Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

HPV: um ato de cidadania

HPV: PREVENÇÃO É UM ATO DE CIDADANIA

Por Wilma Motta

Em termos quantitativos, o papilomavírus humano (HPV) é uma doença muito comum, atingindo cerca de 20% dos adultos sexualmente ativos. É o vírus sexualmente transmissível que infecta mais pessoas no mundo. Mas são as mulheres (apesar do vírus viver tanto na pele quanto na vulva, vagina, colo de útero e pênis) que devem ser o alvo principal de políticas públicas na área da saúde.

No Brasil, cerca de 3% das portadoras do HPV podem desenvolver o câncer de colo uterino. Mesmo sendo um grupo restrito, é merecedor de nossa atenção, principalmente pelo fato de que o diagnóstico pode ser feito pelo exame de Papanicolau ou Colposcopia. Infelizmente, há muitas mulheres em nosso país que nunca fizeram o Papanicolau ou outro exame preventivo, o que permitiria o diagnóstico precoce desta e outras doenças, possibilitando um tratamento mais adequado e eficiente.

Por isso, acreditamos que o debate em torno do problema do HPV ainda não é adequado à sua real dimensão. O primeiro passo para reverter tal situação é iniciarmos uma comunicação mais ampla e eficiente, esclarecendo as mulheres da necessidade de realizar o Papanicolau e outros exames preventivos, além de informá-las sobre as principais formas de contágio e como evitá-lo. As bem sucedidas campanhas de prevenção à AIDS nos mostram a importância da conscientização e mobilização da população em questões de saúde pública.

Evidentemente, a rede pública precisa estar preparada para realizar os testes e para ampliar o número de atendimentos, bem como melhorar de modo geral o sistema. Mas não podemos continuar a tratar esse mal como um problema menor. Conscientizar a população sobre a necessidade de exames e convidá-la para participar dos debates sobre saúde pública é um ato de cidadania e um dever das esferas políticas.

Domingo, 12 de Julho de 2009

ALIMENTAÇÃO PODE PREVENIR ENVELHECIMENTO PRECOCE



Enriquecer a dieta com alimentos que têm alto potencial antioxidante pode ser trunfo contra o problema, que tem raiz genética

Você sabia que alguns alimentos contêm compostos antioxidantes capazes de inibir e reduzir as lesões causadas pelos radicais livres nas células? Eis aí uma boa notícia contra um mal que acomete adultos de ambos os sexos: o envelhecimento precoce. "Não existe definição científica clara e precisa para este problema, mas é certa a relação com o padrão genético. O equívoco consiste em pensar que algumas rugas são meramente estéticas. O aparecimento de sinais antes do tempo previsto para cada tipo de pele é um alerta do organismo e merece atenção", adverte Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Albert Einstein.

O primeiro agravante é a ação dos radicais livres no corpo. Eles são moléculas em desequilíbrio, que facilitam o envelhecimento precoce das células. Os radicais formam-se naturalmente no organismo, mas o excesso de produção pode ser desencadeado por exposição à poluição, estresse, fumo, álcool e ingestão de gordura saturada. Pesquisas sugerem que os cuidados sejam intensificados a partir dos 35 anos, já que o ser humano perde 10% da massa muscular entre os 30 e os 50 anos; a partir daí e até os 80, o índice chega a 30%.

Ingerir alimentos que potencializam a regeneração dos tecidos, preservando a beleza e a saúde, é uma medida segura para a prevenção do problema. Mário Grinblat sugere:

- A cenoura é conhecida por tonificar a pele e ajudar no bronzeamento porque contém ácido lipóico e antioxidantes. Também é fonte de vitaminas A, C e E;

- Frutas vermelhas são ricas em vitamina C, que combatem o excesso de radicais livres. Elas melhoram as paredes dos vasos sanguíneos da pele, que fica mais irrigada e oxigenada. São fundamentais para a produção de colágeno, proteína que dá firmeza à pele;

- O abacaxi é rico em manganês e tem bromelina (substância antiinflamatória que atua diretamente na pele). É eficaz no combate à acne e alergias. A fruta possui enzimas que fortalecem o colágeno e as fibras de elastina, que mantêm a firmeza dos tecidos;

- O pepino é um importante regenerador celular. Diurético, tem vitamina C e ácido fólico, auxiliando o processo de cicatrização. A casca, que contém betacaroteno, é antioxidante;

- Castanha-do-pará é uma fonte poderosa de selênio, mineral com propriedades antioxidantes tão ou mais eficazes que as da vitamina E. Retarda o envelhecimento dos tecidos pela oxidação e contribui para manter a elasticidade natural;

- Os peixes são alimentos ricos em vitaminas D e C. Ajudam no combate ao crescimento desordenado das células. O salmão é mais rico nesse nutriente.

