segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Óleo Vegetal pode causar Demência.




Manter uma dieta rica em óleo vegetal pode aumentar o risco de demência, alertam especialistas. Pesquisas indicam que esse tipo de óleo é mais propenso a causar a formação de placas no cérebro, conhecidas precursoras de doenças neurodegenerativas graves, como Alzheimer.

Em meados do século 20, os americanos, preocupados com o aumento das doenças cardíacas, foram orientados a substituir gorduras saturadas — como manteiga e creme — por óleo vegetal. No entanto, a nutricionista Dr.ª Catherine Shanahan alerta que essa foi uma decisão equivocada. Segundo ela, “nos anos 50, os consumidores adotaram essa prática, tornando o óleo vegetal popular. Além disso, os restaurantes preferiram esse óleo pelo custo baixo e pela disponibilidade, já que o azeite é de 10 a 50 vezes mais caro e apresenta sabor mais pronunciado” (Shanahan, 2017).

Há vários tipos de óleos vegetais na dieta moderna: canola, palma, milho, soja, girassol, cártamo, semente de algodão, farelo de arroz, entre outros. Para Dr.ª Shanahan, o consumo elevado desses óleos pode ser prejudicial à saúde. Ela afirma que o óleo vegetal pode causar fadiga, enxaquecas e até contribuir para o desenvolvimento de doenças como Alzheimer e outras formas de demência. "O óleo vegetal provoca estresse oxidativo, que danifica as membranas cerebrais e leva à formação de placas no cérebro. Estudos com pacientes de Alzheimer confirmam a presença dessas placas nas áreas afetadas" (Shanahan, 2020).

Apesar dos riscos, Dr.ª Shanahan ressalta que é possível reverter os danos cortando o consumo de óleo vegetal: “Recomendo um desafio de sete dias sem óleo vegetal para que as pessoas percebam a diferença. Seu paladar vai se reeducar, e você terá mais energia e melhor percepção dos sabores reais dos alimentos” (Shanahan, 2020).

Um relatório de maio de 2025 da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) indicou que componentes do óleo de palma — o óleo vegetal mais utilizado, presente em produtos como Nutella — podem ser “geotóxicos e cancerígenos” (EFSA, 2025). Em resposta, a Ferrero, fabricante do Nutella, declarou ao Daily Mail Online que o óleo de palma utilizado é refinado a baixa temperatura para reduzir contaminantes, mas Dr.ª Shanahan alerta que essa medida reduz, mas não elimina os riscos: “É como fumar três cigarros por dia em vez de um maço…” (Daily Mail, 2025).

As indústrias utilizam esses óleos por suas propriedades antimicrobianas, que prolongam a vida útil dos produtos, mas é exatamente essa característica que pode torná-los tóxicos. Estudos associam o consumo excessivo de óleo vegetal a doenças cardíacas e à redução de antioxidantes no organismo (Mozaffarian et al., 2006; de Souza et al., 2015). Embora o óleo vegetal contenha gorduras monoinsaturadas e ômega-3, ele é rico em gorduras poli-insaturadas, que oxidam facilmente, causando inflamação e mutações celulares.

Além disso, o óleo vegetal contém gorduras trans, altamente tóxicas e ligadas a doenças cardíacas, câncer, diabetes e obesidade (World Health Organization, 2018). Recentemente, gorduras consideradas antes prejudiciais, como manteiga e abacate, vêm sendo reconhecidas por seus benefícios para a saúde cardiovascular.

Dr.ª Shanahan recomenda substituir óleos vegetais por azeite, óleo de coco, óleo de abacate ou óleo de amendoim não refinado, que também agregam sabor natural aos alimentos: “Se você prepara sua comida em casa, opte por óleos com sabor característico e não refinados, como o de coco ou amendoim, e sempre verifique isso na embalagem” (Shanahan, 2020).


Referências

  • Shanahan, C. (2017). Deep Nutrition: Why Your Genes Need Traditional Food. New York: BenBella Books.

  • Shanahan, C. (2020). Entrevistas e publicações pessoais.

  • Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). (2025). Scientific report on palm oil safety. EFSA Journal.

  • Daily Mail Online. (2025). Ferrero response about palm oil refining.

  • Mozaffarian, D., et al. (2006). Trans fatty acids and cardiovascular disease. New England Journal of Medicine, 354, 1601-1613.

  • de Souza, R.J., et al. (2015). Intake of saturated and trans unsaturated fatty acids and risk of all cause mortality, cardiovascular disease, and type 2 diabetes: systematic review and meta-analysis of observational studies. BMJ, 351, h3978.

  • World Health Organization. (2018). REPLACE trans fat: an action package to eliminate industrially-produced trans-fats.


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