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sábado, 16 de outubro de 2010

Homenagem ao maluco beleza. How could I know

Escutem e vejam a tradução dessa música, que o doce maluco beleza deixou. Ele foi embora tão cêdo, mas deixou muita coisa para admirarmos e pensarmos a respeito.









Como Poderia Saber

Reformulação,
Reorganize o jogo no qual você se encontra
Vamos começar do início
Com confiança você irá vencer
É por esse motivo que você nasceu

Porque jesus cristo, cara
Não vai
Mais voltar
Ele estabeleceu suas leis justas
E você sabe bem
Que ele fez
Apenas o que deveria ter feito

Enquanto fui crescendo
E meu cabelo cada vez mais comprido
Me senti muito mais forte
Podia carregar meu violão,
E sabia que podia cantar!!

Mas, ei, como poderia saber?
Que o vento sopraria com a chuva
Ei, como poderia ver
O que eles fariam
De mim?

Quando pequeno, costumava sonhar
Que eu era um rei
Agora eles me ensinaram a cantar
Acho que obtive quase tudo
Que jamais poderia pedir

Você tem seu lápis, sua guitarra,
Seu amplificador
Procurando os mentirosos nojentos
Você irá colocar fogo no mundo
Assim como nero fez com roma!! sim!

Mas, ei, como poderia saber?
Que meus olhos podiam ver no escuro?
Ei, não me pressione
Não sou o culpado, será que você não consegue ver?

Já faz muito tempo
Desde que a última ?pele vermelha" se foi
Quem sabe você não será o próximo
A entrar para a história...





How Could I Know

Reformulation,
Rearrange the game you're in
Let us start from the begin
With confidence you'll win
That's the reason you were born

'cause Jesus Christ, man,
Won't be coming
Back no more
He set up his proper laws
And you know well that He did
Just what
He should have done

As i was growing
And my hair was getting longer
I was feeling so much stronger
I could carry my guitar,
And i knew that i could sing!!

But hey, how could i know?
The wind would blow with the rain
Hey, how could i see
What would they make
Out of me?

When i was little, used to dream
I was a king
Now they taught me how to sing
Think i've got most everything
I could ever ask for

You've got your pencil, your guitar,
Your amplifier
Searching for the lousy liars
You will set this world on fire
Like nero did to rome!! yeah!

But hey, how could i know
My eyes could see in the dark?
Hey, don't press on me
I'm not to blame can't you see?

It's been too long now
Since the latest "reb" has gone
Who knows you'll be the next
To go down in history?

Você confia nas ervas medicinais?

Reconheço o risco do uso das plantas medicinais indiscriminadamente, mas absolutamente não concordo com a posição do grande médico Drauzio Varella. O conhecimento popular não pode ser desprezado. Esse tipo de postura também acaba condenando a homeopatia e outras terapias que complementam muito bem a tradicional alopatia.

Quem abdica de um tratamento médico em detrimento de tomar ervas ou de seguir qualquer outra terapia está colocando sua saúde em risco. Ervas medicinais tomadas com cuidado podem ser excelentes alternativas como terapia complementar.

Por outro lado existem pesquisas que comprovam que algumas ervas medicinais são sim muito efetivas. As universidades podem contribuir muito aumentando as pesquisas sobre ervas naturais e não simplesmente vindo a publico para condenar algumas práticas populares consagradas. Grandes figuras das universidades contribuiriam muito mais se ao invés de virem a publico criticar, participassem de pesquisas e procurassem alternativas para complementar e até mesmo substituir as terapias tradicionais.  Enquanto isso, a biopitataria, principalmente na amazônia, explora tranquilamente nossa fauna e flora, e leva para fora do país um tesouro que fica la fora, o depois de ter os principios ativos identificados e estudados, são patenteados e depois retornam para cá na forma de remédios caríssimos, gerando bilhões de dolares para os laboratórios internacionais. Vejam: Ervas midicinais encarecem o capital estrangeiro

