domingo, 10 de janeiro de 2010
Macrobiótica Zen - Capítulo VIII
Gestão, Ética e Liderança em Foco
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ALIMENTOS SECUNDÃRIOS
REFOGADINHOS (NITUKE)
(Hortaliças, verduras ou legumes, cozidos com um pouco de molho japonês (Shoyu), sem água, nem óleo; em japonês, de¬nomina se “nituke”. Devem servir se secos).
61 - De cenouras Para preparar cenouras e “Nituke” de cenouras com gergelim, corta se duas cenouras o menor possível e refoga¬-se bem numa colher de sopa de óleo. Adiciona se grãos de gergelim torrados e salga se. (Todo “refogadinho” é um pouco salgado).
62 - De chicória ou escarola Cortam se 5 folhas pela metade, no sentido do comprimento. Refogam se em duas colheres de sopa de óleo; adiciona se uma colher de chá de sal; cobre se e ferve-¬se em fogo brando até amolecer. Adiciona se um pouco de molho de soja (Shoyu).
63 - De bardana e cenoura (Kinpira) Cortam se em pedacinhos bem fininhos, no sentido longitudinal, raízes de bardana e de cenoura, na proporção de 3 da primeira, por uma da última. Refogam se em óleo as raízes de bardana, até que elas estejam bem cozidas; adicionam se cenouras e cozinham se em um pou¬co de água até amaciar. Salga se e adiciona se uma pitada de molho de soja.
64 - De cebola Cortar duas cebolas grandes, no sentido de com¬primento. Refogar bem em uma colher de sopa de óleo; tempe¬rar com sal e adicionar um pouco de molho de soja (shoyu) no final.
65 - De agrião Corta se o agrião em pedaços de três centímetros. Refoga se com óleo em fogo brando. Adiciona se sal. Pode se acentuar o sabor com um pouco de tahin (manteiga de gerge¬lim).
66 - De couve com cebola 0 mesmo que o precedente.
67 - De cenoura com cebolas 0 mesmo que o precedente.
68 - De aipo com cebolinha verde Refogar em óleo; temperar com sal. Os diversos tipos de “Nituke”, retromencionados, devem ser secos. Alimentos com molhos, caldos, não podem ser cha¬mados de Nituke.
69 - De cozido “variado” (Hisime) Cortam se em pedaços grandes, cenouras, raízes de bardana, raízes de lótus, nabo branco, feijão ¬vagens, queijo de soja seco, peixe seco, alga marinha (kombu) cm pedaços grandes, etc., adiciona se água e ferve se até amo¬lecer bem. Salga se e adiciona se um pouco de soja (shoyu) Não deve ter caldo ao ficar pronto.
SOPAS
70 - Sopa Russa Uma cenoura, 3 cebolas, um pouco de couve, 150 gramas de arroz, quatro colheres de sopa de óleo e sal. Cortar bem fino e refogar de novo até tostar. Ferver em fogo médio durante longo tempo. Quando a sopa engrossar, salgar ao sabor.
71 - À jardineira Cortar em pequenos pedaços cenouras, cebolinha verde (a parte branca) couve flor, etc., e refogar em óleo. Adicionar água e ferver até amolecer. Salgar a gosto. 0 verde da cebolinha verde pode ser utilizado para fazer “refogadinho” (Nituke).
72 - De polenta (farinha grossa de milho ou painço) Cortar em grandes fatias nabo branco, cenouras, cebolas, etc. Refogá los em óleo. Adicionar água que cubra completamente os legumes. Ferver até amolecer. Tostar 3 colheres de sopa cheias de po¬lenta, em 3 colheres de sopa de óleo; misturar com água até obter se uma massa fina. Despejar esta pasta sobre a mistura de legumes e ferver tudo lentamente, com chama baixa. Tem¬perar com sal.
73 - De painço Preparar polenta e milho moído grosso, de modo semelhante à polenta, utilizando farinha fina de painço.
74 - De legumes Refogar em óleo, nabos, cebolas, cenouras, couve-flor, etc., em seguida ferver. Após cozidos e bem amolecidos, espalha se sobre os legumes a farinha tostada no óleo e adicio¬na se água e sal. Cozinhar até engrossar.
75 - De legumes gratinados (Cozido puchero) Fervem se os vege¬tais, como para sopa, numa caçarola, cobrindo os de polenta ou de farinha fina de painço, ou de trigo mourisco, etc. preparadas como para o molho bechamel (Assar no forno) (ver 219).
76 - De abóbora Tomam se 400 gramas de abóbora, ou massa de abóbora, uma cebola, óleo, sal, 4 colheres de farinha. Corta se a cenoura em pequenos pedaços e refoga se em óleo; adiciona se a abóbora em pequenos pedaços e refoga se de novo. Ferver em panela com a metade de água até amolecer, salga se a gosto. Passar numa peneira e temperar; torrar com farinha no óleo; misturar com água, e com a mistura da abóbora pôr a ferver. Serve se com quadrinhos de pão tostado no óleo, com salsa, etc. Esta sopa é deliciosa com abóbora de Hokkaido. Se tentar, ficará surpreendido.
77 - Ensopado de cenouras Prepara se do mesmo modo que o de abóbora.
PRATOS DIVERSOS
78 - (Tempura) Corte cenouras, cebolinha verde, etc. em fatias fininhas. Mergulhe em uma mistura de farinha com água (7 1/2 vez mais água do que farinha), uma pitada de sal. Fri¬tar em bastante óleo, por colheradas.
79 - Agrião (tempura) Couve flor, aipo, raiz de bardana, raiz de lótus, escarolas, abóbora, etc. são usados para tempura do mesmo modo do anterior.
80 - Bolos de raiz de lótus Rala se raiz de lótus, adicionando se igual quantidade de cebola picada e tempera se com sal. Adi¬cione se farinha para ligar e frite se em bastante óleo (Espe¬cialmente recomendado para curar asma, diabetes, pálio, artri¬te, etc.).
81 - Bolos de raiz de lótus com molho bechamel (219) Coloque cuidadosamente os bolos em molho bechamel, espargindo por cima aipo picado. Quando a (“fritura à milaneza” (Tempura) é servida desta maneira, o sabor fica grandemente melhorado. Farinha de painço, de trigo mourisco, etc. podem ser usadas para o molho bechamel (molho de shoyu).
82 - Abóbora assada Corta se a abóbora em pedaços grandes, pulveriza se com um pouco de sal e assa se no forno. Serve se com molho de pasta de soja (missô) ou shoyu.
83 - Abóbora cozida com pasta de soja Corta se a abóbora em pedaços grandes. Frita se cebola picada, em óleo. Adiciona se água e sal à abóbora, fervendo se até ficar macia; adiciona se massa de soja (missô), diluída com a água dos vegetais. A cebola picada também deverá ter sido juntada à abóbora, para cozinhar.
84 - Abóbora cozida Corta se a abóbora “Hokkaido” em pedaços grandes; misturam se cebolas preparadas como no nº 83; tem¬pera se somente com um pouco de sal, cozinhando se até ficar macia.
85 - Raiz de Iótus cremosa (ANKAKE) Corta se uma raiz de Iótus, cenoura, radiche, rabanete branco, etc., em pedaços re¬tangulares e refoga se em óleo; adiciona se um pouco de água e ferve se até ficar macio; mistura se farinha sarracena diluída com água e com ela engrossa se a mistura de vegetais.
86 - Nabos cremosos (ANKAKE) Refogam se em óleos os nabos redondos inteiros; após cozinham se em água suficiente até ficarem macios; tempera se com sal, mistura se lhes farinha de araruta e água; adiciona se lhe um pouco de molho de soja, no final.
87 - Mingau de araruta (Kuzu) Mistura se farinha de araruta, na proporção de uma colher de sopa cheia para 150 centímetros cúbicos de água. Põe se ao fogo e mexe se constantemente, até engrossar e ficar claro. Tempera se com um pouco de sal e molho de soja (shoyu). Quando faltar o apetite por causa de resfriados, etc., o mingau de araruta melhorará surpreenden¬temente o estado geral.
88 - Variedade (Yuba) Feijões, como a soja e outros, também podem ser preparados como “creme” (ANKAKE).
TORTAS
89 - Torta de abóbora (omitir as maçãs para os doentes) 1/2 quilo de abóbora e cebola. Cortar a cebola em cubos e refogar numa colher de sopa de óleo; adicionar abóbora cortada em fatias e ferver em um pouco d'água; juntar sal e peneirar numa consistência cremosa. A fim de preparar a massa da torta (pastelão), misturar 1 xícara de farinha. Se usar farinha inte¬gral, peneirar, a fim de remover as cascas e farelos, usando estes resíduos para fritada (tempura), pão, croquetes, etc. (não jogue fora). 3 colheres de sopa de óleo (de milho e de gergelim, em partes iguais, ou de oliveira e gergelim, em partes iguais, ou de semente de girassol e gergelim em partes iguais), 1/2 colher de chá de sal, 1 colher de chá de canela, 1 colher de chá de casca de laranja picada. Misturar com pequena quanti¬dade de água, formando uma massa mole. Colocar num prato próprio para torta, numa camada de 1/2 centímetro de espessu¬ra. Encher a crosta com uma mistura acima, de abóbora, na espessura de cerca de 2 centímetros, e por cima colocar uma maçã cortada em cubos. Cobrir a crosta, pressionando as ex¬tremidades com um garfo e fazendo um desenho atrativo na parte superior com uma gema de ovo. Cortar em cruz pelo
Nota A genuína farinha de araruta somente se adquire nos posto de venda especializados em produtos macrobióticos.
centro com uma faca. Assar no forno até ficar ligeiramente bronzeada e torrada.
90 - Torta de maçã com castanhas Ferver as castanhas até fica¬rem macias; misturar canela, casca de laranja e sal; misturar com pedaços de maçãs cortadas em cubo. Cobrir a torta com a mesma massa de pastelão e da mesma maneira da torta de abóbora. Preparar o arranjo da torta também do mesmo modo (89) (OGURA).
91 - Torta simples (permitida aos doentes) Para o recheio cre¬moso, ferver feijão japonês (azuki) com ou sem castanhas, temperando ligeiramente com sal. Encher a crosta de massa e levar ao forno.
92 - Torta de arroz (Permitida aos doentes) Poderá ser usada como alimento complementar. Misturar arroz cozido com "re¬fogadinho” de vegetal (cenouras, raízes de Iótus, cebolas, agrião, etc.) (Nituke). Adicionar um pouco de farinha. Pre¬parar a torta conforme dito acima, e levar ao forno.
93 - Torta de batata doce e castanha (Não recomendável aos doen¬tes) Cozinhar as batatas e passá las na peneira, adicio¬nando um pouco de sal. Cozinhar as castanhas e juntar à bata¬ta doce; preparar a massa da torta e levar ao forno. Este prato pode também ser preparado só com batata doce ou só com castanhas.
94 - Torta de hortaliças (verduras) Refogar em óleo cenouras, cebolas, couve, couve flor, etc. e após cozinhar em água até amolecer. Colocar a massa do pastelão no prato, recheando a com as verduras. Ao molho do Nituke, misturar farinha tostada num pouco de óleo para engrossar. Despejar este molho por cima do recheio, em vez de cobri-lo com a massa e levar ao forno.
95 - Torta de cenoura e cebola Preparar a massa de pastelão e deitar num prato de torta. Usar 3 cenouras para cada cebola, refogar ambas em óleo e temperar com sal. Adicionar um ovo batido. Encher a forma do pastelão e levar ao forno.
96 - Torta de maçã Forrar a forma com a massa do pastelão. Cortar 3 maçãs em forma de lua crescente e colocá las na forma atraentemente, como uma flor redonda. Salpicar com sal e levar ao forno, até que a parte de cima fique bronzeada. Misturar a farinha de araruta (Kazu) na água e levar ao fogo até engrossar e derramar atrativamente a mistura sobre as ma¬çãs, deixando esfriar. “Agar agar” ou gelatina podem ser usa¬dos, em vez de araruta, mas esta é preferível.
97 - Torta de ameixas Retirar os caroços das ameixas secas e cozinhá las, num pouco de água até ficarem macias; adicionar uma pitada de sal e canela e preparar o pastelão como o de abóbora, levando ao forno.
98 - De maçã e castanha Kinton (Não deve ser usado pelos doentes) Use castanhas e maçãs à razão de 3 por 1. Cozinhe as castanhas, deixando 1/3 de lado. Adicione as maçãs já pica¬das e cozinhe-as até ficarem no ponto. Passar na peneira e, após, adicionar a totalidade das castanhas restantes.
PASTÉiS (GYOZZA)
99 - “Pirosiki” (Permitido aos doentes) Prepare a massa de pas¬telão, cortando a em pedaços redondos, de 3 a 4 polegadas de diâmetro. Lasque cenouras, cebolas, agrião, etc., em pedaços finos, e refogue em óleo. Adicione arroz cozido, tempere com sal, e refogue bem. Forme pequenas bolas com as mãos, colo¬cando as em pedaços de massa. Dobre a massa e pressione as pontas com um garfo. Frite no óleo. Prepare diferentes “Pirosiki”, usando vários ingredientes como acima, assando no forno, em vez de fritar. Dê o acabamento com gema de ovo para ficar atraente. Pequenos pratos individuais para o pas¬telão poderão ser usados para melhor efeito. As crianças gos¬tam muito destes pastéis individuais.
100 - De verduras (Gyoza) Adicione um pouco de sal à farinha e amasse com água para formar uma massa macia. Passe no rolo até ficar bem fina e corte em pedaços redondos, de 2 a 3 polegadas de diâmetro. Corte as verduras em cubos, refogue e tempere com sal. Adicione um pouco de farinha e mexa. Enrole a mistura de verduras em pedaços da massa de formato longo e estreito. Coloque em água fervendo, cozinhe até chegar no ponto. Servir com molho de soja (shoyu), creme de (missô), etc.
101 - Fritos Frite os pastéis já cozidos em um pouco de óleo, até ficarem quebradiços.
102 - Fritos em muito óleo Frite os pastéis (gyoza) já cozidos, em bastante óleo.
103 - Gyoza “Au Gratim” Coloque os pastéis fritos numa forma de forno. Prepare creme de arroz, de painço, etc., bem fino, e derrame sobre os pastéis, levando os ao forno. Quando houver visitas, é permitido adicionar um pequeno camarão, peixe de carne branca, ou carne branca de aves. Para doentes, a massa do pastel é feita de farinha de trigo mourisco.
104 - Pãezinhos ou biscoitos Chapati (Recomendáveis para doen¬tes, como alimento suplementar, assim como para pessoas Yin) Adicione pequena quantidade de sal à farinha amassan¬do com água até que forme massa macia. Com a quantidade de uma colher de sopa cheia de cada vez, fazer as bolas ou fazer um rolo e cortar em círculos Levar ao forno; em vez de levados ao forno, poderão ser tostados sobre a chama ou no calor. Servir com “refogadinho” (nituke) (Trigo mourisco, farinha de painço, etc.); são muito Yang e, portanto ótimos para doentes.
105 - Puri o “Chapati” deverá ser preparado em pequenas bolinhas redondas. Fritando em bastante óleo, crescerão bastante e fi¬carão cheios como balões. Servi los com refogadinho (nituke). Na Índia, os “chapati”, feitos com farinha de trigo integral, são comidos diariamente.
PRATOS À BASE DE CARÃ COM INHAME (JINENJO)
106 - Cará (Jinenjo batata silvestre) - Cortar o cará em pe¬daços de 1 polegada. Espargir com sal. Fritar em bastante óleo. Depois cozinhar com molho de soja numa panela (shoyu).
107 - Cará Hamburgo (Jinenjo Hamburgo) Raspar o cará. Picar em talhadas uma cebola ou uma cebolinha verde e misturar. Temperar com sal. Usando uma boa quantidade de óleo numa frigideira, tapar e fritar até ficar macio e fofo. (Jinenjo).
108 - Bolos ou bolas de cará Prepara se como acima, fritando se em bastante óleo.
109 - Cará “au grati” - (Jinenjo) - Colocar os ingredientes, como acima, numa caçarola. Levar ao forno.
110 - Cará ralado (Tororo) Rale o cará e coloque o num prato pequeno; esparrame algas “nori” tostadas e sirva com molho de soja (shoyu tamari).
111 - Sopa de cará ralado (Tororo) Raspe o cará. Misture com a sopa ou com soja “missô” e deixe ferver alguns minutos (em fo¬go baixo).
Nota Raspando o cará, ele se converte em massa líquida ou fluida.
PRATOS À BASE DE GRÃO DE BICO (FEIJÃO EGIPCIO)
112 - Lave o grão de bico e deixe o de molho em água quente, durante a noite. Cozinhe o até amolecer. Tempere com sal. Sirva o com molho ou após fervido, de forma que não sobre nenhum líquido.
113 - Adicione farinha ao grão de-bico cozido, afim de engrossar (quando secar, adicione mais água). Tempere com sal e frite em óleo, uma colher de sopa por vez.
