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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Como o cigarro afeta as crianças

A abordagem do tema nas salas de aula e o exemplo dado em casa podem evitar que crianças se tornem fumantes


Os primeiros registros de uso do tabaco datam de meados do século IX, utilizado por tribos indígenas em seus rituais religiosos. Historiadores acreditam que a migração das tribos foi responsável pela introdução do tabaco no Brasil.



A expansão, porém, só começou no século XX, paralelamente ao desenvolvimento da publicidade e marketing. Cigarros eram distribuídos gratuitamente para as tropas durante a Primeira Guerra Mundial, o que ajudou a popularizar ainda mais o consumo. Em tempos de guerras e crises econômicas, o cigarro era bastante valorizado.



Segundo a última pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2009, 15,5% da população brasileira fuma. O que mais preocupa na verdade é a iniciação ao tabaco de adolescentes e crianças, que têm começado cada vez mais cedo, seguindo muitas vezes o exemplo visto dentro de casa.



Recentemente, foi notícia nos jornais e sites da internet o caso de uma criança de 2 anos na Indonésia que fumava mais de 40 cigarros por dia. No país não é chocante ver uma criança fumando: 25% das crianças locais já tiveram contato com o fumo, segundo dados da Agência Central de Estatísticas.



No Brasil, uma lei aprovada em 2008 proíbe o fumo nas áreas internas das instituições de ensino, mas os alunos ainda contam com os intervalos quando, em algumas escolas, é permitido sair.



“As escolas devem proibir o fumo e tratar o assunto dentro das salas de aula de forma transversal, pois há interface com a questão econômica, com o meio ambiente e têm impactos na saúde de quem fuma, de quem produz o tabaco e de quem convive com fumantes”, explica a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Paula Johns.



O fumo e o tabagismo passivo, inclusive, pode interferir no rendimento escolar, com a piora de doenças respiratórias como asma e bronquite, que culminam no aumento de faltas, maior dificuldade para acompanhar o ensino e recuperar a matéria perdida.



Por isso, é muito importante que os pais também desempenhem seus papéis dentro de casa. O ideal é que o tema seja abordado com honestidade e clareza e que, no caso de pais fumantes, que estes reconheçam a dependência ao invés de banalizar o tabagismo.



As medidas necessárias para evitar que uma criança se interesse pelo cigarro, no entanto, vão além das escolas e do exemplo dos pais. É necessário que os cigarros não sejam colocados no mesmo patamar que outros produtos, expostos em todas as esquinas, bares padarias, entre outros, alerta Paula.



“Os cigarros devem ser armazenados embaixo do balcão, e não expostos. Ao contrário, eles costumam estar ao lado de produtos de bomboniere e revistas. A prática cria uma espécie de ritual de passagem em torno do consumo de cigarros, tornando-os atraentes para crianças e adolescentes, que acabam comprando para se sentirem donas do próprio nariz.”



Problemas respiratórios e consequências em crianças



As crianças são as que mais sofrem com o fumo passivo, principalmente até os dois anos de idade. Doenças como asma, otite média, rinite e alergias, frequentemente desencadeadas ou agravadas pelo cigarro, podem segui-las pelo resto da vida.



“Além das doenças, existem evidências que ligam índices maiores de morte súbita em crianças expostas ao tabagismo passivo. Por isso é importante que os pais evitem o cigarro dentro de casa não só com crianças pequenas, mas com todas as idades”, alerta Paula.



Evitar o cigarro dentro de casa não só garante a saúde das crianças, mas evita que ela se torne um fumante precoce e ajuda a construir um futuro melhor para nossos filhos.







Acontece Comunicação e Notícias



FRANCISCO DAMASO VASCONCELOS NETO PUBLIC



E-mail acontece@ajato.com.br> Fone (11) 38736083

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cigarro ainda é primeira causa de morte evitável no planeta

 Cigarro ainda é primeira causa de morte evitável no planeta
Cerca de 17,5% dos brasileiros com mais de 15 anos são fumantes; Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado no domingo

O cigarro já perdeu o status de glamour e poder que exalava, há algumas décadas, mas segue como um problema real para a saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo ainda ocupa o topo da lista de causas de morte evitável no planeta. Neste domingo, dia 29 de agosto, quando é comemorado mais um Dia Nacional de Combate ao Fumo, a data serve de alerta para uma situação ainda bastante preocupante no País.

A OMS estima que um terço da população mundial adulta seja fumante, o que significa cerca de 1,2 bilhão de pessoas. As mortes devido ao uso de tabaco correspondem a 4,9 milhões ao ano, ou seja, 10 mil mortes ao dia.

