente numa travessa. Antes de dobrar encha os crepes com vegetais ,"nituke” e missô. Podem ser servidos sem recheio de “nituke” como alimento complementar. Como merenda, podem ser re¬cheados com castanhas, algumas passas ou caldo de maçã.

VEGETAIS SILVESTRES

Temos alguns milhares de comestíveis, plantas silvestres, folhas, raízes, bulbos, flores, grãos, sementes, etc. Todos foram criados por Deus sem qualquer intenção comercial. São assim, puros, livres de fertilizantes químicos e sem inseticidas. Na Natureza não há venenos de nenhuma espécie. Se tiverem, se¬rão demasiado Yang (ou Yin) que podem ser neutralizados pe¬la nossa cozinha macrobiótica. Podereis usá los para curar do¬enças Yin (ou Yang). Eis alguns: aoza (espinafre silvestre), akaza, dente de leão, nazuna, nobiru, huki, gobo (bardana), etc. Todos são bastante deliciosos e muito úteis medicinalmente.

PLANTAS SILVESTRES E MARINHAS

150 - Alga Kobu (Sio kobu) Alga kobu cozida com água e sal lavar uma folha grossa de "kobu” em água. Essa água, que con¬tém numerosos sais minerais, deve se guardar e usar para co¬zinhar mais tarde. Cortar a alga em pedaços de 3 centímetros. Adicionar 3 partes de água e cozinhar bem até amolecer. Salgar e continuar cozinhando até que a água evapore. Adicione 10 a 20% de molho “shoyu” e cozinhe até secar. Este prato é ex¬celente contra a artrite, a alta e baixa pressão sangüínea, ma¬les cardíacos, gota, tumores, etc.
151 - Verduras enroladas com alga grossa (kobu) ~ Tomar uma fo¬lha fina de “kobu” e cortá la em pedaços de 12 em de compri¬mento. Cortar cenouras, raízes de bardana e de lótus no mesmo comprimento e enrolar na alga duas vezes; amarrar tudo com kampy (uma corda feita com certo tipo de abóbora). Cozinhar bastante com água em que lavou o kobu. Leva algum tempo. Salgar e adicionar Shoyu.
152 - Alga kobu frita Corte uma alga grossa em quadrados de 9 cm. Frite no óleo e salgue. É um excelente prato, que pode ser ser¬vido como sobremesa.
153 - Alga grossa (“kobu)”) Corte uma alga em tirinhas do tama¬nho do dedo mínimo, faça um nó em cada uma delas e frite as.
154 - Sopa de alga kobu Tome uma alga de 12 centímetros por 30 cm, mergulhe a num litro de água (para 5 pessoas) e salgue. Adicione qualquer legume e molho de soja.
155 - Alga kobu frita Corte uma alga kobu em pedaços de 1x2 em, parta os ao meio e frite.
156 - Cabeça de salmão enrolada com alga kobu Corte a cabeça de um salmão seco salgado e enrole a numa alga, como na receita 151; cozinhe bem (sem salgar). Adicione um pouco de molho de soja. 2 indicada contra o pólio, a paralisia e todas as doenças descalcificantes.
157 - Alga “hiffiki” seca Mergulhe 30 g desta alga (“eystophyllum fusiforme”) na água, durante 5 minutos. Corte a alga em pe¬quenos pedaços, juntamente com 60 g de raiz de lótus e frite em duas colheres de sopa de óleo. Adicione a alga “hijiki” e a sua água (água da lavagem) e, após, uma colher de chá de sal. Cozinhe bastante até à evaporação total. Adicione molho de soja e cozinhe ainda um pouco mais.
158 - Alga “hijiki” ensopada (Nituke) Mergulhe esta alga em água. Corte em pequenos pedaços. Frite bem em duas colheres de sopa de óleo e adicione um pouco de água, e após molho de soja. Deixe ferver lentamente até evaporar a água.
159 - Alga “hijiki” e queijo de soja frito (age) Prepare a alga co¬mo anteriormente, adicione queijo de soja frito cortado (age) em pequenos pedaços e cozinhe em um pouco de água e com molho de soja.
160 - “Hijiki” e feijão de soja Prepare de acordo com a receita n9 157, após, adicione feijão de soja bem cozido e um pouco de molho de soja.
161 - “Hijiki” com verduras (Gomiku) Corte cenouras em pe¬quenos pedaços, raízes de lótus e bardana (como na receita nº 157) e frite em pouco óleo.
162 - Arroz com “hijik” Adicione ao arroz cozido “hijiki” prepa¬rada conforme receita acima.

PLANTAS SILVESTRES

163 - Folhas de dente de leão Lave as bem, corte as folhas em pe¬quenos pedaços e prepare como “refogadinho”. Salgue e adi¬cione molho de soja (shoyu).
164 - Raízes de dente de leão Lave bem, sem tirar lhes a casca, e corte as em pedaços pequenos, fininhos e redondos. Cozinhe bem uma xícara disto em uma colher de sopa de óleo. Salgue e adicione molho de soja. lã um alimento excelente para artrite, reumatismo, cardíacos e doentes de pólio.
165 - Caruru (espinafre selvagem) (Aoza) Preparar um “refoga¬dinho” com shoyu.
166 - “Fuki” Vegetal silvestre Tome um talo de “fuki” e cozinhe o durante longo tempo em um pouco de água e molho de soja. Pode se igualmente cozinhar as folhas, cortá las em pequenos pedaços e fazer “refogadinho”. Este prato conserva se por muito tempo, como todos os “refogadinhos”.