Abaixo a reportagem amplamente discutida na imprensa
FONTE:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI166873-15257,00-VOCE+CONFIA+NAS+ERVAS+MEDICINAIS.html




Você confia nas ervas medicinais?
Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, questiona a eficácia das plantas e dos fitoterápicos e cria uma enorme polêmica
CRISTIANE SEGATTO E ALINE RIBEIRO
Rodrigo Baleia
EM CAMPO
Drauzio Varella na Amazônia, onde há 15 anos coleta plantas para testá-las contra o câncer. “Se eu usasse esses extratos nos meus pacientes, seria criminoso”, diz
O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.
Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam. É o que Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, promete discutir na série “É bom pra quê?”, que estreia neste domingo no Fantástico.
Há duas semanas, Drauzio falou sobre o assunto a ÉPOCA On-line. Criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.
Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. “Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro”, disse ele. Drauzio respondeu: “Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil.” No site de ÉPOCA, houve mais de 240 comentários sobre o assunto, a maioria esmagadora atacando Drauzio. No Twitter, foi criado um movimento Cala a Boca, Drauzio.
“Pelo conteúdo das críticas que recebi depois da publicação da entrevista, posso antever o que acontecerá quando a série for ao ar. Paciência”, disse o médico. Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. “Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso”, diz. “Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?” Esse é o cerne da controvérsia. ÉPOCA investigou os fatos e os mitos que animam a discussão do assunto.
Stéfano Martini
ELA ACREDITA
Maria de Fátima e o suco de berinjela que toma todos os dias: “Melhorei a alimentação, mas o que baixou meu colesterol foi ele”
Fitoterápicos são remédios iguais aos outros?
Não. Ervas e chás são usados há milhares de anos. À medida que a química foi se desenvolvendo, os pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Essas substâncias foram sintetizadas em laboratório. Ou seja: foram criadas a partir da imitação da estrutura química das plantas. Deram origem a drogas importantíssimas, alopáticas, como a morfina e a aspirina. Diferentemente das ervas, os fitoterápicos são classificados como remédios. São obtidos exclusivamente de vegetais e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo, cápsulas etc. Para conseguir registrá-los como medicamentos, os fabricantes devem provar que conseguem manter a qualidade e a concentração do princípio ativo presente na planta. “Não é fácil manter a qualidade de um fitoterápico porque ele contém centenas de substâncias”, diz João Ernesto de Carvalho, coordenador da divisão de farmacologia e toxicologia do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Quem toma 100 miligramas de aspirina sabe que está tomando 100 miligramas de ácido acetilsalicílico. Com os fitoterápicos é diferente. “Dependendo da época do ano e do tipo de extrato, é difícil manter a quantidade e a mesma concentração do princípio ativo”, diz Carvalho.
Fitoterápicos passam pelos mesmos testes científicos das drogas alopáticas?Em termos. Existem milhares de estudos feitos com espécies usadas em fitoterapia, entre as quais as oito distribuídas no SUS: alcachofra, aroeira, cáscara-sagrada, garra-do-diabo, guaco, isoflavonas da soja e unha-de-gato. A maioria dos estudos, porém, foi feita em animais ou com pequeno número de pacientes, por curtos períodos. Os poucos estudos feitos com centenas de pacientes não trazem conclusões inequívocas sobre a eficácia das substâncias. Se o fabricante de uma nova droga sintética tentasse aprová-la com base nesse tipo de evidência, não conseguiria. O desenvolvimento de uma nova droga sintética consome cinco etapas, cerca de dez anos de pesquisa e milhões de dólares. Na chamada fase III, a droga em investigação