Simplesmente porque somos assim.
Vivemos uma época curiosa.
Atitudes que, para nós, mais experientes, sempre foram consideradas naturais hoje parecem extraordinárias.
Um elogio sincero.
Uma palavra de carinho.
Um gesto de gentileza no trânsito.
Um agradecimento espontâneo.
Um sorriso sem motivo.
A disposição de ouvir alguém com atenção.
Pequenos gestos que deveriam fazer parte do nosso cotidiano, mas que, aos poucos, foram se tornando raros.
Tão raros que, quando acontecem, chegam a nos surpreender.
O que antes era simplesmente educação, respeito e consideração pelo próximo hoje chega a ser motivo de admiração.
Talvez por isso tenhamos uma responsabilidade ainda maior: continuar dando o exemplo.
Sem esperar reconhecimento.
Sem buscar vantagens.
Sem querer impressionar ninguém.
Sem precisar de uma ocasião especial.
E, muitas vezes, sem sequer perceber que estamos fazendo algo diferente.
Simplesmente porque somos assim.
Porque a gentileza não deveria ser uma estratégia para conquistar alguma coisa. Deveria ser parte do nosso caráter.
E porque, no fundo, não precisamos de um motivo para fazer o bem.
Talvez o mundo não esteja precisando de pessoas extraordinárias, mas de mais pessoas que pratiquem, naturalmente, aquilo que nunca deveria ter deixado de ser normal.
Professor Ari

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