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terça-feira, 4 de agosto de 2009

NÃO IGNORE UMA PINTINHA NA PELE: PODE SER MELANOMA

Doença é agressiva e cresce 7% todos os anos



Considerado o mais perigoso tipo de câncer de pele, o melanona foi o principal assunto da quinta temporada da série americana Grey's Anatomy e a causa da morte da personagem Izzie Stevens. "A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para a cura desta doença, que tem incidência cada vez maior em todo o mundo", alerta o médico-dermalogista, Dr. Cesar Cuono.



Segundo o especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o melanona é o mais maligno dos tumores cutâneos, ocorrendo principalmente, entre os 30 e 60 anos de idade. Excepcional na puberdade, ele é ligeiramente mais freqüente nos homens e na raça branca.



O mal se origina, em sua grande maioria, de nevos pigmentados ("pintas pretas"), daí a importância do auto-exame e da visita periódica ao dermatologista. "É um erro comum o paciente ignorar o aparecimento de pintas na pele e retardar os cuidados, pois quanto mais cedo se diagnosticar, mais sucesso o tratamento terá", alerta Dr. Cuono.



Deve-se, portanto, estar atento às manchas escuras na derme, alterações em "pintas" e procurar um dermatologista uma vez ao ano para uma avaliação de rotina. Pessoas que possuem muitos nevos devem ir o médico a cada semestre.



O grande problema discutido na última edição do Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, em junho, é que pessoas de pele negra podem desenvolver o melanona com maior intensidade. "Num país onde a maioria dos indivíduos tem pele escura, a preocupação com o crescimento da doença assusta e os cuidados devem ser intensos", ressalta.



Fatores importantes na gênese do melanona:

- Genéticos: descritos casos familiares de melanomas;

- Físicos: ação dos raios ultravioletas (exposição constante e sem proteção ao Sol);

- Biológicos: ainda em estudos e podem estar relacionados a influências hormonais.

- Vírus: considerados fatores carcinogênicos importantes.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

OMS conclui que câmara de bronzeamento provoca câncer

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u601870.shtml

da Folha Online

A Iarc (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), braço da OMS (Organização Mundial da Saúde) voltado para pesquisas da área oncológica, elevou o nível de alerta do bronzeamento artificial. Para a entidade, as cabines usadas no processo deixaram de ser "prováveis cancerígenas" para representar uma causa concreta de tumor de pele --a mesma relação entre o cigarro e o câncer, por exemplo.

A conclusão surgiu depois que um grupo de 20 especialistas concluiu que o risco de câncer de pele aumenta em cerca de 75% quando as pessoas começam a usar câmaras de bronzeamento antes dos 30 anos.

Os raios UVA emitidos pelas câmaras estimulam a produção de melanina (que dá a coloração mais escura da pele). É justamente essa radiação que está relacionada a um maior risco de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

As lâmpadas usadas nessas cabines são capazes de acelerar o envelhecimento da pele. O excesso de radiação, por sua vez, pode danificar o DNA das células. O melanoma surge quando uma dessas células danificadas se prolifera.

Desde 1992, os raios solares ultravioletas (A, B e C), do mesmo modo que os UVA artificiais de lâmpadas de bronzeamento, são classificados no nível 2 de perigo do Iarc. Com os novos estudos, essa radiação passa a ser de nível 1, que classifica produtos cancerígenos para o homem.

O organismo destaca ainda que "numerosos estudos mostraram uma ligação entre o bronzeamento artificial e o melanoma ocular". "Não somos uma agência reguladora; publicamos resultados científicos para que as agências de saúde nacionais possam tomar as decisões que julguem necessárias", explicou Vincent Cogliano, um dos pesquisadores da Iarc.

Segundo um estudo da Associação Alemã para a Prevenção Dermatológica, realizado no final de 2008, cerca de 14 milhões de alemães com entre 18 e 45 anos fazem bronzeamento artificial e um quarto deste total começou com entre 10 e 17 anos.

Georges Reuter, presidente do Sindicato Francês de Dermatologistas, disse que o "grande perigo é tentar manter o bronzeado durante todo o ano". Segundo Reuter, o limite de sessões de bronzeamento é de dez ao ano. "O outro perigo é a má manutenção das instalações", disse.

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