é comparada ao tratamento existente. Para ser aprovada, precisa comprovar que é tão boa ou melhor que o remédio já disponível. Nessa fase, a droga é testada em um grupo de até 1.000 voluntários. “Pesquisamos as evidências científicas relacionadas aos oito fitoterápicos oferecidos no SUS. Não encontramos estudos desse tipo”, diz Daniel Deheinzelin, professor da Faculdade de Medicina da USP.Se os benefícios das ervas medicinais não foram comprovados pela ciência ocidental, significa que eles não existem?Não. É possível que existam benefícios não comprovados, a julgar pelo uso tradicional e milenar de ervas no cuidado da saúde. É razoável supor que existam fatos verdadeiros sobre nosso corpo que não possam ser comprovados sequer pelo método adotado nos estudos clínicos mais confiáveis. Isso significa que devemos propagar todas as crendices que aparecem? Não. Uma das histórias mais populares no Brasil é a de que suco de berinjela reduz o colesterol. Depois que uma experiência de laboratório foi mostrada num programa de TV, há mais de dez anos, o “remédio” natural ganhou, para muita gente, status de verdade científica. A dona de casa Maria de Fátima Farias Bosco, de 51 anos, mora em Macaé, Rio de Janeiro, e usa vários ingredientes naturais para cuidar da saúde. Seu colesterol baixou de 258 para 191 depois que ela reduziu os doces e a carne vermelha e começou a tomar suco de berinjela. Quem levou a fama de santo remédio? A berinjela, é claro. “Descobri o suco no Dr. Google. Foi um ótimo remédio, mas minha médica não acreditou”, diz. Indivíduos têm o direito de acreditar no que bem entendem. A situação fica perigosa quando a crendice é chancelada pelas autoridades. Foi o que aconteceu na África do Sul, onde 18% da população adulta tem o vírus da aids. O ex-presidente Thabo Mbeki pregava o combate à doença com uma dieta à base de beterraba, batata, suco de limão e alho. A doença se espalhou.
A fitoterapia e as ervas medicinais são recursos para os pobres?
Em termos. A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, disse, recentemente, que a medicina tradicional baseada em ervas tem seu valor e reduz o sofrimento de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. “Essa é a realidade, mas não é o ideal”, afirmou. “Estimamos que 60% das crianças que vivem em alguns países africanos recebem ervas para tratar a febre provocada pela malária. Mas a malária pode matar em 24 horas e as drogas modernas melhoram enormemente as chances de sobrevivência.” Os remédios naturais desempenham importante papel social, mas a adoção deles pelos governos de países como o Brasil pode ser questionada. “Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. Elas não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre, baseada em tratamentos baratinhos e sem ação”, afirma Drauzio. Ele diz ter visitado em Belém uma “farmácia viva”, nome dado aos locais de cultivo e distribuição de plantas medicinais. “Lá existe uma plantinha que chamam de insulina. Chega uma pessoa pobre e ignorante e mandam tomar a planta, em vez do remédio receitado pelo médico”, afirma. O Ministério da Saúde diz estar trabalhando num projeto de regulamentação das farmácias vivas para coibir práticas inadequadas. Segundo o ministério, os fitoterápicos e as ervas não substituem o modelo de assistência farmacêutica baseado nos medicamentos convencionais. Seriam apenas mais uma opção de tratamento entre as oferecidas pelo SUS.
Fitoterápicos, ademais, não são usados apenas por pobres. Representam a primeira escolha de milhões de pessoas em países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos. Os adeptos enxergam duas grandes vantagens. Primeira: os remédios costumam ser mais baratos que os alopáticos. Segunda: os profissionais que receitam esse tipo de tratamento têm mais disposição para ouvir angústias. Se muitos alopatas nem sequer olham os doentes nos olhos, a atenção que os especialistas em fitoterapia oferecem faz toda a diferença.

