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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

10 QUESTÕES SOBRE OBESIDADE

Numa época onde as mais variadas dietas fazem parte do hábito alimentar, a obesidade figura entre os inimigos mortais da saúde e se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, trazendo prejuízos à saúde do indivíduo e compromete a sua integração social.

"Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, a obesidade é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública. O excesso de peso predispõe o organismo a uma série de problemas, como doença cardiovascular, apnéia do sono, hipertensão arterial e alterações na circulação", revela Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP 97304), especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e único orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System).

Em entrevista, Dr. Vladimir Schraibman responde 10 questões fundamentais sobre o tema:

1- Como definir obesidade? Ela pode ser considerada uma doença?
A obesidade pode ser definida como um índice de massa corporal (IMC) acima de 25. Quando esse índice está acima de 40, ela é definida como mórbida. Este número é obtido dividindo-se o peso em quilogramas pela altura em metros ao quadrado. Sem dúvida, a obesidade pode ser considerada uma doença e, nos dias atuais, uma epidemia que só vai aumentar. O tratamento preventivo é a melhor solução. A cirurgia bariátrica tem se apresentado como a melhor solução para os casos de obesidade mórbida.

2- Quais as causas da obesidade? Quais as pesquisas mais recentes nessa área?
Dentre as causas se destacam os fatores genéticos, ambientais (hábitos pessoais e familiares), hábitos populacionais, religião, fatores sócio-econômicos, compulsão ou depressão, entre outros.

As pesquisas mais recentes publicadas no periódico Obesity Surgery apontam para a multifatoriedade na gênese desta questão, levando a enorme dificuldade encontrada pelos pacientes em solucionar a sua situação uma vez instalado o problema.

3- Como saber se a origem é genética, hormonal ou por excesso de ingestão de alimentos?
Não há dados suficientes para que se mensure a influência de cada aspecto, já que a questão é multifatorial.

4- Como identificar quando a obesidade é causada por distúrbios psicológicos?
Geralmente, a obesidade de instalação rápida e sem causa aparente pode estar relacionada a distúrbios psicológicos ou hormonais. São os casos nos quais a pessoa engorda muito num curto espaço de tempo.

5- Podemos dizer que existe o melhor tratamento da obesidade?
A correta avaliação por médico competente é a melhor opção, que poderá indicar o tratamento adequado para o perfil do paciente, de acordo com os fatores relacionados, identificados por exames e consulta. Não podemos falar no melhor tratamento, mas sempre pensar em prescrever um tendo em vista as condições da pessoa. Cada caso é um caso, sempre.

6- Como uma pessoa pode saber que está acima do peso e entrando no quadro de obesidade ou obesidade mórbida?
Pessoas com IMC acima de 25 devem prestar atenção. A presença de familiares diretos com obesidade também deve acender sinal de alerta.

7- Quais os problemas físicos mais comuns ocasionados pela obesidade?
Os problemas desencadeados pela obesidade são inúmeros e vão desde a limitação física a trabalhos básicos e à locomoção, até distúrbios mais graves, como o aumento do colesterol, do triglicérides e da pressão arterial, diabetes, gota, artrose, coronariopatia, insuficiência renal, apnéia noturna do sono, esteatose hepática, insuficiências glandulares, entre outros.

8- Quais doenças que a obesidade pode causar em um indivíduo?
A de maior risco é a Síndrome X ou Síndrome Metabólica, que se constitui por hipertensão arterial, dislipidemia, hiperglicemia e resistencia aumentam a insulina.

9- A diabetes é uma delas? Então, como deve ser o tratamento para controlar as duas questões?
O tratamento deve ser feito a base de dieta hipocalórica, definida em parceria com um nutricionista, atividade física e cirurgia de redução de peso, quando indicado, e prescrição de medicações, quando necessárias.

10- Como o cirurgião gástrico e o endocrinologista atuam juntos no tratamento do paciente obeso?
O tratamento de um indivíduo obeso deve ser multidisciplinar, incluindo ainda cardiologistas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais, de acordo com o quadro clínico.

Perfil

Dr. Vladimir Schraibman / CRM-SP 97304 (Cirurgia Geral e Gastrocirurgia)

Especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e único orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System).

