terça-feira, 18 de maio de 2010

HOSPITAL DO CORAÇÃO ALERTA PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS UROLÓGICAS

Tradicionalmente os homens são mais resistentes à procura espontânea por avaliação médica, principalmente quando o foco desta abordagem é a saúde urológica. A timidez em abordar certos assuntos, como a vida sexual, e o mito que envolve a masculinidade durante o exame prostático cria uma barreira e afasta o público masculino do consultório médico.

Estima-se que 40 a 50% dos homens após os 50 anos desenvolvam algum grau de disfunção erétil, que significa a incapacidade de ter ou manter uma ereção satisfatória. As causas podem ser de origem emocional, psicogênica ou orgânica, as quais abrangem alterações vasculares, neurológicas, hormonais, entre outras. Muitas vezes, apenas a história clínica já permite identificar o diagnóstico e a etiologia. Exames laboratoriais como glicemia de jejum, dosagem hormonal e perfil lipídico (triglicérides e colesterol) devem ser solicitados. O tratamento é escalonado e evolui desde o auxílio psicológico, prescrição de medicamentos até o tratamento cirúrgico.

Atuando há seis anos na área de urologia, com exames diagnósticos, equipe multidisciplinar e equipamentos de ponta, o HCor - Hospital do Coração, em São Paulo, oferece aos pacientes o que há de mais moderno em exames preventivos e terapias cirúrgicas minimamente invasivas de última geração. Com cobertura 24 horas para os diversos setores do HCor ao tratamento das mais variadas doenças do trato-urogenital, o Serviço de Urologia do HCor realiza cerca de 300 a 350 consultas por mês e aproximadamente 100 avaliações urológicas dentro do programa de check-up da Instituição.

Entre todas as patologias urológicas, o câncer de próstata é o que mais preocupa os homens, principalmente no que diz respeito à prevenção. "Atendemos pacientes de todas as idades com queixas de dificuldade urinária, distúrbios sexuais e de fertilidade, pedra nos rins, infecções urinárias, fimose, incontinência urinária, tumores, entre outras afecções do sistema gênito-urinário. Para homens acima dos 40 anos, realizamos avaliação prostática, visando a detecção precoce das doenças da próstata, explica o coordenador do Serviço de Urologia do HCor, Dr. Antonio Corrêa Lopes Neto.

O HCor dispõe de uma equipe de urologia reconhecida e preparada para oferecer um atendimento diferenciado com o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar a saúde urológica. A Instituição conta com o apoio de laboratório capacitado para realizar quaisquer exames diagnósticos das patologias urinárias e excelência em exames radiológicos, tomografia computadorizada de última geração, ressonância magnética, PET_CT e estudo urodinâmico (para incontinência urinária), além de endoscopias urológicas que são realizadas pela equipe de urologia no centro cirúrgico do hospital.

Diagnóstico e tratamento das doenças urológicas:

Com o envelhecimento, os níveis de testosterona (hormônio masculino) apresentam um declínio progressivo, o que caracteriza a DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino). Entre 40 e 50 anos de idade, 10% dos homens apresentam níveis de testosterona abaixo do normal, cifras que evoluem com o avançar da idade chegando a 20%, 30% e 50% dos indivíduos após os 60, 70 e 80 anos, respectivamente. Este quadro pode levar a diminuição da libido, disfunção erétil, sudorese intensa, diminuição de massa muscular, desânimo, entre outros. A simples dosagem hormonal e a reposição quando necessário podem resolver completamente esta questão.

A próstata é uma glândula responsável pela produção de líquido que faz parte do sêmen. Devido sua localização junto à saída da bexiga, patologias prostáticas podem interferir no padrão urinário dos homens. A partir dos 40 anos, ela começa a sofrer alterações estruturais e algumas doenças podem se desenvolver.

"É importante que tal comportamento se modifique, pois o avançar da idade é "fator de risco" para o surgimento de disfunção erétil, distúrbios hormonais e doenças da próstata. Felizmente, quando diagnosticadas precocemente, estas doenças podem ser resolvidas muitas vezes com tratamentos simples e levando a melhora substancial na qualidade de vida", explica Dr. Corrêa.

Considerando que os últimos censos demonstraram maior longevidade da população brasileira, um maior contingente de homens apresentarão tais distúrbios em algum momento da vida. Como podem se apresentar de forma assintomática, a avaliação periódica é necessária, independente do indivíduo ter algum transtorno urinário.

"A espera pelos sintomas pode diminuir a probabilidade de um diagnóstico precoce e uma terapia curativa. Para isso realiza-se a dosagem de Antígeno Prostático Específico (PSA) no sangue e o exame prostático, onde verificamos a consistência da glândula. Caso ela esteja fibroelástica (mais macia) está tudo bem. Porém, se estiver endurecida pode significar uma situação mais preocupante e outras providências devem ser tomadas", finaliza o urologista.

Em relação ao aumento prostático, o tratamento varia entre observação, prescrição de medicamentos ou cirurgia. Existem indicações específicas para cada opção e no caso de câncer de próstata, o tipo de tratamento é definido de acordo com o estágio em que se encontra a doença, e incluem observação vigilante, radioterapia, cirurgia ou tratamento hormonal. Aproximadamente 90% dos casos em que a detecção é feita precocemente, o paciente pode ser curado.