114 - Bolos de chana (Cereal hindu que se encontra em alguns arma¬zéns) - Mistura se a farinha de chana com água e amassa se. Tempere com sal. Corta se uma cebola miudinha e adiciona se à massa. Frita se em bastante óleo deitando com uma colher.
115 - “Pakodi” Prepare a massa da farinha de chana com água; tempere com sal e cebola grelhada ou cortada como acima.
116 - Croquetes Misture farinha com grão de bico cozido, forme boIas e achate as. Cubra com migalhas de pão torrado e frite em bastante óleo.
PRATOS À BASE DE FEIJOES
117 - Feijão soja com “missô” Toste feijões soja numa frigideira, até rebentarem. Adicione “missô” diluído em água. Adicione mais uma pequena quantidade de água, cubra a frigideira e deixe cozinhar até ficar macio. Retire a tampa e deixe ferver até que o liquido se evapore.
118 - Feijão cozido Ferva o feijão até ficar macio; tempere com molho de soja e sal. Ferva até que o líquido se evapore comple¬tamente. Prepare feijão preto ou outros feijões da mesma ma¬neira.
119 - Feijão gomoku Ferva o feijão soja até ficar macio; corte na¬bo branco comprido japonês (daikon), cenouras, raízes de bar¬dana e de Iótus, etc. em pequenos cubos. Refogue em óleo. Junte ao feijão e ferva até amolecer. Tempere com sal e molho de soja (shoyu).
120 - Ensopado de soja cru (Sopa Goziro) Deixe o feijão soja de molho durante a noite, esmague o até ficar cremoso. Prepare a sopa com cebolas, cenouras, nabo comprido, etc. Coloque a mas¬sa assim obtida na sopa e ferva bem. Tempere com sal e molho de soja (shoyu).
121 - Feijão vermelho japonês (Azuki) Ferva em água que cubra o feijão até ficar macio. Tempere com sal e ferva até engrossar. Se tiver à mão bolo de arroz (moti), aqueça e adicione.
122 - Feijão vermelho japonês (Azuki) - Ferva até ficar macio. Tem¬pere com sal. Retire a água e amasse.
122.1 Feijão vermelho (azuki) com talharim - Ferva o feijão verme¬lho japonês até que fique tenro e cremoso. Tempere com sal. Misture com talharim cozido e aqueça bem numa panela. Dispo¬nha tudo numa forma retangular e deixe esfriar até endurecer. Tire da forma e corte em pedaços retangulares (para climas quentes). Pode ser servido quente em climas frios.
122.2 - Raiz de Iótus com feijão japonês (Azuki) Prepare as raízes de Iótus como para “refogadinho”. Junte azuki japonês.
123 - Diversos feijões Ferva os feijões ou ervilhas em água. Tem¬pere com sal e adicione um pouco de óleo. Refogue um pouqui¬nho após bem cozido.
124 - Vagens Refogue a vagem inteira em óleo. Adicione água e ferva lentamente em fogo brando. Tempere com sal e molho de soja. Cozinhe até que o líquido desapareça e as vagens fiquem enrugadas.
PRATOS À BASE DE MILHO
125 - Sopa Cortar uma cebola e refogar numa colher de sopa de óleo. Debulhar e ralar com uma faca ou ralador áspero os grãos de 3 espigas de milho, juntar à cebola com três partes de água. Salgar e deixar em fogo brando até amolecer. Agitar de vez em quando a fim de evitar que pegue no fundo da panela. Adicio¬nar uma colher de sopa cheia de farinha de araruta misturada num pouco de água. Cozinhar. Por último, adicionar um pouco de molho de soja (shoyu). Servir com quadrinhos de pão frito em óleo.
126 - Milho assado Asse nas brasas algumas espigas de milho no¬vo. Tempere as com molho de soja. Asse as mais um pouco. Sirva as.
127 - Milho cozido Cozinhe o milho numa solução de água com 4% de sal e sirva com molho japonês (shoyu).
128 - Milho frito Corte fora os grãos de milho novo, amasse um pouco e junte à massa “à milanesa” e frite em bastante óleo. Sirva com molho de soja (shoyu).
129 - Bolinhos Amasse farinha de milho com água, fazendo peque¬nos bolos redondos. Ferva um pouco os bolinhos antes de tostar, ponha os num espeto. Sirva com massa de soja (missô), creme de feijão azuki japonês.
130 - Creme de milho (amassado) Adicione um pouco de sal à farinha de milho amassada com água quente. Derrame na sopa de “missô”. Mexa levemente até ficar no ponto.
131 - Croquetes Misture um pouco de sal e canela na farinha de mi¬lho amassada. Forme croquetes e frite os em pouco óleo.
132 - Crepes Toste farinha de milho numa pequena quantidade de óleo. Adicione água e prepare uma massa fina. Ponha um pouco de óleo numa frigideira e derrame nela uma pequena camada da mistura. Frite bem, de ambos os lados, e sirva com “refo¬gadinho”. (Nituke).
GERGELIM COALHADO
135 - Goma Tohu Torrar sementes de gergelim, moendo as em se¬guida. Misture 3 colheres de sopa cheias de farinha de araruta com água e ferva bastante tempo, até escorrer em fio. Adicione o gergelim e tempere com sal. Derrame numa forma retangular até endurecer. Isto poderá ser feito mais facilmente com man¬teiga de gergelim (Tahin). Servir com molho de soja (shoyu, missô, etc.)
SALADAS (AEMONO)
136 - De gergelim (Aemono). Torrar bem as sementes de gergelim, Moer até ficarem em creme. Misture molho de soja em um pou¬co de água para engrossar o creme. Ferva em água salgada, cebolinha verde, cebolas, nabo branco comprido, cenouras, cou¬ve, agrião, espinafre, couve flor ou abóbora, etc. Misturar com o creme de gergelim. A massa de soja (missô) poderá substituir as sementes de gergelim. Não deite fora o caldo das hortaliças, mas utilize o para sopas.
137 - Salada de frutas e vegetais Picar couve e cenoura. Cortar a couve flor e uma maçã em pequenos pedaços. Ponha de lado. Misturar bem 4 colheres de sopa de óleo, uma colher de sopa de sal e um ovo. Derramar água fervente sobre a couve e as cenouras. Ferver a couve flor em água com sal. Mergulhar a maçã em água salgada. Misturar estes vegetais com uma mis¬tura de óleo e dispor atrativamente numa travessa grande cir¬cundada com alface. Esta salada é servida após os pratos de carne.
VARIEDADES
138 - Chou Falcie Este é um prato regional da zona francesa pro¬dutora de trigo mourisco. Separe, uma por uma, as folhas de couve, cuidadosamente, e lave as. Misture trigo mourisco em duas quantidades de água e tempere com sal. Bata 2 ovos. Nu¬ma panela de ferro com tampa, usando bastante óleo, deite uma folha de couve no fundo. Despeje em cima de uma camada de mistura de trigo mourisco, outra camada com ovo e, após, outra de couve. Alternar desta maneira, terminando com uma folha de couve por cima. Cubra e cozinhe em forno moderado por 1 1/2 hora. Remova da panela invertendo sobre uma travessa. Corte na mesa enquanto quente. Servir com molho missô ou molho de soja, etc.
139 - Crepe de trigo mourisco Misture a farinha de trigo mourisco em 3 partes de água. Adicione 1 ovo e mexa bem. Ponha óleo numa frigideira. Derrame uma fina camada da mistura, frite em ambos os lados e dobre em quatro. Disponha atrativamente numa travessa. Antes de dobrar encha os crepes com vegetais ,"nituke” e missô. Podem ser servidos sem recheio de “nituke” como alimento complementar. Como merenda, podem ser re¬cheados com castanhas, algumas passas ou caldo de maçã.
VEGETAIS SILVESTRES
Temos alguns milhares de comestíveis, plantas silvestres, folhas, raízes, bulbos, flores, grãos, sementes, etc. Todos foram criados por Deus sem qualquer intenção comercial. São assim, puros, livres de fertilizantes químicos e sem inseticidas. Na Natureza não há venenos de nenhuma espécie. Se tiverem, se¬rão demasiado Yang (ou Yin) que podem ser neutralizados pe¬la nossa cozinha macrobiótica. Podereis usá los para curar do¬enças Yin (ou Yang). Eis alguns: aoza (espinafre silvestre), akaza, dente de leão, nazuna, nobiru, huki, gobo (bardana), etc. Todos são bastante deliciosos e muito úteis medicinalmente.
PLANTAS SILVESTRES E MARINHAS
150 - Alga Kobu (Sio kobu) Alga kobu cozida com água e sal lavar uma folha grossa de "kobu” em água. Essa água, que con¬tém numerosos sais minerais, deve se guardar e usar para co¬zinhar mais tarde. Cortar a alga em pedaços de 3 centímetros. Adicionar 3 partes de água e cozinhar bem até amolecer. Salgar e continuar cozinhando até que a água evapore. Adicione 10 a 20% de molho “shoyu” e cozinhe até secar. Este prato é ex¬celente contra a artrite, a alta e baixa pressão sangüínea, ma¬les cardíacos, gota, tumores, etc.
151 - Verduras enroladas com alga grossa (kobu) ~ Tomar uma fo¬lha fina de “kobu” e cortá la em pedaços de 12 em de compri¬mento. Cortar cenouras, raízes de bardana e de lótus no mesmo comprimento e enrolar na alga duas vezes; amarrar tudo com kampy (uma corda feita com certo tipo de abóbora). Cozinhar bastante com água em que lavou o kobu. Leva algum tempo. Salgar e adicionar Shoyu.
152 - Alga kobu frita Corte uma alga grossa em quadrados de 9 cm. Frite no óleo e salgue. É um excelente prato, que pode ser ser¬vido como sobremesa.
153 - Alga grossa (“kobu)”) Corte uma alga em tirinhas do tama¬nho do dedo mínimo, faça um nó em cada uma delas e frite as.
154 - Sopa de alga kobu Tome uma alga de 12 centímetros por 30 cm, mergulhe a num litro de água (para 5 pessoas) e salgue. Adicione qualquer legume e molho de soja.
155 - Alga kobu frita Corte uma alga kobu em pedaços de 1x2 em, parta os ao meio e frite.
156 - Cabeça de salmão enrolada com alga kobu Corte a cabeça de um salmão seco salgado e enrole a numa alga, como na receita 151; cozinhe bem (sem salgar). Adicione um pouco de molho de soja. 2 indicada contra o pólio, a paralisia e todas as doenças descalcificantes.
157 - Alga “hiffiki” seca Mergulhe 30 g desta alga (“eystophyllum fusiforme”) na água, durante 5 minutos. Corte a alga em pe¬quenos pedaços, juntamente com 60 g de raiz de lótus e frite em duas colheres de sopa de óleo. Adicione a alga “hijiki” e a sua água (água da lavagem) e, após, uma colher de chá de sal. Cozinhe bastante até à evaporação total. Adicione molho de soja e cozinhe ainda um pouco mais.
158 - Alga “hijiki” ensopada (Nituke) Mergulhe esta alga em água. Corte em pequenos pedaços. Frite bem em duas colheres de sopa de óleo e adicione um pouco de água, e após molho de soja. Deixe ferver lentamente até evaporar a água.
159 - Alga “hijiki” e queijo de soja frito (age) Prepare a alga co¬mo anteriormente, adicione queijo de soja frito cortado (age) em pequenos pedaços e cozinhe em um pouco de água e com molho de soja.
160 - “Hijiki” e feijão de soja Prepare de acordo com a receita n9 157, após, adicione feijão de soja bem cozido e um pouco de molho de soja.
161 - “Hijiki” com verduras (Gomiku) Corte cenouras em pe¬quenos pedaços, raízes de lótus e bardana (como na receita nº 157) e frite em pouco óleo.
162 - Arroz com “hijik” Adicione ao arroz cozido “hijiki” prepa¬rada conforme receita acima.
PLANTAS SILVESTRES
163 - Folhas de dente de leão Lave as bem, corte as folhas em pe¬quenos pedaços e prepare como “refogadinho”. Salgue e adi¬cione molho de soja (shoyu).
164 - Raízes de dente de leão Lave bem, sem tirar lhes a casca, e corte as em pedaços pequenos, fininhos e redondos. Cozinhe bem uma xícara disto em uma colher de sopa de óleo. Salgue e adicione molho de soja. lã um alimento excelente para artrite, reumatismo, cardíacos e doentes de pólio.
165 - Caruru (espinafre selvagem) (Aoza) Preparar um “refoga¬dinho” com shoyu.
166 - “Fuki” Vegetal silvestre Tome um talo de “fuki” e cozinhe o durante longo tempo em um pouco de água e molho de soja. Pode se igualmente cozinhar as folhas, cortá las em pequenos pedaços e fazer “refogadinho”. Este prato conserva se por muito tempo, como todos os “refogadinhos”.
PRATOS COM PASTA MISSÔ E MOLHO DE
SOJA (SHOYU, TAMARI)
Nota importante:
Tanto a massa de soja (“missô”), quanto o molho de soja (shoyu) devem ser prepara¬dos à maneira tradicional japonesa. Não de¬vem nunca ser usados os tipos industriali¬zados e comercializados, à venda em muitos países, especialmente em São Paulo Brasil, por conterem açúcar e ingredientes quími¬cos, e não terem suficiente tempo de “ama¬durecimento” (pelo menos 3 anos).
201 - Molho de “missô” Misture 45 g (uma colherada de sopa bem cheia de pasta de soja (missô), três de manteiga de gergelim (tahin), adicione uma taça de água e mexa bem deixando co¬zinhar. Após cozinhar, misture 1 colher de casca de laranja ralada. Sirva este molho com arroz, trigo sarraceno em grão, massas ou kasha, legumes, verduras, etc.
202 - Creme de “missô” 0 mesmo que o precedente, porém com pou¬co menos água. Este creme pode ser usado como acima ou para substituir a manteiga e o queijo.
203 - “Missô” Misture uma colher de sopa de pasta de soja com qua¬tro colheres de sopa de tehin ou manteiga de gergelim. Adi¬cione um pouco de casca de laranja ralada e sirva com arroz, pão, etc.
204 - Sopa de “missô”, Para 5 pessoas: Uma xícara de cebola picada, 1/3 de xícara de cenoura, uma folha de couve picada e uma colher de sopa de óleo de gergelim. ou de oliveira. Aqueça o óleo primeiro, junte a cebola e as cenouras, depois a couve. Quando estas estiverem bem cozidas, adicione as cenouras e deixe cozi¬nhar bem. Derrame sobre esta mistura quatro xícaras de água e, por último, um pouco de missô diluído. Adicione uma pequena cebola crua picada e alga “nori” tostada.
205 - Cenouras e cebolas com "missô” para 10 pessoas Tome 400 g de cebola, uma cenoura, 2 colheres de sopa de pasta de soja, 1/2 colher de chá de sal, 1 colher de sopa de óleo. Pique miudinho 2 ou 3 cebolas, cozinhe as em óleo e adicione o resto da cebola sem cortar. Acrescente a cenoura cortada em pequenos pedaços, cozinhe bem em água e adicione pasta de soja (missô).
206 - Legumes com “missô”, Tome uma cenoura, duas cebolas, qua¬tro folhas de couve, duas colheres de sopa de óleo e uma de pas¬ta de soja. Corte as cebolas em quatro; cozinhe as em óleo e adicione a couve, cozinhe bem e junte as cenouras cortadas em pequenas fatias; adicione duas xícaras de água, pasta de soja diluída e um pouco de sal.
207 - Gelatina ao “missô” Cebolas, nabo branco, inhame (Satoimo) tudo inteiro e pedaços grandes de cenoura. Coloque tudo sobre uma alga grossa “kobu” e ponha na panela. Adicione água e cozinhe bem com um pouco de sal; acrescente cebolinha verde em espetos, palitos de bambu (5 por espeto) e missô ou shoyu. Quanto mais tempo e lentamente cozinhar, tanto mais delicioso.
208 - Bolinhos de sarraceno com "missô" Fazer bolas de trigo sar¬raceno e cozinhá las em água. Colocar em espetos de bambu (5 pôr espeto). Cobrir essas bolas com um pouco de pasta de-¬soja e aquecer. Usar creme de pasta de soja. (Podem ser usados outros cremes).
209 - Hortaliças (verduras) com “missô” Cozinhar em água, cenouras, cebolas, agrião, couve-flor, nabo branco, escarola, salsa, etc., servir com creme de missô.
210 - Especial nº 1 (“tekka” nº 2 ) Ingredientes: 30 g de raiz de lótus, 45 g de bardana (raiz), 30 g de cenouras, 5 g de gengibre, 90 g de óleo de gergelim, 150 g de pasta de soja. Picar todos os legumes. Primeiramente fritar as raízes da bardana em 60 gra¬mas de óleo e adicionar a cenoura e o lótus e cozinhar bem.
Acrescentar, a seguir, o gengibre e o missô. Adicionar 30 g. de óleo e cozinhar até secar bem. Este prato é excelente para to¬das as doenças Yin.
211 - Especial nº 2 (,”tekka” nº 2) 60 gramas de raízes de lótus, 15 de bardana, 15 de cenouras e 5 de raízes de dente de leão. Pique todos os vegetais e faça como no número anterior. Muito bom para tosse, asma, tuberculose, etc.