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, com mestrado e doutorado em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, Dr. Vladimir Schraibman é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica (Sobracil), é médico colaborador do Setor de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo, além de integrar o corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Tem diversos artigos publicados em revistas e jornais científicos do Brasil e do exterior, além de intensa participação em congressos nacionais e internacionais.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

INCIDÊNCIA DE GORDURA NO FÍGADO EM ADOLESCENTES OBESOS É DE 50%

Interessante o artigo abaixo, pena que não aborde as causas do problema que estão fortemente originados nos maus hábitos e má alimentação. Excesso de açúcar, dieta pobre em vegetais, ingestão frequente de hamburqueres, coca-cola e bata frita não pode dar em outra coisa.


Pesquisa da UNIFESP aponta fatores determinantes da doença e possibilidade de cura

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) identificou que aproximadamente 50% dos adolescentes obesos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Departamento de Biociências, no Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) da Universidade, apresentam algum grau de esteatose hepática não alcoólica (NAFLD - Non-alcoholic fatty liver disease), o que significa acúmulo de gordura no fígado. Esta doença tem sido considerada como o novo marcador da síndrome metabólica, caracterizada por aumento das chances de desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares associadas à obesidade e à morte precoce. A pesquisa apontou os fatores mais determinantes para o desenvolvimento da NAFLD.

Os adolescentes obesos que tiveram diagnóstico para esteatose apresentam aumento circulante do neuropeptídeo Y (NPY), principal fator orexígeno, responsável pelo aumento da fome. Além das alterações comumente apresentadas em obesos, esses pacientes tem ainda uma alteração na regulação neural do balanço energético, o que dificulta o emagrecimento. Entre os fatores determinantes para o desenvolvimento da doença, a ingestão elevada de carboidratos e de gorduras saturadas, encontradas em frituras e produtos industrializados, é forte estimulante para o aumento deste neuropeptídeo. A gordura saturada está correlacionada ao aumento da gordura visceral (depositada na região abdominal do corpo), que está associada ao aumento das chances de doenças cardiovasculares e morte precoce.

Foram avaliados, desde 2004, cerca de 300 adolescentes, com idade entre 15 e 19 anos. Entre os que apresentaram a doença, foi observada a incidência de esteatose nos graus 1 (cerca de 30% de gordura no fígado), 2 (entre 30% e 60%) e 3 (de 60% a 90%). A partir disso, o paciente já apresenta quadro de fibrose e posteriormente cirrose. Embora as causas sejam diferentes, os efeitos são os mesmos da esteatose hepática alcoólica.

Os adolescentes diagnosticados passaram, então, por um ano de tratamento clínico, nutricional, orientação psicológica e atividade física. Metade conseguiu reduzir os níveis de gordura para índices considerados saudáveis. "A chance de cura existe, mas depende do emagrecimento. Também é importante que o paciente não perca peso muito rapidamente, porque quando ocorre o emagrecimento rápido, a gordura estocada nas vísceras (região central do corpo) vai diretamente para o fígado, que não consegue sintetizá-la a contento e exportá-la novamente para a circulação, aumentando a quantidade de gordura intra-hepática", explica a Dra. Ana Dâmaso, coordenadora da pesquisa.

A incidência da síndrome metabólica (conjunto de alterações no metabolismo) ocorre em cerca de 32% dos pacientes com obesidade mórbida. Nestes casos associados à resistência insulínica é preciso complementar o tratamento com medicação e as chances de cura da obesidade mórbida são menores. No entanto, ao final de um ano de tratamento, houve redução para 8% dos casos de adolescentes obesos com a síndrome.



Tratamento

O Programa de Intervenção Interdisciplinar em Obesidade para adolescentes do Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) terá continuidade. O próximo grupo iniciará os trabalhos em janeiro de 2010 e as inscrições, para jovens entre 15 e 19 anos, estarão abertas de 9 de novembro a 18 de novembro de 2009 e de 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2010.

