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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Brasil retoma produção nacional de insulina


1,1 milhão de pessoas utilizam a insulina disponibilizada pelo SUS / Foto: Portal Brasil R$ 430 milhões serão investidos na construção de fábrica em Minas Gerais para a produção do medicamento para diabetes
O governo federal, por meio de parceria do laboratório público Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a empresa brasileira Biomm, promoverá a retomada da produção nacional de insulina, medicamento vital para o controle de diabetes. A previsão de investimento é de R$ 430 milhões nos próximos cinco anos - R$ 80 milhões do Ministério da Saúde e Fiocruz, e o restante via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio foi feito nessa terça-feira (16), em Belo Horizonte.

A fábrica da Biomm deve começar a produzir a partir de 2015 e a população terá acesso ao medicamento nacional em 2017. De acordo com o Ministério da Saúde, a produção nacional de insulina - interrompida em 2001 - representa avanço não apenas na assistência, mas também confere ao Brasil autonomia e reduz a vulnerabilidade do país frente a potenciais crises internacionais de produção.

Com a retomada da produção, o Brasil volta a fazer parte do seleto grupo de países que produzem insulina, ao lado de Ucrânia, Dinamarca e Estados Unidos. “A retomada só se tornou viável porque o programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, criou um mercado que sustenta a produção. Aumentou cinco vezes o número de pessoas com acesso a medicamentos de graça. Subiu de 15 mil para 25 mil o número de farmácias que ofertam esses medicamentos”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Assistência - Atualmente, há cerca de 10 milhões de diabéticos no país. Desses, 1,1 milhão utilizam a insulina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Biomm produzirá 50% da insulina distribuída no SUS.

O Ministério da Saúde ampliou o acesso aos medicamentos para diabetes por meio do Saúde Não Tem Preço - ação lançada em 2011 pelo governo federal - que tornou gratuitos os medicamentos para diabetes, além de hipertensão e asma, nas farmácias credenciadas ao programa Farmácia Popular.

Em pouco mais de dois anos, o número de pessoas com diabetes atendidas pelo Saúde Não Tem Preço passou de 306 mil (em janeiro de 2011) para 1,5 milhão (em março de 2013). No total, 4,8 milhões de pessoas foram atendidas em dois anos. O programa também contribuiu para reduzir as internações por diabetes. Em 2012, houve 6,6 mil menos pacientes internados do que em 2010 - queda de 148,6 mil para 142 mil.

Novas medidas visam impulsionar indústria brasileira de saúde
A construção de uma fábrica nacional de insulina está inserida na estratégia do governo federal de aumentar a autonomia do país em relação ao mercado externo de medicamentos e equipamentos de saúde. Uma série de medidas foi anunciada pelo governo na semana passada para impulsionar a indústria brasileira nesse setor. Foram firmadas oito parcerias entre laboratórios públicos e privados para a produção nacional de medicamentos e equipamentos, que vão gerar economia de R$ 354 milhões em cinco anos.

Com os novos acordos, estão em vigor um total de 63 parcerias entre 15 laboratórios públicos e 35 privados para a produção nacional de 61 medicamentos e seis equipamentos. Estima-se que essas parcerias resultem em uma economia anual aproximada de R$ 2,8 bilhões para o Ministério da Saúde. O governo federal também vai disponibilizar R$ 7 bilhões para a concessão de crédito a empresas brasileiras com projetos inovadores no campo da saúde, além de R$ 1,3 bilhão na infraestrutura de laboratórios públicos.

Na ocasião, também foram assinados acordos de cooperação entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial e a Associação Brasileira de Notas Técnicas para dar celeridade ao processo de concessão de patentes e registro a produtos prioritários para a saúde pública. Com isso, será possível reduzir o déficit do setor, que atualmente está em R$ 10,5 bilhões.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Medicina ortomolecular é eficaz no tratamento de retinopatia diabética

A doença prejudica o sistema vascular e causa alterações na retina que podem levar a perda da visão.


A saúde é uma das maiores preocupações do ser humano e a sua busca por conhecimento nesta área parece não ter fim. A cada ano novas pesquisas surgem com resultados mais surpreendentes do que os encontrados anteriormente e até tornando procedimentos médicos obsoletos visando tratamentos mais eficazes, rápidos e com custo menor. São tantas descobertas que foram criados novos ramos da medicina para tratar as doenças de maneiras diferentes.


A medicina ortomolecular, por exemplo, é considerado um ramo alternativo da área da saúde que encara o paciente como um todo e encontra as soluções em substâncias e elementos naturais. “O corpo é como uma máquina, que precisa de manutenção constante para não dar defeito e suas peças necessitam estar em harmonia para funcionar adequadamente”, afirma J.H.Tamburini, especialista em Oftalmologia do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.


O principal objetivo da medicina ortomolecular é estabelecer o equilíbrio químico do organismo, combatendo os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento. “Um exemplo é o tratamento da retinopatia diabética através de poderosos antioxidantes sob forma de manipulação ou de forma intravenosa, associado ao uso de medicação venosa e da ingestão de anti-angiogênicos, que potencializam o tratamento”, ressalta o especialista.


A retinopatia diabética é uma alteração na retina causada pelo diabetes. A doença origina radicais livres, que lesam o DNA e prejudicam todo o sistema vascular, principalmente os pequenos vasos localizados nos olhos, rins e coronárias. “Os olhos são prejudicados e as consequências vão desde visão borrada, perda repentina de visão e cegueira. A medicina tradicional trata a retinopatia com aplicação de raio laser, que traz melhoras temporárias e pode acelerar a evolução da catarata”, explica.


A vantagem de tratar a retinopatia diabética através da medicina ortomolecular é que as células sadias não são atingidas, o sistema vascular é beneficiado como um todo. A doença é estabilizada e não há o risco de desenvolver precocemente a catarata. “O tratamento é indicado principalmente na fase não proliferativa do diabetes. Quando a doença está mais avançada os resultados são menores”, esclarece Tamburini.


Serviço: José Henrique Tamburini


Médico Ortomolecular e Oftalmologista


Blog: http://drtamburini.blogspot.com


Email: jhtamburini@hotmail.com


Fone: 21 3393-8278 / 8102-0265


Endereço: Estrada do Galeão, 2500, Blobo B, sala 301.