Por fim, cabe ressaltar que todos esses cuidados têm efeito apenas na prevenção do envelhecimento intrínseco, relacionado à idade. O outro tipo, o extrínseco, é conhecido como fotoenvelhecimento, e tem como causa principal a exposição aos raios solares. Ele pode ser evitado com o uso diário de proteção solar.

Fonte
Dr. Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Albert Einstein

Sábado, 11 de Julho de 2009

Amaranto: o pseudo cereal nutritivo

AMARANTO: O PSEUDO CEREAL NUTRITIVO

O pseudocereal de origem andina é pouco consumido no Brasil, apesar de ter muitas fibras e proteínas de boa qualidade, alta quantidade de cálcio, e de não conter glúten

Testes realizados na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP comprovam a aceitabilidade de alimentos matinais e barras energéticas à base de amaranto.


A planta, que não é um cereal mas possui características parecidas, é vantajosa em termos nutricionais, porém pouco conhecida e consumida no Brasil. Cerca de 50 pessoas provaram e aprovaram os produtos em estudo feito na FSP.

A nutricionista Karina Dantas Coelho, que desenvolveu os alimentos em sua pesquisa de mestrado, garante que eles estão prontos para o consumo. "O amaranto é um pseudocereal de origem andina, que tem mais proteína, e de melhor qualidade que os cereais tradicionais, como arroz, milho e trigo", conta a nutricionista. "Ele tem mais cálcio, em quantidades parecidas com a do leite; mais fibras, importantes componentes de nossa dieta, e pode ser consumido por pessoas com intolerância ao glúten. Também foi comprovada em animais sua capacidade de reduzir o colesterol no sangue".

Karina desenvolveu o alimento matinal e a barra energética com o amaranto como matéria-prima, visando a máxima aceitação e a mínima perda de nutrientes. "Esses alimentos seriam uma forma de inserir o amaranto na dieta da população", explica. Apesar de todas as vantagens apresentadas, ele ainda não é comum no Brasil. Ele só é plantado, em caráter experimental, no Distrito Federal.

Características
O alimento matinal produzido com o amaranto teve adição de aroma de doce de leite, com a coloração bege clara e em forma de bolinhas. A barra energética teve como ingredientes o amaranto, arroz expandido e frutas desidratadas (maçã, uva passa e coco). Nelas, o amaranto usado foi do tipo estourado (uma espécie de "pipoca"). Não foi utilizada gordura vegetal hidrogenada na fabricação das barras, e sim uma solução de amido desenvolvida no laboratório, mais saudável.

"Os dois alimentos foram bem aceitos. Também observamos uma maior presença de proteínas e fibras", conta Karina. "Nas barras de cereais normais, a quantidade de fibras é mínima, e algumas apresentam até mais gordura, e do tipo trans, a a mais prejudicial".

Aceitação
As análises de aceitação ao sabor dos alimentos foram feitas em um salão para análise sensorial da FSP. As pessoas provaram cada produto desenvolvido, dando uma nota de 1 a 9 para o sabor e especificando o que haviam gostado ou não. "Consideramos 7 como a nota que diria que os alimentos estariam prontos para o consumo", explica a nutricionista. O cereal matinal obteve 72% de notas maiores que 7, e a barra energética obteve esse valor em 77% dos casos, demonstrando aceitação de ambos no paladar.

"Ainda é necessário confirmar a redução do colesterol promovida pelo amaranto no sangue em humanos, mas ele já possui vantagens que justificam sua inclusão na alimentação", constata Karina. A solução de amido desenvolvida no laboratório está com processo de obtenção de patente que não será de exclusividade. O intuito é que essa tecnologia seja transferida para outras empresas, para que possa ser feita uma difusão da produção de alimentos com amaranto. Porém, ainda não há previsão da inserção dos produtos no mercado. "É preciso saber se as pessoas não consomem o amaranto porque ele não é encontrado, ou se ele não é produzido pois as pessoas não consomem", conclui.


por Juliana Cardili Fonte: Agência USP de notícias

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Soja é saudável?