Os interessados deverão agendar entrevista por telefone: (11) 55720177, com June, Aline, Raquel ou Fabíola. Rua Marselhesa, 535 Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz). O tratamento é gratuito, mas a Universidade não se responsabiliza por custos com transporte e alimentação.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Melhore o humor e perca peso com a Griffonia simplicifolia

fonte: http://www.vipformulas.com.br/upload/anexos_produtos/Microsoft%20Word%20-%205HTP.pdf

O nome parece um código científico: 5HTP. Significa 5 hidroxitriptofano, que age da mesma forma que o triptofano, substância precursora da serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Só que é mais poderoso no processo da felicidade. “O 5HTP sai da corrente sanguínea mais facilmente em direção ao cérebro,onde aumenta a síntese da serotonina no sistema nervoso central”, afirma Wilson Rondó Júnior, clínico-geral especialista em terapia ortomolecular, de São Paulo. Níveis elevados de serotonina contribuem para garantir prazer e melhorar o humor. Outro ponto a favor da dieta: “Bem humorada, você tem mais jogo de cintura para driblar as dificuldades que acompanham um programa de emagrecimento, como reduzir guloseimas e cortar frituras”, afirma o consultor de nutrição Alfredo Galebe, de SãoPaulo. E, de quebra, sobra energia para você caminhar, correr ou fazer outras atividadesque queimam calorias.

A serotonina em alta também minimiza os ataques incontroláveis de gula e, por isso, os assaltos à geladeira ficam mais raros. “A falta desse neurotransmissor no cérebro está intimamente associada à compulsão alimentar e ao aumento do desejo de massas e doces”, diz a médica ortomolecular Heloísa Rocha, do Rio de Janeiro. Apesar disso, o 5HTP não é considerado um recurso mágico para se livrar dos quilinhos extras. “A substância facilita o processo, mas não dá para fugir: é você que tem de fazer o esforço para malhar e não furar a dieta”, avisa Galebe.

Extraído do Griffonia simplicifolia, legume originário do oeste da África, o 5HTP não é exatamente uma novidade. Há 30 anos é estudado em vários países.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

15% DAS CRIANÇAS BRASILEIRAS SÃO OBESAS

As mais recentes notícias sobre saúde não negam que existe um número crescente de crianças acima do peso ou obesas no país. Estatísticas divulgadas mostram que 15% das crianças no Brasil são obesas. A obesidade infantil pode ser fatal e é um mal que provoca, ainda na infância, problemas de coluna, nas articulações, fere a auto-estima e leva à rejeição social. Orientação inadequada? Alimentação incorreta? Qual será a melhor maneira de fazer com que a criança perca peso e mantenha-se dentro do padrão definido?

Em torno dos dois anos de idade é que se define o número de células gordurosas de uma pessoa adulta. Uma criança com excesso de peso possui maior número de células gordurosas que uma criança com peso normal e, na fase adulta, aquele que tiver um número maior de células gordurosas, terá maior dificuldade em se manter magro, pois essas células, por serem numerosas, deverão conter pouca gordura dentro delas. Já aquele que tiver um número menor de células gordurosas, mesmo que em alguma época da vida engorde, não será um indivíduo obeso, pois possui poucas células que armazenam gordura.

A gordura corporal muda ao longo do crescimento e a quantidade de gordura considerada normal difere entre meninos e meninas e são usadas tabelas específicas de peso, altura e IMC para definir quem está acima do peso. O pediatra é o médico que inicialmente deve reconhecer esse problema e encaminhar ao especialista.

Basicamente, a obesidade é atribuída a aspectos ambientais, genéticos e comportamentais. A nutrição irregular, isto é, a ingestão de alimentos contendo altos teores de gordura, é considerada o grande vilão causador da doença. Somada à falta de exercício físico, outro fator importante, já com a modernização tecnológica foram adquiridas facilidades antes inexistentes, tem-se multiplicado o número de pessoas com excesso de peso.

A tendência genética a engordar quando existem casos anteriores de obesidade na família, também é decisiva para o desenvolvimento da doença. Filhos de pais obesos possuem cinco vezes mais chances de desenvolver o problema do que os que possuem histórico familiar saudável. Além disso, problemas glandulares também podem ser associados, apesar de nem sempre estarem diretamente relacionados ao problema.

Considerada uma doença de alto risco, crônica e reincidente, a obesidade é, sem dúvida, preocupante e merece devida atenção. Pensando nos milhões de brasileiros que já sofrem com o excesso de peso nas proporções em que a doença vem se desencadeando, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, ABESO desenvolveu a Campanha Nacional de Combate à Obesidade.

Focada na conscientização, a campanha tem como objetivo ressaltar os riscos da doença, promover estilos de vida mais saudáveis e enfatizar a importância do acompanhamento médico especializado, essencial em todas as etapas, desde a profilaxia até o tratamento.

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