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quarta-feira, 27 de março de 2013

Hábitos saudáveis reduzem as chances de desenvolver incontinência urinária

Fonte: Jornal do Brasil de 26/03 às 18h08

Rio de Janeiro - A Sociedade  Brasileira de Urologia (SBU) lança na próxima quinta-feira (28) a campanha “Segura aí”, que alertará a população sobre as medidas que devem ser adotadas para atenuar e mesmo curar problemas de incontinência urinária. A iniciativa vai beneficiar três capitais: Rio de Janeiro (no Largo da Carioca), São Paulo (em frente ao Museu de Arte de São Paulo) e Porto Alegre (na Esquina Democrática).

Ter hábitos saudáveis, não fumar, não beber, diminuem a possibilidade de a pessoa desenvolver esse problema. Além disso, há medidas simples que podem ser adotadas pelos pacientes que apresentam o problema. O chefe do Departamento de Uroneurologia da SBU e coordenador da campanha, Márcio Averbeck, citou os exercícios  do assoalho pélvico.

O exercício é feito em geral três vezes por dia, contraindo os músculos durante dez segundos e relaxando por mais dez segundos, em várias sessões. “É uma conduta que pode ser adotada em pacientes que já têm incontinência urinária ou durante períodos que são críticos”, explicou. Sob a orientação do médico ou do fisioterapeuta, o paciente pode identificar o grupo de músculos a contrair.

Em até 40% dos casos de  mulheres grávidas, durante a gestação ou logo após o parto, pode haver algum episódio de perda de urina. “Isso é facilmente prevenível por meio  da realização desses exercícios do assoalho pélvico”, esclarece Averbeck.

A perda de urina ocorre também em casos de homens com câncer que são submetidos a cirurgia para remoção da próstata. Esse é o tumor mais frequente na população masculina brasileira. Os exercícios do assoalho pélvico logo após a cirurgia podem fazer com que o homem recupere a continência urinária de maneira mais precoce.

Pacientes obesos também podem sofrer com o problema. Para as pessoas que apresentam sobrepeso ou que já têm diagnóstico de obesidade, Márcio Averbeck disse que a perda de  5% do peso corporal, aliada a uma dieta balanceada  e acompanhamento com nutricionista e médico, pode fazer com que a incontinência  urinária cesse por completo ou apresente  melhora significativa.

Márcio Averbeck explicou que,  na maioria das vezes, não há necessidade de  se fazer cirurgias para  melhorar os casos de incontinência urinária: mudança no estilo de vida, perda de peso e exercícios do assoalho pélvico podem ser suficientes para melhorar a situação da pessoa. Nos casos em que não há melhora, disse que houve avanços expressivos nos últimos anos, já que a urologia “dispõe hoje de cirurgias que são minimamente invasivas”.

Outro tipo de incontinência urinária é associada à urgência miccional, também chamada bexiga hiperativa molhada. “É quando o paciente tem uma vontade súbita de ir ao banheiro que é  desconfortável, difícil de controlar. Em função dessa vontade, que surge sem esforço, há perda de urina”. Averbeck disse que existem medicamentos para controlar as perdas urinárias associadas à urgência.

Para pacientes que não respondem aos tratamentos mais conservadores, o médico disse que foi desenvolvido o marca-passo para a bexiga. O dispositivo produz impulsos elétricos que são transportados  até os nervos da pelve por meio de eletrodos. A campanha da SBU também está sendo feita no portal www.incontinenciaurinaria.com.br, criado para a ação.
 

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Bexiga hiperativa: será que você sofre deste mal?

Sabe aquele medo de pegar trânsito ou fazer uma longa viagem e, de repente, se encontrar a quilômetros de algum banheiro? Ou pegar aquele cineminha no fim de semana e ter que deixar a sala de projeção para procurar o toalete... Para muitas mulheres, isso não é apenas uma mania, mas sim, o reflexo de uma doença que atinge cerca de 15% da população adulta, o que representa no Brasil quatro milhões de pessoas.

A Bexiga Hiperativa é velha conhecida dos especialistas, mas os problemas relacionados com a síndrome são pouco relatados pelas mulheres, principalmente por atribuírem como causa o processo normal de envelhecimento e pelo embaraço da abordagem do tema.

A Síndrome da Bexiga Hiperativa é caracterizada pelos seguintes sintomas, que podem aparecer em conjunto ou separadamente: urgência – freqüente desejo súbito, intenso e imprevisível de urinar; aumento de freqüência – mais de oito micções durante o período de 24 horas, podendo estar acompanhado ou não de noctúria (acordar duas ou mais vezes por noite para urinar); e urge-incontinência – episódios de perda involuntária de urina, associada ao desejo súbito e intenso de esvaziar a bexiga.

“Os problemas de micção relacionados à Bexiga Hiperativa não são naturais do avanço da idade e a doença tem cura, sim”, diz o urologista Dr. José Travassos. “Segundo dados da literatura, existem mais pessoas que sofrem da doença do que casos de Mal de Alzheimer ou osteoporose, e é apontada como um dos principais fatores que prejudicam a qualidade de vida”, completa.

A depressão e a perda de auto-estima são algumas das conseqüências diretas da Síndrome da Bexiga Hiperativa, além da sensação constante de “falta de higiene”. Estudos sugerem que ela cause mais transtornos à qualidade de vida do que a diabetes. Isso porque ela pode vir a prejudicar atividades diárias, a prática de esportes, o sono, a vida social e sexual.

Mesmo quando apresenta sintomas brandos, a Bexiga Hiperativa pode esconder uma doença mais grave, e ser o início de uma Incontinência Urinária. “A Bexiga Hiperativa trata-se de uma alteração funcional da bexiga, quando o órgão sofre contrações involuntárias. Isso pode estar associado a condições neurológicas, como lesões na coluna e esclerose múltipla, ou simplesmente ser de causa desconhecida”, explica o Dr. Travassos.

Os tratamentos passam de reeducação alimentar e física até intervenções cirúrgicas, dependendo da gravidade do caso. Porém, o diagnóstico da Síndrome da Bexiga Hiperativa só pode ser confiado a um especialista, no caso, um urologista. “Muitas mulheres sofrem com a doença, sem nem sequer se dar conta de que podem contorná-la. Informação é fundamental, mas também, a conscientização de que não é vergonha nenhuma falar sobre problemas mictórios, afinal, é algo muito mais comum do que se imagina”, conclui o Dr. José Travassos.


Fonte| Dr. Travassos – www.urologialaser.com.br

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