PRATOS COM PASTA MISSÔ E MOLHO DE
SOJA (SHOYU, TAMARI)

Nota importante:

Tanto a massa de soja (“missô”), quanto o molho de soja (shoyu) devem ser prepara¬dos à maneira tradicional japonesa. Não de¬vem nunca ser usados os tipos industriali¬zados e comercializados, à venda em muitos países, especialmente em São Paulo Brasil, por conterem açúcar e ingredientes quími¬cos, e não terem suficiente tempo de “ama¬durecimento” (pelo menos 3 anos).


201 - Molho de “missô” Misture 45 g (uma colherada de sopa bem cheia de pasta de soja (missô), três de manteiga de gergelim (tahin), adicione uma taça de água e mexa bem deixando co¬zinhar. Após cozinhar, misture 1 colher de casca de laranja ralada. Sirva este molho com arroz, trigo sarraceno em grão, massas ou kasha, legumes, verduras, etc.
202 - Creme de “missô” 0 mesmo que o precedente, porém com pou¬co menos água. Este creme pode ser usado como acima ou para substituir a manteiga e o queijo.
203 - “Missô” Misture uma colher de sopa de pasta de soja com qua¬tro colheres de sopa de tehin ou manteiga de gergelim. Adi¬cione um pouco de casca de laranja ralada e sirva com arroz, pão, etc.
204 - Sopa de “missô”, Para 5 pessoas: Uma xícara de cebola picada, 1/3 de xícara de cenoura, uma folha de couve picada e uma colher de sopa de óleo de gergelim. ou de oliveira. Aqueça o óleo primeiro, junte a cebola e as cenouras, depois a couve. Quando estas estiverem bem cozidas, adicione as cenouras e deixe cozi¬nhar bem. Derrame sobre esta mistura quatro xícaras de água e, por último, um pouco de missô diluído. Adicione uma pequena cebola crua picada e alga “nori” tostada.
205 - Cenouras e cebolas com "missô” para 10 pessoas Tome 400 g de cebola, uma cenoura, 2 colheres de sopa de pasta de soja, 1/2 colher de chá de sal, 1 colher de sopa de óleo. Pique miudinho 2 ou 3 cebolas, cozinhe as em óleo e adicione o resto da cebola sem cortar. Acrescente a cenoura cortada em pequenos pedaços, cozinhe bem em água e adicione pasta de soja (missô).
206 - Legumes com “missô”, Tome uma cenoura, duas cebolas, qua¬tro folhas de couve, duas colheres de sopa de óleo e uma de pas¬ta de soja. Corte as cebolas em quatro; cozinhe as em óleo e adicione a couve, cozinhe bem e junte as cenouras cortadas em pequenas fatias; adicione duas xícaras de água, pasta de soja diluída e um pouco de sal.
207 - Gelatina ao “missô” Cebolas, nabo branco, inhame (Satoimo) tudo inteiro e pedaços grandes de cenoura. Coloque tudo sobre uma alga grossa “kobu” e ponha na panela. Adicione água e cozinhe bem com um pouco de sal; acrescente cebolinha verde em espetos, palitos de bambu (5 por espeto) e missô ou shoyu. Quanto mais tempo e lentamente cozinhar, tanto mais delicioso.
208 - Bolinhos de sarraceno com "missô" Fazer bolas de trigo sar¬raceno e cozinhá las em água. Colocar em espetos de bambu (5 pôr espeto). Cobrir essas bolas com um pouco de pasta de-¬soja e aquecer. Usar creme de pasta de soja. (Podem ser usados outros cremes).
209 - Hortaliças (verduras) com “missô” Cozinhar em água, cenouras, cebolas, agrião, couve-flor, nabo branco, escarola, salsa, etc., servir com creme de missô.
210 - Especial nº 1 (“tekka” nº 2 ) Ingredientes: 30 g de raiz de lótus, 45 g de bardana (raiz), 30 g de cenouras, 5 g de gengibre, 90 g de óleo de gergelim, 150 g de pasta de soja. Picar todos os legumes. Primeiramente fritar as raízes da bardana em 60 gra¬mas de óleo e adicionar a cenoura e o lótus e cozinhar bem.
Acrescentar, a seguir, o gengibre e o missô. Adicionar 30 g. de óleo e cozinhar até secar bem. Este prato é excelente para to¬das as doenças Yin.
211 - Especial nº 2 (,”tekka” nº 2) 60 gramas de raízes de lótus, 15 de bardana, 15 de cenouras e 5 de raízes de dente de leão. Pique todos os vegetais e faça como no número anterior. Muito bom para tosse, asma, tuberculose, etc.

- MOLHOS (SHOYU)

212 - Arroz - Satura Cozinhar arroz com 57o de shoyu. É um prato saborosíssimo.
213 - Molho de soja (shoyu) especial Picar bem uma cebola; fritar em uma colher de óleo; adicionar uma xícara de água e 3 co¬lheres de sopa de manteiga de gergelim (thain). Misturar bem, salgar com 1/2 colher de chá de sal e cozinhar bem.
214 - Molho de gergelim Tostar 40 gramas de grãos de gergelim e amassar até ficar oleoso. Acrescentar 30 ou 60 gramas de mo¬lho de soja. É ótimo molho para legumes, arroz, pão, sanduíches, etc.
215 - Caldo ao molho de soja Picar meia cebola e fritar numa colher de chá de óleo. Adicionar duas xícaras de água. Após o cozi¬mento, temperar com molho de soja.
216 - Verduras cozidas com água (Ositashi) Cozinhar em água, agrião, espinafres, alface, couve, ou qualquer outro legume e servir com molho de soja.
217 - Creme de aveia Tostar 4 colheres de sopa de farinha de aveia em uma colher de sopa de óleo e adicionar molho de soja, sal e água à vontade.
218 - Mingau de farinha de aveia Adicionar volume de água pró¬prio para mingau; salpicar salsa picada, agrião ou outro tem¬pero verde. Pode se fazer o mesmo mingau (caldo ou creme) com arroz, trigo, leite em pó macrobiótico “Kokkoh” e farinha de trigo sarraceno (sarasina).
219 - Molho bechamel ao molho de soja (shoyu) Tostar uma colher de sopa cheia de farinha numa de óleo. Adicionar água e cozi¬nhar. Após, adicionar o molho de soja (shoyu).
220 - Maionese com molho de soja (shoyu) Verta, pouco a pouco, óleo sobre um ovo batido com um pouco de sal. Adicione água quente. Acrescente salsa picada. Sirva com qualquer legume, cozido ou peixe.
221 - Molho à Ia Lyonnaise Frite uma cebola picada em pouco óleo, adicione vinho branco e, após, duas a três colheres de sopa de molho bechamel (219). Este molho é muito bom para peixe grelhado.