- MOLHOS (SHOYU)
212 - Arroz - Satura Cozinhar arroz com 57o de shoyu. É um prato saborosíssimo.
213 - Molho de soja (shoyu) especial Picar bem uma cebola; fritar em uma colher de óleo; adicionar uma xícara de água e 3 co¬lheres de sopa de manteiga de gergelim (thain). Misturar bem, salgar com 1/2 colher de chá de sal e cozinhar bem.
214 - Molho de gergelim Tostar 40 gramas de grãos de gergelim e amassar até ficar oleoso. Acrescentar 30 ou 60 gramas de mo¬lho de soja. É ótimo molho para legumes, arroz, pão, sanduíches, etc.
215 - Caldo ao molho de soja Picar meia cebola e fritar numa colher de chá de óleo. Adicionar duas xícaras de água. Após o cozi¬mento, temperar com molho de soja.
216 - Verduras cozidas com água (Ositashi) Cozinhar em água, agrião, espinafres, alface, couve, ou qualquer outro legume e servir com molho de soja.
217 - Creme de aveia Tostar 4 colheres de sopa de farinha de aveia em uma colher de sopa de óleo e adicionar molho de soja, sal e água à vontade.
218 - Mingau de farinha de aveia Adicionar volume de água pró¬prio para mingau; salpicar salsa picada, agrião ou outro tem¬pero verde. Pode se fazer o mesmo mingau (caldo ou creme) com arroz, trigo, leite em pó macrobiótico “Kokkoh” e farinha de trigo sarraceno (sarasina).
219 - Molho bechamel ao molho de soja (shoyu) Tostar uma colher de sopa cheia de farinha numa de óleo. Adicionar água e cozi¬nhar. Após, adicionar o molho de soja (shoyu).
220 - Maionese com molho de soja (shoyu) Verta, pouco a pouco, óleo sobre um ovo batido com um pouco de sal. Adicione água quente. Acrescente salsa picada. Sirva com qualquer legume, cozido ou peixe.
221 - Molho à Ia Lyonnaise Frite uma cebola picada em pouco óleo, adicione vinho branco e, após, duas a três colheres de sopa de molho bechamel (219). Este molho é muito bom para peixe grelhado.
Nota Use somente o molho de soja (shoyu) tradicional em to¬dos os pratos (vegetais e peixe). Shoyu diluído em um pouco de água é muito bom para “Sasimi” e ostra frita, “tempura” título do capitulo peixe à moda Sukiyaki, tofu (queijo vegetal de feijão soja) etc.
BEBIDAS
301 - Chá de arroz Torre arroz integral até ficar bronzeado. Para cada colher de sopa de arroz adicionar dez vezes o seu volume de água. Ferva. Salgue ligeiramente e sirva. Este arroz torrado pode ser utilizado como alimento complementar. Arroz torrado e chá torrado de três anos (“banchá”) podem ser misturados e utilizados como bebida.
302 - Chá de trigo Torre trigo com pouco fogo, até tostar, e ferva uma colher de sopa cheia em 150 gramas de água. Sirva frio, no verão.
303 - Café de dente de leão Lave e seque raízes de dente de leão. Corte em pequenos pedaços. Doure com óleo numa frigideira. Passe, em seguida, num moinho de café. Ferva, durante 10 mi¬nutos, este pó na quantidade de uma colher de chá por uma xícara de água. Coe e sirva. As pessoas que preferirem sabor amargo podem adicionar chicória.
304 - Café “Oshawa” (“Yannoh”) Três colheres de sopa de arroz, duas de trigo, duas de feijão japonês (“azuki”) uma de grão-¬de bico e uma de chicória. Torre separadamente até bronzear bem. Misture tudo em seguida e torre num pouco de óleo. Após esfriar, moa finamente. Prepare esta farinha chamada “Yan¬noh”, com água fria, na proporção desejada. Use uma colher de sopa para meio litro de água. Sirva após 10 minutos de ebulição.
305 - Leite de cereais macrobiótico ("Kokkoh”) Este produto é uma mistura de farinha de arroz torrado, de arroz glutinoso, de farinha de aveia, farinha de feijão de soja e de sementes de gergelim. 2 mais fácil comprá lo pronto. Ferva e mexa durante 10 minutos uma colher de sopa cheia por 1/4 de litro de água.
306 - Chá de artemísia Erva de São João (Jomogui). Ferva 30 gramas de folhas de artemísia, em 150 cm cúbicos de água. Salgue e beba ao levantar da cama, em jejum. 10 um excelente vermífugo. As folhas secas conservam se durante anos.
307 - Chá de Hortelã Tratar as folhas de menta da mesma maneira que a artemísia (Jomogui).
308 - Tilia Ferver as folhas e usar como bebida.
309 - Chá de 20 raízes (Mu) É um chá composto de mais de 20 raízes (muito Yang) sendo uma delas a famosa cenoura da Coréia (Gin Seng). Ferver um pacote deste chá num litro de água du¬rante dez a vinte minutos. Esta bebida pode ser consumida dia¬riamente pelos doentes Yin. Neste caso, é necessário deixar ferver até evaporar a metade e tomar durante dois dias. Pode ser reaquecido. É a bebida mais Yang. 0 “Gin seng" é extrema¬mente Yang.
310 - Chá de três anos (Chá verde”) (banchá) Tostar por alguns minutos o chá verde natural (as folhas devem ficar três anos no pé) e, após, ferver 1 colher de sopa cheia durante 10 minutos em fogo brando.
311 - Chamol (Syo Ban) Chá de três anos banchá com molho de soja) Pôr molho de soja no fundo de uma xícara (a 1/4 da altura) e adicionar o chá quente preparado conforme acima se indica. Este chá é muito indicado para a fadiga, para depois de acidentes e fraqueza cardíaca.
313 - Chá Yang Yang Este chá deve ser usado pelas pessoas muito Yin.
314 - Chá dragão Este chá é recomendado às pessoas extremamente Yin, que sofrem de náuseas, matinais vômitos e leucorréia.
315 - Chá Habu - (Chá chinês). Tem excelente gosto e é muito recomendado contra os resfriados da cabeça.
316 - Caldo (suco) de raiz de Iótus seco Kohren Esta bebida, feita com raízes de Iótus, seca e moída, é recomendada principalmen¬te contra a tosse, a coqueluche, a asma, a tuberculose. Convém utilizá la na razão de uma colher de chá por 1 xícara de água fervente, e tomar três vezes ao dia. Fazer exclusão de todos os outros líquidos.
317 - Caldo de araruta (Kuzu) É uma excelente bebida para todos, muito boa também contra a diarréia e os resfriados da cabeça. Diluir uma colher de chá cheia de farinha de araruta em 2 a 3 partes de água. Adicionar, a seguir, um quarto de litro de água, e ferver até ficar transparente. Adicionar um pouco de molho de soja. (shoyu).
318 - Chá de raiz de Iótus cru Esmagar uma raiz de Iótus cru de 6 cm de comprimento para extrair o suco; adicionar 10%, de gengibre, um pouco de sal, e ferver como no n.º 316. Recomen¬dado contra a tosse e a asma e às pessoas Yin.
319 - Caldo feijão “azuki” Ferver o feijão japonês “azuki)5 na proporção de uma colher de sopa em dois litros de água até reduzir pela ebulição em 1 litro Caldo muito bom para os males dos rins. Pode se juntar uma pitada de sal.
320 - Chá de nabo branco comprido nº 1 Tomar a quantidade de duas colheres de sopa de raiz de nabo branco ralado e adicionar 3/4 de litro de água quente. Acrescentar duas colheres de sopa de molho de soja e 1 colher de chá gengibre ralado. Tomar esta bebida na cama. Se tiverdes um resfriado, haverá transpiração abundante e desejo de urinar.
321 - Chá de nabo branco comprido (Daikon), n9 2 Ralar 1 raiz de nabo branco comprido e espremer o suco. Adicionar o dobro do volume de água e um pouco de sal. Ferver alguns minutos. To¬mar uma vez por dia; não tomar mais do que três dias seguidos. Bom para pés inchados.
322 - Ovo com shoyu (Ransyo) Partir cuidadosamente um ovo fecundado, de maneira que a casca quebre em partes iguais Ba¬ter bem o ovo. Encher uma das metades da casca com molho de soja (shoyu) (Tamari) e adicionar ao ovo. Bater nova¬mente. Engolir esta mistura de uma vez, sem sentir o sabor. Tomar uma vez por dia antes de deitar se e somente durante três dias. Muito bom para doenças cardíacas severas (agudas).
323 - Chá de trigo sarraceno (soba) É a água na qual foi cozido o macarrão de sarraceno, com um pouco de molho de soja e sal.
324 - Suco de ameixa japonesa salgada (“Umeboshi”) Ferver 3 ou 4 ameixas num litro de água. Passar pela peneira. Adicionar um litro de água. Tomar fria, como bebida. Delicioso refresco para o verão.
325 - Ume syo Kozu Chá para resfriados 1 ameixa japonesa sal¬gada; 1 colher de chá cheia de araruta, 3 colheres de chá de molho de soja, 1 de gengibre e três quartos de litro de água. Esmagar a ameixa num quarto de litro de água, adicionar a ara¬ruta, juntar o gengibre e o resto da água e ferver até a mistura se tornar espessa. Ao tomar, adicionar um pouco de molho de soja. ótimo para resfriados (gripe).
326 - Suco especial de creme de arroz - Caldo Tostar 1 xícara de arroz. Fervê lo durante duas horas, em quatro vezes o seu vo¬lume de água. Quanto mais ferver, melhor. Coar num pano de algodão. É um excelente tônico para tomar de manhã, em caso de doença, e à tarde, em caso de fadiga.
SOBREMESA E MERENDAS PÃO –
501 - Biscoitos (Karinto) Misturar duas xícaras de farinha, duas colheres de sopa de sementes de gergelim, uma pitada de sal, e uma colher de chá de canela. Adicionar água de tal modo que fique uma massa mole. Estender a massa e cortá la em tiras. Fritar até dourar ou até tomarem a consistência comum aos bis¬coitos. Formas diversas podem ser dadas; podem ser guarne¬cidos com nozes, ou uma de suas extremidades ser inserida nu¬ma fenda praticada no meio.
502 - Polenta 0 mesmo da receita precedente, porém misturando partes iguais de farinha de trigo e de milho.
503 - Biscoito de trigo sarraceno 0 mesmo da receita anterior, po¬rém utilizando farinha de sarraceno. Excelente como merenda para doentes.
504 - Biscoito de painço e farinha de trigo mourisco. Misturar painço cozido com farinha em partes iguais. Adicionar avelãs ou cas¬tanhas de caju cortadas bem miudinhas, bem como casca de laranja raspada. Amassar com água. Confeccionar com esta massa cilindros de 10 centímetros, que devem ser cortados em tiras bastante finas. Fritar em bastante óleo. Pode se usar tam¬bém farinha de trigo, de arroz, de milho, etc., e adicionar pe¬quenas quantidades de nozes, amendoim, passas de uvas, etc.
505 - Pão “Ohsawa)” Misturar quatro partes de farinha de trigo in¬tegral, duas de farinha de milho, duas de farinha de castanhas e duas de farinha sarraceno. Adicionar um pouco de óleo e al¬gumas passas de uvas e após amassar lentamente com água. Cozinhar numa forma untada e colocar um pouco de massa. Pincelar ovo batido (gema) sobre o pão. Para os doentes, mis¬turar farinha de trigo sarraceno, farinha de trigo integral, fa¬rinha de milho, farinha de painço, etc., sem passas de uva e nozes. Fatias deste pão frio podem ser cortadas e torradas em um pouco de óleo. 0 pão “Ohsawa” não contém fermento, não é muito leve, porém é saboroso quando bem mastigado.
506 - Torta de maçãs Cortar maçãs em fatias, adicionar um pouco de sal e cozinhá las no forno, até ficarem tenras. Preparar massa para o pastelão; guarnecer uma forma, enchê la de ma¬çãs e colocá la no f orno. Para o preparo da crosta do pastelão, ver o capítulo de massas.
507 - Maçãs ao forno (nº 1) Retirar a parte central das maçãs, tendo o cuidado de não perfurá las completamente. Rechear com manteiga de gergelim (tahin) misturada com um pouco de sal e levar no forno até ficar no ponto.
508 - Maçãs ao forno (nº 2) Preparar massa de pastelão e estendê-la bem fina. Cortar em pedaços que dêem para enrolar uma maçã. Preparar as maçãs como foi indicado anteriormente. Co¬locar dentro de pedaços da massa e enrolar, aperte em cima pa¬ra fechar. Pincelar com gema de ovo. Levar ao forno. 0 resto da massa pode ser cortada em tiras para decorar. Se as maçãs fo¬rem muito grandes, podem ser cortadas em quatro, porém ma¬çãs inteiras de pequeno tamanho, são mais deliciosas.
509 - Pastel de maçã. Preparar a massa do pastel e estirá4a para que fique fina. Cortá la em discos de 10 em de diâmetro. Dispor uma sobre a outra e recheá la com compota de maçã.
510 - Pastel de passas de uvas Estirar a massa do pastel até ficar bem fina e cortá la em pedaços redondos de 6 em de diâmetro. Colocar algumas passas de uva no seu interior e fechar as duas extremidades, apertando com os dedos. Pincelar com gema de ovo antes de colocar no forno. Pode substituir se as passas de uva por castanhas de caju.
Variedade no 1 Enrolar a massa em torno de um bastão de dois em e meio. Fritar em bastante óleo, deixar esfriar e retirar o bastão. Rechear com compota de maçã, purê de castanha, pu¬rê de abóbora, etc.
Variedade nº 2 Cortar a massa da torta em tiras de 4 em de largura por 12 em de comprimento. Enrolar na massa um cone de madeira de 6 em de diâmetro de base. A parte superior deve ser do diâmetro de um lápis. Leve ao forno, retire o cone de madeira e substitua o por geléia ou purê, como acima.
511 - Bolacha nº 1 Crackers Misturar farinha de trigo ou de aveia, ou de milho, com um pouco de óleo, sal e água. Amassar. Enro¬lar esta massa e cortá la em quadrados de 5 em. Fazer ponti¬nhos com 1 palito. Levar ao forno. Para biscoitos faz se a mas¬sa um pouco mais grossa. Temperar como desejar.
512 - Bolacha nº 2 (Halawah) Misturar 1 xícara de farinha de tri¬go integral grossa sêmola 2 colheres de sopa de passa de uva, 2 colheres de chá de canela em pó e 1 maçã. Dourar a farinha em quatro colheres de sopa de óleo. Adicionar as passas de uva e a maçã cortada em pedaços. Sobre esta mistura, derra¬mar água em quantidade correspondente a quatro vezes o volu¬me (da mistura) e uma colher de chá de sal, e cozinhar em fogo brando. Quando a mistura engrossar, adicionar canela. Molhar a forma com água fria e forrar o fundo com salsa picada e des¬pejar a mistura sobre a forma. Esfriar. Inverter o conteúdo da forma e servir. Pode se alternar esta mistura com camadas de farinha de castanhas, com castanhas em purê ou com abóbora em purê. Outras formas podem ser usadas, redondas e tubu¬ladas.
513 - Sêmola - farinha de trigo integral grossa A sêmola pode ser empregada como alimento complementar, se for feita com ce¬vada grossa moída e torrada em um pouco de óleo. Neste caso, a farinha deverá ser de grãos integrais de cevada,
514 - Sanduíches (Nituke) Pode se fazer “refogadinho” (“nitu¬ke”) de diferentes variedades, com creme de abóbora, creme de nozes, geléia de maçã, etc., usados como recheio entre as fatias de pão, resultando em sanduíches gostosos. Para os doentes, o melhor pão é o “Ohsawa”, só com cereais, cozido ao forno e cortado em fatias finas, com recheio de vegetais, etc. Pode se, igualmente, utilizar pastéis, crepes, chapati, etc.
515 - Canapés - Coloquem se alimentos variados sobre pequenos qua¬drados de pão, que se levam ao forno, por breves instantes.
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Macrobiótica Zen - Capítulo VII
A meu ver, a coisa mais estranha, no Ocidente, é a ausência total da concepção mais fundamental da vida, isto é, a do alimento principal. Minha descoberta mais significativa na América, de equi¬valente importância à que fez Cristóvão Colombo, é que, aqui, a idéia de uma alimentação básica desapareceu por completo. Ne¬nhum mestre ou erudito da medicina, na época atual, parece ter cons¬ciência de sua grande importância.
Por contraste, no Oriente, sempre foi o alimento tido como fator mais importante da existência, chegando a ser divinizado desde os primórdios da história dos povos orientais. Nos “Upanishads” lê se que os sábios, à procura de Deus, acreditavam que Ele era repre¬sentado na Terra pelo cereal. De acordo com esta tradição, as famílias Bráhmanes do sul da Índia ainda oferecem uma oração ao arroz, antes de ingeri lo.