Na macrobiótica usamos a soja fermentada.

No homem o consumo de soja acentuado pode provocar queda do nível de testosterona.

Estudos apontam para toxidade da soja consumida sem fermentação.

Alerta sobre a soja
fonte:
http://www.taps.org.br/Paginas/alimartipri07.html

A soja começou a ser utilizada como alimento durante a dinastia Chou (1134-246 AC), depois que os chineses aprenderam a fermentar os grãos de soja para produzir alimentos como missô e shoyu. Os orientais consomem alimentos de soja em pequenas quantidades, como condimento e não para substituir produtos animais.

A maioria dos alimentos modernos de soja não são fermentados para neutralizar toxinas contidas nos grãos de soja e são processados de tal forma que as proteínas são alteradas e os níveis de cancerígenos aumentam.Alerta sobre a soja.

A soja começou a ser utilizada como alimento durante a dinastia Chou (1134-246 AC), depois que os chineses aprenderam a fermentar os grãos de soja para produzir alimentos como missô e shoyu. Os orientais consomem alimentos de soja em pequenas quantidades, como condimento e não para substituir produtos animais. A maioria dos alimentos modernos de soja não são fermentados para neutralizar toxinas contidas nos grãos de soja e são processados de tal forma que as proteínas são alteradas e os níveis de cancerígenos aumentam.


Abaixo destaco boas publicações sobre a soja:

http://correcotia.com/soja/soja-entrevista.htm


http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u399924.shtml

http://www.novatrh.net/soja.html

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

MOTORISTAS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DE DORES LOMBARES

Solidão, insegurança, horários e ritmos alterados, instabilidade de temperatura, tensão e ruídos em excesso são algumas das dificuldades diárias enfrentadas pelos motoristas de caminhões ou de ônibus que realizam viagens de longo percurso. Essas condições profissionais, altamente fatigantes, normalmente desencadeiam doenças como a lombalgia, mais conhecida como dor nas costas.


Segundo o médico João Augusto Figueiró, coordenador científico da sociedade sem fins lucrativos Aliviador e médico assistente do Centro Multidisciplinar de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a lombalgia tem origem nervosa ou muscular. “Às vezes, a enfermidade também pode ser causada pelo estresse, pela fadiga ou contração generalizada devido à permanência numa mesma posição por um tempo prolongado, caso dos motoristas, que trabalham sentados por horas”, esclarece médico.


Aliado ao problema da postura, outros fatores estimulam o aparecimento da doença nessa categoria, entre os quais o excesso de peso, muitas horas de trabalho, sedentarismo, além dos descuidos com a saúde por ingestão de drogas, álcool e má alimentação. “Devemos destacar que a inversão do ritmo do sono, a ausência de pausas para descanso, a falta de alongamentos ou de outras atividades físicas também são causadores da lombalgia” diz Figueiró.


Outro vilão do profissional é o pequeno espaço para movimentação na cabine do veículo. São várias as tarefas realizadas na cabine, como monitorar controles e mostradores localizados no painel, teto ou em outro local. O esforço para desenvolver essas ações específicas faz o motorista mexer a cabeça, tronco, os membros inferiores e superiores de maneira desordenada, que causam dor na coluna, ombro e pescoço.

A Organização Mundial de Saúde estima que 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor nas costas (lombalgia aguda) durante a sua vida. E o número de pessoas que apresentam este sintoma cresce de acordo com o aumento da longevidade da população. A expectativa de vida dos brasileiros que ficava em torno de 60 anos subiu para 75. Portanto, o medico alerta que é necessário prevenir problemas espinhais e não prestar atenção à coluna somente quando se sente dor.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

PÉ CHATO

Quantas vezes se ouve nos consultórios os pais dizendo: “Trouxe meu filho porque ele tem pé chato igual a mim, porém meus pais não tiveram o cuidado de me oferecer tratamento enquanto era possível”, ou então, “será que ele vai ter o joelho em xis, como o do meu avô?”. A dúvida é saber se existe algo relacionado à herança genética. Em primeiro lugar, é importante que se defina se o tipo de deformidade da criança é móvel ou rígida, se é funcionalmente aceitável ou não, e quais são as possíveis conseqüências para o futuro. Seguramente, as deformidades rígidas são as mais preocupantes e seu tratamento muitas vezes cirúrgico, para os quais o acompanhamento do ortopedista é essencial.

