sábado, 12 de dezembro de 2009

GRIPE SUÍNA - H1N1 - PODE SER UMA FARSA? - POR CÉLIO PEZZA

Por um momento, fiquei em dúvida sobre fazer ou não esta crônica, pois é um assunto delicado e existe o risco de ser mal interpretado. Em seguida concluí que devo compartilhar minhas dúvidas com todos os leitores e acredito mesmo que muitos pensam como eu.

O assunto é a famigerada crise de gripe suína, agora denominada Influenza A (H1N1). Tenho dúvidas se é uma pandemia real ou uma farsa mundial e, mesmo não tendo condições de avaliar com o devido respaldo científico, tenho como cidadão, o direito de duvidar de toda esta história, em vista de alguns fatos interessantes ligados a esta gripe.

Não é segredo que existem governos que usam o medo da população para manter o controle e justificar todos os seus desmandos. Os EUA utilizam este sistema desde a época da criação da CIA em 1947 para combater o comunismo ou "perigo vermelho" e chegou ao auge no governo Bush com a paranóia do terrorismo. Na época, criaram situações inclusive para justificar uma guerra contra o Iraque, com os resultados desastrosos conhecidos por todos. O principal articulador desta sórdida manobra foi o secretário de estado Donald Rumsfeld, um magnata ligado a grupos poderosos no mundo todo. Entre seus inúmeros negócios, está a fabricação de vacinas e do medicamento Tamiflu, indicado para combater a gripe aviária H5N1 e agora a suína, ou Influenza H1N1.

Rumsfeld era o presidente da empresa farmacêutica Gilead Sciences nos EUA, que desenvolveu o medicamento chamado Tamiflu. Em 2001, quando passou a participar do governo Bush, negociou a patente com a empresa suíça Roche para garantir uma ampliação no volume de produção e, logo em seguida, em 2004, a gripe aviária surgiu na mídia mundial como sendo uma catástrofe eminente. De imediato o Pentágono gastou milhões de dólares e todos os soldados americanos foram tratados preventivamente com o Tamiflu. Assim que os EUA e toda a mídia internacional anunciaram ao mundo a gripe aviária, inúmeros países fizeram pedidos do Tamiflu para controlar a pandemia eminente e a Roche pulou de um faturamento de 250 milhões em 2004 para mais de 1bilhão em 2005 só com este medicamento. Milhões de dólares em comissões foram parar nos bolsos da Gilead e seus acionistas, entre eles, o secretário Rumsfeld. Um de seus documentos ao congresso americano dizia que a gripe aviária era uma ameaça à segurança nacional e que suas conseqüências seriam dramáticas.

Nesta época, um papagaio morto em sua casa virava manchete nos jornais e o medo estava disseminado. Mais tarde, a gripe aviária mostrou ser uma grande farsa, montada só por interesses econômicos e caiu no esquecimento.
Também nesta ocasião, tivemos um obscuro fato onde outra empresa farmacêutica norte americana chamada Baxter Vaccines vendeu vacinas contaminadas com o vírus da gripe aviária H5N1 para alguns países da Europa. O caso foi revelado pela PROMED, que descobriu vacinas contaminadas na República Checa. O ministério da Saúde em Viena confirmou o caso como sendo um erro não intencional da Baxter e o caso foi encerrado.

Será que poderia existir uma manobra de se criar um vírus modificado, inocular "por descuido" através de outras vacinas em algumas pessoas ao acaso ao redor do mundo, criar um medicamento para combater a falsa pandemia, usar a mídia para disseminar o medo e faturar milhões com toda a situação? Será que isto pode acontecer?

Voltando ao tema principal, agora vemos o mundo todo falando da Influenza H1N1 como o caos futuro e vários países saindo em corrida atrás do Tamiflu. Ao mesmo tempo, vimos o doutor Masato Tashiro, diretor do centro de pesquisas do vírus da gripe no Japão e membro da OMS, declarar que, aparentemente, o H1N1 é menos perigoso que o vírus da gripe aviária e vários outros cientistas se preocupam mais com o consumo de Tamiflu e seus eventuais efeitos colaterais psiquiátricos, do que com suas promessas de cura da gripe.

Conforme o Ministério da Saúde, no Brasil existem cerca de 400 a 500 mil casos de gripe sazonal (comum), com 2.000 a 2.500 mortes por ano, ou seja, aproximadamente 0,5% dos casos de gripes, principalmente por complicações respiratórias que evoluem para pneumonias. Também de acordo com Jon Andrus da OMS, a gripe comum mata cerca de 500 mil pessoas por ano no mundo, o que mostra que, na verdade, a taxa de mortalidade do novo vírus está abaixo das taxas normais provocadas pelas gripes comuns e suas complicações. Esta nova epidemia oculta os grandes problemas que nos atingem, como a crise financeira nos EUA, a ineficácia das políticas dos grandes bancos, a crise moral que assola a maioria dos governos, o "Estado Narcotráfico" que afeta a governabilidade dos países e como poucos magnatas e verdadeiros "donos do mundo" mandam e desmandam no nosso dia a dia, com manobras sórdidas contra a humanidade, sempre sob o nome de God (Deus). Aliás, G.O.D. para algumas organizações significa Gold (ouro), Oil (petróleo) e Drugs (drogas e remédios). Vamos aguardar. O tempo nos dará as respostas.

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