A idéia do alimento básico, cujo fundamento e significação é primariamente biológico e fisiológico, sendo de segunda consideração o aspecto econômico, geográfico e agrícola, é uma das descobertas mais importantes feitas pelo homem. É totalmente equivalente à descoberta do fogo, que possibilitou ao homem criar a civilização (a união ou fusão de toda a religião, filosofia, ciência e tecnologia) e que determinou a história e a evolução do alimento.
Obviamente, pode se viver comendo quase tudo o que agrada ao nosso discernimento, tanto sensorial, sentimental, intelectual, eco¬nômico como moral ou ideológico. Mas existe um limite para esse tipo de alimentação, isto é, a infelicidade, de que decorrem inúmeros males, como a escravidão, a doença, guerras e crimes.
Em certa época, o claro conceito da distinção entre alimentos principais e secundários possibilitou ao povo do Oriente a viver uma vida relativamente feliz, livre e pacifica, até surgir a importação da falsa civilização Ocidental, violenta, “fascinante” com suas invenções e expedientes industriais e científicos.
Minha experiência pessoal é prova cabal do que afirmo. Na minha infância, há cerca de 60 anos, era eu feliz, comendo e bebendo se¬gundo as normas tradicionais. No entanto, com a penetração daque¬la civilização, nossa vida familiar foi por ela destruída. Presenciei a morte de minha mãe, com apenas 30 anos de idade, de minhas duas irmãs e de meu irmão mais moço, como conseqüência direta da introdução de alimentos e remédios ocidentais em suas vidas. Chegou, em seguida, a minha vez. órfão e pobre, com 10 anos, por felicidade fui obrigado a abandonar os alimentos e medicamentos ocidentali¬zados, por falta de recursos financeiros. Mesmo assim, aos 16 anos estive à beira da morte, em conseqüência das grandes quantidades de açúcar refinado e doces que continuei a usar.
Aos 18 anos, redescobri a medicina Oriental com sua base sólida, calcada em uma filosofia Cosmológica, que me curou radicalmente. Desde então, decorridos 48 anos, não estive mais doente, salvo quan¬do em certa ocasião, eu, deliberadamente, provoquei a terrível (e geralmente incurável) moléstia conhecida por “úlceras tropiciais”, ao fazer pesquisas sobre os grandes problemas da medicina, no hospital do Dr. Schweitzer, em Lambarene, na África. Pela medicina macro¬biótica venci essa doença em poucos dias.
Venho ensinando há 48 anos, ininterruptamente, minha filoso¬fia (a higiene de “Hygeia”) a todos os que encontro em meu caminho. Nunca encontrei alguém que não tivesse melhorado ao segui Ia de maneira absoluta e rigorosa. Os únicos que não podem ser curados são os incapazes de compreender esta filosofia prag¬mática, simples e dialética, a Ordem do Universo e o seu Principio Único.
Lembrai vos, pelo menos 60% de vossa alimentação deve ser constituída de Alimentos Principais.
PRATOS À BASE DE ARROZ
(Nota do Tradutor Estando o autor mais familiarizado com a cozinha tradicional japonesa, foram incluídos na tradução os nomes de certas receitas em japonês, para melhor identificação e interna¬cionalização dos pratos macrobióticos).
1 - Arroz integral Escolha bem o arroz, adicione duas ou três vezes o seu volume de água, em uma pequena quantidade de sal. Quando ele ferver, deixe o cozinhar lentamente, em fogo brando, durante uma hora, até que o arroz no fundo
da panela esteja ligeiramente torrado (queimado). A parte amarela é mais Yang, portanto a melhor, porque é a mais pesada, a mais rica em minerais e a de maior valor nutritivo. É por essa razão que ela é particularmente eficaz para as pessoas doentes, e Yinizadas. Se utilizar uma panela de pressão, convém usar um pouco mais de água e cozinhar com fogo brando, depois de ferver durante 20 a 25 minutos. Em seguida, apague o fogo e deixe em repouso, durante 10 a 20 minutos, antes de remover a tampa.
2 - Arroz (sakura) Adicionar ao arroz 5 a 10 % de molho japonês (de soja) puro e cozinhar conforme explicação acima (nº1).
3 - Arroz com feijão “Azuki” Preparar o arroz como nº 1, adi¬cionar o feijão japonês (feijão vermelho de grãos pequenos), parcialmente cozido, salgar e pô lo a ferver. Se tiverdes uma panela de pressão, podereis adicionar o feijão cru, desde o começo. (Nota do tradutor: o feijão “azukh” é plantado em São Paulo e Paraná pelos agricultores japoneses. É o único feijão usado na Macrobiótica).
4 - Arroz com verdura (Gomoko) Misturar, ao arroz fervido, 5 a 10% de legumes cozidos (nituke). (Nota do tradutor: “Nituke” refere se ao ensopado de vegetais, sem caldo).
5 - Arroz com verduras fritas, Shahan (Receita nº1) Adicionar ao arroz cozido os legumes refogados com um pouco de molho, japonês sem água (como no nº 4) e fritar numa reduzida quan¬tidade de óleo vegetal.
6 - Arroz com verduras fritas (Receita nº2) pôr os legumes refogados numa frigideira. Adicionar o arroz cozido, conforme explica no nº1, e fritar. Salgar ligeiramente.
Nota Refogado: cozinhar sem água, com um pouco de molho, de soja (“Nituke”).
7 - Croquetes Misturar os legumes refogados (nituke) ao arroz cozido e adicionar um pouco de farinha. Acrescentar um pouco de água e fazer os bolinhos chatos. Fritá los em bastante óleo.
8 - Bolinhos de arroz Molhar a mão esquerda numa solução forte de sal (5%). Tomar duas colheres de sopa de arroz cozido, prensar com a mão direita e dar lhes a forma de uma bola triangular. Cobrir com sementes de gergelim torrado.
9 - Bolinhos fritos Fritar os bolinhos de arroz da receita acima, em bastante óleo, até torrar os dois lados.
10 - Bolinhos com legumes diversos Formar bolas triangulares de arroz cozido com legumes refogados (Nituke).
11 - Arroz de gergelim Adicionar 10% de sementes de gergelim torrado e um pouco de sal ao arroz preparado, conforme o nº 1.
12 - Bolinhos de arroz com gergelim Adicionar 20% de sementes de gergelim torrado ao cozido, e formar bolas triangulares.
13 - Bolinhos de arroz e feijão “Azuki” Fazer bolinhos com o arroz, com feijão preparado conforme receita nº 3.
14 - Bolinhos de arroz com algas (“Nori”) Enrolar os bolinhos em folhas de algas “nori” tostadas. É um prato muito agradável para piqueniques e viagens.
15 - Bolinhos de arroz com algas de cará marinho (Tororo) Cubram se os bolos de arroz com algas de cará marinho em pó (tororo ou oboro).
16 - Bolinhos de arroz com ameixas salgadas de três anos (Ume¬boshi) Pôr uma destas ameixas no centro de cada bolinho; não somente o sabor melhorará, mas o arroz se conservará por muitos dias, mesmo no verão. Deverão ser usadas só 10 gramas de uma das ameixas indicadas. ótimo para viagens.
17 - Sopa grossa de arroz (Kayu) Cozinhe o arroz em 5 a 7 partes de água e salgue (Este prato é excelente para doentes ou pessoas sem apetite).
18 - Bolinhos, croquetes de arroz com alga nori - Tostar ligeira¬mente as algas e colocá las sobre uma esteira de bambu. Es¬palhar o arroz cozido numa espessura de 2 em e colocar sobre ele legumes refogados (cenouras, raiz de bardana, raiz de lótus, etc.) Enrolar tudo junto e cortar em croquetes de 3 a 4 em. Servir atrativamente num prato.
19 - Canapé (Salgadinhos para ocasiões especiais) de verduras va¬riadas (Gomoku). Dispor atraentemente, numa caixa retan¬gular, duas cenouras refogadas, duas raízes de lótus cortadas bem fino e também refogadas, dois ovos batidos e fritos numa fina camada de óleo e agrião picado e refogado. Em cima de tudo, prensar o arroz cozido com 5 em de espessura. Inverta o prato e corte em pedacinhos para servir.
20 - Arroz com castanhas Cozinhe as castanhas até ficarem ma¬cias. Após, faça as ferver com o arroz. Se utilizar a panela de pressão, junte as castanhas cruas ao arroz e ferva. As castanhas deverão ser usadas na proporção de 10 a 20%.
21 - Sopa espessa de arroz integral e verdura (Missô ”Zosui”) Adicione ao arroz, preparado conforme receita 17, uma colher ¬de café de pasta de soja. Pode se fazer isso com arroz cozido, juntando água ou sopa de missô. Este prato torna se ainda mais delicioso, quando se adiciona um pedaço de bolo de arroz “moti”, tostado, frito ou assado.
22 - Cuscuz e arroz Cozinhe se o arroz como de costume e junta¬ se lhe feijão fradinho com cebola.
23 - Creme de arroz Tostar o arroz até ele se tornar castanho claro. Moer. Adicionar três copos d'água para cada 4 colheres de sopa de arroz moldo. Deixar no ponto de fervura, durante 25 minutos e adicionar água, se for necessário. Salgar a gosto.
24 - Bolo de festa (Omedeto) Assar 20 g de arroz, adicionar 50 g de feijão japonês azuki e cozinhar em 12 partes de água, du¬rante 1 hora mais ou menos. Usando panela de pressão, adicio¬nar apenas 5 a 6 partes de água. É ótima sobremesa.
25 - Sopa de arroz Afinar o creme de arroz com água. Servi lo com pão torrado, em pedacinhos, e salsa picada.
26 - Bolinhos de arroz fritos Adicionar uma pitada de sal à fari¬nha de arroz, juntando água suficiente para dar consistência aos bolinhos. Fritar em óleo.
26a - Arroz torrado Torrar o arroz em uma frigideira até tostar bem. Comer sem cozinhar. Este arroz é bom para tratamento do hiperinsulinismo e do reumatismo.
PRATOS À BASE DE TRIGO MOURISCO
(SARRACENO)(CACHÃ)
27 - Cachá (Trigo mourisco em grão). Fritar, ligeiramente, uma xícara de trigo sarraceno numa colher de óleo. Adicionar duas taças de água e uma colherinha de café rasa, de sal. Ferver, lentamente, em chama baixa desde o começo. Servir com legu¬mes refogados, creme de pasta de soja ou com missô.
28 - Croquetes Adicionar ao cachá cozido cenouras picadinhas e cebolas, etc., farinha, um pouco de água e sal. Misturar tudo. Fazer bolinhos e fritar em óleo.
29 - Cachá frito Misturar cachá cozido com um pouco de farinha, cebolas picadinhas, sal e água. Fritar em óleo, deixando cair a massa na frigideira com uma colher.
30 - Cachá “granité” Colocar cachá cozido numa caçarola e cozi¬nhá lo no forno, até que a parte superior fique bronzeada.
31 - Creme de trigo sarraceno (Kaki) Diluir farinha de trigo sarraceno em 2,5 partes de água. Levar ao fogo e mexer até cozinhar bem. Servir com molho de soja (shoyu).
32 - Creme de trigo sarraceno Dourar bem duas colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo mourisco, numa colher de sopa de óleo. Adicionar uma ou duas xícaras de água; ferver até engrossar e salgar conforme o gosto. Servir numa sopeira com pedacinhos quadrados de pão torrado no azeite.
33 - Trigo sarraceno frito (1) Diluir a farinha de trigo sarraceno ("cachá") em uma e meia parte de água. Adicionar um pouco de sal e fritar como se fossem batatas em bastante óleo.
34 - Trigo sarraceno frito (2) À mistura acima citada, adicionar cebola picada, antes de fritar.
35 - Trigo sarraceno “gratiné” Fritar, ligeiramente, cebolas, ce¬nouras e couve flor em óleo e em seguida ferver em um pouco d'água e salgar. Colocar tudo numa caçarola, derramar por cima uma fina camada de sarraceno e assar no forno.
36 - Trigo sarraceno “doméstico” ou “escoado” “Teuchi” ou “Zaru” Adicionar um ovo, uma colher de chá rasa de sal, um pouco de água, meio quilo de farinha de trigo mourisco. Amassar até endurecer, espichar e depois amolecer até ficar brilhante e formar uma espessura de alguns milímetros; enrolar, cortar em pedaços o mais fino possível. Largar em água fervente até ficar pronto (no ponto). Colocar a massa numa peneira para escorrer. Recolher a água da fervura. Derramar água fria e escoar. Se for usado talharim seco de trigo mourisco (soba), cozinhar em água. A água do cozimento pode ser usada como bebida ou para cozinhar vegetais, por conter proteína pura.
37 - Molho de trigo sarraceno (Mori) Cortar em pedacinhos uma cebola verde e fritar ligeiramente, com uma colher de café de óleo. Acrescentar três xícaras de água, doze centímetros de algas “Kobu” secas (algas longas, colhidas a uma profundi¬dade de 20 metros). Fazê las cozinhar bem. Retirar as algas e guardá las para usar novamente. Adicionar uma colher de café de sal e 5 colheres de sopa de molho japonês (shoyu). Retirar do fogo assim que começar a ferver. O molho deve ser um pouquinho salgado. Sal a gosto.
38 - Trigo sarraceno (Rake) Colocar o talharim doméstico, de trigo mourisco, numa peneira e despejar água fervendo sobre o mesmo. Servir em tigelas e adicionar molho de trigo mourisco, (receita nº 37) por cima.
39 - Trigo sarraceno ensopado com verduras fritas (Tempura) (à milanesa) Aquecer o talharim de trigo mourisco (soba) e colocá lo em tigelas. Colocar em cima camarão ou verduras à milanesa, (tempura) (78) e cobrir com molho de trigo mourisco (receita 37).
40 - Trigo sarraceno com feijão frito (Kitune) Aquecer o talharim de trigo mourisco (soba), colocando o em tigelas. Adicionar feijão vagem, cebolinha verde cozida. Acrescentar molho de sarraceno sobre tudo (37).
41 - Trigo sarraceno cremoso (Ankake) Aquecer (soba) talharim de sarraceno e servir em tigelas. Fritar ligeiramente em óleo, cebola verde, cenoura, couve, etc. Adicionar molho de sarra¬ceno (37), e em seguida acrescentar um pouco de pasta de farinha de araruta, que se obtém misturando farinha de araruta com água, pouco a pouco. Ferver até alcançar determinada consistência (que engrosse) e derramar a mistura assim obtida sobre o talharim.
42 - Trigo sarraceno frito (Jaki) Fritar o talharim doméstico (ou soba em pouco óleo; colocar num prato e despejar por cima legumes teremosos7, Ankake (41).
43 - Missô à Sarasina Preparar molho da pasta de soja (“missô”) (ver nº 201) e de "tahin” (manteiga de gergelim) e derramá-¬lo sobre o talharim de sarraceno.
44 - Trigo sarraceno “gratiné” Fritar ligeiramente em pouco óleo, cebolas, cenouras, couve flor, etc. Preparar molho becha¬mel (219) e misturar com os legumes. Por o talharim de sarraceno cozido numa caçarola, despejar por cima a mistura e levar ao forno. Sal ao sabor.
MASSAS DE FARINHA DE TRIGO INTEGRAL
45 - Macarrão, talharim “vermicelli”, etc. Ferver, escoar, lavar em água fria. Estes alimentos podem ser preparados do mesmo modo que o trigo sarraceno.
PRATOS À BASE DE PAINÇO E OUTROS CEREAIS
46 - Painço Fritar ligeiramente uma xícara, de painço em duas colheres de sopa de óleo, adicionar um pouco de sal e quatro partes de água. Aquecer em fogo brando, baixando a chama quando entrar em ebulição. Ferver a fogo lento até que fique macio. Servir com creme de pasta de soja (“missô”), refogadi¬nhos de verduras (Nituke) (cozidos com uma pequena quan¬tidade de molho de soja) ou pasta de soja. Este painço poderá ser usado para fazer croquetes de cachá, cachá frito, etc.
47 - Cuscuz Poderá ser cozido em banho maria, ou fervido como o cachá. Ferver cebolas picadas até que estejam bem cozidas. Adicionar pequena quantidade de óleo e sal quando macio. Servir tudo junto. 2 uma receita árabe. Não se encontrando nas casas do gênero, poderá ser usada a farinha de trigo inte¬gral grossa.
48 - Bour gour Prepara se do mesmo modo que o cachá, conforme o processo armênio. Para isso, deve se usar farinha grossa cozida em banho maria e seca, que é oferecida à venda.
49 - Mingau de aveia Da mesma maneira que o nº 47. Não usar leite.
ALIMENTOS MEDICAMENTOS
50 - Arroz cru Tomai um punhado de arroz cru, em lugar do café da manhã. Expelireis todos os parasitas de vosso intestino, e, em particular, do duodeno. Se continuardes durante alguns dias, ficareis surpreendidos de ver surgir tantos parasitas, às vezes, até pela boca e pelo nariz. Não conheço nada mais eficiente, porém é necessário mastigar ao menos 100 vezes.
51 - Sementes de abóbora “Hokkaido” (Hokkaido é a região norte do Japão, extremamente fria) Aquecer bem as sementes desta abóbora. Salpicar sobre elas um pouco de água salgada ou fritá las em pouca quantidade de óleo e sal. Pode se comer como sobremesa, como é costume na China. É excelente para expelir parasitas, em particular a solitária.