As deformidades fisiológicas de pé, joelho, quadril e coluna após o nascimento têm caráter involutivo, isto é, durante seu crescimento vão diminuindo sem a intervenção de nenhum artefato externo como palmilhas. Mesmo as crianças tendo certas heranças genéticas, o melhor tratamento para elas é deixá-las no convívio com a natureza onde os estímulos como irregularidades do terreno, aqueles nozinhos na grama, as pedrinhas, criam fatores de desequilíbrio que fazem o cérebro transmitir uma mensagem que reequilibra essa criança. Este hábito cria uma resposta automática a diversos outros fatores melhorando o equilíbrio, que é aquilo que entendemos ser essencial na função, propiciando uma melhor aptidão no desenvolvimento físico e esportivo.

As palmilhas, por sua vez, são indicadas quando a criança cai muito e não apresenta nenhum distúrbio neuro-motor para tentar acomodar sua postura de marcha, equilibrando a criança externamente. Ou são indicadas em alguns casos de dor de origem desconhecida, uma forma da chamada “dor do crescimento”, e que, por vezes, melhora com seu uso.
Portanto, leve seu filho ao ortopedista para sanar qualquer dúvida e, acredite a natureza é pródiga.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

CHÁ VERDE PARECE PROMISSOR NO COMBATE AO HIV


Os benefícios do chá verde derivam de uma substância chamada epigalocatequina galato, ou EGCG. O EGCG é um flavonóide, um componente que dá ao chá verde sua cor e possui propriedades anticâncer, antimicrobianas e antiinflamatórias. Medicamentos contra câncer baseados em EGCG já estão passando por testes clínicos.

Em experimentos realizados na Faculdade de Medicina Baylor e da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, a bebida bloqueou a capacidade do vírus da Aids de capturar e destruir as células do sistema imunológico.

Há pelo menos uma década, os pesquisadores sabem que a molécula do EGCG inibe a progressão do HIV em experimentos de laboratório -mas ainda não entendiam precisamente o motivo. Agora os cientistas mostram como a molécula do EGCG se liga ao exato ponto em que o HIV precisa infectar uma célula T saudável . O estudo deles está disponível online no "Journal of Allergy and Clinical Immunology".

Mesmo com estes estudos, não está indicado o aumento da ingestão do chá verde como prevenção da AIDS , explica Rui Dammenhain, especialista em vigilância sanitária: caso seja comprovado sua eficácia, o principio ativo será incorporado no coquetel anti AIDS , explic a Rui.

Coração: oito fatores que afetam a saúde


Oito fatores de risco contribuem para 90% das doenças do coraçãoDe acordo com o doutor Salim Yusuf, cardiologista da Universitade McMaster em Toronto (Canadá), uma mudança no estilo de vida reduziria dramaticamente essa percentagem. "Os fatores de risco que contribuem para as doenças do coração não são novos. De modo geral, a maioria das pessoas já sabe que o cigarro, a hipertensão, o diabetes, a obesidade, o estresse, o sedentarismo, uma dieta pobre em fibras e frutas são determinantes de muitas doenças ", diz Alexandre Santos, cardiologista do Hospital Santa Paula (SP).


Na universidade canadense, estudo envolvendo cerca de 26 mil voluntários de 52 países revelou que mais da metade sofre de cardiopatias. "O elemento surpresa foi chegar à conclusão de que o fator hereditariedade prevaleceu em apenas 10% dos casos, quando se imaginava que seria o maior de todos os riscos ", diz Yusuf.


Para o médico brasileiro, o interessante é perceber que a população está morrendo de uma doença que poderia ser prevenida, estando em suas mãos alterar o estilo de vida. Aqui estão os oito fatores que alteram a saúde do coração:


Gordura abdominal: os conhecidos pneuzinhos duplicam as chances de se ter um infarto, tanto em homens quanto em mulheres. "A gordura abdominal é ativa em termos de hormônios, predispondo ao diabetes, à hipertesão e ao colesterol elevado."