Rogério Cassimiro
ELE ALERTA
O farmacêutico Roberto Adati, fotografado em São Paulo. Ele sofreu uma reação alérgica: “Não é verdade que tudo o que é natural não faz mal”
O que é natural não faz mal?
Errado. A natureza tem venenos poderosos. É importante que o médico saiba quando o paciente está em tratamento alopático e, ao mesmo tempo, toma ervas ou fitoterápicos. O farmacêutico Roberto Adati, de 41 anos, acredita no valor dessas substâncias. Tem mestrado e doutorado no tema. Ainda assim foi surpreendido por uma manifestação inesperada. Há cinco anos, estava meio abatido e pediu ao médico uma alternativa natural. Começou a tomar cápsulas de erva-de-são-joão, usada para combater sinais de depressão leve. Depois de 20 dias, surgiram sintomas de alergia: pele vermelha e irritada e edemas. Em outra ocasião, usou unha-de-gato para aliviar dores musculares. Também sofreu alergia. “Vegetais têm princípios ativos e químicos que estimulam o sistema biológico, e podem levar a efeitos adversos como qualquer medicamento.”
Doenças graves podem ser curadas com fitoterápicos e plantas medicinais?
Não. Nenhum chá, erva, alimento ou fitoterápico é capaz de curar a aids, o diabetes, o câncer. O uso desses produtos pode aliviar sintomas. O problema é que também pode atrasar o diagnóstico de problemas graves. No caso do câncer, há outro complicador. Muitos pacientes abandonam os alopáticos ou usam produtos alternativos junto com o tratamento convencional. Em geral, a doença avança. “O potencial das plantas é grande, mas ainda é preciso avançar uma série de degraus na pesquisa científica para ter certeza de que são eficazes”, diz José Augusto Rinck Júnior, oncologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.
Falta investimento na pesquisa de fitoterápicos?
Sim. O Brasil tem atualmente 119 laboratórios produzindo medicamentos fitoterápicos. Há 512 remédios feitos de vegetais aprovados pela Anvisa, derivados de 162 espécies. É pouco, diante da biodiversidade do país. Das 250 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão aqui. A Europa toda tem só 11 mil ervas registradas. “Não é só um patrimônio genético. É também um patrimônio cultural”, diz Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). Segundo ele, as grandes multinacionais não se interessam pelos fitoterápicos porque eles não geram patente. Já os pequenos produtores de fitoterápicos não têm condições de investir no estudo de ervas desconhecidas. “Não temos fôlego financeiro para aplicar em produtos novos”, diz a empresária Poliana Emília Botelho Silva, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Se testados com rigor científico e usados com critério, os fitoterápicos e as plantas medicinais podem contribuir para melhorar as condições de saúde da população. E também para o crescimento econômico do Brasil. Nesse ponto, não há controvérsia. 