52 - Sal e gergelim (Gomásio) Tostar sementes de gergelim. Moer cuidadosamente e adicionar 20% de sal tostado. Aquecer nova¬mente e moer bem a mistura. Adicioná la ao arroz, ao pão, etc. Consumir umas duas colheres de café por dia. 0 gomásio deve ser conservado em recipiente (vidro) hermeticamente fechado. 2 um dos melhores desacidificantes do sangue.
53 - Ameixa japonesa salgada (“Umeboshi”) São ameixas japo¬nesas, conservadas no sal, pelo menos, durante 3 anos. Todas as famílias japonesas tradicionalistas as preparam anualmente.
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Macrobiótica Zen - Capítulo VI
O "YlN" E O "YANG"
Yin Yang são forças antagônicas, porem complementares. Se¬gundo minha experiência, esta afirmação já é, em si, incompreensível à maioria dos ocidentais. Por isso, neste guia, simplifiquei a teoria em que ela subjaz. Enquanto tratardes de compreender a fundo essa filosofia, procurai seguir fiel e rigorosamente as minhas indi¬cações; sem o menor receio nos vossos momentos de incerteza, tomai a decisão de prosseguir até o feliz final, como o professor Herrigel seguiu as do mestre Awa.1 Isto é menos difícil do que o jejum. Lembrai vos de que podeis comer tanto quanto vos apetecer, contanto que mastigueis bastante.
Tendes o direito e a responsabilidade de ir em busca da saúde e da felicidade, porém devereis fazê lo, vós mesmos, e para vós, sem depender de outros. Nada mais fazeis, assim procedendo, do que se¬guir o exemplo que nos dão os animais silvestres.
Eis a seguir, um pequeno esboço da teoria Yin Yang:
De acordo com a nossa filosofia, tudo se resume, neste mundo, sob o aspecto físico, em Yin força centrífuga, e Yang, força centrípeta. A força centrípeta é a construtiva e produz o som, o calor, ação e luz; a força centrífuga é expansiva, fonte do silêncio, da calma, do frio e da escuridão. Os fenômenos físicos seguintes são conseqüências dessas duas forças fundamentais:


1 Ler "ZEN et le tir à l'arc", de Herrigel.
ELEMENTOS Potássio (K) o elemento representativo "Yin". Todos os elementos químicos na tabela periódica (O. P. Ca, N. etc.) são Yin, exceto os poucos enumerados na coluna "Yang". Sódio (NA) o elemento
representativo Yang. Os elementos Yang na tabela periódica são: H, As, C, Li, Na, Mg.
BIOLÓGICO E FISIOLÓGICO
O que devemos comer? O que é melhor, ser vegetariano ou frugívero? Ambos são desaconselháveis? Pense, pense e pense mais ainda. Somente o raciocínio vos dará compreensão, saúde e felicidade. O raciocínio correto é feito em termos de Yin e de Yang, dialética prática, chave para o Reino dos Céus. Para quem conhece as forças Yin e Yang e sabe como equilibrá las, o Universo e a vida constituem a maior universidade gratuita à disposição do homem. Para o indi¬víduo que nada sabe deste princípio, a vida é um inferno na terra.
O Yang e o Yin derivam um do outro:
As regiões do globo que são Yin produzem animais e vegetais Yang; reciprocamente, os animais e vegetais que nasceram em re¬giões Yang, isto é, quentes, são Yin. Da mesma maneira, o óvulo produzido pelo sexo feminino (Yin) é Yang, enquanto que, inversa¬mente, o espermatozóide produzido pelo sexo masculino (Yang) é Yin.
As sete leis da Ordem do Universo são suplementadas por doze teoremas do Principio Único. Estes teoremas definem o funciona¬mento do mundo relativo e são assim formulados:
1 - Yin Yang são os dois pólos da expansão pura infinita; eles apre¬sentam se quando a pura expansão infinita (centrifugação) atinge o ponto geométrico de bifurcação.
2 - Yin e Yang surgem continuamente da pura expansão infinita.
3 - Yin é centrífugo; Yang é centrípeto. Yin produz expansão, leve¬za, frio. Yang produz constrição, peso, calor, luz. Yin e Yang produzem energia.
4 - Yin atrai Yang; Yang atrai fin.
5 - Todo fenômeno é produzido pela combinação Yin Yang em va¬riadas proporções.
6 - Todos os fenômenos são efêmeros, devido às constantes altera¬ções dos componentes Yin e Yang. Tudo está sempre em movi¬mento.
7 - Nada é exclusivamente Yin ou Yang. Tudo encerra polaridade.
8 - Não existe nada neutro. Yin ou Yang está em excesso em qual¬quer ocorrência.
9 - A força de atração entre as coisas é proporcional à diferença de seus componentes Yin e Yang.
10 - Yin repele Yin; Yang repele Yang. A atração ou repulsão entre
duas coisas está na proporção inversa à diferença de suas forças
Yin e Yang.
11 - No extremo Yin produz Yang, e Yang produz Yin.
12 - Todas as concreções físicas são Yang no centro e Yin na peri¬feria.
C O M E N T À R IO S
Transcrevemos nesta edição brasileira de “MACROBIÓTICA ZEN” o que consta na edição revista da tradução americana, publi¬cada pelo Centro Macrobiótico de Los Angeles, Califórnia.
ATENÇÃO
Deve ficar entendido que somente os alimentos na categoria dos CEREAIS são considerados como ALIMENTOS PRINCIPAIS. Podem ser consumidos diariamente, e em cada refeição. Constituem eles a base do regime Macrobiótico.
Todos os demais alimentos e bebidas constantes da referida tabela, quer sejam classificados como Yin ou Yang, devem ser usa¬dos em PEQUENAS quantidades, ocasionalmente e com CAUTELA.
Por exemplo, a maçã apesar de aparecer na tabela como a fruta mais Yang (AA) não pode ser comida, sem risco, de maneira tão freqüente como o arroz integral. Não obstante serem as maças Yang, toda a categoria das FRUTAS, é muito Yin, comparada com a cate¬goria dos CEREAIS. Portanto, só uma, pequena quantidade de maçã pode ser comida ocasionalmente pelos que não estão doentes. Nenhu¬ma fruta deveria ser comida por aqueles que estão doentes.
As próprias categorias de alimentos e bebidas, isto é, cereais, vegetais, etc., estão relacionadas num ordenamento que designa a quantidade (porcentagem total do alimento servido) e a freqüência com que devem ser usadas. Por exemplo:
Os CEREAIS são SEMPRE usados como base de uma refeição. São usados na quantidade maior, de pelo menos 609ó no total do alimento servido.
Os VEGETAIS são usados como suplemento dos CEREAIS, mas em menores quantidades e menos freqüentemente.
O PEIXE é usado em quantidades ainda mais reduzidas e ainda menos freqüentemente.
OS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL, OS LATICINIOS, as FRUTAS e demais alimentos miscelâneos, relacionados na ,Tabela de Alimentos Macrobióticos”, devem, por sua vez, ser usados em quantidades sucessivamente ainda menores e ainda com menos freqüência.
Todas as BEBIDAS da tabela, classificadas tanto como Yin ou Yang, devem ser usadas nas mínimas quantidades e o menos seguidamente. Se possível, não beba líquidos em quan¬tidade superior a um quarto de litro (3 xícaras) por dia.
Também é aconselhável escolher os alimentos que estejam no ponto ou aproximadamente perto do ponto intermediário, entre o extremo Yin e o extremo Yang, dentro de cada categoria, salvo quando houver uma razão específica para alguma outra escolha. Este é o ponto delicado do equilíbrio, pelo qual se consegue a maior soma de saúde e felicidade.
Queremos tornar bem claro, entretanto, que viver macrobiotica¬mente não significa uma aderência rígida a uma série de regras. A manutenção de um equilíbrio sadio na nossa vida cotidiana requer de cada indivíduo uma capacidade de adaptação e uma percepção das influências em permanente mutação de muitos fatores. Isto faz com que uma existência feliz e saudável resulte em uma tarefa permanen¬te e ininterrupta.
A espécie de clima no local onde vivemos e o tipo de atividade que exercemos determinam aquilo que devemos comer e como comer. (Fatores como o lugar do nascimento, nosso tipo constitucional, a estação do ano, assim como muitas outras coisas, são tomadas em consideração à medida que se expande nossa compreensão da Ordem do Universo). Por exemplo, o homem que vive num clima frio neces¬sita de alimentos que sejam um pouco mais Yang do que aqueles que necessitam os habitantes dos trópicos; quem trabalha, por exemplo, no campo, pode tolerar um pouco mais de alimentos Yin do que aque¬les que trabalham confinados em um escritório. Tudo é relativo e é determinado pelo próprio indivíduo, pois nenhum conjunto de regras tem a possibilidade de abranger todas as variações que existem de uma para outra pessoa.
A frase empregada, um pouco mais de Yang, não deve ser en¬tendida como significando uma dieta baseada inteiramente em carne, assim como mais Yin não implica em uma dieta em que prevalecem as frutas e o açúcar. Entretanto, o fato de que nossa ingestão diária de alimentos é baseada preponderantemente em cereais, é tida como certa e aceita.
Em tudo existe o Yin e o Yang. Considereis, por exemplo, o arroz. Basicamente, o arroz integral é mais Yang do que o arroz polido. Não obstante, entre as diversas variedades de arroz integral, existem umas que são mais Yin ou mais Yang do que outras. A conclusão final depende, pelo menos, de três fatores:
Como foi o arroz cultivado?
Em que clima?
Qual o tamanho do grão, forma, conteúdo de H,O, e tonalidade de cor?
O que se revela como fator de primordial importância, é cons¬cientizar que, a fim de alcançar um grau elevado de saúde e felicidade, o indivíduo precisa:
1. Compreender, pelo estudo, a Ordem do Universo de que ele é uma parte;
2. Aprender a tornar se consciente de si mesmo (autoconhecer-¬se) e de suas reações, com relação ao seu ambiente;
3. Pensar, pensar e pensar, durante todo o tempo.
TABELA DE ALIMENTOS E BEBIDAS (V = Yin A = Yang)







OBSERVAÇÕES
Todos os alimentos e bebidas devem ser naturais, isto é nunca indus¬trializados ou artificialmente preparados. Devem ser evitadas as carnes de aves, frangos, perus, patos, etc. que tenham sido alimentados qui¬micamente, bem como os ovos de tais aves.
Os ovos fertilizados, destinados à produção de pintos, são os que a galinha põe depois de ter sido fertilizada por um galo. Os que ela põe normalmente, não fertilizados, são os que estão à venda e usados pela grande maioria dos consumidores hoje em dia. São des¬tituídos de vida, biologicamente falando, e não são usados na dieta macrobiótica.
O ovo fertilizado pode ser reconhecido pelo seu tamanho pequeno e seu formato arredondado de um lado e estreitando na outra ponta.
É muito difícil, hoje em dia, encontrar água, e até sal e ar, em estado natural, não adulterados. Mas, podemos felizmente resistir aos venenos neles introduzidos pela comercialização e industrializa¬ção, contanto que a saúde de nossa constituição tenha sido restabe¬lecida.
As forças Yin Yang variam de acordo com a estação do ano e o clima do local em que se originaram. Além disso, as características, Yin Yang dos alimentos podem também ser grandemente influenciadas pela preparação culinária e pelo modo de comer. Dai a ca¬pital importância do preparo do alimento, e do modo de nos condu¬zirmos à mesa. (No Japão antigo (tradicional), os atos de comer e beber eram considerados como cerimônias de máxima importância: as criadoras da Vida e do Pensamento). Devemos lembrar a profunda significação da invenção do FOGO. É o ponto de partida da linha di¬vergente do homem da de todos os outros animais.
Damos, a seguir, um exemplo de cardápio para uma semana, entre centenas de outros, que poderão ser preparados.

Podeis adicionar sempre, gomásio (Gergelim e sal torrado e moído gersal) e molho de soja aos vossos alimentos,
Chá de três anos (Banchá) com molho de soja (shoyu) é reco¬mendado antes e depois de cada refeição.
Molho de soja (shoyu, tamari) pasta de soja (missô), queijo de soja, substituem a manteiga, o queijo de origem animal e a marga¬rina.
NOTA DO EDITOR BRASILEIRO
Mesmo sendo ingredientes indispensáveis na alimentação macrobiótica, o gersal (gomásio), o shoyu (tamari) e o missô (pasta de soja), pelas elevadas proporções de sal que contém, sempre devem ser consumidos com moderação.
O seu uso em maiores quantidades só é indicado com finalidades terapêuticas e, neste caso, recomenda se ao leitor que se aconselhe com um orientador macrobiótico experiente.
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Macrobiótica Zen - Capítulo V
AS DEZ MANEIRAS DE NOS ALIMENTARMOS CONVENIENTEMENTE
Existem dez maneiras de comer e de beber pelas quais podereis obter uma vida sadia e feliz. O alvo é manter um bom equilíbrio Yin Yang, de acordo com nossa filosofia cosmológica, biológica e fisiológica. Mas mesmo sem compreender a teoria, podereis seguir e escolher qualquer um dos dez caminhos, que conduzem para a saúde, paz e felicidade, indicados no quadro abaixo, observando as indica¬ções muito cautelosamente.
DEZ CAMINHOS DA SAÚDE PARA A FELICIDADE

Podereis começar por substituir todos os alimentos de origem animal pelas frutas e saladas, tornando vos deste modo vegetaria¬nos. Se, porém, não chegardes ao bem estar desejado, experimentai um dos regimes mais altos. O mais alto, o n11 7, é o mais fácil, o mais simples e o mais sábio. Quanto menor o número da dieta, tanto mais difícil. Experimentai o regime mais simples e mais fácil durante 10 dias, observando as seguintes regras:
1 Não ingerir alimentos sólidos ou líquidos fornecidos pela in¬dústria, tais como açúcar, doces e refrigerantes, alimentos enlatados ou engarrafados, ovos não fecundados, conser¬vas, etc.
2 Cozinhar os alimentos de acordo com as recomendações do Apêndice IX, utilizando somente óleo vegetal ou água. (Nas boas li¬vrarias já existem ótimos livros de culinária macrobi6tica, cuja leitura recomendamos).
3 A medida que a vossa condição física e mental melhore com o resultado de sua mais apurada compreensão do Princípio Único, Yin-¬Yang, podereis experimentar os regimes mais baixos da tabela, porém vagarosa e cautelosamente; suposto que sois curioso e aventureiro. De outra forma, podereis continuar os regimes acima do n.º 3, durante o tempo que desejardes, sem nenhum perigo. Se não melhorardes, po¬dereis controlar o vosso estado de saúde de tempos em tempos, a luz das sete normas da saúde e felicidade, vol¬tando ao regime n.º 7, durante uma ou duas semanas, ou mesmo alguns meses.
4 Não comer frutas nem legumes cultivados artificialmente, com adubos químicos ou inseticidas.
5 Não comprar alimentos provenientes de regiões muito dis¬tantes daquela em que viverdes, (num raio de 5O quilômetros), por¬que requerem métodos de conservação que são muito prejudiciais.
6 Não consumir nenhuma hortaliça, vegetais, verduras, fora da estação própria.
7 Evitar absolutamente os legumes mais Yin; batatas, to¬mates, e beringelas.
8 Não usar condimentos ou temperos químicos, inclusive to¬dos os molhos e massas de soja japoneses, (missô e shoyu) comercia¬lizados, com exceção do sal natural (marinho) e do molho macro¬biótico (shoyu) (tamari)e da massa de soja (missô) de procedência idônea e confiável.
9 O café é proibido. Não tomar chá contendo corantes cancerígenos. Isto inclui quase todos os chás à venda nas casas comerciais. :São permitidos o chá japonês (ban chá) e o chá chinês natural, sem corantes, assim como o chá de cevada torrada, sem açúcar.
10 Quase todos os alimentos de origem animal, tais como galetos, carne de porco ou de vaca, manteiga, queijo e leite são tra¬tados ou produzidos com produtos químicos. Devem ser evitados. A maioria das aves selvagens, ostras e peixes frescos, em contraste, estão livres de produtos artificiais ou químicos. Podem ser usados ocasionalmente (de vez em quando).
11 Fermento, como o define o “Oxford English Dictionary”, é uma substância amarela que é produzida como uma escuma ou sedi¬mento durante a fermentação alcoólica do mosto da cerveja (do malte) e outros fluidos e sacarina. Tendo o fermento, portanto, base de açúcar, os alimentos que o contêm devem ser consumidos em pequenas quantidades.
12 Bolachas, biscoitos e similares que contêm bicarbonato de sódio, não devem ser usados. A soda provoca crescimento rápido e expansão das massas para esse fim. Como tal é demasiado Yin e não deve fazer parte de uma dieta equilibrada, saudável.
COISAS BOAS PARA COMER
CEREAIS
(integrais, não refinados)
Arroz não polido, só descascado, trigo mourisco ou sarraceno, trigo, milho, cevada, painço, aveia e centeio.