Nota Use somente o molho de soja (shoyu) tradicional em to¬dos os pratos (vegetais e peixe). Shoyu diluído em um pouco de água é muito bom para “Sasimi” e ostra frita, “tempura” título do capitulo peixe à moda Sukiyaki, tofu (queijo vegetal de feijão soja) etc.

BEBIDAS

301 - Chá de arroz Torre arroz integral até ficar bronzeado. Para cada colher de sopa de arroz adicionar dez vezes o seu volume de água. Ferva. Salgue ligeiramente e sirva. Este arroz torrado pode ser utilizado como alimento complementar. Arroz torrado e chá torrado de três anos (“banchá”) podem ser misturados e utilizados como bebida.
302 - Chá de trigo Torre trigo com pouco fogo, até tostar, e ferva uma colher de sopa cheia em 150 gramas de água. Sirva frio, no verão.
303 - Café de dente de leão Lave e seque raízes de dente de leão. Corte em pequenos pedaços. Doure com óleo numa frigideira. Passe, em seguida, num moinho de café. Ferva, durante 10 mi¬nutos, este pó na quantidade de uma colher de chá por uma xícara de água. Coe e sirva. As pessoas que preferirem sabor amargo podem adicionar chicória.
304 - Café “Oshawa” (“Yannoh”) Três colheres de sopa de arroz, duas de trigo, duas de feijão japonês (“azuki”) uma de grão-¬de bico e uma de chicória. Torre separadamente até bronzear bem. Misture tudo em seguida e torre num pouco de óleo. Após esfriar, moa finamente. Prepare esta farinha chamada “Yan¬noh”, com água fria, na proporção desejada. Use uma colher de sopa para meio litro de água. Sirva após 10 minutos de ebulição.
305 - Leite de cereais macrobiótico ("Kokkoh”) Este produto é uma mistura de farinha de arroz torrado, de arroz glutinoso, de farinha de aveia, farinha de feijão de soja e de sementes de gergelim. 2 mais fácil comprá lo pronto. Ferva e mexa durante 10 minutos uma colher de sopa cheia por 1/4 de litro de água.
306 - Chá de artemísia Erva de São João (Jomogui). Ferva 30 gramas de folhas de artemísia, em 150 cm cúbicos de água. Salgue e beba ao levantar da cama, em jejum. 10 um excelente vermífugo. As folhas secas conservam se durante anos.
307 - Chá de Hortelã Tratar as folhas de menta da mesma maneira que a artemísia (Jomogui).
308 - Tilia Ferver as folhas e usar como bebida.
309 - Chá de 20 raízes (Mu) É um chá composto de mais de 20 raízes (muito Yang) sendo uma delas a famosa cenoura da Coréia (Gin Seng). Ferver um pacote deste chá num litro de água du¬rante dez a vinte minutos. Esta bebida pode ser consumida dia¬riamente pelos doentes Yin. Neste caso, é necessário deixar ferver até evaporar a metade e tomar durante dois dias. Pode ser reaquecido. É a bebida mais Yang. 0 “Gin seng" é extrema¬mente Yang.
310 - Chá de três anos (Chá verde”) (banchá) Tostar por alguns minutos o chá verde natural (as folhas devem ficar três anos no pé) e, após, ferver 1 colher de sopa cheia durante 10 minutos em fogo brando.
311 - Chamol (Syo Ban) Chá de três anos banchá com molho de soja) Pôr molho de soja no fundo de uma xícara (a 1/4 da altura) e adicionar o chá quente preparado conforme acima se indica. Este chá é muito indicado para a fadiga, para depois de acidentes e fraqueza cardíaca.
313 - Chá Yang Yang Este chá deve ser usado pelas pessoas muito Yin.
314 - Chá dragão Este chá é recomendado às pessoas extremamente Yin, que sofrem de náuseas, matinais vômitos e leucorréia.
315 - Chá Habu - (Chá chinês). Tem excelente gosto e é muito recomendado contra os resfriados da cabeça.
316 - Caldo (suco) de raiz de Iótus seco Kohren Esta bebida, feita com raízes de Iótus, seca e moída, é recomendada principalmen¬te contra a tosse, a coqueluche, a asma, a tuberculose. Convém utilizá la na razão de uma colher de chá por 1 xícara de água fervente, e tomar três vezes ao dia. Fazer exclusão de todos os outros líquidos.
317 - Caldo de araruta (Kuzu) É uma excelente bebida para todos, muito boa também contra a diarréia e os resfriados da cabeça. Diluir uma colher de chá cheia de farinha de araruta em 2 a 3 partes de água. Adicionar, a seguir, um quarto de litro de água, e ferver até ficar transparente. Adicionar um pouco de molho de soja. (shoyu).
318 - Chá de raiz de Iótus cru Esmagar uma raiz de Iótus cru de 6 cm de comprimento para extrair o suco; adicionar 10%, de gengibre, um pouco de sal, e ferver como no n.º 316. Recomen¬dado contra a tosse e a asma e às pessoas Yin.
319 - Caldo feijão “azuki” Ferver o feijão japonês “azuki)5 na proporção de uma colher de sopa em dois litros de água até reduzir pela ebulição em 1 litro Caldo muito bom para os males dos rins. Pode se juntar uma pitada de sal.
320 - Chá de nabo branco comprido nº 1 Tomar a quantidade de duas colheres de sopa de raiz de nabo branco ralado e adicionar 3/4 de litro de água quente. Acrescentar duas colheres de sopa de molho de soja e 1 colher de chá gengibre ralado. Tomar esta bebida na cama. Se tiverdes um resfriado, haverá transpiração abundante e desejo de urinar.
321 - Chá de nabo branco comprido (Daikon), n9 2 Ralar 1 raiz de nabo branco comprido e espremer o suco. Adicionar o dobro do volume de água e um pouco de sal. Ferver alguns minutos. To¬mar uma vez por dia; não tomar mais do que três dias seguidos. Bom para pés inchados.
322 - Ovo com shoyu (Ransyo) Partir cuidadosamente um ovo fecundado, de maneira que a casca quebre em partes iguais Ba¬ter bem o ovo. Encher uma das metades da casca com molho de soja (shoyu) (Tamari) e adicionar ao ovo. Bater nova¬mente. Engolir esta mistura de uma vez, sem sentir o sabor. Tomar uma vez por dia antes de deitar se e somente durante três dias. Muito bom para doenças cardíacas severas (agudas).
323 - Chá de trigo sarraceno (soba) É a água na qual foi cozido o macarrão de sarraceno, com um pouco de molho de soja e sal.
324 - Suco de ameixa japonesa salgada (“Umeboshi”) Ferver 3 ou 4 ameixas num litro de água. Passar pela peneira. Adicionar um litro de água. Tomar fria, como bebida. Delicioso refresco para o verão.
325 - Ume syo Kozu Chá para resfriados 1 ameixa japonesa sal¬gada; 1 colher de chá cheia de araruta, 3 colheres de chá de molho de soja, 1 de gengibre e três quartos de litro de água. Esmagar a ameixa num quarto de litro de água, adicionar a ara¬ruta, juntar o gengibre e o resto da água e ferver até a mistura se tornar espessa. Ao tomar, adicionar um pouco de molho de soja. ótimo para resfriados (gripe).
326 - Suco especial de creme de arroz - Caldo Tostar 1 xícara de arroz. Fervê lo durante duas horas, em quatro vezes o seu vo¬lume de água. Quanto mais ferver, melhor. Coar num pano de algodão. É um excelente tônico para tomar de manhã, em caso de doença, e à tarde, em caso de fadiga.

