Mostrando postagens com marcador Oftalmologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oftalmologia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Oito dicas para ter olhos mais saudáveis


Poeticamente, os olhos são a janela da alma. Mas experimente executar de olhos fechados qualquer tarefa a que esteja acostumado no dia a dia e verá que, sem enxergar, a vida fica muito mais difícil. Na opinião do doutor Renato Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, as pessoas normalmente negligenciam a visão como se pudessem prescindir desse sentido tão fundamental. “Basta entrar um cisco no olho para a pessoa perder a calma. É nesses momentos em que algo de errado acontece com a visão que algumas pessoas se dão conta de que precisavam cuidar melhor da saúde ocular, agindo de forma preventiva”. O especialista aponta oito dicas para ter olhos saudáveis:
1. Mantenha uma alimentação saudável. “Abandone aqueles maus hábitos alimentares, como excesso de fritura, sal, açúcar e carne vermelha, e adote refeições saudáveis. Durante o dia, é importante consumir frutas variadas, legumes, verduras frescas e castanhas. A ideia é aumentar a ingestão de vitaminas, minerais, proteínas saudáveis, ômega-3 e luteína, já que os alimentos antioxidantes oferecem grandes benefícios à saúde ocular, retardando doenças como catarata e degeneração macular.”
2. Dê um basta no cigarro. “O fumo compromete a circulação sanguínea da retina, reduz a quantidade de antioxidantes presentes no sangue, e afeta a visão em qualquer fase da vida, principalmente a partir dos 65 anos. Mesmo quem parou de fumar há quinze ou vinte anos apresenta mais chances de sofrer de doenças oculares do que quem nunca fumou. Portanto, quanto mais cedo parar de fumar, menores serão as chances de desenvolver catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).”
3. Não saia de casa sem óculos de sol... nem no inverno. “A exposição aos altos índices de raio ultravioleta provoca degeneração macular – doença que afeta a parte central da retina, membrana posterior dos olhos onde as imagens são transmitidas para o nervo óptico. Como não existe tratamento eficaz para alterações retinianas, a prevenção com lentes protetoras ainda é o melhor remédio. Vale lembrar a importância dos óculos de boa procedência, que têm proteção UVA e UVB, além de tratamento nas lentes.”
4. Muito cuidado ao passar horas diante do computador. “Quem trabalha ou estuda muitas horas em frente ao computador deve fazer pausas a cada duas horas para que os olhos descansem durante o período. Durante as pausas, beba muita água e pisque os olhos aceleradamente para evitar a síndrome do olho seco. Também é indicado focar um objeto ou uma paisagem ao longe para trabalhar o músculo ocular.”
5. Jogue fora a maquiagem velha. “Leia atentamente o prazo de validade das sombras e do rímel, descartando o que já venceu. Até mesmo cremes e loções que apresentam o selo “dermatologicamente testado” devem ser utilizados com parcimônia, evitando o contato direto com a vista para que não provoquem ardor, irritação, vermelhidão e sensação de areia nos olhos”.
6. Aprenda a usar óculos de proteção. “Assim como cada prática esportiva tem seus equipamentos de proteção, também os olhos merecem ser protegidos durante o esporte, as atividades de lazer e até mesmo durante alguns serviços manuais. Uma bolada forte nos olhos pode, por exemplo, resultar no descolamento da retina e ser responsável pela perda parcial ou total da visão.”
7. Use sempre o cinto de segurança no carro. “Antes de se tornar obrigatório o uso do cinto de segurança, os acidentes de trânsito eram os maiores causadores de traumas oculares graves. Felizmente, esse tipo de acidente é bem menos frequente, mas ainda tem muita gente achando que não precisa do cinto para andar pequenas distâncias de carro. Ledo engano! Nesse tipo de acidente, é comum ocorrer perfuração ou laceração ocular.”
8. Não deixe de consultar um oftalmologista. “Há pessoas que simplesmente passam anos e anos sem fazer um checkup da visão, dando como garantido um bem – a visão – que pode se deteriorar com o passar do tempo, principalmente se a pessoa não tomar os devidos cuidados. O adulto que tem presbiopia, miopia, astigmatismo e/ou hipermetropia deve visitar o oftalmologista uma vez ao ano para checar o grau e as formas de tratamento indicadas. Já quem sofre de doenças mais graves, como glaucoma, catarata e DMRI, entre outras, deve seguir recomendações médicas e consultar um especialista a cada seis meses, em geral.”
Fonte: Prof. Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo – www.eyecare.com.br

segunda-feira, 4 de março de 2013

AAS pode acelerar doença que leva à cegueira


 


