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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

OSTEOPOROSE - OS CUIDADOS NA MENOPAUSA DEVEM SER REDOBRADOS

Uma a cada três mulheres com mais de 50 anos tem a doença. 75% dos diagnósticos são feitos somente após a primeira fratura.
No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose.
200 mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência destas fraturas. *


A osteoporose consiste na desestruturação e diminuição da quantidade de ossos, o que pode levar a fratura da parte afetada. A estrutura óssea, como toda parte do corpo se mantém em constante mudança, ou seja, há um remodelamento continuo de retirada de osso para o sangue e a formação de novo osso. No entanto, quando o indivíduo passa dos 30 anos a reposição já não é a mesma, causando um desequilíbrio e um conseqüente enfraquecimento desse tecido. Na mulher, o cuidado deve ser redobrado no período da menopausa.

A perda do tecido ósseo se acentua já na pré-menopausa e segue até o climatério - uma resposta à queda de estrógeno. A atenção deve ser maior, pois num período de até oito anos (dependendo do organismo feminino) há uma perda anual de até 2% de tecido. A reposição hormonal e o acompanhamento do ginecologista são essenciais para a prevenção do problema. Bebidas alcoólicas, sedentarismo e até exercício em excesso são alguns dos fatores que podem catalisar a doença. As fraturas mais comuns são no colo do fêmur, coluna e pulso, em casos mais severos pode causar a morte do paciente.

Além da reposição hormonal, outro cuidado essencial, que suaviza e diminui o risco da osteoporose, é com a alimentação. O cálcio, por exemplo, é um dos elementos que o organismo não produz, mas é primordial para o fortalecimento dos ossos, tonificação dos músculos e aumento do metabolismo. Alimentos, como leites integrais e desnatados, queijos, verduras, legumes e frutas secas são ricos em cálcio e deve estar no menu diário da mulher - A quantidade de cálcio diária recomendada pelos especialistas é de 500 a 600mg. Vale lembrar que, apesar de muito importante, o cálcio não é a única vitamina responsável pela fortificação dos ossos. Outros nutrientes, como o magnésio, também é de extrema importância contra a desmineralização óssea.

*Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
www.sbem.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-osteoporose

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Estudo liga perda de massa óssea a contraceptivo injetável e cigarro

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u679083.shtml
do New York Times

Quase a metade todas as mulheres que usam um popular contraceptivo injetável perde uma quantidade significativa de densidade óssea no período de dois anos, e pesquisadores agora dizem que o maior risco está entre as fumantes, as mulheres que não consomem cálcio suficiente e aquelas que nunca estiveram grávidas.

Um estudo que acompanhou mulheres usando o método anticoncepcional --uma injeção de acetato de medroxiprogesterona, mais conhecido como DMPA ou Depo-Provera, a cada três meses-- descobriu que 45% das usuárias sofreu uma perda na densidade mineral dos ossos de 5% ou mais nos quadris e na parte inferior da coluna, segundo os pesquisadores. O estudo aparece na edição de janeiro do jornal "Obstetrics & Gynecology".

Mais de 2 milhões de mulheres americanas usam o DMPA, incluindo cerca de 400 mil adolescentes.

Os pesquisadores disseram que a perda nos ossos era de "significativa importância", pois a recuperação de densidade óssea pode levar muito tempo --e os quadris são a região mais comum para fraturas em mulheres mais velhas.

"Agora podemos dizer às nossas pacientes que não fumem e que tomem sua dose de cálcio todos os dias --esses são fatores de risco modificáveis", disse a principal autora do estudo, Abbey B. Berenson, diretora do Centro de Pesquisa Interdisciplinar de Saúde Feminina na Universidade do Texas, em Galveston. "O outro lado é que, se eu tiver uma paciente que fuma, ficarei mais preocupada em prescrever o Depo-Provera a ela."

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Por dentro da osteoporose

A osteoporose é caracterizada pela redução da força do osso e um aumento da suscetibilidade a fraturas. Esta redução deve-se à diminuição da massa óssea e a uma qualidade anormal do osso, aumentando o risco de fraturas frente ao menor trauma. È uma doença geralmente silenciosa por anos até que as complicações (fraturas) apareçam, levando à dor, incapacidade, deformidades e, por vezes, à morte prematura.