SOBREMESA E MERENDAS PÃO –

501 - Biscoitos (Karinto) Misturar duas xícaras de farinha, duas colheres de sopa de sementes de gergelim, uma pitada de sal, e uma colher de chá de canela. Adicionar água de tal modo que fique uma massa mole. Estender a massa e cortá la em tiras. Fritar até dourar ou até tomarem a consistência comum aos bis¬coitos. Formas diversas podem ser dadas; podem ser guarne¬cidos com nozes, ou uma de suas extremidades ser inserida nu¬ma fenda praticada no meio.
502 - Polenta 0 mesmo da receita precedente, porém misturando partes iguais de farinha de trigo e de milho.
503 - Biscoito de trigo sarraceno 0 mesmo da receita anterior, po¬rém utilizando farinha de sarraceno. Excelente como merenda para doentes.
504 - Biscoito de painço e farinha de trigo mourisco. Misturar painço cozido com farinha em partes iguais. Adicionar avelãs ou cas¬tanhas de caju cortadas bem miudinhas, bem como casca de laranja raspada. Amassar com água. Confeccionar com esta massa cilindros de 10 centímetros, que devem ser cortados em tiras bastante finas. Fritar em bastante óleo. Pode se usar tam¬bém farinha de trigo, de arroz, de milho, etc., e adicionar pe¬quenas quantidades de nozes, amendoim, passas de uvas, etc.
505 - Pão “Ohsawa)” Misturar quatro partes de farinha de trigo in¬tegral, duas de farinha de milho, duas de farinha de castanhas e duas de farinha sarraceno. Adicionar um pouco de óleo e al¬gumas passas de uvas e após amassar lentamente com água. Cozinhar numa forma untada e colocar um pouco de massa. Pincelar ovo batido (gema) sobre o pão. Para os doentes, mis¬turar farinha de trigo sarraceno, farinha de trigo integral, fa¬rinha de milho, farinha de painço, etc., sem passas de uva e nozes. Fatias deste pão frio podem ser cortadas e torradas em um pouco de óleo. 0 pão “Ohsawa” não contém fermento, não é muito leve, porém é saboroso quando bem mastigado.
506 - Torta de maçãs Cortar maçãs em fatias, adicionar um pouco de sal e cozinhá las no forno, até ficarem tenras. Preparar massa para o pastelão; guarnecer uma forma, enchê la de ma¬çãs e colocá la no f orno. Para o preparo da crosta do pastelão, ver o capítulo de massas.
507 - Maçãs ao forno (nº 1) Retirar a parte central das maçãs, tendo o cuidado de não perfurá las completamente. Rechear com manteiga de gergelim (tahin) misturada com um pouco de sal e levar no forno até ficar no ponto.
508 - Maçãs ao forno (nº 2) Preparar massa de pastelão e estendê-la bem fina. Cortar em pedaços que dêem para enrolar uma maçã. Preparar as maçãs como foi indicado anteriormente. Co¬locar dentro de pedaços da massa e enrolar, aperte em cima pa¬ra fechar. Pincelar com gema de ovo. Levar ao forno. 0 resto da massa pode ser cortada em tiras para decorar. Se as maçãs fo¬rem muito grandes, podem ser cortadas em quatro, porém ma¬çãs inteiras de pequeno tamanho, são mais deliciosas.
509 - Pastel de maçã. Preparar a massa do pastel e estirá4a para que fique fina. Cortá la em discos de 10 em de diâmetro. Dispor uma sobre a outra e recheá la com compota de maçã.
510 - Pastel de passas de uvas Estirar a massa do pastel até ficar bem fina e cortá la em pedaços redondos de 6 em de diâmetro. Colocar algumas passas de uva no seu interior e fechar as duas extremidades, apertando com os dedos. Pincelar com gema de ovo antes de colocar no forno. Pode substituir se as passas de uva por castanhas de caju.
Variedade no 1 Enrolar a massa em torno de um bastão de dois em e meio. Fritar em bastante óleo, deixar esfriar e retirar o bastão. Rechear com compota de maçã, purê de castanha, pu¬rê de abóbora, etc.
Variedade nº 2 Cortar a massa da torta em tiras de 4 em de largura por 12 em de comprimento. Enrolar na massa um cone de madeira de 6 em de diâmetro de base. A parte superior deve ser do diâmetro de um lápis. Leve ao forno, retire o cone de madeira e substitua o por geléia ou purê, como acima.
511 - Bolacha nº 1 Crackers Misturar farinha de trigo ou de aveia, ou de milho, com um pouco de óleo, sal e água. Amassar. Enro¬lar esta massa e cortá la em quadrados de 5 em. Fazer ponti¬nhos com 1 palito. Levar ao forno. Para biscoitos faz se a mas¬sa um pouco mais grossa. Temperar como desejar.
512 - Bolacha nº 2 (Halawah) Misturar 1 xícara de farinha de tri¬go integral grossa sêmola 2 colheres de sopa de passa de uva, 2 colheres de chá de canela em pó e 1 maçã. Dourar a farinha em quatro colheres de sopa de óleo. Adicionar as passas de uva e a maçã cortada em pedaços. Sobre esta mistura, derra¬mar água em quantidade correspondente a quatro vezes o volu¬me (da mistura) e uma colher de chá de sal, e cozinhar em fogo brando. Quando a mistura engrossar, adicionar canela. Molhar a forma com água fria e forrar o fundo com salsa picada e des¬pejar a mistura sobre a forma. Esfriar. Inverter o conteúdo da forma e servir. Pode se alternar esta mistura com camadas de farinha de castanhas, com castanhas em purê ou com abóbora em purê. Outras formas podem ser usadas, redondas e tubu¬ladas.
