segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Um Vegetariano no Açougue

Sou um vegetariano que não  ¨enche o saco¨ de ninguém. Não incomodo aqueles que gostam e comem carne.
Aliás, acho que pessoas com posturas radicais mais prejudicam do que ajudam ao movimento vegetariano.

Na semana passada fui ao açougue comprar algumas carnes pois em casa eu sou o único vegetariano.
Na frente do açougue estava um cara com um carrinho de churrasquinho grego. Eu até bati um papo com o camelô, pois tive que esperar a esposa que tinha ido ao mercado que fica ao lado do açougue.
O cheiro do churrasquinho grego era forte e  era um misto de muita gordura, carnes e temperos.
Me recordei certa ocasião que minha filha teve ânsia de vomito ao passar em frente a um local de venda de churrasquinho grego há mais de 20 anos atrás.
No açougue, havia um festival de carnes em exposição e o cheiro de algum produto químico forte que usavam na limpeza se misturava com o cheiro das carnes.
Apesar de tudo, comprei a carne que precisava e paguei.
Durante a estada no açougue pensei o quanto eu sou feliz por não precisar comer carne, o que já faço há cerca de 30 anos, ou seja, perto da metade da minha idade.
A minha contribuição ao vegetarianismo procuro fazer pelo meu exemplo e não por repreender ou criticar quem não come carne.
Alguns perguntam o que eu como se não como carne. Eu respondo: eu como muitas coisas, mas além da carne também não como glúten, nem soja e quase nenhum derivado de leite. Mas o que sobra? Me sobre muita coisa. Mas o que mais me sobra é muita saúde, o que peço a Deus que continue assim e sempre sem carne!


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