O ácido acetilsalicílico (mais conhecido como Aspirina) é um dos medicamentos mais utilizados no mundo inteiro, principalmente por cardiopatas que ingerem a substância em doses baixas e regulares para prevenir infartos e derrames. Entretanto, esses usuários regulares também estão mais propensos a desenvolver degeneração macular exsudativa (molhada).

De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma das principais causas da perda de visão depois dos 50 anos, sendo classificada em dois tipos: não-exsudativo ou seco (90%) e exsudativo (10%). Na forma exsudativa, vasos sanguíneos anormais se formam sob a mácula – pequena área central da retina que contém maior densidade de fotorreceptores e é responsável pela percepção de detalhes. A doença acomete quase 30% dos pacientes acima dos 75 anos.

“A degeneração macular é causada por depósitos de restos celulares que formam as drusas, destroem os fotorreceptores e provocam proliferação anormal de vasos sanguíneos sob a retina. Como consequência, surgem cicatrizes que comprometem a visão central e a capacidade de distinguir cores. Sabemos que a doença está estreitamente associada a fatores como predisposição genética, exposição aos raios ultravioleta, hipertensão, obesidade, ingestão de gorduras vegetais em excesso e dietas pobres em frutas, verduras e zinco”, diz Neves.

Na opinião do especialista, são necessários mais estudos associando pessoas que fazem uso regular de Aspirina com DMRI. “Enquanto estudos anteriores não comprovaram qualquer associação, um novo estudo desenvolvido na Austrália com duas mil pessoas revelou que os usuários regulares de Aspirina têm duas vezes mais chances de desenvolver degeneração macular. Essa pesquisa foi publicada no jornal Internal Medicine, da American Medical Association, e indica que o sistema imunitário pode ser cronicamente superestimulado pelo ácido acetilsalicílico, causando danos ao fundo do olho. Na dúvida, é interessante que os cardiopatas que façam uso de Aspirina com frequência mantenham suas consultas com o oftalmologista em dia”.

Novos tratamentos para DMRI

Renato Neves afirma que o exame de fundo de olho faz parte de um primeiro diagnóstico, podendo sugerir a degeneração macular, mas a confirmação depende de exames muito mais específicos, como a retinografia e a angiofluoresceinografia – que utiliza contrastes.

As novas injeções intravítreas utilizadas para tratar a DMRI, como Lucentis, Avastin e Macugen, representam nova esperança para esses pacientes. “O principal do ganho das injeções intravítreas é a interrupção da perda de visão”, diz o médico. “Embora nem todo paciente recupere a visão perdida, só o fato de o tratamento interromper a progressão da doença e evitar que o paciente fique cego já é extremamente importante”.

O médico explica que, depois de dilatar a pupila e anestesiar o local, a injeção é aplicada diretamente no vítreo – camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino, no fundo do olho. O paciente não sente dor e o procedimento precisa ser repetido em intervalos regulares para que os efeitos sejam os melhores e durem mais. Vale ressaltar que as injeções têm aprovação do FDA e da ANVISA.

Além do tratamento de ponta, Neves diz que outras mudanças são fundamentais para evitar a perda da visão, como diminuir o consumo de gorduras, manter peso saudável, controlar a pressão arterial e adotar dietas ricas em frutas, folhas verdes, grãos integrais, peixes, nozes, castanhas e amêndoas. “Já os fumantes precisam abandonar o cigarro de vez, porque está mais do que comprovado que o fumo torna duas vezes maior o risco de desenvolver DMRI”.

Fontes: http://archinte.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=1558450
Prof. Dr. Renato Neves, cirurgião-oftalmologisa e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo – www.eyecare.com.br

Postagem em destaque

Cansado de pagar caro por produtos de qualidade duvidosa?