Usá los crus, cozidos, em forma de creme (mingau) quanto lhe apetecer. Prepare com ou sem água, fritos ou assados. Coma quanto quiser, contando que mastigue bastante.
VEGETAIS
Qualquer espécie de verdura produzida no local, próprio da esta¬ção, exceto a batata inglesa, o tomate e a beringela. São permitidos: cenoura, cebola, abóbora, machiche, couve, couve flor, alface, agrião, etc. Vegetais selvagens incluem: dente de leão, tussilagem (unha de cavalo), bardana, agrião bravo, etc.
BOA MASTIGAÇÃO
“Devemos mastigar a nossa bebida e beber o nosso alimento”, dizia Gandhi. Deveis mastigar cada porção (garfada) pelo menos 50 vezes. Se desejardes assimilar a filosofia macrobiótica o mais breve possível, mastigai 100 a 150 vezes. Conheço uma menina japonesa que mastigou um pedaço de cebola 1.300 vezes. Por mais saborosa que seja a porção de alimento, ela se torna ainda muito mais se for bem mastigada. Experimentai mastigar um pedaço de carne cuidadosa¬mente, constatareis que rapidamente perde o seu sabor. Os alimentos que são bons e necessários para o vosso corpo tornam se tão saboro¬sos que já não mais desejareis abandoná los até o fim de vossos dias.
MENOS LIQUIDOS
Aprender a beber menos líquido é muito mais difícil do que aprender a comer sábia e simplesmente, mas é muito necessário. Setenta e cinco por cento do peso do nosso corpo consiste de água. Arroz cozido, por exemplo, contém 60 a 70%, e os legumes 80 a 9091r. Assim, nós quase que invariavelmente ingerimos líquido demais (Yin expansivo).
Para acelerar os resultados da cura macrobiótica, recomendo, pois, beber menos, de modo a urinar somente 2 vezes por dia (as mulheres) e 3 vezes (os homens).
O método de beber, tanto quanto possível, é uma invenção de mentes simplórias. Quem originou semelhante teoria, ignorava com¬pletamente o maravilhoso mecanismo metabólico dos rins e, especial¬mente, o funcionamento dos glomérulos de Malpighi. Errou em con¬ceber os rins como de estrutura e função idênticas a um sistema mecânico de esgotos em que grandes quantidades de liquido lavam e limpam as tubulações de barro, cimento ou ferro fundido. O rim, no entanto, não é encanamento de ferro fundido. IR feito de tecidos, que devem ser flexíveis e porosos, de forma que os processos de filtração, difusão e reabsorção possam ter lugar.
No caso de se tomar liquido em grandes quantidades, as minús¬culas aberturas no tecido semipermeável dos rins diminuem de tamanho (essas aberturas são circundadas por um tecido tipo esponja, que absorve o líquido e incha (se expande), quando então pouco ou ne¬nhum líquido pode penetrar e passar). Para todos os fins práticos, os rins ficam bloqueados. O resultado final é uma completa reversão daquilo que o sistema beba quanto puder pretende. Ajudai vossos rins sobrecarregados e cansados! BEBEI MENOS!
A DELICIOSA COZINHA MACROBIÓTICA
Na cozinha macrobiótica, que pode ser muito deliciosa, requer um cozinheiro de mente criadora, que também compreenda do equilíbrio Yin Yang. Infelizmente, a educação moderna negligencia a capacidade criadora a tal ponto, que é raro encontrar um cozinheiro no Ocidente.
E, no entanto, viver é criar. Sem criação não podemos existir, porque os nossos corpos criam o nosso sangue do alimento e das bebidas que ingerimos diariamente. O nosso poder de adaptação hu¬mana é, em si, o resultado dessa capacidade criadora. A vida é a expressão da criatividade, e por sua vez depende completamente da composição, proporção, preparação e a ordem dos elementos Yin-¬Yang daquilo que comemos e bebemos. O sangue é o criador e o motivador de todas as nossas atividades.
No começo, desconhecendo a cozinha macrobiótica, preparareis pratos que não serão tão deliciosos. Não deveis dar a isso nenhuma importância: comereis menos e dareis umas férias ao vosso estôma¬go e intestinos cansados. Minhas congratulações! Além disso, vossos primeiros pratos provavelmente não serão muito bem equilibrados. Não vos preocupeis demasiado com isso. Pela prática e o estudo de nossa teoria, desenvolvereis o vosso discernimento no preparo Yin e Yang de vossos alimentos, que é a arte mais importante e básica de nossa vida.
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Macrobiótica Zen - Capítulo IV
SE TIVERDES FÉ, NADA VOS SERÁ IMPOSSIVEL
A filosofia no Oriente é a arte de ensinar a constituição do Universo Infinito, o Reino dos Céus. Seu único propósito é o de ajudar ao homem a compreender esta estrutura ou ordem, para que ele possa alcançar liberdade, felicidade e saúde, para si mesmo, e por si mesmo.
Desde que essa teoria é não só dialética, mas paradoxal e profunda, eu a simplifiquei para que possa ser compreendida por todos. A pedra fundamental de todas as religiões do Oriente é a aplicação desta teoria, tanto no plano biológico, como no fisiológico. A ela se devem os princípios dietéticos rigorosos que são parte integrante de quase todas essas correntes religiosas. A não ser que vivais por esses princípios, não podeis compreender ou haurir f orças de vossa religião e de seus ensinos, um f ato largamente ignorado pelos teólogos ocidentais.
O Budismo, particularmente o Zen‑Budismo, incorpora a observância de leis dietéticas severas. No Ocidente, publicam‑se hoje numerosas obras sobre o Zen‑Budismo e a filosofia hindu, porém nenhuma delas dá uma explicação completa da importância e da superioridade de suas bases fisiológicas e biológicas. Não é de estranhar, portanto, que a filosofia do Vedanta, do Taoísmo, do Budismo, etc., não possa ser compreendida no Ocidente. Se as religiões em seu conjunto perderam a sua autoridade, através dos séculos, é por causa da negligência ou da ignorância desses fundamentos. É essa a razão porque a paz, a liberdade, a saúde e a felicidade estão desaparecendo em todo o mundo.
Disse Jesus: (Mateus, cap. 17, versículo 20) ‑Se tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha Remove‑te daqui! E ela se removerá, e nada vos será impossível,). Se tiverdes fé, nada vos será impossível. Se algo vos é impossível, é porque não tendes a fé ‑do tamanho de um grão de mostarda .
Os crimes, as guerras, a pobreza, a má vontade, as “doenças incuráveis” são o resultado final da falta de fé. A felicidade e a infelicidade dependem da nossa conduta, que por sua vez é controlada por nosso discernimento. A fé é o fundamento sólido sobre o qual se levanta o julgamento (discernimento).
Não devemos confundir este tipo de julgamento (discernimento) que é baseado na fé, com outra classe, que não o é. O julgamento que falha é o último.
Se vosso discernimento é falho, é porque não tendes fé, nem mesmo do tamanho de um grão de mostarda. A fé é o discernimento infinito, e se não conhecerdes a ordem majestosa do Universo Infinito, não tendes fé. Se tiverdes confiança apenas nas invenções dos homens, tais como leis, poderio, conhecimento, ciência, dinheiro, drogas e remédios, tendes fé somente na relatividade e não no Infinito. Sendo todo o discernimento relativo, transitório e sem valor, deveis, antes de mais nada, aplicar‑vos ao estudo da estrutura do Infinito, o Criador eterno.
Eis o motivo por que passei 48 anos como um simples intérprete da filosofia do Oriente, e por que escrevi este livro, que é um guia e um passaporte para o Reino da Saúde, da Liberdade e da Felicidade, onde cada um é o seu próprio mestre, livre e feliz; nunca assalariado, nunca dependente. Os pássaros, os peixes, os insetos, os micróbios, assim como as ervas e as árvores, vivem nesse Reino plenamente satisfeitos, desconhecendo o medo da doença, da velhice ou da morte.
Sentir‑me‑ei muito feliz se puderdes utilizar este passaporte, mesmo que seja somente por 10 dias. Se decidirdes a sentir‑vos felizes, livres, cheios de saúde e independentes, através da observância das diretrizes de nossa filosofia, podeis entrar em contato comigo em qualquer época e em qualquer lugar. Responderei pelo telefone chamado “FÉ”.
No Reino da Vida, cada qual deve aprender tudo por si próprio. Não existem escolas, nem universidades, porque o próprio Universo Infinito é a escola eterna. Não há mestres, porque cada um deve aprender de todas as coisas e de todas as pessoas, dia e noite, sobretudo com um inimigo forte e cruel; sem inimigos, tornamo‑nos preguiçosos, fracos e estúpidos.
Este livro‑guia para a vida é mais do que suficiente, porque o mestre Oriental da Grande Escola ensina fazendo perguntas. Raramente dá respostas, a fim de fortalecer a habilidade do estudante de julgar por si mesmo. Na grande Escola da Felicidade e da Liberdade, o aprendizado é através da prática.
A teoria deve ser imaginada, ou improvisada e inventada pela intuição e pelo pensamento. Não é de admirar, portanto, que antes de eu vir para o Ocidente, nunca havia escrito um livro que respondesse a tantas perguntas, nenhum único volume desse tipo, entre mais de 300 livros que publiquei em japonês.
DEVEMOS GOZAR DE LIBERDADE INFINITA
Sendo o homem superior aos animais, deveria poder curar‑se melhor do que qualquer animal. Um homem que não pode curar‑se e que não pode alcançar a sua própria liberdade, felicidade e justiça absoluta, por si próprio e para si próprio, sem ser ajudado pelos outros, ou por invenções e aparelhos mecânicos, está destinado a ser explorado e devorado pelos outros, para alimentar vermes e micróbios. Não tem necessidade de ir para o inferno após a morte, pois já sua existência é um inferno vivo.
Os ensinamentos de todas as grandes religiões insistem sobre a importância de comer e beber corretamente. Um dos mais antigos códigos, o do Manu, (da Índia antiga), mostra‑nos um caminho muito prático, fisiológico e biológico, para estabelecer a felicidade e a paz na Terra. É realmente de pasmar. Não obstante, esta sabedoria não foi posta em uso, está esquecida.
Todos nascemos felizes. Se alguém não continua a sê‑lo, a culpa é sua, por ignorância violou, continua violando as leis do Universo. Se desejardes viver uma vida feliz, alegre e longa, tereis de fortalecer a vossa compreensão e desvelar o vosso julgamento Supremo pelo consumo de alimentos naturais, corretos. Este método foi ensinado por todos os homens livres, (os santos do Oriente) conforme indicam ‑os livros sagrados: a Bíblia, o Cânone do Imperador Amarelo, o I‑King, o Tao‑Té‑King, o Baghavad‑Gita e o Charak‑Samhita.
Eis aqui outra chave para a felicidade: se existir neste mundo uma só pessoa ou uma só coisa de que não possais gostar, jamais podereis ser feliz, e, se sois infeliz, estais enfermo, de corpo ou de espírito. Deveis curar‑vos sem dependerdes e sem usardes quaisquer artifícios. De outro modo, vossa cura será incompleta, porque perdestes vossa independência e vossa liberdade.
A FELICIDADE
Vossa felicidade, liberdade, justiça, saúde e alegria de viver devem ser cem por cento vossas. A saúde e a felicidade, que nos são dadas pelos outros, é uma divida que deverá ser paga, cedo ou tarde. De outra forma, sereis um escravo ou um ladrão.
Aqueles que nunca dizem “obrigado”, aqueles que muitas vezes dizem “obrigado”, mas nunca pagam o que devem; os que pensam que pagaram tudo o que devem, dizendo apenas “obrigado” ou “muito obrigado”, esses são infelizes. São mais indesejáveis e detestáveis do que um bandido. Sofrem até o último alento de suas vidas, porque sua existência é uma longa série de dividas.
Com efeito, não podereis, na verdade, reembolsar tudo o que deveis nesta vida, porque só tendes aquilo que deveis. Libertai‑vos-eis, se distribuirdes alegria infinita e gratidão a todos os que encontrardes em vossa vida. Isso implica em uma verdadeira compreensão da ordem do Universo Infinito e sua Justiça.
A terra devolve 10.000 grãos por um só que recebeu, “um por dez mil” é a lei biológica deste mundo, e todo aquele que a violar, não poderá viver feliz. Se não puderdes viver de acordo com esta lei, sois desventurado, sois um homem castigado e confinado na prisão denominada Doença, Miséria ou Dificuldade.
CADA UM DE NÓS DEVE SER O SEU PRÓPRIO MÉDICO
A medicina macrobiótica, da longevidade e do rejuvenescimento, é extremamente simples e econômica. Pode ser aplicada em qualquer tempo, em qualquer estágio da vida e sob quaisquer circunstâncias. É mais educativa do que curativa e depende inteiramente de vossa compreensão, de vossa vontade. Ela é, na verdade, o estudo do caminho que leva ao SATORI, auto‑realização e libertação. Este estado deve ser alcançado por vós mesmos.
Os muitos livros escritos com esse propósito, em todas as idades, são, em termos gerais, mais ou menos conceptuais. Não são práticos. São maravilhosos e muito bons para ler e recitar, mas muito difíceis de seguir na vida diária. Contrastando, a arte do rejuvenescimento e/ da longevidade, ‑ a Macrobiótica ‑ é prática, isto é, baseia‑se na experiência e, em particular, naquela que será vossa. Podeis descobri-Ia por vós mesmos, pela completa e estrita observância de suas diretrizes fundamentais, durante dez dias apenas.
Este volume acentua a importância da maneira correta de comer e beber. Se desejardes aprofundar vossa compreensão da filosofia em que se fundamenta a Macrobiótica, procurai ler “A Filosofia da Medicina do Extremo Oriente (o livro do discernimento)”.*
Publicado pela Associação Macrobiótica de Porto Alegre com o título "A Filosofia da Medicina Oriental" ‑ Leia comentário a respeito no final deste livro. (Nota da Editora).
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Macrobiótica Zen - Capítulo III
( Transcrição completa do Livro de George Ohsawa)
AS SETE CONDIÇOES ESSENCIAIS DA SAÚDE E DA FELICIDADE
Antes de seguir nas minhas orientações sobre o regime, convém examinar o vosso estado de saúde, segundo as sete condições seguintes: As três primeiras são fisiológicas. Se as satisfizerdes, tereis 15 pontos., 5 para cada uma. Pela quarta, quinta e sexta, de natureza psicológica, deveis receber 10 pontos de cada; a sétima, a condição mais importante de todas, podeis obter 55 pontos. Ao todo, deveis totalizar 100 pontos. Se, de início, obtiverdes mais de 40 pontos, considerai‑vos em boa forma, e, se ganhardes 60 pontos em três meses, será um grande sucesso. E assim por diante. Começai, porém, fazendo este exame, antes de iniciardes o regime macrobiótico, e novamente no começo de cada mês. Desta forma podereis observar vosso progresso, segundo o rigor com o qual tiverdes aplicado o regime.
Tentai esse teste com os vossos amigos, e ficareis surpreendidos ao verificar que alguns deles, apesar de sua boa aparência, estão com péssima saúde.
1. AUSÊNCIA DE FADIGA
Não deveis sentir‑vos cansados. Se sois propensos a resfriados, isso quer dizer que o vosso organismo está cansado há muitos anos. Mesmo se apanhardes um resfriado de dez em dez anos, isto é um péssimo sinal, porque não existe pássaro nem inseto que apanhe resfriado, mesmo nos países frios. A raiz de vosso mal é, pois, muito profunda. Se fordes propenso a dizer seguidamente: “é muito difícil! “ ou “é impossível!” ou “eu não estou preparado para isto ou aquilo” pondes à mostra o grau de vosso problema. Se, na realidade, tivésseis boa saúde, poderíeis superimpor‑vos e desbaratar as dificuldades, uma após outra, como um cão perseguindo uma lebre. Se fugirdes, no entanto, das dificuldades maiores, sois um derrotista. Temos que ser aventureiros nesta vida, pois que o hoje avança sem parar no amanhã, o desconhecido, e quanto maior a dificuldade, maior o prazer. Esta atitude é sinal de libertação da fadiga que é a verdadeira causa de todas as doenças. Podereis curá‑las facilmente, sem medicamentos, se puderdes compreender e praticar corretamente o método macrobiótico de rejuvenescimento e longevidade.
2. BOM APETITE
Se não puderdes comer qualquer alimento simples com alegria, prazer e com profunda gratidão para com o Criador, é sinal que vos falta o apetite. Se achardes apetitoso um simples pedaço de pão integral, ou um prato de arroz integral, isto indica que tendes um bom apetite e um bom estômago. Um bom apetite, inclusive o sexual, é a própria saúde.
O apetite sexual e sua prazerosa satisfação é uma condição essencial da felicidade. Se um homem ou uma mulher não têm apetite nem prazer sexual, é que ele ou ela são estranhos à lei da vida, ao Yin‑Yang. A violação desta lei por ignorância só poderá conduzir à doença e às perturbações mentais. Os puritanos são pessoas impotentes e, por isso, detestam a sexualidade e, como todos aqueles que são tristes e descontentes, interior ou exteriormente, não entrarão nunca no reino do céu.