Respeito aos animais. Depoimento de Christian Barnard

Infelizmente, animais são considerados como matéria prima. Poucos são os se sensibilizam com o sofrimento deles. Vejam o depoimento do grande médico Dr.Christian Barnard (médico que fez o primeiro transplante de coração em humanos.).

"Eu comprei 2 chimpanzés machos de uma fazenda de criação na Holanda. Eles viveram em jaulas separadas, uma perto da outra, por muitos meses, até que usei um deles como doador de coração. Quando nós o sacrificamos, em sua jaula, em preparação para a cirurgia, ele gritava e chorava incessantemente. Não achamos o fato significante, mas isso deve ter causado grande trauma no seu companheiro, pois quando removemos o corpo para a sala de operação, o outro chimpanzé chorava copiosamente e ficou inconsolável por dias. Esse incidente me tocou profundamente. Eu jurei nunca mais fazer experimentos em criaturas tão sensíveis." Dr.Christian Barnard (médico que fez o primeiro transplante de coração em humanos.)

Estudo inédito conduzido pelo Hospital das Clínicas de São Paulo traça perfil da mulher brasileira na menopausa




18 de Outubro – Dia Mundial da Menopausa

Estudo epidemiológico da Divisão Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da FMUSP com cerca de 6 mil mulheres, a partir dos 40 anos, aponta as doenças correlacionadas ao período do climatério, no qual ocorre a menopausa

A pesquisa “Dados demográficos, epidemiológicos e clínicos de mulheres brasileiras climatéricas”, conduzida pela Divisão Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com apoio da Bayer Schering Pharma para a publicação e a divulgação, apresenta o perfil da mulher na transição para a menopausa e na pós-menopausa. Este estudo, um dos mais amplos já realizados sobre o tema com a população brasileira, envolveu cerca de 6 mil mulheres em uma investigação com onze anos de duração (entre 1983 e 2004) realizada no Setor de Climatério do Hospital das Clínicas da USP. O resultado identifica e quantifica as principais doenças e distúrbios correlacionados à menopausa em nosso meio, tais como os típicos sintomas vasomotores (fogachos ou ondas de calor), a obesidade medida por meio do índice de massa corpórea (IMC) e distúrbios como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes e as doenças cardiovasculares, entre outros.

De acordo com o levantamento, a maioria das mulheres apresenta sintomas relacionados ao desequilíbrio hormonal (hipoestrogenismo) que afetam sua qualidade de vida, a exemplo dos sintomas vasomotores de grau leve a acentuado apresentados por 67% das mulheres (duas em cada três). Outros dados relevantes demonstram que 68,13% possuíam sobrepeso ou obesidade e 81,5% tinham algum antecedente de saúde declarado no primeiro atendimento, como hipertensão arterial (44,94%), diabetes (10,01%), tabagismo (8,39%), tireopatias – hiper ou hipotireoidismo - (7,07%), neoplasias – tumores malignos - (6,41%), entre outras patologias com menor intensidade. A Dra. Angela Maggio da Fonseca, professora associada e livre-docente da Disciplina de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenadora do estudo, destaca que o estudo “é uma forma de os médicos conhecerem a fisiologia deste período da mulher e possibilitar a escolha de um tratamento adequado, melhorando a qualidade de vida de todas elas”.

A idade da ocorrência da menopausa está geneticamente programada para cada mulher, mas é também influenciada por outros fatores relevantes como etnia, paridade, tabagismo, altitude, fatores socioeconômicos, contraceptivos hormonais e nutrição. Os resultados deste estudo, coincidindo com trabalhos realizados anteriormente, demonstram que a média etária de ocorrência da menopausa no Brasil é de 48,1 anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o aumento da expectativa de vida da população total, considerando ambos os sexos, passando de 62,7 para 68,9 anos e a previsão de um aumento crescente da quantidade de mulheres acima de 50 anos nas próximas décadas, igualando-se em número às mais jovens, aumentam-se os anos em que elas passam a conviver com a menopausa, sendo imprescindível uma prescrição médica para o tratamento dos diversos sintomas do hipoestrogenismo.

A decisão clínica de iniciar a terapêutica hormonal em pacientes sintomáticas irá beneficiá-las ao aliviar os sintomas, proteger contra a perda de colágeno e atrofia da pele, conservar a massa óssea e reduzir o risco de fraturas por osteoporose, atuando diretamente na qualidade de vida das pacientes. O que difere as terapias são os progestagênios, pois cada um traz um tipo de benefício. Entre as terapias disponíveis no mercado, novos e melhores progestágenos, tais como a drospirenona demonstraram em diversos estudos, eficácia comprovada com menos efeitos adversos e ainda, benefícios adicionais em outros órgãos e sistemas.

O estudo da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas também observou que a idade da mulher na época em que ocorre a menopausa tem influência significativa sobre os sintomas e as doenças correlacionadas. Comparativamente, o grupo de 1585 pacientes que tiveram a menopausa entre 41 e 45 anos de idade apresentou um percentual de 27,89% de mulheres com sintomas vasomotores acentuados, contra 18,32% entre aquelas que entraram na menopausa com idade acima de 55 anos, em um universo de 202 pesquisadas.