O risco de fraturas aumenta à medida que a massa óssea diminui, bem como a história prévia de fraturas aumenta o risco para novas. As principais fraturas são da coluna vertebral, colo do fêmur e punho. A maioria das fraturas causa dor, incapacidade e afeta a qualidade de vida. Grande parte delas requer intervenções médicas, terapias físicas e/ou ocupacionais para sua recuperação. Entretanto, a fratura do quadril é a mais grave, pois na maior parte das vezes requer intervenções cirúrgicas, seguidas de mortalidade de 20% dos casos em decorrência a complicações clínicas, entre elas, a embolia pulmonar e as infecções. A fratura vertebral é a segunda mais importante, pois inicialmente pode ser assintomática, levando com o tempo à perda de altura, deformidades e dor.

Doenças respiratórias, prisão de ventre e saciedade precoce também podem ocorrer como complicações desta fratura.Os principais determinantes para o pico de massa óssea são: a hereditariedade, sendo que o pico de massa óssea ocorre ao redor dos 20 anos e é geneticamente determinado, podendo ser modificado por fatores ambientais e o estilo de vida. Múltiplos genes controlam o crescimento do esqueleto e o pico de massa óssea. Numerosos genes vem sendo estudados, entre eles o gene que codifica o receptor da vitamina D, receptor do estrógeno, proteína morfogenética óssea, entre outros. Outros fatores como os nutricionais (ingestão adequada de cálcio), exercícios físicos contra a resistência e ciclos hormonais influenciam no pico da massa óssea.A perda da massa óssea é um fenômeno universal do envelhecimento, que pode ter seu índice modificado por fatores genéticos, endócrinos e ambientais.

O processo de remodelação ajuda a explicar como a perda óssea ocorre na menopausa e no envelhecimento. Os fatores nutricionais bem como os níveis de atividade física podem agravar ou limitar a perda. O osso humano encontra-se em constante remodelação, na qual o osso velho é removido e substituído por novo. Vários hormônios regulam este processo. Na menopausa, ocorre a queda do estrógeno e conseqüentemente o aumento da reabsorção óssea. A pequena ingestão de cálcio ou o aumento da excreção induzida por dietas ricas em sódio ou proteínas pode estar associado a um maior do risco de fraturas.

O alcoolismo e o tabagismo aumentam o risco de osteoporose por inibirem a formação do osso, bem como o sedentarismo pode levar a uma maior perda de massa óssea.O diagnóstico da osteoporose é feito através da densitometria óssea, que pode medir a massa óssea de qualquer parte do esqueleto. Um software vem sendo desenvolvido para medir a massa óssea através da tomografia computadorizada. Toda mulher acima de 65 anos deve realizar a densitometria óssea ou qualquer mulher após a menopausa que apresente fatores de risco para osteoporose, entre eles o tabagismo, história familiar, baixo peso, história prévia de fraturas ou que esteja sob uso de medicações que sabidamente prejudicam a massa óssea como, por exemplo, corticoesteróides por mais de três meses. Todos os homens acima de 70-75 anos devem fazer o exame ou homens mais jovens que apresentem fatores de risco.

Após feito o diagnóstico de osteoporose, uma série de investigações devem ser feitas no sangue para descartar outras doenças associadas. Hoje há novos exames que são realizados no sangue que avaliam a remodelação óssea, ou seja, se o osso esta produzindo pouco ou reabsorvendo muito. A partir destas avaliações, o tratamento será instituído.Medicamentos específicos lançados recentemente já circulam no mercado brasileiro, divididos entre os que inibem a reabsorção óssea e os que estimulam a formação do osso. Entre os que inibem a reabsorção do osso temos os que são ingeridos via oral uma vez por semana, outros de uso endovenoso a cada três meses e um novo medicamento aplicado uma vez por ano via endovenosa, já utilizado para tratar a doença de Paget (alteração do processo de remodelação do esqueleto), que vem sendo aprovado para o tratamento da osteoporose.

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine mostrou que a suplementação de cálcio e vitamina D produze apenas uma proteção limitada contra os riscos de fraturas ósseas nas mulheres após a menopausa. Os resultados deste estudo, efetuado com 36.282 mulheres na menopausa, com idades entre 50 e 79 anos, mostraram um crescimento modesto em apenas 1% na densidade da massa óssea no fêmur das mulheres que tomaram os suplementos, em relação ao grupo de mulheres que apenas tomou um placebo.

De acordo com este estudo, os suplementos de cálcio e vitamina D produzem "provavelmente um pequeno efeito positivo" sobre a prevenção de fraturas. Estes resultados são importantes para alertar às mulheres com risco de fraturas que elas não estão protegidas contra a osteoporose se ingerirem apenas cálcio/vitamina D, que servem como uma suplementação ao tratamento instituído.

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