sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Brasil é o único país no mundo a ter Residência Médica em Acupuntura

Caracterizada pela inserção de agulhas em pontos específicos da superfície do corpo, para tratar doenças e disfunções do organismo, a acupuntura é praticada na China há mais de três mil anos. O método, introduzido na medicina brasileira na década de 70, completou, em 2010, 15 anos, sendo reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina.

O título de especialização em acupuntura é adquirido da mesma forma como nas demais especialidades médicas. Após conclusão de curso de formação, reconhecido pelo CMBA - Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, o médico se inscreve no concurso ao Título de Especialista em Acupuntura-TEAC, realizado anualmente pelo CMBA em parceria com AMB - Associação Médica Brasileira.


A acupuntura é oferecida como disciplina eletiva em várias faculdades do país, como Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Pernambuco, Hospital de Base do Distrito Federal, Universidade Federal Fluminense, USP - Universidade de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, entre outras.


Outra forma do médico conseguir o título de especialista em acupuntura é através do programa de residência médica, estabelecida e autorizada, desde 2002, pelo Ministério da Educação, com uma carga horária de 60 horas semanais durante dois anos, num total de 5.800 horas. O Brasil, é o único país do mundo que possui programa de residência médica em acupuntura, mais um aspecto, que o referenda como país de vanguarda em relação a esta especialidade.


Objeto de estudos e pesquisas em renomadas instituições no mundo todo que, com base em um sólido trabalho científico, comprovam a eficácia e abrangência do método, a acupuntura no Brasil também está amplamente implantado nos serviços públicos de saúde, desde 1998, onde o SUS - Sistema Único de Saúde registra, anualmente, mais de 600 mil atendimentos.


Além das indicações mais conhecidas e tradicionais, como o alívio da dor e inflamação, a prática é recomendada para tratamentos neurológicos, psiquiátricos, ortopédicos, respiratórios, reumatológicos e digestivos, entre outros.


Cientificamente um ramo da medicina, reconhecida, em 1995, pelo CFM, como uma especialidade médica, que, para ser bem exercida, da mesma forma que várias outras especialidades, deve envolver o diagnóstico, prognóstico, prescrição e execução de procedimento invasivo, a enfermidade a ser tratada, mediante acupuntura, deve ser diagnosticada por um médico, devidamente habilitado ao exercício da profissão, a quem cabe também sua aplicação.


A prática da Acupuntura na China

Na China, a regulamentação, prevê que somente graduados em medicina estão habilitados a exercer a acupuntura. A formação em medicina pode ser feita em dois cursos distintos: Medicina Ocidental e Medicina Tradicional Chinesa, onde, este último compreende, por lei, um mínimo de 30% em conhecimento da medicina ocidental contemporânea, capacitando o graduado a estabelecer diagnóstico e prognóstico nas bases conceituais da medicina ocidental, aprendendo, no entanto, os tratamentos com base na Medicinal Tradicional Chinesa.


Para exercer a acupuntura, o médico graduado em Medicina Ocidental na China, terá que cursar mais dois anos de especialização, enquanto o graduado em Medicina Tradicional Chinesa já adquire estes conhecimentos durante sua graduação.

Saiba mais: http://www.cmba.org.br/principal/residencia_medica


* Fonte: Dr. Dirceu de Lavôr Sales, Médico, especialista em Acupuntura, supervisor do programa de residência médica em acupuntura do HC/UFPE e presidente do CMBA e Dr. Fernando Genschow, Médico, especialista em Acupuntura, supervisor do programa de residência médica em acupuntura do HBDF e secretário geral do CMBA - Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (www.cmba.org.br), órgão oficial da acupuntura médica do país, reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira, Federação Nacional dos Médicos e Comissão Nacional de Residência Médica.