quarta-feira, 3 de março de 2010

A DIFERENÇA ENTRE ÓPTICA E ÓTICA VAI MUITO ALÉM DO P - POR JUVENAL AZEVEDO

Este é um artigo escrito por um leigo em medicina e que pretende apenas transmitir as perplexidades sobre um campo e outro.

De 30 ou 40 anos para cá, a óptica ou oftalmologia teve inúmeros e perceptíveis avanços, entre eles o transplante de córneas, a cirurgia a laser para corrigir miopia, a cirurgia a laser para a erradicação da catarata e até mesmo a cirurgia a laser para correção da hipermetropia.


Já a ótica ou otorrinolaringologia, aos nossos olhos de leigos permanece no mesmo patamar de trinta, quarenta, cinquenta anos atrás ou mais.

Amigos meus, já fazendo parte do chamado grupo da melhor idade, eufemismo adotado e disseminado certamente por alguém dotado de humor negro, se queixam de que vão a um otorrino e o máximo que obtêm é a recomendação do uso de um aparelho auditivo para suprir as suas perdas de audição. O mesmo acontecendo também com diversos jovens na faixa dos 20 ou 30 anos de idade, portadores de alguma disfunção auricular.

A propósito, os fabricantes de aparelhos auditivos parecem ignorar por completo as técnicas de marketing e de publicidade, pois não procuram fazer campanhas minimamente inteligentes de comunicação, não realizando nem campanhas publicitárias nem utilizando-se de um trabalho de assessoria de imprensa que ajude a vencer os preconceitos contra o uso de seus produtos. E que hay preconceitos, los hay!

Bem, mas voltando ao foco do nosso artigo, se uma especialidade da medicina, como é a oftalmologia, reuniu tantos e tão notáveis avanços, por que a ótica ou otorrinolaringologia parou no tempo? Por que não se realizam cirurgias destinadas a dar aos pacientes uma melhor acuidade auditiva? Que fatores fizeram essa especialidade parar no tempo?

E notem que circunscrevi essa perplexidade a dois campos de atuação próximos, sem entrar na seara mais complexa dos transplantes de fígado, coração, rim e outros.

Estou levantando este assunto, na expectativa de que algum otorrino não só nos esclareça como também, principalmente, nos mostre que há uma luz no fim do túnel e que todos os portadores de deficiências auditivas possam ter esperança de obter melhoras significativas imediatamente ou a curto prazo.

- Hã? Como disse, doutor?


* Juvenal Azevedo é publicitário, jornalista e assessor de imprensa (e-mail: adriejuva@uol.com.br)

Home-page : www.jaccomunicacao.blogspot.com

E-mail : adriejuva@uol.com.br