513 - Sêmola - farinha de trigo integral grossa A sêmola pode ser empregada como alimento complementar, se for feita com ce¬vada grossa moída e torrada em um pouco de óleo. Neste caso, a farinha deverá ser de grãos integrais de cevada,
514 - Sanduíches (Nituke) Pode se fazer “refogadinho” (“nitu¬ke”) de diferentes variedades, com creme de abóbora, creme de nozes, geléia de maçã, etc., usados como recheio entre as fatias de pão, resultando em sanduíches gostosos. Para os doentes, o melhor pão é o “Ohsawa”, só com cereais, cozido ao forno e cortado em fatias finas, com recheio de vegetais, etc. Pode se, igualmente, utilizar pastéis, crepes, chapati, etc.
515 - Canapés - Coloquem se alimentos variados sobre pequenos qua¬drados de pão, que se levam ao forno, por breves instantes.


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Macrobiótica Zen - Capítulo VII

ALIMENTOS PRINCIPAIS

A meu ver, a coisa mais estranha, no Ocidente, é a ausência total da concepção mais fundamental da vida, isto é, a do alimento principal. Minha descoberta mais significativa na América, de equi¬valente importância à que fez Cristóvão Colombo, é que, aqui, a idéia de uma alimentação básica desapareceu por completo. Ne¬nhum mestre ou erudito da medicina, na época atual, parece ter cons¬ciência de sua grande importância.
Por contraste, no Oriente, sempre foi o alimento tido como fator mais importante da existência, chegando a ser divinizado desde os primórdios da história dos povos orientais. Nos “Upanishads” lê se que os sábios, à procura de Deus, acreditavam que Ele era repre¬sentado na Terra pelo cereal. De acordo com esta tradição, as famílias Bráhmanes do sul da Índia ainda oferecem uma oração ao arroz, antes de ingeri lo.
A idéia do alimento básico, cujo fundamento e significação é primariamente biológico e fisiológico, sendo de segunda consideração o aspecto econômico, geográfico e agrícola, é uma das descobertas mais importantes feitas pelo homem. É totalmente equivalente à descoberta do fogo, que possibilitou ao homem criar a civilização (a união ou fusão de toda a religião, filosofia, ciência e tecnologia) e que determinou a história e a evolução do alimento.
Obviamente, pode se viver comendo quase tudo o que agrada ao nosso discernimento, tanto sensorial, sentimental, intelectual, eco¬nômico como moral ou ideológico. Mas existe um limite para esse tipo de alimentação, isto é, a infelicidade, de que decorrem inúmeros males, como a escravidão, a doença, guerras e crimes.
Em certa época, o claro conceito da distinção entre alimentos principais e secundários possibilitou ao povo do Oriente a viver uma vida relativamente feliz, livre e pacifica, até surgir a importação da falsa civilização Ocidental, violenta, “fascinante” com suas invenções e expedientes industriais e científicos.
Minha experiência pessoal é prova cabal do que afirmo. Na minha infância, há cerca de 60 anos, era eu feliz, comendo e bebendo se¬gundo as normas tradicionais. No entanto, com a penetração daque¬la civilização, nossa vida familiar foi por ela destruída. Presenciei a morte de minha mãe, com apenas 30 anos de idade, de minhas duas irmãs e de meu irmão mais moço, como conseqüência direta da introdução de alimentos e remédios ocidentais em suas vidas. Chegou, em seguida, a minha vez. órfão e pobre, com 10 anos, por felicidade fui obrigado a abandonar os alimentos e medicamentos ocidentali¬zados, por falta de recursos financeiros. Mesmo assim, aos 16 anos estive à beira da morte, em conseqüência das grandes quantidades de açúcar refinado e doces que continuei a usar.
Aos 18 anos, redescobri a medicina Oriental com sua base sólida, calcada em uma filosofia Cosmológica, que me curou radicalmente. Desde então, decorridos 48 anos, não estive mais doente, salvo quan¬do em certa ocasião, eu, deliberadamente, provoquei a terrível (e geralmente incurável) moléstia conhecida por “úlceras tropiciais”, ao fazer pesquisas sobre os grandes problemas da medicina, no hospital do Dr. Schweitzer, em Lambarene, na África. Pela medicina macro¬biótica venci essa doença em poucos dias.
Venho ensinando há 48 anos, ininterruptamente, minha filoso¬fia (a higiene de “Hygeia”) a todos os que encontro em meu caminho. Nunca encontrei alguém que não tivesse melhorado ao segui Ia de maneira absoluta e rigorosa. Os únicos que não podem ser curados são os incapazes de compreender esta filosofia prag¬mática, simples e dialética, a Ordem do Universo e o seu Principio Único.
Lembrai vos, pelo menos 60% de vossa alimentação deve ser constituída de Alimentos Principais.