Mau colesterol/bom colesterol: altas taxas de colesterol chegam a quadruplicar os riscos de infarto. Funciona assim: o mau colesterol (LDL) leva a gordura para as paredes das artérias; já o bom colesterol (HDL) limpa as paredes arteriais. Um estilo de vida sedentário e uma dieta baseada em gorduras aumenta o LDL e diminuem o LDL.


Diabetes: é especialmente arriscado para as mulheres, multiplicando por quatro suas chances de ter complicações cardíacas. Nos homens, mesmo que os riscos caiam pela metade, ainda assim inspira cuidados.


Comer frutas e vegetais: quem consome diariamente frutas e vegetais pode diminuir os riscos das cardiopatias entre 30% e 40%. Eles também baixam o colesterol, melhoram a taxa de açúcar no sangue e auxiliam na dieta saudável.


Exercícios: quando moderados, reduzem em 23% os riscos de os homens sofrerem um infarto e o dobro (46%) em relação às mulheres. Nem é preciso ser um maratonista. Basta caminhar regularmente no parque, por exemplo.


Hipertensão: homens, nesse caso, triplicam suas chances de sofrer um ataque cardíaco. No caso das mulheres, as chances dobram. Quando os vasos sangüíneos estão estreitos, forçam o coração a trabalhar mais - diminuindo sua vida útil.


Estresse: vida agitada, problemas de comportamento, ansiedade ou depressão podem triplicar os riscos das doenças do coração. Cardiopatas que sofrem de depressão têm quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.


Cigarro: os fumantes têm entre duas e três vezes mais chances de ter um ataque cardíaco do que os não-fumantes. A fumaça prejudica as paredes das artérias, favorecendo inflamações e estreitando a passagem do sangue.


Fonte: Dr. Alexandre Santos, cardiologista do Hospital Santa Paula (SP)

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

PERIGO DA BANALIZAÇÃO DO ESTRESSE


Lidamos todos os dias com uma incrível confusão interna. São vozes competitivas e sem corpos, todas batalhando por atenção; um constante bombardeamento de estímulos; as engrenagens afiadas do esforço mental; a cabeça funcionando incessantemente além do horário.

Nunca na história da humanidade uma quantidade tão significativa de indivíduos compartilhou com tanta persistência uma visão na qual a mudança rápida e voraz é a constante que define a condição humana, assim com toda essa pressão interior, o estresse e a ansiedade estão alcançando enormes proporções, nossos cérebros são a base para o congestionamento mais nocivo de todos os tempos: um fluxo inevitável de mentes aceleradas pela tecnologia colide com uma psique humana casa vez mais exaurida.

Segundo a dr. Ana Maria Maurat, a saúde mental é uma das primeiras vítimas da era moderna, no entanto preocupa a forma como a sociedade lida com o estresse, para a especialista é importante saber que o estresse é um dos principais desencadeadores de outros transtornos mentais, ao vulgarizar o estresse como algo banal, a sociedade e os cidadãos acometidos pelo transtorno saem prejudicada.

O Centers For Disease Control and Prevention afirmam que 80% dos gastos médicos atuais nos EUA são relacionados ao estresse. Para o dr. Herbert Benson, da Harvard Medical School, um expoente na medicina complementar, o número pode chegar a 90%.Infelizmente no Brasil não dispomos de pesquisas que possam auferir o real número de cidadãos que sofrem com o estresse, mas é possível afirmar que devido à condição social e à criminalidade que todos estamos vulneráveis, os números não são diferentes, afirma a especialista.

CurrículoAna Maria Maurat, é médica, especialista em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Coordenadora Técnica da Clínica Maurat Serviços Médicos Ltda, em Ipanema – Rio de Janeiro.

Andropausa: o que é importante saber


O DAEM – Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino – tem paralelos com o que acontece na fase da menopausa nas mulheres. Hoje pode ser tratado com segurança, trazendo de volta o bem estar e a alegria de viver de muitos homens


Por muitos anos, as terapias de reposição hormonal focaram principalmente o tratamento de mulheres na menopausa. Recentemente, o uso de terapia de reposição de testosterona para prevenir e tratar os sintomas da andropausa despertou o interesse da medicina. “Esse fato coincide com a tendência de dados demográficos do envelhecimento que mostram um aumento da porcentagem de homens mais velhos no Brasil”, afirma o urologista Ricardo Felts de La Roca.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, em 2005, o número de pessoas com mais de 60 anos no país era superior a 18 milhões (10% do total). De 1991 a 2000, a população aumentou 15,7%, enquanto o segmento com 65 anos ou mais cresceu 41%.