Professora de Enfermagem em Saúde Pública do Complexo Educacional FMU, Valéria Leonello relata que pesquisas recentes indicam que o percentual de fumantes vem caindo no Brasil. No entanto, a situação ainda é alarmante. “Embora alguns países tenham um índice maior de tabagismo quando comparados ao Brasil, termos mais de 15% da população brasileira usuária de produtos derivados do tabaco é, no mínimo, preocupante”, afirma.

Segundo a professora do curso de Enfermagem e mestre em Saúde Pública, um estudo do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostra que 17,5% da população brasileira com mais de 15 anos usa produtos derivados do cigarro. “Isso representa um contingente de 25 milhões de pessoas”, frisa.

Para Valéria, a Lei Antifumo do Estado de São Paulo, em vigor há um ano, já apresenta resultados positivos. Ela comenta que foi constatada uma redução de até 73,5% nos níveis de monóxido de carbono em bares, restaurantes e casas noturnas, de acordo com um estudo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos.

“Os freqüentadores e funcionários desses estabelecimentos foram alguns dos grandes beneficiados pela lei. Os estudos estão começando a ser desenvolvidos, afinal, temos só um ano de aplicação da lei, mas vários meios de comunicação vêm fazendo enquetes com a população, que já considera a lei um suporte ou apoio para quem deixou ou quer deixar o hábito de fumar”, avalia a professora da FMU.

Aproveitando o Dia Nacional de Combate ao Fumo, Valéria aponta que deixar o vício do cigarro é uma decisão que, na maior parte dos casos, deve ser acompanhada com a procura por ajuda profissional e apoio de pessoas próximas. “Parar de fumar sem ajuda pode até ser possível, mas com ajuda e apoio é bem mais efetivo. Em geral, as pessoas que fumam têm muita dificuldade em deixar o vício”, diz.

Segundo a professora, apenas a informação não muda o comportamento das pessoas. “A decisão de parar de fumar tem que vir associada a uma série de outros elementos, como apoio psicossocial, acompanhamento médico, trabalhos grupais, etc. Esses recursos somados à informação fortalecem a capacidade do indivíduo em mudar esse hábito”, finaliza.



O Complexo Educacional FMU, que reúne as Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas de São Paulo

sábado, 20 de fevereiro de 2010

ABANDONE O CIGARRO, ALERTA O PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA/DF


   
Pele levemente acinzentada, flacidez e rugas precoces. Essas são as marcas deixadas pelo cigarro no rosto dos fumantes. E para as mulheres, a notícia é ainda pior. "Elas sofrem mais os efeitos devastadores da nicotina, por conta da queda no hormônio feminino, o estrogênio", destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional DF, Dr. Gilvan Alves. "A droga deixa traços também nas mãos, que ganham coloração amarelada nas pontas dos dedos e placas das unhas", completa o especialista.



Dono de um dos consultórios mais tecnológicos da capital federal, o médico PE emblemático quanto aos efeitos dos tratamentos estéticos em fumantes: "esses pacientes obtêm resultados, mas nunca chegam ao resultado ideal". Nesse caso a prescrição é clara, abandonar o cigarro. "E nunca é demais lembrar que ele está ligado a um terço dos diagnósticos de câncer", lembra.

Respire Fundo - Para quem colocou o pé em 2010 com a determinação de parar de fumar e já conseguiu, Dr. Gilvan sugere algumas estratégias para resgatar a saúde e a beleza da pele. O laser CO2 é uma delas. Trata-se de uma tecnologia - testada clinicamente e aprovada pela Anvisa - capaz de reduzir rugas e amenizar linhas de expressão, além de restaur a tonicidade e a textura da pele. Estimula ainda a produção de colágeno após a remoção do tecido danificado, agindo no combate à flacidez do tecido da face. "Os resultados são visíveis logo na primeira aplicação. Uma vantagem para os pacientes é que o tempo de recuperação é inferior aos demais tratamentos de rejuvenescimento facial: de três a cinco dias", esclarece Dr. Gilvan.

Outro procedimento indicado para é a aplicação do ácido hialurônico, já consagrados nos consultórios dermatológicos. O método é bastante utilizado para quem fumou por muito tempo e, por essa razão, possui rugas comuns nos tabagistas. "A aplicação visa preencher os sulcos e tem duração de até dois anos, sendo naturalmente absorvida pelo organismo", finaliza.

Paulo Lima
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena
(61) 3326 2066 e 8473 3509
athenapress@grupoathena.com.br
www.grupoathena.com.br

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