PRATOS À BASE DE ARROZ

(Nota do Tradutor Estando o autor mais familiarizado com a cozinha tradicional japonesa, foram incluídos na tradução os nomes de certas receitas em japonês, para melhor identificação e interna¬cionalização dos pratos macrobióticos).
1 - Arroz integral Escolha bem o arroz, adicione duas ou três vezes o seu volume de água, em uma pequena quantidade de sal. Quando ele ferver, deixe o cozinhar lentamente, em fogo brando, durante uma hora, até que o arroz no fundo
da panela esteja ligeiramente torrado (queimado). A parte amarela é mais Yang, portanto a melhor, porque é a mais pesada, a mais rica em minerais e a de maior valor nutritivo. É por essa razão que ela é particularmente eficaz para as pessoas doentes, e Yinizadas. Se utilizar uma panela de pressão, convém usar um pouco mais de água e cozinhar com fogo brando, depois de ferver durante 20 a 25 minutos. Em seguida, apague o fogo e deixe em repouso, durante 10 a 20 minutos, antes de remover a tampa.
2 - Arroz (sakura) Adicionar ao arroz 5 a 10 % de molho japonês (de soja) puro e cozinhar conforme explicação acima (nº1).
3 - Arroz com feijão “Azuki” Preparar o arroz como nº 1, adi¬cionar o feijão japonês (feijão vermelho de grãos pequenos), parcialmente cozido, salgar e pô lo a ferver. Se tiverdes uma panela de pressão, podereis adicionar o feijão cru, desde o começo. (Nota do tradutor: o feijão “azukh” é plantado em São Paulo e Paraná pelos agricultores japoneses. É o único feijão usado na Macrobiótica).
4 - Arroz com verdura (Gomoko) Misturar, ao arroz fervido, 5 a 10% de legumes cozidos (nituke). (Nota do tradutor: “Nituke” refere se ao ensopado de vegetais, sem caldo).
5 - Arroz com verduras fritas, Shahan (Receita nº1) Adicionar ao arroz cozido os legumes refogados com um pouco de molho, japonês sem água (como no nº 4) e fritar numa reduzida quan¬tidade de óleo vegetal.
6 - Arroz com verduras fritas (Receita nº2) pôr os legumes refogados numa frigideira. Adicionar o arroz cozido, conforme explica no nº1, e fritar. Salgar ligeiramente.
Nota Refogado: cozinhar sem água, com um pouco de molho, de soja (“Nituke”).
7 - Croquetes Misturar os legumes refogados (nituke) ao arroz cozido e adicionar um pouco de farinha. Acrescentar um pouco de água e fazer os bolinhos chatos. Fritá los em bastante óleo.
8 - Bolinhos de arroz Molhar a mão esquerda numa solução forte de sal (5%). Tomar duas colheres de sopa de arroz cozido, prensar com a mão direita e dar lhes a forma de uma bola triangular. Cobrir com sementes de gergelim torrado.
9 - Bolinhos fritos Fritar os bolinhos de arroz da receita acima, em bastante óleo, até torrar os dois lados.
10 - Bolinhos com legumes diversos Formar bolas triangulares de arroz cozido com legumes refogados (Nituke).
11 - Arroz de gergelim Adicionar 10% de sementes de gergelim torrado e um pouco de sal ao arroz preparado, conforme o nº 1.