O envelhecimento masculino é acompanhado de sinais e sintomas que se assemelham à uma deficiência androgênica em jovens adultos, tais como a diminuição da massa e força muscular; o aumento da gordura abdominal, principalmente visceral, com resistência à insulina e perfil lipídico aterogênico; diminuição da libido e dos pêlos sexuais; osteopenia, diminuição da performance cognitiva; depressão; insônia; sudorese e diminuição da sensação de bem estar geral.

O senso comum, equivocadamente, procura atribuir à diminuição de níveis de testosterona o aparecimento destes sintomas. É importante destacar que a diminuição dos níveis de testoterona é apenas um dos fatores responsáveis pelos sintomas do envelhecimento masculino, que têm origem multifatorial”, destaca o médico. Por esta razão, o diagnóstico da deficiência androgênica no envelhecimento masculino deve ser baseado na sintomatologia clínica e na bioquímica com dosagens de testosterona abaixo do nível mínimo de jovens adultos. A seguir, o urologista fornece mais informações sobre a andropausa e as indicações terapêuticas apropriadas para a reposição hormonal masculina.


- O que é andropausa?

Ricardo Felts de La Roca - O nome é uma referência ao fenômeno hormonal que ocorre nas mulheres – menopausa – após os 45 anos de idade. Porém, o quadro masculino não apresenta os mesmos tipos de alteração física. Nas mulheres há um acentuado declínio na produção hormonal devido à falência funcional dos ovários e conseqüente interrupção do ciclo menstrual. Nos homens, foram identificadas várias alterações hormonais. A mais comum é uma redução dos níveis de testosterona, mas que não resulta na interrupção completa de sua capacidade reprodutiva.

Há muitas diferenças entre a menopausa e a andropausa. Não existe uma faixa de idade mais comum para início dos sintomas e nem todos os homens apresentam este problema. Nos homens, estima-se que 21% destes, com idade variando entre 60 a 80 anos e, mais de 35% dos homens com mais de 80 anos, apresentarão sintomas da baixa hormonal, conseqüência da diminuição da produção testicular de testosterona, o principal hormônio masculino.

- Como o homem percebe que está entrando na andropausa?

Ricardo Felts de La Roca - A deficiência de testosterona no homem idoso pode causar diminuição do interesse sexual (libido) e da qualidade das ereções; diminuição da massa muscular; aumento da massa de gordura visceral e alterações no perfil lipídico no sangue; diminuição da massa óssea e osteoporose e diminuição da sensação de bem-estar - caracterizada como diminuição da atividade intelectual, dificuldade de orientação espacial, fadiga e depressão.

- Quais os cuidados que o homem deve adotar nesta fase da vida?

Ricardo Felts de La Roca - O sobrepeso, a obesidade, tão comuns na sociedade moderna, onde o consumo de carboidratos supera uma alimentação balanceada, a falta de exercícios físicos, o sedentarismo são as condições de partida para o armazenamento da gordura no espaço visceral, nos homens concentrando-se na cavidade abdominal, assim é comum vermos homens com braços e pernas finos e a circunferência abdominal proeminente. Neste espaço, esta gordura armazenada, seqüestra os hormônios masculinos, causando uma baixa plasmática da testosterona, além de liberar substâncias que têm poder irritativo e inflamatório nas paredes arteriais. No conjunto das alterações desencadeia-se uma pré-diabetes, ou uma diabete instalada, hipertensão, elevação do ácido úrico no plasma, uma sobrecarga cardíaca, e todas estas alterações já descritas, pela diminuição circulante do hormônio testosterona.

- E qual o tratamento médico mais aconselhável para esta etapa da vida?

Ricardo Felts de La Roca - Hoje, recomendamos a todos os homens que realizem uma consulta especializada urológica após os 40 anos de idade, com caráter preventivo, pois dados da literatura mundial mostram, que os níveis hormonais decrescem em média de 1 a 2 % ao ano, sendo que em 50% dos homens com mais de 50 anos estudados foi constatada baixa significativa da testosterona biodisponível, sem eles apresentarem queixas clínicas correlacionadas. Como a reposição hormonal é uma das terapias disponíveis, em pacientes sintomáticos, e sabendo que estes hormônios interagem com fatores prostáticos, e que o câncer de próstata é alimentado pela testosterona, sem dúvida, a orientação médica especializada é indispensável.