3. SONO PROFUNDO
Se falardes dormindo ou tiverdes sonhos, vosso sono não é profundo e bom. Ao contrário, se quatro a seis horas de sono vos satisfizerem plenamente, vosso sono é saudável. Se não conseguirdes pegar no sono, três ou quatro minutos após terdes deitado a cabeça sobre o travesseiro, a qualquer tempo e em qualquer circunstância, significa que vossa mente não está livre de algum medo. Se não puderdes acordar na hora fixada mentalmente, ao deitar, indica que o vosso sono foi imperfeito.
4. BOA MEMÓRIA
Se não esquecerdes nada do que vistes ou ouvistes, é sinal de boa memória.
A memória é o fator individual mais importante de nossas vidas, o fundamento de nossa personalidade, a bússola de nossa existência. Sem uma memória robusta, sem um armazenamento de memórias as mais diversas, nada mais somos que máquinas cibernéticas. Por exemplo, crianças pequenas, fascinadas pelo fogo e incapazes de resistir ao impulso de tocá‑lo, terminam sofrendo queimadura. A memória desta experiência em geral f az com que manipulem o fogo com cuidado durante o resto de sua vida.
Por conseguinte, o comportamento humano, para que não termine ou resulte em desgraça, depende do julgamento sadio. O discernimento sadio, por sua vez, depende da experiência memorizada.
Como a capacidade de memorizar aumenta com a idade, é possível melhorar a nossa memória infinitamente, mesmo ao ponto de não esquecer nada do que vemos ou do que ouvimos.
Poderemos, assim, evitar a sensação que sentimos quando não nos lembramos daqueles que foram bons para nós. Deveríamos imitar os bons ióguis, os budistas e os santos do Cristianismo, cuja memória infinita capacitava‑os a visualizarem suas vidas anteriores.
Seguindo as indicações da Macrobiótica, podemos restabelecer e fortalecer, infinitamente, esta faculdade. Podeis constatar isso com uma pessoa diabética a quem a doença fez perder a memória. E não só os diabéticos, mas também os neurastênicos, os idiotas e os imbecis podem recuperar a memória de forma surpreendente. Conheci uma francesa, Mme. L., professora de filosofia, que, juntamente com o marido e os quatro filhos, seguiu o regime macrobiótico durante três anos, a fim de melhorar a sua memória, e, ao mesmo tempo, o seu estado geral de saúde. Para sua estupefação, sua filha mais velha, que era considerada por seus professores como retardada mental, tornou‑se a primeira da classe.
5. BOM HUMOR
Libertai‑vos da cólera! Um homem, com boa saúde, está livre da raiva, do medo, da doença ou do sofrimento e é alegre e agradável sob quaisquer circunstâncias. Tal homem será tanto mais feliz e entusiasta quanto maiores forem suas dificuldades e inimigos. A vossa aparência, a vossa voz, a vossa conduta e mesmo as vossas críticas devem provocar a gratidão e o bem‑estar de todos os que vos rodeiam.
Cada uma das vossas palavras deve expressar a vossa alegria e a vossa gratidão, como o canto dos pássaros e o zumbido dos insetos ou os poemas de Tagore. As estrelas, o Sol, as montanhas, os rios e os mares, tudo vos pertence. Como poderemos existir sem sermos felizes? Deveríamos ser como uma criança quando recebe um belo presente. Se não o formos, é porque estamos com péssima saúde e somos especialmente deficientes nesta quinta condição. Um homem com boa saúde nunca se encoleriza.
Quantos amigos íntimos tendes? Um grande número de amigos íntimos e variados, indica uma larga e profunda compreensão do Universo. Não conto aqui como vossos amigos, os vossos pais e vossos irmãos e irmãs. Um amigo é alguém a quem amais, admirais e respeitais e que vos retribui de igual maneira e que vos ajuda a realizar os melhores sonhos custe o que custar, sem que lho peçais.
Quantos amigos de coração tendes? Se tendes poucos é porque sois exclusivista ou um triste delinqüente, e não tendes suficiente bom humor para tornar os outros felizes. Se, porém, tiverdes mais de dois bilhões de amigos íntimos, podeis dizer que sois amigo de toda a humanidade. Isto, porém, não é suficiente se considerais somente os seres humanos mortos ou vivos. Tereis que admirar e amar todos os seres e todas as coisas, mesmo as folhas da grama, os grãos de areia, as gotas de água. Eis aí o bom humor. O Dr. S. Margine disse: “Cada vez que estou na presença de uma obra da Natureza, sempre amo e admiro a simplicidade de sua manifestação.” Will Rogers também disse: “Nunca encontrei um homem de que não gostasse.” Se não conseguirdes fazer de vossa esposa ou de vossos filhos amigos íntimos, isto prova que estais muito enfermo. Se não estiverdes sempre alegres sob qualquer circunstância, sois um cego que não vê nada deste mundo limitado da relatividade nem do Universo Infinito, ambos cheios de maravilhas.
Se tendes qualquer queixa a formular, de ordem moral, mental, física ou social, mesmo insignificante, o melhor é vos fechardes em vosso quarto, como um caramujo na sua concha, e falar a vós mesmos sobre a vossa tristeza. Se tiverdes poucos amigos íntimos e leais, seria prudente aceitar este meu conselho: tomai uma pequena colherada de “gomásio” (semente de gergelim torrado e moído com dez a quinze por cento de sal marinho) a fim de neutralizar a acidez do vosso sangue. Podereis testar o valor desta minha sugestão em vossos próprios filhos: deixai de lhes dar açúcar, mel, chocolate, etc.. ., que acidificam seu sangue, e em uma semana ou duas, uma criança muito Yin (passiva, melancólica e infeliz) se tornará muito Yang (ativa e cheia de alegria).
As sementes de gergelim combinadas com o sal (quatro partes de sementes torradas e bem moldas para uma de sal marinho torrado bem moído) destroem os maus efeitos do açúcar em todo o organismo humano, muito especialmente no sistema nervoso e cerebral).
O óleo de gergelim do “gomásio” reveste cada partícula do sal e impede a sede. Penetra na circulação sangüínea e normaliza a hiperacidez do sangue. Lembrai‑vos: excesso de acidez e morte são a mesma coisa!
Raramente se encontram homens e mulheres de temperamento agradável. A grande maioria é doente, mas isenta de culpa porque não sabe como conseguir o bom humor. Ignoram do que devem alimentar‑se e como devem comer. Se estiverdes sinceramente conscientes da constituição maravilhosa do Universo, deveis estar plenos de infinita alegria e gratidão, e não podereis deixar de compartilhar com os outros. Oferecei bom humor, sorri e falai, com voz agradável,
a simples palavra “obrigado”, em todas as circunstâncias e tantas vezes quantas possível. No Ocidente diz‑se: “dai e recebei” (get and take)! Nós, no Oriente, porém, dizemos: “dai, dai e dai, tanto quanto puderdes!” Não perdereis nada em imitar‑nos, pois que recebestes a própria vida ‑ o Universo inteiro ‑ sem nada pagar. Sois o filho unigênito ou a filha, do Universo Infinito, que cria, anima, destrói e reproduz tudo o que necessitais. Se souberdes disso, tudo
vos será dada com abundância. Se tiverdes medo de perder vosso dinheiro ou vossa propriedade, praticando o princípio de “dar, dar, dar”, isto prova que sois doentes e infelizes, vítimas do esquecimento. Esquecestes completamente a origem de vossa fortuna e de vossa vida, do Universo Infinito; vosso julgamento (discernimento) supremo está parcial ou totalmente eclipsado, sois incapazes de ver a majestosa ordem da Natureza (“Universo Infinito”).
A cegueira do espírito é bem mais perigosa do que a cegueira física. Se doardes uma pequena ou uma grande parcela de vossa fortuna, geralmente não fazeis segundo a máxima oriental de “dar, dar, dar infinitamente”. Estais aplicando o princípio ocidental do “dar e receber”, que é uma péssima camuflagem da teoria de todos os economistas ocidentais, que nada mais é do que um instrumento para justificar a colonização e a exploração, pela violência, de todos os povos de cor.
O “dar” oriental é o oposto, é um sacrifício, uma expressão de gratidão infinita e a compreensão de autoliberação de todas as dívidas. Sacrificar‑se significa dar mais o melhor daquilo que se possui. O sacrifício é um oferecimento ao amor eterno, à liberdade infinita e à justiça absoluta da vida. O verdadeiro sacrifício é o ato de dar alegremente nossa vida ou o principio onisciente, onipotente e onipresente da vida. É o ‑ SATORI ‑ autolibertação, (auto‑realização).
Os muitos assim chamados “assistentes sociais”, provavelmente os piores criminosos do Ocidente, dão somente os frutos da exploração e das doações. Dar o que se recebe dos outros não implica em nenhum sacrifício, faz‑nos lembrar Ali Babá, que dava o que antes havia roubado dos 40 ladrões.
Nossa mãe Terra dá‑se a si mesma infinitamente para alimentar a erva. A erva dá‑se a si mesma infinitamente para alimentar os animais. Os animais dão sua vida para tornar este mundo alegre, feliz e interessante, ano após ano. Mas a criatura humana é a única exceção; mata e destrói tudo porque o homem não se dá aos outros! Na Natureza, o que morre é transformado em nova vida.
O homem, por sua vez, deveria dar‑se para realizar o mais espetacular milagre da criação: a liberdade infinita, felicidade eterna , justiça absoluta. Os que não compreendem isto, ou são escravos, doentes ou dementes.
Se fordes alegres e estimados por todos, seja onde for, dando sempre aos outros a maior e melhor coisa deste mundo, sereis a mais feliz das criaturas ‑ um entre milhões, que é capaz de expressar a maior alegria. Podereis conseguir isso, observando as diretrizes macrobióticas. Encontrareis, então, os novos horizontes do país com o qual o homem sonha, de acordo com Toynbee, Shangrá e Erewhon, desde há mais de 300.000 anos. A medicina macrobiótica é realmente, uma espécie de lâmpada de Aladim, um Tapete Voador, com o qual podeis realizar todos os vossos sonhos. Para consegui‑lo, deveis restabelecer, antes de mais nada, a vossa saúde, de modo a ganhar pelo menos 60 pontos, de acordo com as sete condições da saúde e da felicidade.
6. RAPIDEZ E DINAMISMO DE RACIOCÍNIO E DE EXECUÇÁO
As pessoas que têm boa saúde devem possuir a habilidade de pensar, julgar e agir corretamente com rapidez, inteligência e clareza. A rapidez é a expressão da liberdade. Os que são rápidos e precisos, bem como os que estão prontos a responder a qualquer desafio, acidente, ou necessidade, gozam de boa saúde. Eles se destacam pela sua habilidade de pôr ordem em tudo e em toda parte. Isto se verifica no reino dos animais e das plantas. A beleza da forma ou da ação é uma expressão da compreensão da ordem do Universo Infinito. A saúde e a felicidade, a integridade e a santidade são igualmente manifestações dessa ordem, expressas na nossa vida quotidiana. Vida, Saúde Divindade e Eternidade são uma só coisa.
7. A NATUREZA DA JUSTIÇA
As pessoas que possuem compreensão total da justiça alcançaram Satori, visto que justiça = saúde = discernimento supremo = unicidade = infinito _ Satori. Conhecem a filosofia do Extremo Oriente em toda a sua profundidade e alcançaram os 100 pontos integrais de nosso teste de autovalorização. Se, no entanto, não atingistes esse nível, podeis ainda chegar aos 55 pontos, presumindo‑se que justiça não seja simplesmente uma concepção teórica, ou uma idéia, objeto de vossos sonhos. Se vos estiverdes movimentando ativamente no sentido de chegar a saber o
que ela representa, se cada dia que passa mais vos aproximardes a uma compreensão plena da Ordem do Universo, se sua intenção ou seu alvo consiste em conscientizar o mais profundo significado da Filosofia do Extremo Oriente, então apanhastes a natureza (o caráter) da justiça. Sua compreensão, em expansão, conduzir‑vos‑a à auto‑realização e merece 55 pontos. A natureza da justiça é revelada pela sua inclinação em viver de acordo com a ordem natural do Universo, pondo em prática o seu Princípio único, Yin‑Yang. Revela‑se pela sua tendência de reconhecer Yin e Yang em cada fenômeno, seja físico, mental ou espiritual, em cada aspecto ou atividade de vossa vida diária, como comer, beber, pensar, julgar, fazer, falar, comprar, vender, ler, caminhar e trabalhar.
Em outras palavras, deveis viver a lei biológica: De um grão dez mil grãos. Todos os vegetais e animais devolvem dez mil vezes mais do que recebem. A terra recebe um grão, a terra devolve dez mil grãos. Um bicho da seda, alimentado pelo homem, devolve centenas de milhares de ovos, mais dez mil jardas de fio de seda. Algumas fêmeas de peixes dão milhões de ovos. Essa é a lei natural biológica.
Se vossos pais vos deram a vida e vos alimentaram até atingirdes dez anos, tomai conta e cuidai deles infinitamente, dez vezes dez mil. Quando tiverem partido, ajudai aos pais de outros diretamente, através de vossa ação, ou indiretamente, por outros meios. Esta é a concepção oriental de ON,* que foi totalmente mal interpretado no Ocidente. Não se trata apenas da liquidação de uma divida. É muito mais do que isso. ON é alegria, a satisfação de poder distribuir, compartilhar infinita liberdade e eterna felicidade; é “(justiça” ou a absoluta alegria de viver.
Justiça à primeira vista, pareceria não ter conexão nenhuma com a dieta. Poderá parecer que a dieta, um costume, foi substituído por uma abstração inútil, semelhante às que têm atormentado outras filosofias por milhares de anos. Isso é puro engano, porque o alimento é justiça, e justiça é o alimento. Ambos são uma só coisa. Seguir a orientação macrobiótica, é chegar a conhecer a justiça; da mesma forma, conhecer a justiça é seguir a dieta macrobiótica, a Ordem da Natureza, ou da vida mesmo.
Desde que a Natureza nos tem provido de alimentos que são apropriados para os nossos corpos, poderemos conquistar a saúde, conhecendo‑os e usando‑os. Isto é Macrobiótica. A materialização da Ordem da Natureza em nosso comer e beber. Se vivermos de acordo com esta Ordem, teremos saúde como resultado; se a ignorarmos, a infelicidade e a doença provavelmente surgirão. A lógica é simples, clara e prática. É a verdadeira justiça.
ON = Ordem da Natureza.
É impossível realizar estas sete condições de saúde, sem observar estritamente o regime macrobiótico, que representa a essência de uma sabedoria com mais de cinco mil anos e que é simples e fácil.
Através dele podeis tornar‑vos o criador de vossa própria vida, saúde e felicidade, sem depender dos outros; podeis ser independentes e livres. Podereis curar não somente os vossos males físicos, mas também as vossas deficiências psíquicas, morais, mentais, com a Macrobiótica. Conheceis, porventura, um método melhor? Eu não conheço nenhum mais simples e direto. Se eu estiver errado me indique, estou pronto a segui‑lo e a abandonar o caminho biológico, fisiológico e cosmológico, que leva da saúde à paz, e que eu sigo e pratico há mais de 50 anos.
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sábado, 9 de janeiro de 2010
Ondas do celular podem frear e até reverter Alzheimer, indica pesquisa
As ondas do telefone celular poderiam proteger do mal de Alzheimer e inclusive reverter seu curso, segundo um estudo realizado com ratos por cientistas da Universidade do Sul da Flórida.
O trabalho, que oferece uma nova esperança aos pacientes, se soma a outros dois relatórios conhecidos ontem que destacam respectivamente o desenvolvimento de fármacos contra enzimas específicas para seu tratamento e o desenho de um scanner cerebral para detectar a doença em jovens saudáveis.
Doença neurológica que não tem cura, o Alzheimer afeta milhões de pessoas e se caracteriza pela perda progressiva da memória e leva à demência e à morte.
Segundo os cientistas da Universidade da Flórida, os milhões de usuários do celular têm uma nova "desculpa" para continuar utilizando o equipamento.
No relatório publicado pelo "Journal of Alzheimer's Disease", os cientistas indicam que em experiências com cem ratos provou-se que a exposição às ondas eletromagnéticas do aparelho pode proteger e até reverter os sintomas da doença.
"Ficamos surpresos em descobrir que a exposição ao celular protegeu a memória de ratos que estariam condenados ao Alzheimer", indicou Gary Arendash, professor do centro de pesquisas. "Mas o maior assombroso foi constatar que as ondas eletromagnéticas dos celulares revertiam o desequilíbrio na memória dos ratos", acrescentou.
Os cientistas explicaram que nos roedores as ondas eliminavam e preveniam a formação das camadas de proteína beta-amiloide, características da doença.
Para o experimento, os ratos foram fechados durante nove meses em uma jaula e foram expostos a ondas similares as de um celular.
Induzidos geneticamente para desenvolver a doença, os roedores se mantiveram saudáveis. Sua memória não foi afetada e também não mostraram sinais de demência.
Nos ratos mais velhos com problemas de memória, os problemas desapareceram.