12 - Bolinhos de arroz com gergelim Adicionar 20% de sementes de gergelim torrado ao cozido, e formar bolas triangulares.
13 - Bolinhos de arroz e feijão “Azuki” Fazer bolinhos com o arroz, com feijão preparado conforme receita nº 3.
14 - Bolinhos de arroz com algas (“Nori”) Enrolar os bolinhos em folhas de algas “nori” tostadas. É um prato muito agradável para piqueniques e viagens.
15 - Bolinhos de arroz com algas de cará marinho (Tororo) Cubram se os bolos de arroz com algas de cará marinho em pó (tororo ou oboro).
16 - Bolinhos de arroz com ameixas salgadas de três anos (Ume¬boshi) Pôr uma destas ameixas no centro de cada bolinho; não somente o sabor melhorará, mas o arroz se conservará por muitos dias, mesmo no verão. Deverão ser usadas só 10 gramas de uma das ameixas indicadas. ótimo para viagens.
17 - Sopa grossa de arroz (Kayu) Cozinhe o arroz em 5 a 7 partes de água e salgue (Este prato é excelente para doentes ou pessoas sem apetite).
18 - Bolinhos, croquetes de arroz com alga nori - Tostar ligeira¬mente as algas e colocá las sobre uma esteira de bambu. Es¬palhar o arroz cozido numa espessura de 2 em e colocar sobre ele legumes refogados (cenouras, raiz de bardana, raiz de lótus, etc.) Enrolar tudo junto e cortar em croquetes de 3 a 4 em. Servir atrativamente num prato.
19 - Canapé (Salgadinhos para ocasiões especiais) de verduras va¬riadas (Gomoku). Dispor atraentemente, numa caixa retan¬gular, duas cenouras refogadas, duas raízes de lótus cortadas bem fino e também refogadas, dois ovos batidos e fritos numa fina camada de óleo e agrião picado e refogado. Em cima de tudo, prensar o arroz cozido com 5 em de espessura. Inverta o prato e corte em pedacinhos para servir.
20 - Arroz com castanhas Cozinhe as castanhas até ficarem ma¬cias. Após, faça as ferver com o arroz. Se utilizar a panela de pressão, junte as castanhas cruas ao arroz e ferva. As castanhas deverão ser usadas na proporção de 10 a 20%.
21 - Sopa espessa de arroz integral e verdura (Missô ”Zosui”) Adicione ao arroz, preparado conforme receita 17, uma colher ¬de café de pasta de soja. Pode se fazer isso com arroz cozido, juntando água ou sopa de missô. Este prato torna se ainda mais delicioso, quando se adiciona um pedaço de bolo de arroz “moti”, tostado, frito ou assado.
22 - Cuscuz e arroz Cozinhe se o arroz como de costume e junta¬ se lhe feijão fradinho com cebola.
23 - Creme de arroz Tostar o arroz até ele se tornar castanho claro. Moer. Adicionar três copos d'água para cada 4 colheres de sopa de arroz moldo. Deixar no ponto de fervura, durante 25 minutos e adicionar água, se for necessário. Salgar a gosto.
24 - Bolo de festa (Omedeto) Assar 20 g de arroz, adicionar 50 g de feijão japonês azuki e cozinhar em 12 partes de água, du¬rante 1 hora mais ou menos. Usando panela de pressão, adicio¬nar apenas 5 a 6 partes de água. É ótima sobremesa.
25 - Sopa de arroz Afinar o creme de arroz com água. Servi lo com pão torrado, em pedacinhos, e salsa picada.
26 - Bolinhos de arroz fritos Adicionar uma pitada de sal à fari¬nha de arroz, juntando água suficiente para dar consistência aos bolinhos. Fritar em óleo.
26a - Arroz torrado Torrar o arroz em uma frigideira até tostar bem. Comer sem cozinhar. Este arroz é bom para tratamento do hiperinsulinismo e do reumatismo.

PRATOS À BASE DE TRIGO MOURISCO
(SARRACENO)(CACHÃ)

27 - Cachá (Trigo mourisco em grão). Fritar, ligeiramente, uma xícara de trigo sarraceno numa colher de óleo. Adicionar duas taças de água e uma colherinha de café rasa, de sal. Ferver, lentamente, em chama baixa desde o começo. Servir com legu¬mes refogados, creme de pasta de soja ou com missô.
28 - Croquetes Adicionar ao cachá cozido cenouras picadinhas e cebolas, etc., farinha, um pouco de água e sal. Misturar tudo. Fazer bolinhos e fritar em óleo.
29 - Cachá frito Misturar cachá cozido com um pouco de farinha, cebolas picadinhas, sal e água. Fritar em óleo, deixando cair a massa na frigideira com uma colher.
30 - Cachá “granité” Colocar cachá cozido numa caçarola e cozi¬nhá lo no forno, até que a parte superior fique bronzeada.
31 - Creme de trigo sarraceno (Kaki) Diluir farinha de trigo sarraceno em 2,5 partes de água. Levar ao fogo e mexer até cozinhar bem. Servir com molho de soja (shoyu).
32 - Creme de trigo sarraceno Dourar bem duas colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo mourisco, numa colher de sopa de óleo. Adicionar uma ou duas xícaras de água; ferver até engrossar e salgar conforme o gosto. Servir numa sopeira com pedacinhos quadrados de pão torrado no azeite.
33 - Trigo sarraceno frito (1) Diluir a farinha de trigo sarraceno ("cachá") em uma e meia parte de água. Adicionar um pouco de sal e fritar como se fossem batatas em bastante óleo.