- Todos os homens necessitam fazer a reposição hormonal na andropausa?

Ricardo Felts de La Roca – Não. Como cada caso requer uma conduta individualizada, a importância do exame preventivo fica clara, pois as condutas a serem adotadas têm que ser muito bem discutidas e orientadas. A avaliação correta requer uma série de exames laboratoriais e de imagens, e o tratamento, por vezes, requer a formação de uma equipe multidisciplinar, composta por urologistas, clínicos gerais e endocrinologistas. Desta forma, vimos que, por vezes, podemos tratar de um quadro de diabete através da administração de testosterona. Podemos em outras situações reverter um quadro de impotência sexual ou melhorar a libido com esta administração hormonal. Mas devemos lembrar que sem uma avaliação especializada poderemos estar estimulando a agressividade de um câncer de próstata, ou, dependendo da via de administração do hormônio, causar alterações das funções do fígado, onde estes hormônios são conjugados e metabolizados.


Potenciais Benefícios da Terapia de Reposição Hormonal durante a Andropausa:

- Restauração da massa óssea, força muscular e composição corporal;
- Restauração da libido e função sexual;
- Melhora do humor, da qualidade de vida e das funções cognitivas;
- Influência sobre o metabolismo de carboidratos e lipídeos.


Riscos Potenciais do Tratamento de Reposição Hormonal durante a Andropausa:

- Exacerbação de doença prostática não diagnosticada;
- Policitemia;
- Aumento do risco de doença cardiovascular;
- Hepatotoxicidade;
- Piora ou aparecimento de apnéia do sono.

FONTE: Projeto Diretrizes AMB/CFM


- O paciente na andropausa precisa fazer alguma mudança importante na sua alimentação?

Ricardo Felts de La Roca – A mudança dos hábitos alimentares, com a supressão dos açucares, o equilíbrio entre os lipídios ingeridos, a perda de peso, exercícios físicos regulares e o monitoramento dos índices hormonais, com ou sem a reposição destes, são a chave para o restabelecimento de um padrão de vida, onde a volta ao bem estar corporal, mental e sexual traz grande conforto e felicidade. As dietas alimentares também são um importante aliado, pois vários alimentos têm propriedades que se bem exploradas, podem trazer benefícios e equilibrar a produção dos hormônios, aumentar a resistência imunológica, equilibrar as funções orgânicas, baixar ou aumentar índices de colesterol, triglicérides, glicose e promover a reparação celular. Portanto, não existe uma dieta única que possamos aconselhar para todos, mas sim orientar individualmente, baseados nas necessidades de cada um.

- Homens que apresentam dificuldades no campo sexual, necessariamente, estão entrando na andropausa?

Ricardo Felts de La Roca – Não devemos caracterizar ou estigmatizar esta fase da vida, nem deixar de reconhecer nos adultos jovens as alterações provenientes das alterações metabólicas fruto das tendências de comportamento impostas, e sim, oferecer a possibilidade de recuperação, aliando consciência de auto-estima e cuidados preventivos, como a melhor arma para a longevidade com saúde e bem estar. Uma condição clínica similar à andropausa, que ocorre em homens muito mais jovens é hoje reconhecida e seu correto diagnóstico e tratamento se impõem pelos riscos diretos e indiretos cardíacos, endócrinos e urológicos. É a Síndrome Metabólica, onde o adulto jovem percebe alterações do seu comportamento sexual, com menor performance, ereções menores, que acarretam problemas psicológicos como insegurança, ansiedade, fobia, e como num círculo, ejaculação precoce, e finalmente impotência sexual. A Síndrome Metabólica traz, em meio a estas manifestações da ordem sexual, perigos maiores, invisíveis, que, a médio prazo, podem lesar outros sistemas.


SERVIÇO:

Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca
Endereço: Alameda Lorena, 131.
Conjuntos 85 e 87.
Jardim Paulista
São Paulo-SP
Atendimento: De segunda a sexta.
Horário: 08h30min às 19h00min horas.
Telefone: (11) 3053-6960 / 3053-6961.
www.delarocaurologia.com.br