Fármacos
Paralelamente, outro estudo divulgado pela revista "Science" revelou que os cientistas da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins combinaram fármacos para inibir moderadamente as enzimas beta-secretase e gama-secretase.
Segundo assinalaram, esse tratamento poderia ser mais efetivo que os tratamentos dirigidos contra uma só dessas duas enzimas.
Estudos anteriores tinham demonstrado que a produção das placas é reduzida com a inibição das enzimas.
Descobriu-se também que nos ratos o tratamento de inibição enzimática tem efeitos colaterais perigosos. Por exemplo, a inibição do beta-secretase afeta as funções neurológicas e induz sintomas de esquizofrenia. A da gama-secretase provoca anormalidades, defeitos de desenvolvimento, a aparição de tumores na pele e a redução do período de vida dos animais.
Essa nova técnica ajuda a reduzir a produção das placas beta-amiloides sem efeitos colaterais adversos, afirmaram os cientistas no estudo.
Scanner cerebral
Finalmente, artigo na revista "Neurology" mostra que cientistas americanos realizaram uma experiência na Itália com um novo tipo de scanner cerebral, que parece detectar em jovens se sua perda de memória está vinculada ao mal de Alzheimer.
No estudo, participaram 76 pessoas de entre 20 e 80 anos, que se submeteram ao scanner cerebral identificado como DTI-MRI --mais sensível que o tradicional.
O objetivo foi detectar mudanças na química cerebral, especialmente no hipocampo, a região crucial na memória e a mais afetada pelos sintomas do Alzheimer.
"Este tipo de scanner parece ser uma melhor forma de medir a saúde cerebral de pessoas que experimentam perda de memória", disse Giovanni Carlesimo, cientista da Universidade Tor Vergata de Roma.
Sua aplicação "poderia ajudar aos médicos a diferenciar entre os sintomas normais do envelhecimento e a doença de Alzheimer", acrescentou. "Também poderia ser importante para compreender como e por que uma pessoa perde progressivamente a memória."
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
BALA DE COLÁGENO: TUDO SOBRE O "DOCE" QUE PROMETE COMBATER A FLACIDEZ
Criada para uso estético, a bala pode ser elaborada com vários princípios ativos. "Depende do objetivo: emagrecer ou enrijecer", comenta a dermatologista do Hospital Bandeirantes, Suzy Rabello que concedeu a entrevista sobre o assunto e esclarece algumas dúvidas. Veja a seguir.
1. Qual a principal função dessas balas?
Aumentar a sensação de saciedade (diminuir o apetite). É importante saber que qualquer forma de proteína em nosso corpo é digerida até pequenas partículas, denominadas aminoácidos. Destes aminoácidos, o nosso organismo produzirá as proteínas que naquele momento são necessárias, e não necessariamente colágeno!
2. Para quais mulheres é indicada?
Para qualquer mulher e homens também, auxiliando na redução do apetite, mas não devendo deixar de se mencionar a importância da reeducação alimentar e das atividades físicas no processo.
3. Quanto tempo para um resultado visível?
Os resultados não são percebidos de forma tão fácil, até porque no processo são associados outros tipos de terapia, como cremes, massagens e aparelhos para estimulação do colágeno e da melhora da flacidez. Não se deve apenas usar balas de colágeno e esperar uma mudança espetacular.
4. Há efeitos colaterais?
Não há efeitos colaterais.
5. No que mais elas podem contribuir?
Como podemos incluir outras substâncias em sua formulação (por exemplo, produtos para ajudar a reduzir gordura) é possível contribuir para perda de peso.
6. Quantas podem ser consumidas por dia?
Sugere-se de 2 a 3 balas por dia.
7. Elas são manipuladas ou já existem industrializadas?
São manipuladas.
8. Quais efeitos apresentam balas manipuladas com ervas fototerápicas?
Devem ter os mesmos efeitos das ervas já que a bala é apenas o veículo para o organismo. Por exemplo, o chá verde tem a função de acelerar o metabolismo e, consequentemente, emagrecer, e as balas manipuladas com esta erva proporcionarão o mesmo resultado.
9. Precisa de receita médica para comprar? Quanto elas custam?
Não há necessidade de receita, desde que sejam apenas de colágeno.
O preço, em média, é de R$ 120 por 60 balas.
10. Podem ser encontradas em quais sabores?
Vários sabores, como as balas de goma.
SOBRE O HOSPITAL BANDEIRANTES
Localizado no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, o Hospital Bandeirantes tem 34 anos de existência e é referência em atendimentos de alta complexidade, com know-how nas áreas de atenção cardiovascular, oncologia, transplantes e cirurgias especializadas. Faz parte do Grupo Saúde Bandeirantes, junto com o Hospital Leforte, no Morumbi, o Hospital Glória, na Liberdade, Hospital Lacan, para atendimento psiquiátrico, em São Bernardo do Campo, e Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté.
Na primeira semana de novembro, o Hospital Bandeirantes inaugurou dois andares da sua nova ala. No início de 2010, os outros pavimentos do novo prédio terão suas obras concluídas. Com isso, o HB passará a ter mais de 30 mil metros quadrados, com Centro de Oncologia, ressonância magnética e medicina nuclear com pet scan e mais 120 leitos, totalizando 280, sendo 80 de UTI. O investimento para a ampliação é de R$ 45 milhões.
O Hospital Bandeirantes possui a certificação ONA 3 - Excelência da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Esse selo de qualidade garante a segurança e a melhoria contínua dos serviços prestados, que seguem padrões nacionalmente reconhecidos.
Apenas 37 hospitais brasileiros possuem o ONA 3, sendo cerca de 10 na capital paulista e, entre eles, o Hospital Bandeirantes. BALA DE COLÁGENO: TUDO SOBRE O "DOCE" QUE PROMETE COMBATER A FLACIDEZ
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
AS APARÊNCIAS NEM SEMPRE ENGANAM. VIVE MAIS QUEM APARENTA SER MAIS JOVEM DO QUE É
Um estudo recentemente publicado pelo periódico British Medical Journal revela que uma aparência mais jovem do que a idade cronológica está associada a uma maior longevidade. O estudo foi realizado na Dinamarca e envolveu quase dois mil gêmeos com mais 70 anos. Os voluntários do estudo foram submetidos a avaliações físicas e cognitivas e a um teste molecular que avalia o grau de envelhecimento, chamado de extensão do telômero de leucócitos. Esse é um marcador que indica a capacidade de replicação de uma célula. O encurtamento do telômero está associado a uma séria de doenças relacionadas com o envelhecimento, maus hábitos de vida e menor longevidade.
No início do estudo, os rostos dos gêmeos foram fotografados e as fotos foram submetidas a um júri que estimava a idade de cada participante. Com um acompanhamento de sete anos, aqueles que foram considerados mais novos pelo júri foram os que viveram mais, os que apresentaram melhor desempenho físico e cognitivo, e ainda apresentaram maior extensão do telômero de leucócitos. Além disso, quanto maior a diferença de idade entre dois gêmeos julgada pelo júri, maior a chance do mais "velho" morrer primeiro.
Estudos anteriores já haviam revelado que a aparência de uma pessoa pode ser influenciada negativamente pela exposição ao sol, magreza e pelo tabagismo, assim como pode receber influência positiva por um elevado status social, baixos escores para sintomas depressivos e o fato de viver com um(a) companheiro(a). Esses estudos tinham enfermeiras geriátricas como júri para eleger a idade dos participantes. A atual pesquisa incorporou, além das enfermeiras, outros dois júris: um júri de mulheres idosas e outro de jovens do sexo masculino. Esperava-se que esse último apresentasse o pior desempenho, mas não foi o caso. Os três júris conseguiram se aproximar muito bem da idade cronológica dos voluntários.
O comentário de que um indivíduo encontra-se envelhecido para sua idade tem uma conotação de uma saúde comprometida. Esse estudo corrobora essa relação entre aparência e saúde e sugere que os mesmos fatores genéticos que determinam a aparência da pele de uma pessoa idosa, determinam também seu desempenho físico, cognitivo e sua longevidade.
GORDURA TRANS E SAL EM CREAM CRACKER E ÁGUA E SAL
Pesquisa da PRO TESTE constata que esses biscoitos não são saudáveis
A PRO TESTE Associação de Consumidores avaliou 15 marcas de biscoitos cream cracker e água e sal disponíveis no mercado brasileiro. Embora a maioria tenha se saído bem no teste, a conclusão é que estes produtos estão muito longe da sua fama de alimentos saudáveis e devem ser consumidos com moderação.
Há algumas marcas que devem ser evitadas, devido à presença de gordura trans. E foram detectados casos em que a quantidade de sal no produto ultrapassa o limite aconselhado para manter a saúde.
O teste verificou que não há quase nenhuma diferença na composição e na quantidade de calorias dos biscoitos água e sal e cream cracker. Além disso, a crença popular de que o primeiro tipo é mais saudável não procede. Um exemplo disso é o fato de que há mais produtos água e sal com gordura trans do que cream cracker.
No aspecto nutricional, os biscoitos Mabel (nas duas versões) apresentaram o pior problema do teste: contêm quantidade significativa de gordura trans. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda o consumo de gordura trans, mas, como nem sempre é possível ter uma dieta livre dessa gordura, considera 2 g o limite máximo de ingestão diária para uma dieta saudável.
Uma porção de 30 g (equivalente a seis biscoitos) destes produtos apresenta mais de 1 g de gordura trans, ou seja, mais da metade do que a OMS considera admissível para um dia inteiro.
A presença de muito sal foi outro problema detectado em três produtos: o água e sal da Adria e as duas versões do Tostines. Uma porção de cada um deles ultrapassa 10% do consumo diário de sal recomendado para um adulto.
Quanto a veracidade das informações do rótulo, a PRO TESTE encontrou alguns problemas. Adria, Fortaleza e Mabel ou têm letras muito pequenas em seus rótulos ou não mostram contraste com o fundo, o que dificulta ainda mais a leitura. Há produtos que falham nos dados sobre a presença de fibras, gorduras saturadas e trans.
Esses biscoitos também não são mais saudáveis que o pão. Além de proporcionar uma sensação de saciedade maior, o pãozinho tem menos gorduras e mais benefícios. Enquanto a economia de calorias com essa troca não ultrapassa 15%, a quantidade de gordura ingerida no biscoito é 150% maior e a de fibras é pelo menos 45% inferior.
Alguns têm muitos fragmentos de insetos
Não foram encontrados micro-organismos nos biscoitos avaliados.
No entanto, alguns produtos apresentam outro problema de higiene: alta quantidade de fragmentos de insetos. Foram eles: Água e Sal das marcas Richester Superiore, Triunfo, Duchen e o Cream Cracker Aymoré.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Atividade física combate câncer

Apenas 15 minutos diários de exercícios físicos são suficientes para reduzir a taxa de mortalidade em pacientes com câncer de próstata, aponta estudo realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard. Segundo a coordenadora do estudo, Stacey Kenfield, a pesquisa realizada com 2.686 pacientes constatou que os homens que mantiveram pelo menos 3 horas semanais de atividades físicas vigorosas (como correr, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis) apresentaram redução de 35% no risco de mortalidade pela doença. “Esse é o primeiro grande estudo populacional a examinar os exercícios em relação à mortalidade em sobreviventes de câncer de próstata. Não conhecemos os efeitos moleculares exatos que a atividade física tem sobre a doença, mas sabemos que os exercícios influenciam um número de hormônios que se estima estarem envolvidos com a doença, além de melhorar a função imunológica e reduzir inflamações”, disse a pesquisadora.
Com relação às caminhadas, embora o estudo não mostre os efeitos específicos na mortalidade por câncer de próstata, os pesquisadores observaram que os pacientes que andaram mais de quatro horas por semana tiveram um risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa quando comparados com os que andaram menos de 20 minutos por semana. E aqueles que andaram mais de 90 minutos em um ritmo normal para acelerado apresentaram risco de morte 51% menor do que aqueles que andaram menos e em ritmo menos intenso.
Informações: Agência FAPESP
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
É POSSÍVEL EMAGRECER UTILIZANDO ESTRATÉGIAS PESSOAIS - "COACHING" -, APONTA PESQUISA DA UNIFESP
Ao contrário do que muitas mulheres pensam, é possível perder peso sem a ajuda de medicamentos. E não é tão difícil assim. Basta apenas mudar alguns hábitos não só alimentares, mas, principalmente, comportamentais.
A conclusão é de um estudo, realizado pelo setor de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP, que estabeleceu um programa de Coaching - processo que se utiliza de estratégias de metas, focando os recursos pessoais do indivíduo. A finalidade foi fazer com que os participantes, com a ajuda do profissional de saúde (o coach), definissem metas compatíveis e alcançáveis para melhorar a imagem corporal.
A pesquisa intitulada "A estratégia do coaching na melhora da imagem corporal", desenvolvida pela mestranda Eliana Melcher Martins, com a orientação de José Roberto Leite e co-orientação da bióloga Rita Mattei Persoli, acompanhou 40 mulheres com obesidade, com peso médio de 84 quilos e índice de massa corpórea (IMC) de 32. As participantes, que eram voluntárias, não podiam apresentar transtornos neurológicos ou psiquiátricos, sem acompanhamento médico, problemas ortopédicos e endocrinológicos, alem de não estarem fazendo uso de nenhum medicamento.
Ao invés de elevador, a escada
Durante dez meses de acompanhamento com encontros quinzenais, as mulheres receberam orientação nutricional, psicológica e foram incentivadas a praticar exercícios físicos. Além de evitar temperos industrializados e gordurosos, também foram incentivadas a mudar o comportamento e trabalhar a auto-estima. "Em média, as mulheres acompanhadas apresentavam ansiedade leve, baixa auto-estima e compulsão alimentar moderada, fator preponderante para o ganho de peso", explica Rita Mattei.
De acordo com psicóloga Eliana Martins, para as mulheres que não têm tempo de praticar exercícios, trocar o elevador pelas escadas e caminhar mais, descendo uma estação de metrô ou do ponto de ônibus antes de chegar ao seu destino, foram algumas das ações recomendadas durante a participação do estudo.
Ao final do estudo, que recebeu o apoio da Associação Fundo de Incentivo a Psicofarmacologia (AFIP), os resultados evidenciaram redução nos escores para depressão, ansiedade e compulsão alimentar. Houve redução significativa das medidas fisiológicas (peso, IMC, cintura, quadril). Em média, a perda de peso foi de quatro quilos e o IMC baixou de 32 para 30.
A idade e a busca pelo corpo perfeito
Rita explica que "Em sua busca pelo corpo perfeito, muitas mulheres deixam de considerar o fator idade se esquecem que o metabolismo se torna mais lento com o passar dos anos", afirma. "Por conta disso, elas buscam recursos farmacológicos, muitos com efeitos colaterais graves".
Rita acredita que a mídia, de forma geral, e a sociedade são cruéis quando o assunto é imagem. "Fortalecer emocionalmente o indivíduo para aprender a lidar com a vida e com a idade, utilizando as ferramentas naturais para manter-se saudável, é essencial para evitar distorção da imagem", afirma. "O coaching pode ser um instrumento útil na prática clínica com mulheres insatisfeitas com seu aspecto físico".
ALIMENTAÇÃO CORRETA GARANTE DISPOSIÇÃO NO VERÃO
O verão ainda não chegou, mas as temperaturas estão cada vez mais elevadas. Como consequência, grande parte das pessoas tem menos disposição e sente mal estar físico. O motivo para isso pode estar na alimentação, já que o organismo tem um trabalho maior para manter a temperatura corporal e, enquanto ele faz a digestão, desvia parte da energia para esse processo, gerando uma sensação de peso.
A professora do curso de Nutrição da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) e mestre em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Danielle Melo da Costa Leite, ressalta que o ideal é evitar as comidas muito gordurosas e de difícil digestão - como os vendidos em fastfoods -, as frituras e as bebidas alcoólicas, que provocam a desidratação.
"A hidratação adequada precisa ser uma das principais preocupações de uma pessoa. Devemos ingerir cerca de dois litros de líquidos por dia. Com relação aos alimentos, é necessário priorizar o consumo das frutas - em estado natural ou em forma de suco -, dos cereais integrais e das saladas de legumes e de verduras que, além de refrescarem, geram maior disposição e contribuem para a manutenção da forma física, pois são pouco calóricos", exemplifica a professora.
Torna-se mais fácil iniciar uma dieta para a redução de peso nesse período mais quente do ano, em virtude da predisposição do organismo em consumir menos calorias. Além disso, a maior ingestão de líquidos dá a sensação de saciedade e ainda contribui para a redução do apetite para alimentos "gordos".
Comer fora de casa nessa época também requer alguns cuidados. "Devemos nos preocupar com a segurança dos alimentos. Por isso, o ideal é evitar o consumo de sanduíches com maionese e os comercializados por ambulantes, pois podem não estar refrigerados da forma adequada, em até 5°C", alerta Danielle.
De acordo com a nutricionista, os alimentos fora da temperatura adequada podem gerar bactérias que causam diarréia, vômito e dores abdominais, provocando, inclusive, um quadro de desidratação.