34 - Trigo sarraceno frito (2) À mistura acima citada, adicionar cebola picada, antes de fritar.
35 - Trigo sarraceno “gratiné” Fritar, ligeiramente, cebolas, ce¬nouras e couve flor em óleo e em seguida ferver em um pouco d'água e salgar. Colocar tudo numa caçarola, derramar por cima uma fina camada de sarraceno e assar no forno.
36 - Trigo sarraceno “doméstico” ou “escoado” “Teuchi” ou “Zaru” Adicionar um ovo, uma colher de chá rasa de sal, um pouco de água, meio quilo de farinha de trigo mourisco. Amassar até endurecer, espichar e depois amolecer até ficar brilhante e formar uma espessura de alguns milímetros; enrolar, cortar em pedaços o mais fino possível. Largar em água fervente até ficar pronto (no ponto). Colocar a massa numa peneira para escorrer. Recolher a água da fervura. Derramar água fria e escoar. Se for usado talharim seco de trigo mourisco (soba), cozinhar em água. A água do cozimento pode ser usada como bebida ou para cozinhar vegetais, por conter proteína pura.
37 - Molho de trigo sarraceno (Mori) Cortar em pedacinhos uma cebola verde e fritar ligeiramente, com uma colher de café de óleo. Acrescentar três xícaras de água, doze centímetros de algas “Kobu” secas (algas longas, colhidas a uma profundi¬dade de 20 metros). Fazê las cozinhar bem. Retirar as algas e guardá las para usar novamente. Adicionar uma colher de café de sal e 5 colheres de sopa de molho japonês (shoyu). Retirar do fogo assim que começar a ferver. O molho deve ser um pouquinho salgado. Sal a gosto.
38 - Trigo sarraceno (Rake) Colocar o talharim doméstico, de trigo mourisco, numa peneira e despejar água fervendo sobre o mesmo. Servir em tigelas e adicionar molho de trigo mourisco, (receita nº 37) por cima.
39 - Trigo sarraceno ensopado com verduras fritas (Tempura) (à milanesa) Aquecer o talharim de trigo mourisco (soba) e colocá lo em tigelas. Colocar em cima camarão ou verduras à milanesa, (tempura) (78) e cobrir com molho de trigo mourisco (receita 37).
40 - Trigo sarraceno com feijão frito (Kitune) Aquecer o talharim de trigo mourisco (soba), colocando o em tigelas. Adicionar feijão vagem, cebolinha verde cozida. Acrescentar molho de sarraceno sobre tudo (37).
41 - Trigo sarraceno cremoso (Ankake) Aquecer (soba) talharim de sarraceno e servir em tigelas. Fritar ligeiramente em óleo, cebola verde, cenoura, couve, etc. Adicionar molho de sarra¬ceno (37), e em seguida acrescentar um pouco de pasta de farinha de araruta, que se obtém misturando farinha de araruta com água, pouco a pouco. Ferver até alcançar determinada consistência (que engrosse) e derramar a mistura assim obtida sobre o talharim.
42 - Trigo sarraceno frito (Jaki) Fritar o talharim doméstico (ou soba em pouco óleo; colocar num prato e despejar por cima legumes teremosos7, Ankake (41).
43 - Missô à Sarasina Preparar molho da pasta de soja (“missô”) (ver nº 201) e de "tahin” (manteiga de gergelim) e derramá-¬lo sobre o talharim de sarraceno.
44 - Trigo sarraceno “gratiné” Fritar ligeiramente em pouco óleo, cebolas, cenouras, couve flor, etc. Preparar molho becha¬mel (219) e misturar com os legumes. Por o talharim de sarraceno cozido numa caçarola, despejar por cima a mistura e levar ao forno. Sal ao sabor.

MASSAS DE FARINHA DE TRIGO INTEGRAL

45 - Macarrão, talharim “vermicelli”, etc. Ferver, escoar, lavar em água fria. Estes alimentos podem ser preparados do mesmo modo que o trigo sarraceno.

PRATOS À BASE DE PAINÇO E OUTROS CEREAIS

46 - Painço Fritar ligeiramente uma xícara, de painço em duas colheres de sopa de óleo, adicionar um pouco de sal e quatro partes de água. Aquecer em fogo brando, baixando a chama quando entrar em ebulição. Ferver a fogo lento até que fique macio. Servir com creme de pasta de soja (“missô”), refogadi¬nhos de verduras (Nituke) (cozidos com uma pequena quan¬tidade de molho de soja) ou pasta de soja. Este painço poderá ser usado para fazer croquetes de cachá, cachá frito, etc.
47 - Cuscuz Poderá ser cozido em banho maria, ou fervido como o cachá. Ferver cebolas picadas até que estejam bem cozidas. Adicionar pequena quantidade de óleo e sal quando macio. Servir tudo junto. 2 uma receita árabe. Não se encontrando nas casas do gênero, poderá ser usada a farinha de trigo inte¬gral grossa.
48 - Bour gour Prepara se do mesmo modo que o cachá, conforme o processo armênio. Para isso, deve se usar farinha grossa cozida em banho maria e seca, que é oferecida à venda.
49 - Mingau de aveia Da mesma maneira que o nº 47. Não usar leite.


ALIMENTOS MEDICAMENTOS

50 - Arroz cru Tomai um punhado de arroz cru, em lugar do café da manhã. Expelireis todos os parasitas de vosso intestino, e, em particular, do duodeno. Se continuardes durante alguns dias, ficareis surpreendidos de ver surgir tantos parasitas, às vezes, até pela boca e pelo nariz. Não conheço nada mais eficiente, porém é necessário mastigar ao menos 100 vezes.
51 - Sementes de abóbora “Hokkaido” (Hokkaido é a região norte do Japão, extremamente fria) Aquecer bem as sementes desta abóbora. Salpicar sobre elas um pouco de água salgada ou fritá las em pouca quantidade de óleo e sal. Pode se comer como sobremesa, como é costume na China. É excelente para expelir parasitas, em particular a solitária.
52 - Sal e gergelim (Gomásio) Tostar sementes de gergelim. Moer cuidadosamente e adicionar 20% de sal tostado. Aquecer nova¬mente e moer bem a mistura. Adicioná la ao arroz, ao pão, etc. Consumir umas duas colheres de café por dia. 0 gomásio deve ser conservado em recipiente (vidro) hermeticamente fechado. 2 um dos melhores desacidificantes do sangue.
53 - Ameixa japonesa salgada (“Umeboshi”) São ameixas japo¬nesas, conservadas no sal, pelo menos, durante 3 anos. Todas as famílias japonesas tradicionalistas as preparam anualmente.

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