Considerando-se a hipertensão arterial, uma das mais importantes doenças correlacionadas, observa-se que com o aumento da idade e instalação da menopausa, ocorre elevação significativa da pressão arterial. Entre as observadas, 34,20% das pacientes acima de 55 anos apresentavam pressão arterial igual ou superior a 141/91, sendo considerados ideais os índices até 120/80. Outro aspecto relevante é a elevação da pressão arterial quando há o aumento do IMC. Entre as pacientes obesas, 40,17% apresentavam pressão arterial maior ou igual a 141/91, enquanto apenas 15,06% das consideradas magras tinham os mesmos índices de hipertensão. “A prevalência da hipertensão arterial aumenta com a idade, desta forma, é importante que seja realizada uma vigilância destes índices em todas as mulheres climatéricas”, finaliza a Dra. Angela Maggio da Fonseca.

Sobre a Bayer Schering Pharma

A Bayer Schering Pharma (BSP), divisão da Bayer HealthCare, há quase 100 anos se dedica à pesquisa e desenvolvimento de produtos que garantam a qualidade de vida da mulher em fases importantes da sua vida: Contracepção, Gravidez e Menopausa. Seus estudos resultaram nos principais hormônios utilizados até hoje pela indústria farmacêutica.

Entre as opções de medicamentos para o público feminino, a BSP comercializa Angeliq® (drospirenona), que demonstrou em diversos estudos, efeitos significativos na redução da pressão arterial das mulheres, além do alívio dos sintomas da menopausa.

sábado, 9 de outubro de 2010

Vacinação de cães e gatos contra raiva é suspensa preventivamente em todo o país

 
Ministério da Saúde recomenda a interrupção das campanhas de vacinação antirrábica até que sejam concluídas as investigações sobre reações à vacina

O Ministério da Saúde decidiu, nesta quinta-feira (7), suspender preventivamente as campanhas de vacinação de cães e gatos contra raiva animal em todo o país. A decisão foi tomada após resultados preliminares de investigação laboratorial informados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Ministério da Saúde recebeu a análise parcial nesta quarta-feira (6).

A investigação laboratorial, realizada com cobaias, indicou a ocorrência de efeitos graves e mortes depois da vacinação que, até então, não eram previstos na literatura científica disponível. Com base nesses resultados, como medida cautelar, o MAPA recomenda a interrupção temporária do uso da vacina, até que a investigação laboratorial seja concluída. Entre os efeitos que não eram previstos e que foram observados estão hemorragia, dificuldade de locomoção, hipersensibilidade de contato e intensa prostração. Vale ressaltar que os resultados laboratorias preliminares indicam alterações ocorridas apenas nas amostras colhidas nos estados. Essas alterações não haviam ocorrido nos testes iniciais feitos pelo MAPA para a liberação da vacina, nem na contraprova de amostras mantidas em estoque.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, as informações sobre ocorrência de mortes e casos graves disponíveis até a última quarta-feira não eram suficientes para suspender a vacinação. Segundo Hage, embora os dados laboratoriais parciais ainda não sejam suficientes para afirmar a real causa das mortes, elas estão associadas temporalmente à vacina, pois os sintomas nos animais começaram em até 72 horas após a aplicação, além de ter ocorrido aumento de notificações por parte dos estados, nesta semana.

“Até então, tínhamos relatos de mortes e casos graves nos estados, mas sem evidências de estudos controlados em laboratório. Agora que temos essas informações, mesmo que preliminares, decidimos suspender a vacinação preventivamente, até que os estudos sejam concluídos”, explica Eduardo Hage.

A vacina que está sendo analisada é a RAI-PET®, produzida pelo laboratório Biovet, que desde 2003 tem registro no MAPA – responsável pela realização de testes de qualidade nas vacinas utilizadas em animais. Para a campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos de 2010, o Ministério da Saúde comprou 30,9 milhões de doses da vacina, por R$ 23,4 milhões.

