quarta-feira, 28 de agosto de 2013

29/08 - Dia Nacional de Combate ao Fumo: Cães e gatos podem desenvolver câncer de pulmão




Veterinária da Pet Center Marginal alerta sobre o fato dos pets serem fumantes passivos
Cães e gatos também sofrem os males do tabagismo que implicam em bronquite, rinite, traqueite, dermatite, alergias e até câncer de pulmão. "E o pior, como são acariciados pelos fumantes, que nem sempre lavam as mãos após fumar, as toxinas acabam sendo depositadas na pele dos bichinhos que não tomam banho com tanta frequência, ficando em contato com essas substâncias tóxicas por mais tempo. Elas, aliás, também costumam ser absorvidas pelo organismo do pet que possui o hábito de se lamber", informa a veterinária Dra Karina Mussolino, do Hospital Veterinário da Pet Center Marginal.

Os mesmos cuidados que o tutor tem com as crianças devem ser aplicados aos animais. "Fumar longe dos bichinhos e lavar as mãos são atitudes conscientes para preservar a saúde dos pets", alerta.

Embora não existem raças mais propensas aos malefícios do cigarro, estudo internacional já demonstrou que o tipo de tumor desenvolvido por cães que são fumantes passivos depende do tamanho do focinho. Naqueles com focinho avantajado as substâncias cancerígenas se acumulariam em maior quantidade devido à maior área de contato, fazendo com que desenvolvessem câncer no nariz.

Por outro lado, sabe-se que os cães e gatos braquicéfalos (focinho curto, como Shi-Tzu, Pug, Bulldog francês e inglês, e o gato Persa, por exemplo) também são suscetíveis por apresentarem menor capacidade para filtrar o ar, por isso teriam maior chance de serem acometidos pelo câncer de pulmão.

Como os gatos possuem o hábito de se lamber para manter a higiene, essas substâncias cancerígenas entram em contato com mais facilidade com a mucosa da boca dos bichanos, aumentando a chance do aparecimento de tumores na região (língua e boca) e nos linfonodos. Para comprovar, outro estudo, publicado no American Journal of Epidemiology, já apontou que um felino exposto à fumaça do cigarro possui três vezes mais chance de desenvolver o linfoma felino.

Demais evidências provaram que os pets fumantes passivos apresentavam maior número de células de defesa após exames de sangue, como os linfócitos e macrófagos, além da presença de antracose - doença que gera lesão nos pulmões provocadas por partículas de poluentes e substâncias tóxicas.

De acordo com a Dra. Karina Mussolino, como nem sempre, esses animais apresentam sintomas relacionados à toxidade do cigarro, é importante que os tutores levem os bichinhos para avaliações periódicas e check-up. "Uma bronquite recorrente, por exemplo, pode ser uma resposta alérgica dos bichinhos ao cigarro, e o diagnóstico e tratamentos precoces aumentam as chances de cura e proporcionam bem-estar ao paciente", conclui.