Do total de doses, já foram distribuídas 22,6 milhões aos estados. Atualmente, o Ministério da Saúde tem 7,3 milhões de doses da vacina em estoque. Com a recomendação de suspender a campanha, as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde devem manter as vacinas acondicionadas em ambiente refrigerado, entre 2 e 8 graus centígrados, até a conclusão dos estudos em andamento.

NÚMEROS NACIONAIS – Desde julho, a vacinação já foi iniciada em 22 estados e no Distrito Federal. Foram vacinados 7,9 milhões de animais. A meta é vacinar 28,5 milhões de cães e gatos.

De 12 de agosto a 6 de outubro, as Secretarias Estaduais de Saúde notificaram ao Ministério 1.401 eventos graves envolvendo animais, dos quais 217 mortes, ocorridas no Distrito Federal, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Nesses 11 estados e no DF, foram imunizados, até 6 de outubro, 5,8 milhões de cães e gatos.

O monitoramento dos eventos adversos graves vem sendo realizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, desde a notificação das primeiras ocorrências, no Rio de Janeiro e em São Paulo. De acordo com a literatura científica, são consideradas reações graves, após a vacinação de animais, somente a anafilaxia (reação sistêmica à vacina) e a morte. Outras reações são consideradas normais, como dor e pequeno inchaço no local da aplicação (consideradas leves); e letargia, febre e sonolência (moderadas).

A vacina utilizada até o ano passado, a Fuenzalida & Palacios, assegurava proteção durante seis a sete meses. Por isso, nas áreas de maior risco (regiões Norte e Nordeste), eram realizadas duas campanhas anuais. A vacina RAI-PET assegura proteção durante um ano, o que levaria à realização de apenas uma campanha anual.

SOBRE A RAIVA – A raiva é uma doença viral transmitida ao homem quando um animal infectado o morde, lambe ou arranha. Os principais transmissores são os cães, gatos, saguis e morcegos. Como não é possível imunizar animais que vivem na natureza, a campanha de vacinação de cães e gatos é a principal forma de prevenir os casos da doença em humanos, que tem letalidade altíssima, próxima de 100%. Somente três casos no mundo conseguiram sobreviver – um deles foi um rapaz do interior de Pernambuco, em 2008.

Em 2010 foram notificados dois casos de raiva humana no Brasil – um no Rio Rio Grande do Norte, por ataque de morcego, e outro no Ceará, por ataque de cão. Os dois pacientes morreram. De 1990 a 2009, o número de casos de raiva humana, considerando todas as espécies agressoras, caiu drasticamente – de 73 para 1. A partir de 2005, a intensificação das ações de vigilância permitiu uma redução ainda mais acentuada

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/casos_conf_raiva_hum_1990_2010.pdf

O QUE FAZER – Ao identificar que cães e gatos estão com suspeita de raiva, os donos devem isolar os animais e chamar ajuda especializada, que pode ser a de técnicos do centro de controle de zoonoses local ou a de um veterinário da secretária municipal de saúde para que as providências adequadas sejam adotadas. Se a pessoa for agredida por qualquer animal, deve-se lavar imediatamente a ferida com água e sabão e procurar um profissional de saúde para obter orientações sobre indicação de profilaxia antirrábica (vacina e/ou soro).  Quando a agressão for por cães ou gatos, os animais deverão ser confinados por dez dias após a agressão, para observação de sintomas da doença e, se o animal morrer, deve-se informar o departamento de zoonoses do município imediatamente.

Caso seja detectada a presença de morcegos na região, deve ser realizada a notificação aos órgãos da saúde e agricultura local para adoção de medidas de controle e prevenção, como: iluminar áreas externas nas residências, colocar telas nos vãos de dilatação de prédios, janelas e buracos e fechar ou vedar porões, pisos falsos e cômodos pouco utilizados que permitam o alojamento de colônias deste mamífero.

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